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Pneus: Tipos

pneus_tipos_01O desenvolvimento da tecnologia de fabricação de pneus permite que as fábricas forneçam às equipes diversos tipos de pneus, de acordo com as características do carro, das condições da pista e das variações de tempo e temperatura. Em certa época, a Goodyear chegou a ter tipos diferentes de pneus, que permitiam até seis combinações entre as rodas dianteiras e traseiras. Cada carro tem seu rendimento determinado pelo tipo de pneu que usa.

Cada circuito tem uma condição particular de piso, exigindo um tipo específico de pneu. As pistas mais abrasivas, como a de Monza, por exemplo, pedem pneus mais duros. Em Interlagos, um piso intermediário, devem ser usados os pneus médios. Nas pistas mais flexíveis ou nos circuitos de rua são usados os tipos mais macios.

Com relação às condições do tempo, são dois os tipos de pneus: os “biscoitos” para pista molhada, e os “slicks” para pista seca. Estes últimos podem variar de tipo conforme a temperatura, pois entre dez e 25 graus os pneus não sofrem alteração, mas acima disso _e a temperatura na pista chega a 45 ou 55 graus_ têm maior desgaste.

As fábricas têm sistemas computadorizados para o desenvolvimento e fabricação dos seus pneus de corrida, O objetivo principal é criar pneu para um circuito específico, mesmo aqueles em que não seja possível fazer testes fora das corridas.

Para isso são necessárias informações sobre o circuito, o carro e o pneu. O computador faz uma projeção tridimensional da geometria da pista, com gradação das dificuldades, ondulações, comprimento e largura da pista, ângulos de inclinação e coeficiente de fricção da superfície da pista. Esses dados são confrontados com as informações sobre os veículos, fornecidas pelos construtores e que incluem a massa, a distribuição do peso, a altura do centro de gravidade, a geometria da bases da roda e da pista, a potência do motor e as forças aerodinâmicas. Os parâmetros dos pneus (força lateral e de popa-a-proa, ângulo de deslizamento e cambagem) são outra parte importante do programa.

Com base nessas informações, o computador simula passagens pelas curvas, testa as acelerações máximas possíveis e as reações do conjunto pneu/veículo, criando uma linha ideal de corrida em todo o circuito. Os resultados dessa simulação, tais como tempo de uma volta completa, as distâncias percorridas e as forças de aceleração impostas ao pneu, ficam disponíveis em forma gráfica ou digital. Com base nesses dados são escolhidos, entre os diversos tipos, os pneus adequados para as condições de cada circuito.

Pneus Para Pista Seca (Sliks)

Pressão: cerca de  1.1 bar

Vida útil : de 80 a200 km, dependendo dos componentes

Temperatura : de 80°C a 100°C

Versões: Supermacio, macio, médio, duro

Os pneus para pista seca, conhecidos como sliks, têm um piso liso, sem sulcos ou canais. A sua composição é projetada para que se adapte a uma ampla gama de circuitos, dependendo do tipo de asfalto, numero e severidade das diferentes curvas e velocidade das retas.

Composição

A composição de um pneu para pista seca reúne mais de cem ingredientes, baseada em três elementos principais: carbono, óleo e enxofre. Mais ou mais menos soft, dependendo das características de cada circuito, o composto muda consideravelmente de uma corrida para outra. A estrutura é composta de uma camada de nylon e de poliéster, em uma armação complexa.. Esse é o esqueleto do pneu. Ele dá a rigidez ao impacto à carga aerodinâmica (mais de uma tonelada da força em 250 km/h), forças longitudinais fortes (4 G), forças laterais (5 G), e cruzamento violento das tiras vibrando.

Uma temperatura ótima para os pneus deve ficar em torno dos 100° C, e deve, em teoria, ser distribuída igualmente entre o exterior, o centro e o interior da superfície do pneu. A temperatura deve se também igual da esquerda à direita e de parte dianteira à traseira do carro. Muito calor na parte traseira, faz o carro sair para cima (over-steer). .Muito calor na parte dianteira faz o carro sair para baixo (under-steer). Medir a  pressão do pneu com a maior freqüência possível também é uma prioridade. Embora a pressão baixa (cerca de 1.1.kg por centímetro quadrado) permita que o pneu adira melhor à pista e proporcione maior área de contato, uma variação de apenas  0,2 kg por centímetro quadrado pode arruinar o desempenho do carro. Para  prevenir as variações para baixo da pressão (o calor aumenta a pressão), os pneus da F1 são cheios de uma mistura especial.

