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Austin – EUA

Austin_circuitos

Organização

Nome oficial

Circuito das Américas

Ficha Técnica

Extensão

5.516 metros

Distância

308,90 km

Velocidade

320 km/h

Curvas

20

Retas

2

Voltas

56

Sentido

Contra o relógio

Capacidade

120.000 pessoas

2012

18/11/2012

Lewis Hamilton – McLaren

1h35m55s269

2013

17/11/2013

Sebastian Vettel – Red Bull

1h39m17s148

2015

25/10/2015

Lewis Hamilton – Mercedes

1h50m52s703

2016

23/10/2016

Lewis Hamilton – Mercedes

1h38m12s618

Volta + rápida

18/11/2012

Sebastian Vettel – Red Bull

1m39s347

Pole + rápida

23/10/2016

Lewis Hamilton –Mercedes

1m34s999

Características

O Circuito das Américas fica no bairro de Wandering Creek,  a duas milhas do aeroporto internacional de Bergstrom, no sudeste de Austin,  do Texas. Além das corridas da Fórmula 1, receberá curso de pilotagem, kartodromo e provas da MotoGP. O autódromo, que teve um custo aproximado de 400 milhões de dólares, provenientes de investimentos privados, tem capacidade para receber 120 mil pessoas. Na construção, foram empregados 1.500 trabalhadores, 40 pessoas vão cuidar da manutenção do autódromo e cerca de 1.200 serão contratadas a cada fim de semana de GP.  Lewis Hamilton, que tinha vencido o último GP disputado nos Estados Unidos, em Indianápolis, em 2007, foi o vencedor do da primeira corrida no novo circuito, no dia 18 de novembro de 2012.

O circuito foi concebido pelo empresário Tavo Hellmund e pelo ex-campeão mundial de motociclismo Kevin Schwantz, com assistência do designer alemão Hermann Tilke, que desenhou os traçados de Sepang, Xangai, Yas Marian, Istambul, Bahrein, Yeongam e Buddh, bem como redesenhou as pistas de Hockenheim e Fuji. Como as de Marina Bay, Coreia, Yas Marina e Interlagos, a pista de Austin tem o sentido anti-horário. Por causa disso, tem mais curvas à esquerda do que à direita, exigindo maior esforço dos pilotos, mais acostumados à Força G dos circuitos com sentido do horário.

O desenhista alemão Herman Tilke admite que a pista tem partes realmente difíceis e desafiadoras. Diz que a curva 1, o ponto mais alto do traçado,  tem uma subida acentuada que, de repente, se transforma numa descida e os pilotos não conseguem ver a ponto de tangência da curva. Depois da curva 1, há uma seção sinuosa, como o S do Senna, de Interlagos, muito veloz, que dificulta a orientação dos pilotos. E os altos e baixos e uma curva inclinada, com cambagem invertida dificultam, segundo o projetista, o acerto do carro e aproveitamento correto dos pneus, causando muito desgaste.

Criticado por projetar circuitos travados, com poucos pontos de ultrapassagens, Tilke diz que Austin dá oportunidades para essas manobras, havendo pelo menos três pontos ideais para isso, dependendo da competência dos pilotos.

Tilke teve a intenção de juntar na nova pista várias curvas famosas. Assim o setor em esses assemelha-se às curvas Maggots e Becketts, de Silverstone; o setor mais travado e uma sequencia de curvas lembra a Curva 8, de Istambul; as subidas e descidas da Curva 1 são parecidas com a primeira do A1 Ring, da Áustria. Os pontos críticos da pista são a Curva 1, poucos metros depois da largada, e o trecho entre as Curvas 3 e 9, sequencia de curvas de alta velocidade, próximas uma da outra. Segundo Herman Tilke, a grande dificuldade na construção do circuito foi lidar com o relevo acidentado, aproveitando cada elevação, e evitar que as edificações fossem abaladas.

