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Custos

Um dos segredos mais bem guardados da Fórmula 1 são os custos de uma equipe. Nenhuma delas revela quanto gasta. Os números sobre gastos são, em geral, especulações e deduções de entrevistas e indiscrições de gente da equipe.

Até onde se sabe, a Fórmula 1 gera uma receita em torno de 1,5 bilhão de dólares, assim distribuída (em milhões de dólares):

  • Taxa de GPs            510
  • Direitos de TV         490
  • Publicidade               225
  • Outras fontes           140
  • Hospitality                  80
  • GP2 e GP3                  55

As despesas são da ordem de 350 milhões de dólares e o lucro líquido, portanto, chega a 1,150 bilhão de dólares. Desse total, 60% são distribuídos entre as equipes e 40% são do Formula One Group, que é dono e administrador da categoria, através Delta Topco Holding, Os 450 milhões da holding são distribuídos assim (em milhões de dólares):

  • CVC Capital Partners                        189
  • Fundos de investimentos–bancos    112,5
  • LBI Group                                            68,86
  • Alpha Prema (Ecclestone)                  62,1
  • Outros                                                   17,55

Segundo o jornalista inglês Joe Saward, que cobre a Formula 1 desde 1988, em 2011, as equipes dividiram um prêmio de 700 milhões de dólares. A Ferrari, por ter disputado todos os campeonato, tem uma participação especial de 2,5% dessa quantia, equivalentes a 17,5 milhões de dólares. Os outros 682,5 milhões de dólares foram divididos em dois fundos de 341,25 milhões de dólares cada um. Um foi dividido igualmente entre as 10 melhores equipes; 34 milhões cada uma. O outro foi dividido conforme o desempenho, com a equipe vencedora recebendo 19% e as outras porcentagens de 16, 13, 11, 10, 9, 7, 6, 5 e 4%. As equipes colocadas em 11º e 12º lugares receberam 30 milhões cada uma.

O rateio teria sido o seguinte (em milhões de dólares):

Red Bull     98,8

McLaren     88,6

Ferrari         95,8

Mercedes    71,5

Force India 64,7

Sauber        57,8

Toro Rosso 54,4

Williams      51,0

Lotus           47,6

Hispania     30,0

Caterham   30,0

Em 2013, Fornula One Management repassou às equipes 740 milhões de dólares. A Ferrari recebeu 128 milhões; Red Bull, 112 milhões; Lotus, 72 milhões; Williams, 31,2 milhões e a Marussia, 9,6 milhões

Com gastos vultosos, uma das maiores preocupações da equipes e da FIA é a redução dos custos. Com esse propósito, no final de 2008, a FIA firmou um acordo para um corte significativo nos custos nas temporadas de 2009 e 2010. Em 2009, A FOTA (Formula One Teams Association – Associação das Equipes da Fórmula 1) assinou o Resource Restriction Agreement (Acordo de Restrição de Custos), proposto por Max Mosley para estabelecer um teto orçamentário, como um caminho para a redução dos custos. Conforme o acordo, em 2009, as despesas deveriam ser de 209 milhões de euros: em 2010, 199 milhões e, em 2011, de 113 milhões de euros.

Depois de uma reunião em Mônaco, a FIA anunciou as medidas que seriam tomadas para a redução dos custos. Entre elas, as mais importantes são as que exigem aumento da vida útil e limitação a 18.000 rpm para os motores; restrições às pesquisas aerodinâmicas; regulamentação do uso do túnel de vento e a suspensão dos treinos fora dos fins de semana de GPs. Numa reunião em Cingapura, em setembro de 2010, as equipes firmaram um acordo provisório para estender o pacto até 2016. E, em maio de 2011, rejeitaram proposta de Jean Todt, presidente da FIA, para promover a volta dos treinos extras, a partir de 2012.

Nos montantes estabelecidos pelo ARC não estariam incluídos motores, salários de pilotos, marketing e outros gastos não ligados diretamente às corridas e, certamente por isso, algumas equipes teriam tido despesas que ultrapassaram os limites impostos: Ferrari, 300 milhões de euros; McLaren, 250 milhões, e Red Bull, 230 milhões de euros,

Em setembro de 2012, Jean Todt, presidente da FIA, declarou que a Fórmula 1 está ficando insustentável e terá de cortar ainda mais os custos, custos para manter as 12 equipes no campeonato. Depois do GP da Bélgica, ele afirmou que os custos precisam ser reduzidos em 30% nos próximos três anos, caso contrário, várias equipes fecharão.

No fim de 2012, as previsões de Jean Todt começaram a se confirmar. Devido à crise econômica, a Hispania abandonou o campeonato e Valência deixou de promover o GP d\a Europa, por não ter condições de pagar à FOM os 15 milhões de euros (37,7 milhões de reais) da taxa de inscrição e arcar com os custos de organização e promoção do evento. O GP da Europa foi substituído pelo GP da América, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Segundo pesquisa da consultoria Stageup, de Bolonha, na Itália, divulgada pelo Estadão, a Ferrari, em 2008, gastou 41 milhões de euros para cada uma das suas oito vitórias. A McLaren despendeu 57,1 milhões; a Toro Rosso, 101,4 milhões e a única vitória da BMW Sauber custou 290 milhões de euros.

Os 702 pontos em jogo durante o campeonato custaram  3,5 milhões de euros e cada um deles custou à Ferrari 1,9 milhões de euros; à BMW, 2,1 e à McLaren 2,3 milhões de euros. A Honda gastou 22,5 milhões de euros por ponto obtido. As empresas de telecomunicações foram os maiores patrocinadores d Fórmula 1, com investimentos de aproximadamente 150 milhões de euros.

