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Magny Cours

Organização

Nome

Circuit de Nevers Magny-Cours,

Endereço

ASA de Nevers Magny-Cours
Technopole, 58470 Magny-Cours – France
Tel: (+33) 386 218000
Fax: (+33) 386 218141

Ficha Técnica

Extensão

4.411 metros

Voltas

 70 (308,586 km )

Curvas

 16

Sentido

 horário

Capacidade

60.000 espectadores (43.00 sentados)

Primeiro GP

07 de julho de 1991,

vencido por Nigel Mansell

Pole recorde

1m15s019 – R. Schumacher – BMW Williams – 2003

Volta mais rápida

1m15s512 –   J-P. Montoya – BMW Williams – 2003

Vencedores

Data

Piloto

Equipe

Tempo

01-07-2007

Kimi Raikkonen

Ferrari

1:30:54.20

16-07-2006

Michael Schumacher

Ferrari

1:32:07.807

03-07-2005

Fernando Alonso

Renault

1:31:22. 233

04-07-200

Michael Schumacher

Ferrari

1:30:18.133

06–07-2003

Ralf Schumacher

Williams

1h30m49s212

21-07-2002

Michael Schumacher

Ferrari

1h32m09s837

01-07-2001

Michael Schumacher

Ferrari

1h33m35s636

02-07-2000

David Coulthard

McLaren

1h38m05s538

27-06-1999

Heinz-Harald Frentzen

Jordan

1h58m24s343

28-06-1998

Michael Schumacher

Ferrari

1h34m45s026

29-06-1997

Michael Schumacher

Ferrari

1h38m50s492

30-06-1996

Damon Hill

Williams

1h36m28s795

02-07-1995

Michael Schumacher

Benetton

1h38m28s429

03-07-1994

Michael Schumacher

Benetton

1h38m35s704

04-07-1993

Alain Prost

Williams

1h38m35s241

05-07-1992

Nigel Mansell

Williams

1h38m08s459

07-07-1991

Nigel Mansell

Williams

1h38m00s056

Características

O Circuito de Magny-Cours fica entre as cidades francesas de Nevers e Magny–Cours, na Borgonha, a 250 km ao sul de Paris e a 12 km de Nevers, bem no coração da França.

Os pilotos não gostam muito porque o lugar é muito afastado. Todos preferiam correr em Paul Ricard, perto da Riviera Francesa. Mas os organizadores compensam com uma infra-estrutura impecável, um dos melhores centros de imprensa do mundo e boxes espaçosos e arejados. O complexo do circuito inclui várias pistas; infra-estrutura de apoio, salas de recepção e restaurantes. Há até uma lanchonete da rede McDonald’s na entrada do autódromo, algo raro de se encontrar em outros circuitos. O complexo fica aberto durante toda a semana, da 8  às 20 horas, gratuitamente fora dos dias de corrida, e os visitantes podem conhecer as tribunas; fazer compras na boutique; visitar o museu da Ligier e ver 16 carros, ao lado de várias outras lembranças e fotografias da equipe. O Museu do Esporte a Motor TAM conta a historia do motor de corrida da Renault.

O traçado do circuito é um misto de curvas lentas e grampos apertados. A pista tem um trecho de altíssima velocidade, a grande reta que termina na curva Adelaide, feita em primeira marcha a 80 km/h. Neste ponto morreu, em 1995, o brasileiro Marco Campos, numa corrida de F-3.000. O acidente provou que mesmo uma pista exemplar em segurança, como é o caso de Magny-Cours, pode passar pela fatalidade de um acidente como o que vitimou o jovem brasileiro.

Uma parte que é muito criticada pelos pilotos é a entrada dos boxes, estreita e no ponto de tangência para a curva que dá acesso à reta das arquibancadas. O circuito tem retas de alta velocidade, com alguns trechos lentos, e a pista bastante lisa e pouco emborrachada exige uma carga aerodinâmica baixa. Não há muitos pontos de ultrapassagem, e o melhor é na freada para a entrada na curva Adelaide. Além disso, A região de Magny -Cours, à época do Grande Prêmio é bem quente e exige bom desempenho dos pneus.

Magny-Cours não era um dos circuitos preferidos de Pedro Paulo Diniz quando ele corria. O ex-piloto brasileiro dizia que era muito difícil acertar o carro para esse circuito:

Na primeira corrida nesse circuito, Nigel Mansell, da Williams, foi o vencedor depois de uma dura disputa com Alain Prost, da Ferrari. Mansell ganhou também em 1992 e 93.

 “Dá muito trabalho acertar o carro aqui, por ser uma pista muito técnica e bem diferente da outras, tão plana e lisa. A superfície é muito sensível à temperatura. Se o termômetro sobe, os tempos sobem, não importa o que você tenha feito no carro. O desempenho que você teve no começo do dia nem sempre será o mesmo à tarde. E quando chove a pista fica muito escorregadia”.

Para os técnicos da Bridgestone, Magny-Cours, com a superfície lisa da pista, a mistura de grampos lentos, curvas de velocidade média e chicanes rápidas, dá oportunidade para boas observações e é encarado como um circuito mais técnico do que desafiador.