O piloto Emerson Fittipaldi, em declarações ao site Tazio, disse que o novo autódromo é uma base promissora para o desenvolvimento da Fórmula 1 nos Estados Unidos. “Sinto que nunca houve nada parecido a esta pista aqui nos Estados Unidos. É uma nova Era da F1 aqui nos Estados Unidos. (…) A F1 nunca teve nada parecido com isso em termos de instalações. (…) A segurança da pista é espetacular. Andei na pista, é muito boa. Em termos de pilotagem é difícil, é desafiadora. Tem muita área de escape, não deve ter muito problema. A maior dificuldade vai ser a curva um na largada. A curva um é um marco. É muito difícil logo após a largada com pneus e freios frios. Ela é muito larga, dá para entrar até cinco carros lado a lado. Falei com o Felipe Massa e disse que passando a curva um, o resto vai ser fácil”.

Um internauta brasileiro que assistiu ai primeiro GP no Circuito das Américas, não é tão otimista quanto Emerson: “No dia da corrida, com mais de 120 mil pessoas, ir no banheiro era garantia de fila de 20 minutos pelo menos. Compramos o ingresso na arquibancada da curva 2, uma arquibancada simples, de metal (gelada), mas okay. Entretanto, acabamos assistindo a corrida da curva 1, com o público de general admission (povão), sem arquibancada. Neste caso tivemos que levar as cadeiras de casa, mas foi tranquilo.O estacionamento, tem muitas vagas, mas é bastante caro. Os primeiros lugares chegavam a custar mais de 200 dólares, porém mais próximo da inauguração lançaram outros estacionamentos oficiais por 40 dólares os três dias”

Outro internauta, que esteve no autódromo para o GP de 2013, tem, porém, opinião completamente diferente: “Fui ao Circuito das Américas (CoTA) neste fim de semana e, honestamente, fiquei impressionado. O evento foi bem organizado, administrado e bem agradável. Tudo, a partir do estacionamento (que esperava que seria um hospício), instalações de entrada, pessoal, comida e serviço de bar e banheiros foi de alto nível.”

Austin

Austin é a capital do estado norte-americano do Texas. É a quarta maior cidade do estado e 16ª dos Estados Unidos. Tem população de aproximadamente 710 mil pessoas. O clima é úmido subtropical, caracterizado por verões quentes e invernos suaves. Um dos grandes destaques de Austin é a Universidade do Texas.

Velocidades

CaracterísticasO Circuito das Américas fica no bairro de Wandering Creek,  a duas milhas do aeroporto internacional de Bergstrom, no sudeste de Austin,  do Texas. Além das corridas da Fórmula 1, receberá curso de pilotagem, kartodromo e provas da MotoGP. O autódromo, que teve um custo aproximado de 400 milhões de dólares, provenientes de investimentos privados, tem capacidade para receber 120 mil pessoas. Na construção, foram empregados 1.500 trabalhadores, 40 pessoas vão cuidar da manutenção do autódromo e cerca de 1.200 serão contratadas a cada fim de semana de GP.  Lewis Hamilton, que tinha vencido o último GP disputado nos Estados Unidos, em Indianápolis, em 2007, foi o vencedor do da primeira corrida no novo circuito, no dia 18 de novembro de 2012.

CaracterísticasA pista tem dois setores de ultrapassagem (DST) na reta dos boxes e na reta entre as curvas 11 e 12

A pista tem dois setores de ultrapassagem (DST) na reta dos boxes e na reta entre as curvas 11 e 12

Trecho

Setor

DST

FG

Marcha

Velocidade

Tempo

Reta

0.

300

Curva 1

2.0

99

Curva 2

2.0

250

Curva 3

0.

280

1

Curvas 6 e 7

25.9s

Curva 7

2,1

210

Curva 8

-1

120

Curva 10

0,6

255

Detecção

Curvas 10 e 11

Curva 11

2.0

99

Ativação

Início da reta

Reta

0.1

6 ª

290

Final/Reta

0.1

308

Curva 12

-1.0

110

2

 Curvas 12 e 13

38.1s

Curva 15

2.0

94

Curva 19

3.0

175

Curva 20

2.0

99

Chegada

3

31.6s

1m35s6

A pista tem dois setores de ultrapassagem (DRS) na reta dos boxes e na reta entre as curvas 11 e 12

austin_imagem

Circuito das Américas – Austin – GP de 2012
Volta de pole position de Sebastian Vetttel