Em 2008, site inglês Bleacher Report informava que as equipes tiveram os seguintes orçamentos em 2007: Toyota – 418,5 milhões de dólares; Ferrari – 406,5 milhões; McLaren – 402 milhões; Honda – 380,5 milhões; BMW Sauber – 355 milhões; Renault – 324 milhões;  Red Bull – 252 milhões; Williams – 195,5 milhões; Toro Rosso – 80 milhões; Spyker – 75 milhões.

O mesmo site dava os seguintes valores para algumas peças do carro, na temporada de 2007:  motor, 199.672 l dólares com um  total de 3.9 milhões de dólares; caixa de câmbio, 121.296 dólares, com total de 1,2 milhão na temporada. monocoque, 108,233.8, com total de 432,935.200 para os dois pilotos no ano; telemetria, 197.806  de dólares para os dois carros.

Joan Villadelprat, ex-chefe de mecânicos da Ferrari dizia que um bom diretor técnico de equipe pode ganhar entre 1,5 e 10 milhões de euros por ano; o segundo do diretor técnico ganha 600 mil de euros; um bom engenheiro, 200 mil euros; um engenheiro normal, entre 70 mil e 120 mil euros e um mecânico entre 55 mil e 75 mil euros.

Em março de 2007, a revista F1 Racing publicou que em 2006 as 11 equipes da Fórmula 1 teriam gastado cerca de 2,9 bilhões de dólares, assim distribuídos:

  • Toyota – $ 418,5 milhões;
  • Ferrari – $ 406,5 milhões;
  • McLaren – $ 402 milhões;
  • Honda – # 380,5 milhões;
  • BMW Sauber – $ 355 milhões;
  • Renault – $ 324 milhões;
  • Red Bull – $ 252 milhões;
  • Williams – $ 195 milhões;
  • Midlan/Spyker – $ 130 milhões;
  • Toro Rosso – $ 75 milhões;
  • Super Aguri – $ 57 milhões.

A Toyota, Honda, McLaren e Ferrari teriam gastado cerca de 200 milhões de dólares e a Renault aproximadamente 125 milhões.em motores.Cada volta de um carro da Fórmula 1 na pista teria custado à equipe mil euros. As despesas seriam as seguintes:

Viagens: US$ 1 milhão. Despesas com pessoal e manutenção da fábrica: US$ 6 milhões. Combustível e lubrificantes: US$ 400 mil.Transporte rodoviário na Europa: US$ 400 mil. Extras: US$ 750 mil.

Salários da equipe – $ 194.000.000 – Ferrari, $ 41.400.000; BAR, $ 12.800.000; Toyota, $ 32.300.000; Sauber, $ 12.700.000; McLaren, $ 30.300.000; Jaguar, $ 10.600.000; Williams, $ 24.000.000; Jordan, $ 8.800.000; Renault  $ 16.500.000; Minardi , $ 5.300.000

Carros na corrida – $ 187.300.000 – Ferrari, $ 28.500.000; Sauber, $ 8.200.000; Toyota, $ 22.500.000; BAR, $ 17.600.000; Williams, $ 20.800.000; Jaguar, $ 17.000.000; McLaren, $ 19.200.000; Jordan, $ 16.000.000; Renault, $ 19.000.000; Minardi, $ 8.500.000

Pesquisas e desenvolvimento – $ 173.000.000 – McLaren,; $ 35.000.000; BAR, $ 16.500.000; Toyota, $ 21.500.000; Jaguar, $ 15.400.000; Williams, $ 20.300.000; Sauber, $ 14.600.000; Ferrari, $ 20.000.000; Jordan, $ 12.600.000; Renault $16.900.000; Minardi, $200.000

Salários de pilotos – $ 132.000.000 – Ferrari, $ 44.000.000; Toyota, $ 7.500.000; BAR, $ 24.000.000; Sauber, $ 6.800.000; Williams, $ 20.000.000; Renault, $ 6.200.000; McLaren, $ 13.500.000; Jaguar, $ 1.500.000; Jordan, $ 8.000.000; Minardi, $ 500.000

Operação do túnel de vento – $ 93.600.000 – Ferrari , $ 15.100.000; BAR, $ 10.100.000; McLaren, $ 12.900.000; Renault, $ 8.000.000; Williams, $ 12.200.000; Jaguar, $ 5.500.000; Toyota, $ 11.600.000; Jordan, $ 4.500.000; Sauber, $ 10.400.000; Minardi, $ 3.300.000

Viagens e hospedagens – $ 86.600.000 – Ferrari , $ 18.000.000; Renault, $ 7.500.000; McLaren, $ 13.000.000; Sauber, $ 6.800.000; Toyota, $ 12.000.000; Jaguar $5.300.000; Williams, $ 9.300.000; Jordan, $ 4.500.000; BAR, $ 7.900.000; Minardi,  $2.300.000

Entretenimento e refeições – $ 62.850.000 – Williams, $ 12.200.000; Toyota, $ 6.300.000; Ferrari, $ 9.700.000; Jaguar, $ 5.600.000; McLaren, $ 8.900.000; Sauber, $ 4.300.000; BAR, $ 7.200.000; Jordan, $ 1.600.000; Renault, $ 6.700.000; Minardi, $350.000

Fabricação de carros – $ 19.250.000 – Ferrari, $ 4.100.000; Williams, $1.500.000; McLaren, $ 2.700.000; Jordan, $ 1.500.000; Toyota, $ 2.000.000; Renault, $ 1.400.000; BAR, $  2.000.000; Jaguar, $ 1.400.000; Sauber, $ 1.900.000; Minardi, $ 750.000.