Velocidades

Trecho

Setor

FG

Marcha

Velocidade

Curva 1

5

267,167

Curva 2 (Estoril)

2.6

4

200,125

Curva 3

5

260,162

1º setor

2.40

Entrada Curva 5

6

297,185

Curva 5 (grampo – Adelaide)

1.6

2

50,80

Curva 6 (Nurburgring)

6

162,260

Curva 7

2.9

4

131,210

Curva 9

1.9

4

185,115

2º Setor

25.6

Curva 11

6

153,245

Curva 12

4

210,131

(Curva 13 (Chateau D’Eau)

1.9

2

50,80

Curva 14

6

153,245

Curva 15 Lycee Pin

1.6

2

50,80

3º Setor/Chegada

24.1

1:13:7

A FOM registra o seguinte para a volta em Magny Cours: Fim da reta –  0.57, 6, 278; Curva 1 – 4.48, 6, 289; Curva 2 – 2.88, 6, 299; Curva 3 – 5.00, 5, 249;  Descida para Curva 4 (Golf) – 1.28, 7, 305;  Curva 4 – 1.28, 7, 305; Meio da reta – 1.24, 7, 309; Curva 5 (Adelaide) – 2.93, 1, 44;  Reta curta – 1.08, 5, 256; Entrada da Curva 6 – 0.46, 6, 290;  Curva 6 – 5.00, 5, 262;  Curva7 (Nurburgring) – 3.83, 5, 262;  Curva 8  (180º) –  2.87, 2, 80; Curva 9 – 3.56, 3, 173; Curva 10 – 1.51, 5, 252;  Entrada Curva 11– 0.43, 6,280; Curva 11  – 4.76, 5, 247; Curva 12 (Imola) – 4.33, 5, 249; Entrada. Curva 13 – 5.00, 5, 261;  Curva 13 (Chateau D’Eau) – 3.60, 2, 65;  Entrada Curva 15 – 2.55, 6, 295;  Curva 15 (Lycee Pin – cotovelo) – 3.57, 2, 70;  Curva 16/17 – 4.39,

História

Magny-Cours é de propriedade do Conselho Geral de Nièvre, administrado e explorado por uma sociedade Anônima de Economia Mista Esportiva (Société Anonyme d’Economie Mixte (SAEMS).  Foi construído no final de 1990, pelo governo socialista de François Mitterrand, o ex-presidente francês que começou sua carreira política no Departamento de Nièvre, onde ficam as cidades de Nevers e Magny-Cours. A obra, assim como a transferência do GP da França de Paul Ricard, em Le Castellet, para lá, teria sido resultado da amizade de infância do presidente com Guy Ligier, então dono da equipe Ligier, que é da região..

O circuito é local do GP da França desde 1991. Na primeira corrida nesse circuito, Nigel Mansell, da Williams, foi o vencedor depois de uma dura disputa com Alain Prost, da Ferrari. Mansell ganhou também em 1992 e 93. Antes, a corrida foi disputada nos autódromos de Reims, Rouen, Clermont Ferrand, Le Mans, Paul Riccard e Dijon. Dos 57 campeonatos mundiais, a França, onde nasceu, em 1906, a denominação Grande Prêmio para corrida de automóveis,  só não promoveu a prova em 1995.

Para o GP de 2003, a pista passou por uma grande reforma. Duas curvas no último trecho do traçado foram redesenhadas. A Imola passou a ser uma chicane suave, seguida de uma freada forte. Na seqüência, onde havia uma chicane lenta, há uma reta.  Apesar das mudanças, a maioria das equipes, menos a Renault, continuou fazendo restrições ao traçado da pista. Em 2008, repetindo promessas feitas em anos anteriores, a administração do autódromo promete novas reformas, para atender exigências de Bernie Ecclestone para uma estrutura adequada. Além da reformulação do traçado da pista, haverá melhorias na estrutura do autódromo, além da conclusão do complexo hoteleiro próximo ao circuito.

Mas essas reformas não afastarão, com certeza, a ameaça de eliminação de Magny-Cours do calendário da FIA, principalmente se a Federação francesa acabar.cedendo aos desejos de Bernie Ecclestone, que sonha com uma corrida em circuito de rua em Paris.

Momentos

1992 – Michael Schumacher e Ayrton Senna se chocam na curva Adelaide

1993 – Mark Blundell bate forte, quando tenta ultrapassar  Andrea de Cesaris na Estoril

1994 – Jean Alesi roda e bate em Rubens Barrichello ao tentar retornar à pista na última chicane

1996 – A Renault anuncia a saída da F1 em 1967

1997 – Jacques Villeneuve faz uma última volta desesperada para ultrapassar Eddie Irvine, na briga pelo terceiro lugar, mas não consegue. Chega 7 segundos atrás.

