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Hockenheim

Hockenheim_circuitos

Organização

Nome oficial

 Hockenheimring  Baden-Württemberg

Endereço

Hockenheimring GmbH D-68766

Hockenheim (Motodrom) – Alemanha

Tel: (+49) 6205 9500

Fax: (+49) 6205 950299

Ficha Técnica

Extensão:

4.574 m

Voltas :

67 (306,458 km)

Curvas:

17

Sentido:

horário

Capacidade:

120.000 espectadores

Inauguração

1939

Primeiro GP:

2 de agosto de 1970, vencido por J. Rindt

Volta mais rápida

2014

Lewis Hamilton – Mercedes

1m19s908

Pole recorde:

2010

Sebastian Vettel – Red Bull

1m13s791

Vencedores

Data

Vencedor

Equipe

Tempo

31-07-2016

Lewis Hamilton

Mercedes

1h30m44s200

20/07/2014

Nico Rosberg

Mercedes

1h33m42s914

07-06-2013

Sebastian Vettel

Red Bull

1h41m14s711

22- 07-2012

Fernando Alonso

Ferrari

1h31m05s862

24-07-2011

Lewis Hamilton

McLaren

1h37m30s334

25-07-2010

Fernando Alonso

Ferrari

1h28m38s866

20-07-2008

Lewis Hamilton

McLaren

1h31m20s874

30-07-2006

M.Schumacher

Ferrari

1:27:51.693

24-07-2005

Fernando Alonso

Renault

1:26:28.599

25-07-2004

M. Schumacher

Ferrari

1:26:54.848

03-08–2003

Juan-Pablo Montoya

Williams

1h28m48s769

28-07-2002

Michael Schumacher

Ferrari

1h27m52s078

29-07-2001

Ralf Schumacher

Williams

1h18m17s873

30–07-2000

Rubens Barrichello

Ferrari

1h25m34s418

01-08-1999

Eddie Irvine

Ferrari

1h21m58s594

02–08-1998

Mika Hakkinen

McLaren

1h20m47s984

27–07-1997

Gerhard Berger

Benetton

1h20m59s046

28-07-1996

Damon Hill

Williams

1h21m43s417

30–07-1995

Michael Schumacher

Benetton

1h22m56s043

31–07- 994

Gerhard Berger

Ferrari

1h22m37s272

25–07-1993

Alain Prost

Williams

1h18m40s885

26–07-1992

Nigel Mansell

Williams

1h18m22s032

28–07-1991

Nigel Mansell

Williams

1h 9m29s661

29–07-1990

Ayrton Senna

McLaren

1h20m47s164

30–07-1989

Ayrton Senna

McLaren

1h21m43s302

24–07-1988

Ayrton Senna

McLaren

1h32m54s188

26– 07-1987

Nelson Piquet

Williams

1h21m25s091

27–07- 1986

Nelson Piquet

Williams

1h22m08.263

05– 08-1984

Alain Prost

McLaren

1h24m43s210

07–08-1983

René Arnoux

Ferrari

1h27m10s319

08–08-1982

Patrick Tambay

Ferrari

1h27m25s178

02– 08-1981

Nelson Piquet

Brabham

1h25m55s600

10– 08-1980

Jacques Laffite

Ligier

1h22m59s730

29–07-1979

Alan Jones

Williams

1h24m48s830

30– 07-1978

Mario Andretti

Lotus

1h28m00s.900

31– 07-1977

Niki Lauda

Ferrari

1h31m48s620

02– 08- 1970

Jochen Rindt

Lotus

1h42m00s300

Características

O atual circuito de Hockenheimring é um novo traçado construído na mesma área ocupada pela pista antiga, no meio da Floresta Negra, numa região muito bonita da Alemanha.

A anterior, apesar de ser uma pista de altíssima velocidade, era pouco interessante. Eram enormes retas, interrompidas por três chicanes e um pequeno trecho misto dentro do que se chama de “estádio”, um conjunto de arquibancadas cobertas para mais de 100 mil espectadores.  A parte da Floresta Negra era invisível para o público, que acompanhava a corrida pelo telão.

Depois de reformas feitas em 2002, a nova pista com quase 2.300 metros a menos, não é tão veloz quanto a anterior e é mais curta e estreita do que a outra, com as longas retas, nas quais os pilotos passavam dos 350 km/h. A modificação foi feita não só para reduzir a velocidade, mas também para atender as reclamações dos ambientalistas contra os prejuízos causados à fauna e a flora da Floresta Negra; para a construção de novas arquibancadas, com mais 45 mil lugares, e de novas áreas de escape.

No novo traçado, um dos melhores momentos para a ultrapassagem é a freada da curva 6, onde o carro chega a mais ou menos 320 km/h, a maior velocidade do circuito. Outros pontos de ultrapassagem são a saída da curva 7 e a curva 12.

O GP da Alemanha, ao lado da corrida da Hungria, é um dos mais “quentes” do ano, disputado normalmente sob temperaturas superiores aos 30 graus centígrados.

