Max Mosley

max_03Max Mosley, presidente da FIA e 1991 a 2009, é um advogado inglês formado em Oxford e nascido em 1945.  Começou a sua carreira no automobilismo como piloto da Fórmula 2, correndo contra Jim Clarck, Graham Hill e outros grandes corredores da época. Em 1968, começou a construir carros de corrida. Fundou a March e passou a disputar o campeonato da Fórmula 3. Em 1970, seus carros chegaram à Fórmula 1 e ele se transformou no pioneiro na fabricação em série dos protótipos de corrida.

Depois de ficar mais de 5 anos como presidente da Comissão de Construtores da FISA, em 1991, derrotou Jean-Marie Balestre, por 43 votos contra 19, e chegou à presidência da entidade, uma ramificação da FIA que comandava o automobilismo esportivo em todo o mundo. Dividiu, então, o poder no automobilismo com Balestre, que até então presidia as duas entidades.

Ao assumir o cargo, se comprometeu a desenvolver o automobilismo fora da Europa, cuidar das outras categorias, além da Fórmula 1, e a manter bom relacionamento com a imprensa. Em 1992, foi reeleito para mais quatro anos na presidência da entidade e prometeu mudanças para o campeonato seguinte, entre elas a redução da largura dos pneus, o fim das gasolinas especiais e a proibição de testes em pistas incluídas no calendário.

Em 1993, depois de uma acirrada disputa de bastidores com Balestre e da dissolução da FISA, assumiu a presidência da FIA. Como prêmio de consolação, Balestre foi nomeado presidente do “Senado Esportivo” e presidente de honra da FIA.

Mosley assumiu a FIA durante a recessão econômica mundial que atingiu diretamente o automobilismo. Como medida de economia, tentou acabar com o Campeonato Mundial de Marcas, por falta de patrocinadores, mas teve de voltar a atrás. Depois disso, teve de enfrentar as proibições de publicidade, especialmente de cigarros, determinadas por vários paises. Desde sua posse, e como já acontecia com o antecessor, Mosley manteve permanente luta pelo poder com Bernard Ecclestone, da FOCA. Um dos entreveros entre os dois aconteceu no campeonato de 1994. No GP da Inglaterra, Schumacher não cumpriu uma determinação de “stop & go”, recebeu bandeira preta e também não obedeceu. Por interferência de Flávio Briatore, chefe de equipe da Beneton, Bernnie Ecclestone acabou autorizando a permanência do piloto alemão na pista. Poucos dias depois, porém, em julgamento na sede da FIA, na Place de La Concorde, 8, Schumacher foi julgado e punido com suspensão por duas corridas. A Benetton multada em US$ 500 mil. Era o troco de Max Moxley à decisão de Ecclestone. E a quem perguntou a razão da decisão: represália a Bernnie ou intenção dar mais vibração ao campeonato, Moxley respondeu: “Perguntem isso ao senhor Michael Schumacher. Foi ele, não eu, quem ignorou aquela bandeira preta em Silverstone”.

Uma das metas de Max Moxley na presidência da FIA era reduzir a influência da tecnologia nos carros: “Não queremos mudar nada na tecnologia dos carros, a não ser tudo o que substitua a atividade do piloto. Para mim é um conceito filosófico muito simples: o piloto tem de pilotar o carro sem a ajuda de um computador”.

Em 2008, Mosley envolveu-se num escândalo sexual, fotografado pelo jornal “News of the world” com roupa nazista numa orgia sadomasoquista com cinco prostitutas. Na época, o dirigente inglês conseguiu manter-se no cargo, mas, no ano seguinte, desgastado, teve de pedir demissão depois de uma disputa com as montadoras, que ameaçavam fundar uma outra entidade para dirigir a F1.