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Fuji Speedway

Organização

Nome oficial:

Fuji International Spedway

Endereço:

Fuji Speedway
694 Nakahinata

Oyama-cho Sunto-gun

410-1308

Shizuoka – Japão

Tel. (81) 550781234

Fax – (81) 550780205

Ficha Técnica

Extensão

4.563 km

Voltas

67 (305,416 km)

Curvas

16 (6.à esquerda e 10 à direita)

Sentido

horário

Capacidade

140.000 espectadores

Primeiro GP

 24 de outubro de 1977, vencido

por  Mário Andretti

Volta mais rápida

1:28.193 – Lewis Hamilton – 2007

Piloto com mais vitórias

Mario Andretti, James Hunt e Lewis Hamilton – 1

Piloto Recordista de pódios

James Hunt e Patrick Depailler – 2

Piloto com mais poles

Mário Andretti – 2

Piloto com mais pontos

James Hunt – 13

Equipe com mais  vitórias

McLaren – 2

Equipe com mais pódios

McLaren – 3

Equipe com mais poles

Lótus – 2

Vencedores

30-09-2007

Lewis Hamilton

McLaren

2:00:34.579

23-10-1977

James Hunt

McLaren

1:31:’51.680

24-10-1996

Mário Andretti

Lótus

1:43:58.860

Características

O Fuji International Speedway está localizado na ilha de Honshu,  Oyama, no município de Shizuoka, a cerca de 100 quilômetros de Tóquio e ao pé de um dos mais famosos pontos turísticos do Japão, o Monte Fuji, 3.776 metros acima do mar, vulcão adormecido desde 1707. No dias claros, a visão é fabulosa, mas, geralmente as corridas são disputadas sob chuva.

É um circuito diferente, a começar pela reta de 1.475 metros, a mais longa da Fórmula 1, onde os carros podem chegar a 315km/h. Na primeira curva e em três outros grampos, o traçado exige muito dos freios e requer um bom acerto do carro para garantir a estabilidade nas freadas.

A pista tem 16 curvas, identificadas pelos números, nomes dos patrocinadores e números que indicam o seu raio:

1 (D)-2(D)-27R

3(Coca Cola) (E)–80R

4 (D)-5 (D)–100R, 178R, 106R95R

6(grampo-E)-7 (E)-30R,165R

8(D)-9 (D)-300R

10(Dunlop)(D)-(11-E)-12(D)-15R,30R,60R

13 (D)-45R

14(Netz) (E)-15(E)-85R, 26R

16(Panasonic) (D)-33R

Todas as curvas, e especialmente a 100R, são desafiadoras e exigem um alto nível de pilotagem. A primeira curva é um ponto chave e a freada depois da alta velocidade da reta de largada pode definir o desempenho na corrida. Depois dessa curva apertada, os carros entram num trecho com 10% de declive e podem acelerar para entrar na curva 3 (Coca Cola). Mas depois da 100R (entrada da curva 4) eles têm de frear de novo no grampo. O final da pista é extremamente lento e travado, uma seqüência  de  curvas direita-esquerda-direita. Antes, esse trecho era uma curva longa e rápida que dava diretamente na reta dos boxes. Na reforma do circuito, foi introduzida a curva Netz, que leva à última e mais apertada curva do circuito, a Panasonic, com saída para a reta dos boxes.

Lewis Hamilton, vencedor do GP de 2007, no Fuji, considera que o circuito é um bom lugar para correr. “Felizmente, diz, há várias oportunidades de ultrapassagem, por causa da realmente longa reta de largada/chegada”.

Ferrnando Alonso diz que, em 2006, deu algumas voltas de demonstração pelo circuito e a pista lhe pareceu realmente boa. Ele acrescenta que é preciso fazer um ótimo acerto, pois há uma pista realmente longa e o resto do traçado é muito lento.

Adrian Sutil, que correu a Fórmula 3 japonesa, em 2006, no Fuji, lembra que a pista tem uma longa reta, mas também setores muito travados no meio e no final. “È necessário encontrar o balanço correto, porque você precisa ser rápido nas retas, mas necessita de downforce para as curvas finais. No geral, eu realmente gosto disso” afirma o piloto. E acrescenta: “A última curva é realmente boa, voltada para o Monte Fuji e você o  vê diretamente à sua frente”.

A crítica mais comum entre os pilotos refere-se à localização da pit lane. Eles consideram muito perigoso reduzir a velocidade, em torno de 300 km, para entrar nos boxes.  Rubens Barrichello sugere que a linha branca da pit lane seja colocada logo depois da curva, onde os carros ainda chegam em baixa velocidade, devido à sucessão de curvas no trecho final.

Antes da corrida de 2007, a BMW recebeu dos organizadores japoneses um programa de computador no qual o circuito era analisado e dividido entre 500 e 800 segmentos. O raio de cada segmento era medido, permitindo aos engenheiros o cálculo exato da melhor linha de corrida. Willy Rampf, diretor técnico da equipe, declarou que isso evitou que eles perdessem precioso tempo durante o fim de semana da primeira corrida lá, pois foi possível estabelecer com antecedência os níveis de downforce, a relação de marchas e especificações de freios.