Volta da FIA

HOCKENHEIM

HOCKENHEIM

 

Trecho

Setor

DST

Força G

Marcha

Velocidade

Tempo

Largada

0.3

6

290

Curva 1

-4.5

6

252,157

Curva 3

-3.0

200

Curva 4

1

Detecção

16.3

Curva 4

0.2

4

124,200

Saída Curva 4

Ativação

Parabólica

0.5

6

280

Entrada Curva 6

-0.2

7

305

Curva 6 (grampo)

0.2

2

65

Entrada Curva 7

0.2

6

270

Curva 7

-0.1

6

285

Curva 8

2.2

3

105

Curva 10

3.0

5

210

Entrada Curva 12

2

34,5

Curva 12

-0.1

6

285

Curva 13

2.8

4

170

Curva 16

2.8

4

170,

Curva 17 – Sul-

-3.2

5

220

Chegada

3

22.5

1.13.3

Para mais detalhes e informações técnicas, acesse:

http://www.fia.com/championship/formula-1-world-championship/gp-germany-track-guide

História

O circuito de Hockenheim está localizado perto da cidade que lhe dá nome, no vale do Reno, a 100 km a noroeste de Stuttgart e 25 km a oeste de Heidelberg, no estado de Baden-Württenberg, no extremo sul da Alemanha.

Construído em antiga pista de testes da Mercedes-Benz, o circuito foi inaugurado no dia 29 de maio de 1932 e em 1938, reconstruído com o formato oval, foi palco da primeira corrida de automóveis. Depois da Segunda Guerra Mundial, a pista foi encurtada e redesenhada numa forma mais oval, antes de ganhar do desenhista John Hugenholz um novo traçado, integrando a seção exterior de alta velocidade com um nova seção mais lenta no estádio. Nessa época, em 1947, ganhou o nome de Hockenheimring.

Ignorado pela maioria dos aficionados pelos esportes a motor, Hockenheim só ganhou notoriedade a partir de 1968, com a morte de Jim Clarck durante uma corrida da Fórmula 2,  quando seu carro saiu da pista e bateu em árvores não protegidas por barreiras.  Para prevenir novos acidentes foram feitas duas chicanes, uma no local onde Clarck morreu e que foi denominada curva Jim Clarck. Apesar disso, além do piloto escocês, morreram nessa pista Bert Hawthorne, em prova da F2, em 1972, e Patrick Depailler, durante treino privado, em 1980.

Hockenheim promoveu o seu primeiro Grande Prêmio da Fórmula 1 em 1970, quando, durante o GP da França, os pilotos decidiram boicotar o autódromo de Nurburgring, exigindo mudanças na pista. No ano seguinte, a F1 voltou a Nurburgring, onde ficou até 1976. Um novo protesto de pilotos, em face do acidente quase fatal com Niki Lauda, no ano anterior, provocou a transferência da corrida, de novo, para Hockenheim, em 1977. Por ironia, Lauda foi o vencedor desse GP.

De 1977 a 2001, Hockenheim sofreu algumas pequenas mudanças, como a colocação de uma chicane na curva de alta, mas foi de 2001 para 2002, que o circuito passou pela sua maior transformação. Com financiamento do governo de Baden-Württemberg, o engenheiro Herman Tilke redesenhou a pista. A seção do estádio foi mantida, apenas com uma curva apertada; a seção da floresta foi fechada; curvas estreitas foram criadas. Em 2002, na comemoração dos seus 70 anos, também ganhou um novo nome: “Hokenheimring Badenn-Württemberg”.

Em 2006, Bernie Ecclestone anunciou que, a partir do ano seguinte, a Alemanha teria só um grande prêmio. Hochenheimring e Nurburgring fariam, alternadamente, o GP da Alemanha ou o GP da Europa. Em 2007, o GP da Europa foi disputado em Nurburgring e GP da Alemanha foi cancelado. Em 2008, O GP da Alemanha voltou a ser corrido em Hockenheim, mas o GP  da Europa começou a ser disputado em Valência, na Espanha. Em 2009, coube  a Nurburgring promover o GP da Alemanha, que voltou a Hockenheim em 2010.

Os brasileiros já tiveram grandes alegrias nesse circuito. Começou com Emerson, que nessa pista marcou seus primeiros seis pontos na F1. Foi lá que Piquet fez sua estréia na F1, em 1978, e  foi lá também que venceu em 1981, 1986 e 1987. Senna, igualmente, teve três vitórias em Hockenheim: 1988,1989 e 1990. Em 1989, ele nem comemorou a vitória, devido à morte, pouco antes, de Armando Botelho, empresário e grande amigo dele. Rubens Barrichello conquistou em Hockenheim, em 2000, sua mais emocionante vitória, saindo do 18º lugar para o ponto mais alto do pódio.

Momentos

1968 – Jim Clark morre durante corrida da F2, na entrada da primeira chicane

1980 – Patrick Depailler morre em acidente durante os treinos para o GP da F1

1982 -. Na 18a das 45 voltas do GP,  Piquet, líder, vai ultrapassar pela segunda vez o retardatário Salazar. O brasileiro passa pela direita e Salazar toca na roda traseira esquerda dele. Os dois batem na barreira de pneus e têm que abandonar a corrida.  Piquet sai do carro e, depois de fazer alguns gestos, dá empurrões e tapas no capacete e um chute que não chega a atingir o chileno.