1999 – No dia 21 de junho, numa manobra perfeita, debaixo e muita chuva,  Rubens Barrichello dá um X em Michael Schumacher. Na 42ª volta, Schumacher se aproxima por dentro, e ultrapassa Barrichello na freada da curva Adelaide, no fim da reta. Barrichello lembra: “Vi que não daria para segurar a posição e abri o máximo, para tracionar melhor na saída da curva e recuperar a posição”. Barrichello termina em 3º lugar.

2002 – Michael Schumacher iguala a marca de cinco títulos mundiais do argentino Juan Manuel Fângio. Heinz-Harald Frentzen e Enrique Bernoldi, propositalmente, ultrapassam o tempo limite para classificação (7% além da pole), porque a Arrows não tinha condições para “bancar” a corrida

2003 – Ralf  Schumacher faz a pole e ganha o GP da França de ponta a ponta

2007 – No dia 1º de julho, no pit stop,  um  mecânico da Spyker  precipita-se ao levantar a placa que autoriza a saída dos boxes. O holandês Christijan Albers também acelera cedo demais e sai com a mangueira de reabastecimento presa ao carro, o que provoca o abandono da prova. Um dia antes,  antes, na prova da GP2, o carro do venezuelano Ernesto Viso decola e aterrisa de rodas para cima, com o cockpit batendo numa mureta. O piloto teve só um braço quebrado.

O autódromo na visão de  Reginaldo Leme

“Em Magny-Cours, os motorhomes das equipes acabam sendo não só o ponto de apoio das pessoas durante as horas de trabalho na pista, mas também ganham vida noturna, simplesmente porque fora dali praticamente não existe vida. O autódromo fica no meio de uma área rural e na vizinhança só existe a feia e insuportavelmente pacata Nevers, que não oferece nada de bom. O melhor é ficar no autódromo mesmo, jantar por ali e só voltar para o hotel pra dormir. Sorte melhor ainda é de quem pode dormir no motorhome.
(…) A construção do autódromo foi uma tentativa de transformar a região em um importante pólo da indústria automobilística francesa. Mas a idéia não deu certo. O autódromo sobreviveu até agora porque é um dos melhores do mundo. Pista bem desenhada, asfalto impecável, boxes, garagens, área de paddock, camarotes, arquibancadas, tudo com espaço de sobra e muito conforto. Mas nem isso evitou que a F-1 decidisse dizer adeus a Magny-Cours” (29/04/2007).

Uma volta com  Irvine

“Depois da reta das tribunas, eu acelero ao máximo, antes de chegar à primeira chicane, com um encadeamento de esquerda-direita, em terceira, a 140 km/h. Tão rápido quanto seja possível, eu subo para a quarta ou Quinta para enfrentar a terceira curva.

Passo a reta em quinta e chego à curva Ford em segunda, a uns 115 km/h. Continuando, passo pela curva Dunlop e depois tento alcançar a velocidade máxima para tomar as Sexta e sétima curvas em quinta e sexta marchas, respectivamente, a uns 250 km/h.

A curva seguinte, a RTL, é complicada, especialmente se a pista estiver molhada, mas é também uma das melhores do circuito. Tenho que baixar de Sexta para Terceira e de 290 para 150 km/h para passar por ela. É muito importante fazê-lo bem, pois este é um lugar ideal para se avançar. Depois da curva Bit e de uma ligeira subida, chego a uma reta onde  se alcança a velocidade máxima, antes de chegar à chicane Veedol, onde tenho que reduzir  até a segunda. Passada a Veedol, chego à curva Coca-Cola, a última do circuito e que precede a reta das tribunas”.

Uma volta com Verstappen

“Eu gosto de Magny-Cours. É uma pista muito lisa. Tem os mesmos tipos de curvas dos outros circuitos, mas não tem ondulações e você não precisa usar tanto o freio. Para mim, é um bom circuito, com curvas rápidas e chicanes velozes e oportunidades de ultrapassagens na longa reta. A primeira curva é razoavelmente apertada e rápida. A segunda, o Estoril, é uma curva à direita, muito longa e muito rápida, onde se chega a 200 km/h. O carro precisa estar bem equilibrado para entrar na reta em boa velocidade. Depois eu freio forte para entrar em 1ª no grampo, a parte mais lenta da pista e, aí, uma boa tração para a saída é importante. Em seguida, vem as chicanes, que eu gosto e faço em 4ª marcha, a 210 km/h. Eu freio de novo no grampo seguinte, e isso é difícil, porque você tem de brecar enquanto faz a curva, o que deixa a traseira do carro bastante nervosa. E você tem de ter, outra vez, uma boa tração para sair da curva. Você não vê a próxima chicane, que fica num declive e depois sobe, e você pode atropelar a curva, que é mais difícil do que a da outra chicane. A curva seguinte é um pouco mais difícil, mas é do jeito que gosto. Acho que é a parte mais interessante do circuito. Eu breco forte de novo no último grampo, que ainda assim é rápido, feito na segunda marcha. Em seguida, na última parte do circuito, vem uma chicane onde você não vê a curva e tem de retardar a freada. Então você chega à última curva, para entrada na reta de largada, que é bastante lenta e exige também uma boa tração”.