Velocidades

Trecho

Setor

Marcha

Velocidade

 Final da reta

7

315

Curva 1

1

80

Descida curva 2/3

6

275

Saída Curva 3/

Entrada 4

6

265

 1º setor

23.2

Saída Curva 4/ Saída 5

6

240

Curva 6 (grampo)

2

120

Saída Curva 6/

Entrada 10

7

290

Curva 10

1

70

Curvas 11/12

2

90

2º setor

31.6

Curva 13

2

120

Curvas 14/15

2

105

Descida/ Curvas 15/16

4

205

Curva 16

2

99

 Chegada

30.5

 1:25:3 (pole-2007)

Registros da FOM: Final da Reta – 0.20, 7, 314; Curva 1 – 1.66, 2, 89; Curva 2 – 1.32, 4, 211; Entrada Curva 3 – 1.05, 6, 278; Curva 3 (Coca Cola) – 4.26, 6, 238; 100R (4/5) – 4.36, 6, 265; Grampo (6/7) – 2.72, 2, 128;  Curva 8 – 1.84, 6, 253; Entrada Curva 10 – 0.40, 7, 296; Curva 10 (Dunlop) – 2.13, 1, 73;  Curva 13 – 1.59, 3, 120; Curva 15 (Netz) – 1.62, 2, 98; Curva 16 (Panasonic) – 2.43, 2, 102.

 História

A história do circuito de Fuji começou com a criação da Japan Nascar Corporation, para introduzir essa categoria no Japão.  A idéia original, conforme desenho de Don Nichols e Stirling Moss, era criar uma superspeedway, com 4 quilômetros de extensão e grande inclinação nas curvas,  uma espécie de oval, como os dos Estados Unidos. Por falta de dinheiro, porém, só foi possível construir uma das curvas previstas, que foi interligada a ruas da cidade. E foi como um circuito de rua, com longas e desafiantes curvas, sentido anti-horário, e investimentos da Mitsubishi Estate Co, que o Fuji foi inaugurado em dezembro de 1965.

Logo, todavia, uma sucessão de acidentes obrigou a uma primeira modificação, em 1974, do desenho original, com a substituição da perigosa curva principal  por um apertado grampo de mais de um quilômetro e o estabelecimento da extensão total em 4.359 km. O sentido também foi mudado para o sentido horário.

Nessa nova pista foram disputados os dois primeiros Grandes Prêmios do Japão, em 1976 e 1977.

O primeiro, disputado no dia 24 de outubro, sob chuva torrencial, no encerramento da temporada, foi uma dramática batalha entre James Hunt, da McLaren, e Niki Lauda, da Ferrari, que disputavam o título mundial.  Depois de algumas acquaplenagens, logo nas duas primeiras voltas, Lauda recolheu seu carro nos boxes.  Hunt chegou em terceiro e conseguiu os pontos suficientes para ficar um à frente de Lauda e garantir o título, mas o vencedor da corrida foi Mário Andretti, da Lótus-Ford.

O segundo GP do Japão, disputado no dia 23 de outubro de 1977, e vencido por James Hunt, foi também o último em Fuji, durante exatos 30 anos. A morte de duas pessoas, quando a Ferrari de Gilles Villeneuve caiu sobre um grupo de fiscais e fotógrafos, após um choque com a Tyrrel de Ronnie Peterson, provocou a eliminação do circuito do calendário da Fórmula 1. Em 1987,  o GP do Japão passou a ser disputado no autódromo de Suzuka, onde permaneceu até 2006.

Nesse tempo, restou ao Fuji Speedway receber corridas de carros esporte e competições nacionais, como a Fórmula Nippon e Super GT. Mas, como as velocidades continuassem muito altas e perigosas, foram colocadas duas chicanes na pista,  uma na curva 4-100R e outra na curva final.

Nos anos 1990, o circuito continuou a receber corridas de turismo, com carros vindos das provas de Macau, e em 1993 sofreu novas modificações, com a implantação de novas chicanes.

O destino do Fuji Speedway começou a mudar em 2000, quando a Toyota comprou 93% das suas ações e implementou um audacioso plano para retirar o GP do Japão do circuito de  Suzuka, da concorrente Honda.

Em 2003, o circuito foi fechado e, durante dois anos, sob a direção do engenheiro alemão Hermann Tilke, submetido a ampla reforma, que teria custado 150 milhões de dólares. A grande reta foi mantida, mas no restante a pista foi redesenhada e reforçada. A primeira curva foi estreitada, num estilo característico de Tilke. A curva Coca Cola (antes chamada Suntory) tornou-se uma simples ponta entortada; a 100R (curva 4) e o grampo foram alterados. No trecho final, a curva  longa e rápida, foi substituída por um outro grampo, seguido de complexo de curvas lentas, para diminuir a velocidade de entrada na reta principal. Foram criadas também amplas áreas de escape e melhorada a superfície da pista, que passou a ter 4.563 km.

O praticamente novo circuito foi reaberto no dia 10 de abril de 2005 e, já no ano seguinte, a Toyota conseguiu um acordo com Bernnie Ecclestone para promover os GPs do Japão e de 2007 e 2008 e alternar-se com Suzuka, a partir e 2009.

A reestréia, no dia 30 e setembro de 2007, não foi o sucesso que os organizadores da corrida esperavam. Uma forte chuva, vários acidentes e problemas de organização marcaram a corrida. As primeiras 19 voltas foram feitas com o carro de segurança na pista. Lewis Hamilton, da McLaren, pole position, venceu, beneficiado por um erro do seu companheiro de equipe, Fernando Alonso, que bateu forte na curva 5. Heikki Kovalainen foi segundo, obtendo o melhor resultado  dele e da Renault na temporada, e Mikka Raikkonen foi o terceiro colocado. O brasileiro Felipe Massa terminou em 6º, depois de uma empolgante disputa com Robert Kubica na última volta.