https://www.youtube.com/watch?v=Nto9z-U8vM0

eua
Austin – Largada para o GP de 2012

As corridas

2012 – No GP dos Estados Unidos, em Austin, no dia 18 de novembro de 2012, a Ferrari inovou; fez jogo de equipe fora da pista. Na classificação, Massa foi o sexto e Alonso, o 8º, tendo de largar do lado par da pista, onde a pouca aderência, devido a falta de emborrachamento, tornaria praticamente impossível uma boa saída e a perspectiva de alcançar o pole position Sebastian Vettel. A Ferrari não titubeou: tirou o lacre da caixa de câmbio do carro de Massa. O brasileiro foi punido com a perda de 5 posições no grid; Alonso passou o 7º lugar, no lado bom da pista. Diante das críticas, Massa admitiu que poucos pilotos fariam o que fez e, como registra o AutoMotor Esporte, se justificou: “Claro que eu não fiquei pulando de felicidade, mas aceitei a decisão porque quero o melhor para minha equipe”. O recurso da Ferrari acab ou tendo resultado prático e, pelo menos, adiou por uma semana a decisão do título. Sebastian Vettel, que tinha sido o mais rápido nos treinos livres; fez a pole position e liderou 42 das 56 voltas da corrida, mas foi ultrapassado por Lewis Hamilton, chegou em 2º lugar, a 0s675 do vencedor. A 39s229 de Lewis, Fernando Alonso foi o 3º e, com apenas 13 pontos de desvantagem em relação ao líder Vettel (273 a 260), manteve a possibilidade de conquistar o título daí a uma semana, no Brasil.

 

2013 – O tetracampeão, Sebastian Vettel continuou, no GP dos Estados Unidos, no Circuito das Américas, em Austin, sua escalada rumo a novos recordes na Fórmula 1. Com a 8ª vitória consecutiva, superou a marca de Michael Schumacher, de 2004, que era de 7 triunfos. No GP seguinte, no Brasil, o piloto alemão poderia igualar outro recorde do patrício, de 13 vitórias numa só temporada e o de Alberto Ascari, totalizando 9 vitórias consecutivas. A vitória de Vettel começou, na verdade, na véspera, na última etapa de classificação. Nos últimos segundos da Q3, com os dois na pista, aproveitou um cochilo do companheiro de equipe, Mark Webber, e conquistou a pole position por escassos 0s103 de diferença. Foi a sua 8ª pole position da temporada e a 44ª da carreira na F1. Embora tenha ido para pista com a Red Bull preocupada com a caixa de câmbio do seu carro, ele não enfrentou nenhum problema em toda a corrida. Largou bem e antes da primeira curva já livrava uma vantagem de 7 segundos sobre o segundo colocado. Só perdeu a liderança por duas voltas (28 e 29), quando fez o seu pit stop, e a única preocupação, até o final era não perder a concentração e cometer algum erro que pudesse comprometer a corrida tranquila e, certamente, para ele até monótona. Na penúltima, deu-se ao luxo de fazer a volta m ais rápida, com 1m39s856, completando o hat-trick (barba, cabelo e bigode). Terminou as 55 voltas a 6s284 de Romain Grosjean e, para comemorar, repetiu o que vem se tornando sua marca pessoal, dando vários “zerinhos” no acostamento da pista. Com a 38ª vitória, tornou-se o quarto maior ganhador da história da F1, ficando a apenas 3 de Ayrton Senna (41), mas longe do recordista da categoria, Michael Schumacher, que tem 91

 

