Publicidade

Jean Todt

jean_01

Jean Todt é presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), desde 23 de outubro de 2009. Ele substituiu o inglês Max Mosley e na eleição venceu o finlandês Ari Vatanen, ex-piloto e campeão mundial de rali de 1981, por 135 votos contra 49.  Todt é também membro da Academia Francesa de Esportes, da Academia Francesa de Tecnologia, do Conselho Supervisão do Grupo Lucien Barrièri, (dono de hotéis e cassinos), do Conselho de Diretores da Gaumont e embaixador do turismo da Malásia e da República de San Marino. É também Grande Oficial da Legião de Honra da França e “Datuk”, da Malásia, título equivalente a “Cavalheiro”, da Inglaterra.

Antes de chegar à presidência da FIA, Todt foi piloto e navegador de rali, de 1966 a 1981; diretor da Peugeot Talbot Sports, de 1982 a 1993, chefe de equipe, de 1993 a 2007, e presidente executivo e assessor especial, de 2004 a 2009, da escuderia Ferrari.

Todt tem residência em Kuala Lumpur, na Malásia e vive com a atriz malaia Michelle Yeoh, “Bond girl” do filme O amanhã nunca morre, sua namorada desde 2005 e com quem casou em 2008. Seu filho Nicolas Todt é empresário de vários pilotos da F1, entre eles o brasileiro Felipe Massa.

Jean Todt nasceu em Pierrefort, no departamento de Cantal, na região de Auvergne, no sul da França, a 25 de fevereiro de 1946. É filho de um médico judeu polonês, que fugiu para a França durante a II Guerra Mundial, e de mãe francesa.

Como seu pai, desde cedo, tornou-se um entusiasta dos carros e das corridas. Tinha admiração por corredores como Jim Clark e Dan Gurney. Sua carreira na moto velocidade começou quando emprestou o Mini Cooper do pai para correr, como navegador de um amigo, num rali. Nos momentos de folga na Escola de Dirigentes e Empresários, escola de negócios em Paris, acertava carros com um grupo de amigos numa garagem em Asnieres, perto de Paris.

jean_02Na primeira corrida oficial, como co-piloto de Guy Chasseuil, em 1966, revelou seu talento para os cálculos, estratégia e organização rápida que fez de ele um disputado navegador. A partir de 1969, correu com astros mundiais do rali, como Jean-Pierre Nicolas, Rauno Asltonen, Oye Anderson, Hannu Mikkola e Guy Fréquelin. Com Achim Warmbold, ganhou, em 1973, o Rali da Polônia e o Rali Alpino da Áustria. Em 1975, com Hannu Mikkola, venceu o Rali do Marrocos e, em 1981, com Guy Fréquelin, ganhou o Rali da Argentina. Ainda em 1981, como co-piloto de Fréquelin, com um carro da Talbot, subsidiária da Peugeot, ganhou o título dos construtores e foi vice-campeão do Campeonato Mundial de Rali, vencido por Ari Vatanen, que viria ser o seu adversário na eleição da FIA, 28 anos depois. Ao mesmo tempo em que participava das corridas, Todt cuidava do gerenciamento da equipe e das relações com a FIA, mostrando seu talento inato para a administração e organização.

Em 1982, Todt deixou de correr e passou a ser Diretor de Corridas da Peugeot. Numa época em que a PSA Peugeot Citroen enfrentava dificuldades financeiras e desgaste da imagem, ele usou seu talento para criar e organizar a Peugeot Talbot Sport, com a qual a fábrica francesa voltou às competições automobilísticas.

Ele foi o mentor da criação do Peugeot 205 Turbo 16, Peugeot 405 Turbo 16 e o Peugeot 905. Com o primeiro, lançado em 1984, a Talbot ganhou os campeonatos de 1985 e 1986; entre 1987 e 1990, teve várias vitórias no rali Paris-Dacar e depois de vários outras vitórias com os outros em 1992, com o Peugeot 905, a equipe venceu as 24 horas de Le Mans, com os pilotos Derek Warwick, Yannick Dalmas e Mark Blundell e o Campeonato Mundial de Sportcar.  Em 1993, voltou a vencer as 24 horas de Le Mans. Com o Peugeot 905, tendo como pilotos Geoff Brabham, Christophe Bouchut e Eriv Hélary. Sob a sua direção, a Peugeot venceu 4 campeonatos mundiais de rali; 4 vezes o Paris-Dacar e 2 vezes as 24 horas de Le Mans.

Em 1993, depois de 12 anos na Peugeot Talbot, a convite de Luca di Montezemolo, então presidente executivo, Jean Todt assumiu a gerencia geral da Divisão de Corridas da Ferrari, chefiando cerca de 400 técnicos da área. Ele foi o primeiro não italiano a chefiar a escuderia, num momento de crise da Ferrari, envolvida em discórdia interna e sem vencer uma corrida desde 1979.

Todt reformulou completamente a Divisão de Corridas e, apenas um ano depois de suas chegada, Gerhard Berger ganhou o GP da Alemanha, na primeira vitória da Ferrari, na Fórmula 1, em 4 anos. Em 1995, levou para a escuderia italiana o jovem piloto alemão Michael Schumacher que, pela pequena Benetton tinha conquistado o bicampeonato mundial em 1994 e 1995, e em 1996, com a chegada do estrategista Ross Brown, como diretor técnico, e o desenhista Rory Byrne, a Ferrari formou o que se poderia chamar um “time dos sonhos”, dentro e fora das pistas.

jean_03Em 1996, Schumacher obteve duas vitórias seguidas, no GPs da Bélgica e da Itália, mas só quatro anos depois a equipe voltou a dominar a Fórmula 1, graças ao pentacampeonato conquistado pelo alemão, em 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004. Em junho de 2004, Todt passou a acumular a função de gerente geral da Divisão de Corridas com a presidência executiva (CEO) e em outubro de 2006, três dias após o final da temporada e coincidindo com a “aposentadoria” de Schumacher ele deixou essas funções, passando a ser apenas Assessor Especial da Ferrari. A 18 de março de 2008 deixou também essa função, tornando-se apenas membro do Conselho da Ferrari. Em 17 de março de 2009, desligou-se completamente da escuderia, levando em portfólio 13 campeonatos mundiais e 98 vitórias na Fórmula 1. No dia 16 de junho de 2009, oficializou a candidatura para a presidência da FIA, para a qual foi eleito no dia 23 de outubro, com o apoio do até aí presidente, Max Mosley, e Bernie Ecclestone, o todo poderoso dirigente máximo da Fórmula 1.