Pneus Intermediários

Pressão: em torno de 1.1 bar

Vida útil: extremamente variável, dependendo das condições do tempo

Temperatura em operação : de 40° C (pista molhada) a 100° C (em pista seca).

Versões: Supermacio, macio, médio e duro.

Os pneus intermediários têm um papel especial e uma larga escala de usos. Eles têm sulcos mais rasos, para pistas úmidas ou ligeiramente úmidas, bem como para condições mistas. Numa pista que está secando, eles devem ajudar a eliminar a película de água, mas devem se manter competitivos, sem se deteriorar demais. Por isso, são usadas estruturas especiais para a fabricação desses pneus.


Pneus para pista molhada (Biscoito)

Pressão: em torno de 1.1 bar

Vida útil: acima da distância total da  corrida, dependendo das condições da pista

Temperatura em operação : de 30°C a 50°C

Versões: Supermacio, macio, médio, duro

Além da estrutura e da composição dos demais, os pneus para chuva devem ter a capacidade de eliminar a película de água que se infiltra entre a área de contato do pneu e a pista. Se essa película for muito grande, o pneu perde toda a aderência e, como conseqüência ocorre a aquaplanagem. Por isso, esses pneus são caracterizados por sulcos profundos, com canais para expelir a água no asfalto completamente molhado.

Numerosas simulações no computador garantem um ótimo desenho da estrutura. Usando essa tecnologia, um pneu para chuva é capaz de eliminar dezenas de litros de água por segundo.

Como a superfície molhada é mais fria do que a superfície seca, dever ser usado um tipo de borracha capaz de operar em temperaturas mais baixas. O diâmetro é ligeiramente mais largo do que o pneu para pista seca, de modo que o espaço entre o carro e a pista seja maior.

Identificação

Para rápida identificação do tipo que está sendo usado, os pneus devem levar na sua área externa uma cor especifica. As cores adotadas pela Pirelli estão nas logomarcas Pirelli e P Zero (marca dos pneus) e as palavras estão dispostas de tal forma que, quando o carro está em movimento, parecem formar um circulo colorido. As seis cores são as seguintes:

Molhados – Laranja

Intermediários – Azul

Supermacios = Vermelho

Macios – Amarelo

Médios – Branco

Duro – Prateado

pneuroxoPara a partir de 2016, a Pirelli criou um novo composto, o ultramacio, para pneus de pista seca. Com mais aderência, mas menos durável, o novo composto não poderá ser usado em todos os circuitos, sendo indicado para pistas mais lisas, onde não faz muito calor, como Áustria,  Mônaco e Rússia. Apesar disso a fábrica italiana programou a estreia do novo composto para o GP do Canadá, numa pista abrasiva e quente.

A cor dos novos pneus foi escolhida em consulta feita pela internet e a mais votada foi a roxa, com 85% da preferência.

O novo composto foi usado oficialmente pela primeira vez por Sebastian Vettel, na sessão de treinos em Barcelona, no dia 23 de fevereiro. Ele foi o mais rápido do dia, fazendo o melhor tempo dos testes. Os novos pneus foram até 0s8 mais rápidos do que os supermacios.

Pelas novas regras, dos 13 jogos de pneus que cada carro tem direito por final de semana, um de pneus ultramacios deverá ser guardado para o Q3 (se o piloto chegar a esta parte do treino) e outros dois macios ficarão reservados, obrigatoriamente, para a corrida. O jogo de pneus ultramacios do Q3, a terceira etapa do treino classificatório, que define o grid de largada, deverá ser devolvido ao fim da sessão. As equipes que forem eliminadas antes dessa etapa podem levar esse jogo para a corrida, o que deve trazer maior equilíbrio na disputa.

Nos dias 25 e 26 de janeiro, a Pirelli fez testes, no circuito de Paul Ricard, na França, de pneus para chuva forte, de faixa aul. Participaram dos testes apenas a Ferrari, McLaren e Red Bull, com carros de 2015, sem nenhuma peça em teste para 2016.