2014 – Em manobra arriscada, mas precisa, na 24ª volta, Lewis Hamilton surpreendeu o pole position Nico Rosberg e ganhou o Grande Prêmio dos Estados Unidos,  no Circuito da Américas, nos Texas, no dia 2 de novembro de 2014. O piloto inglês só perdeu momentaneamente a liderança durante a sua segunda parada, mas a partir da volta 35 guiou até com certa tranquilidade, sempre com mais de dois segundos à frente do companheiro de equipe. Ele terminou as 56 voltas do percurso em 1h40m04s785, na 5ª vit ória consecutiva, a 10ª da temporada e a 32ª da carreira e aumentou para 24 pontos a vantagem sobre Rosberg. O brasileiro Felipe Massa, mais uma vez, foi vítima de um erro de estratégia da equipe, depois de manter a 3ª colocação até volta 33. Em vez de chamar o brasileiro, que estava com pneus desgastados e pressionado por Daniel Ricciardo, a Williams chamou primeiro para a parada Valtteri Bottas. O tempo perdido por Massa na ida para os boxes, na troca dos pneus e volta para a vista, permitiu que o piloto da Red Bull tomasse o 3º lugar e garantisse o pódio. No final, Massa usou toda a potência do seu motor, chegou a diminuir a desvantagem, porém não teve tempo para alcançar o adversário. Com as primeiras posições praticamente definidas ainda na sua primeira metade, a corrida só teve alguns instantes de emoção nas disputas no pelotão intermediário, proporcionados principalmente por Fernando Alonso, Jenson Button e Sebastian Vettel. Esse último, que largou dos boxes, fez uma excelente corrida de recuperação, com várias ultrapassagens e terminou no 7º lugar, depois de marcar a volta mais rápida da corrida, com 1m41s379.

 

2015 – Numa das melhores, senão a melhor corrida da temporada de 2015 e num final dramático Lewis Hamilton venceu o GP dos Estados Unidos, no dia 25 de outubro, no circuito de Austin , e conquistou antecipadamente o tricampeonato mundial da Fórmula 1. Aconteceu uma das cinco situações que permitiriam a conquista do piloto inglês, com Nico Rosberg em segundo e Sebastian Vettel em terceiro, mas a vitória foi, realmente, resultado de um erro do alemão.  Na 49ª das 56 voltas, quando era bem mais rápido do que o companheiro e liderava até com folga, Rosberg  errou na entrada da curva, saiu da pista e abriu caminho para a passagem de Hamilton. A vitória e a confirmação do tricampeonato, porém, estiveram ameaçadas até os últimos metros do percurso, com Vettel pressionando Rosberg e tentando o segundo lugar. Se conseguisse, a decisão do título seria adiada para a próxima corrida. Lewis Hamilton completou a corrida em 1h50m52s703, com 2s850 de vantagem sobre Rosberg  e 3s381 sobre Vettel. Sebastian Vettel foi uma das surpresas da prova, tendo subido ao pódio, depois de ter largado da 13ª posição, punido com a perda de 10 lugares pela troca do pneu. Na verdade, ele deveria sair da 15ª posição, mas ganhou mais duas por causa de punição aplicada a Valtteri Bottas, por troca de câmbio.

 

2016 – Lewis Hamilton venceu o Grande Prêmio dos Estados Unidos de 2016, alcançando a sua 50ª vitória na carreira e ficando em 3º lugar no número de triunfos, atrás de Alain Prost, que tem 51, e Michael Schumacher, com 91. Nico Rosberg, o atual líder do campeonato, chegou em segundo lugar e viu reduzida para 26 pontos a vantagem sobre o companheiro, mas manteve as chances de conquistar o título de campeão da temporada. Para isso, bastaria voltar ser segundo nas últimas três corridas, ou até terceiro em uma delas, mesmo que Hamilton ganhe as três.Hamilton completou as 56 voltas da corrida em 1h38m12s618, com 4s520 à frente de  Rosberg. Daniel Ricciardo, da Red Bull, ocupou o terceiro lugar do pódio, a 19s692 do vencedor. O grande nome do GP dos Estados Unidos foi o espanhol Fernando Alonso, que saiu do 12º lugar, fez uma corrida agressiva e consistente até chegar ao 5º posto, com duas espetaculares ultrapassagens sobre Felipe Massa e Carlos Sainz. Na volta 20, a equipe pede a Verstappen que seja cauteloso na disputa com Rosberg e ele responde que não está lá para ser 4º. Mal sabia que no final, além de um pit stop desastrado, quando, na volta 27, foi para o box sem ser chamado e apanhou a equipe desprevenida, teria um problema no carro que o tiraria da corrida.  Na volta 37, Raikkonen parou pela segunda vez. O responsável pelo macaco o liberou antes da hora, ele saiu com a roda ainda não completamente conectada e teve de voltar de ré ao box.