1992 – Num teste de  pneus, Senna acusa Schumacher de impedi-lo de conseguir  bons tempos e tenta agredir o piloto alemão.

1994 – Jos Verstappen protagoniza o primeiro incêndio, depois do restabelecimento do reabastecimento durante a corrida. Ele tinha parado para um pit stop e o equipamento de reabastecimento da Benetton, adulterado pela própria equipe, falhou. Houve um vazamento de combustível e as chamas tomaram conta do carro por  alguns segundos. O piloto apenas teve o rosto chamuscado.

2000 – Para protestar contra Mercedes Benz, um torcedor invade  a pista duas vezes,  uma antes da volta de apresentação e outra, durante a corrida, obrigando a entrada do safety car na pista. O incidente facilita a vitória de Rubens Barrichello, que tinha largado na 18ª posição;.

2001 – Na largada, a  Minardi de Fernando Alonso pega fogo e ele tem de correr ao box para sair com o carro reserva. Tarso Marques tem de empurrar o carro até o box, de onde larga com Alonso, seu companheiro de equipe. Luciano Burti  é atingido por trás e Schumacher fica parado no grid. A corrida é retardada, para limpeza da pista, antes de nova largada.

2002 – Michael Schumacher faz a pole, a melhor volta e vence de ponta a ponta, com o segundo colocado 35s6 atrás. Barrichello tem problema com o câmbio na apresnetação e não consegue largar.

2003 – Juan Pablo Montoya ganha a corrida, depois de assumir a liderança logo na primeira curva, favorecido por uma tripla colisão de Kimi Raikkonen, Ralf Schumacher e Rubens Barrichello. Raikkonen ainda no grid, já tinha há batido na Jaguar de Antonio Pizzonia, que não conseguiu largar. A prova foi vencida pelo colombiano Juan Pablo Montoya.

2008 –  O piloto brasileiro Nelsinho Piquet foi o segundo colocado, na melhor colocação dele na Fórmula 1. Felipe Massa foi terceiro e, pela primeira vez, desde 1991, dois brasileiros subiram juntos ao pódio.

2010 – O brasileiro Felipe Massa liderava a corrida e poderia ganhar, quando por determinação da Ferrari, quase parou na pista para dar passagem a Fernando Alonso, que, segundo a equipe, tinha melhores condições para vencer.

2011 – Na décima corrida do ano, pela primeira vez o alemão Sebastian Vettel não subiu ao pódio. Terminou na 4ª colocação, atrás de Lewis Hamilton, Fernando Alonso e Mark Webber, mas ainda assim manteve a liderança do campeonato, com 216 pontos, contra 139 de Webber. Na 12ª volta, Hamilton errou, foi ultrapassado por Webber, mas na mesma reta se recuperou e fez uma bela ultrapassagem sobre o rival.

2012 – Fernando Alonso, pole position, usou bem a asa móvel para ultrapassar retardatários e, depois se defendeu bem quando Vettel tentava usar o mesmo equipamento para passar por ele. Assim, liderou toda a corrida, conquistou a vitória e  manteve a liderança do campeonato.

2013 – Sebastian Vettel venceu sua primeira corrida “em casa” e também a primeira desde a vitória de Michael Schumacher, em Hockenheim, em 2006. Fernando Alonso chegou em 4º e manteve a vice-liderança. Kimi Raikkonen, da Lotus, segundo na corrida, também manteve a terceira colocação, com 116 pontos. Para chegar à sua 30ª vitória na carreira e a 4ª na temporada, Vettel teve que enfrentar, primeiro, o assédio de Romain Grosjean, após a entrada do safety car, e depois resistir ao ataque de Kimi Raikkonen, nas últimas voltas.

2014 – O alemão Nico Rosberg venceu com conforto e tranquilidade a sua primeira corrida em casa, mas Lewis Hamilton, seu companheiro de Mercedes, foi a sensação do GP da Alemanha. Em Hockenheimring. O piloto inglês, que deveria largar do 15º lugar do grid, por não ter chegado à última fase da classificação, ontem, perdeu mais 5 posições, hoje, por ter trocado a caixa de câmbio. Mas, mesmo largando da 20º lugar, Hamilton fez uma escalada espetacular já nas primeiras voltas, para alcançar os líderes, assumir o 3º lugar e ameaçar conquistar também o 2º. Valtteri Bottas, da Williams, conseguiu suportar a pressão de Hamilton e manteve o 2º lugar do pódio. A grande frustração da corrida foi vivida por Felipe Massa que, mais uma vez, foi vítima da má sorte. Na largada, na entrada da curva 1, para evitar um possível choque com o companheiro Valtteri Bottas, Massa abriu para direita e foi atingido por Kevin Magnussen, da McLaren. O carro capotou e correu alguns metros com as rodas para cima. Massa não sofreu nenhum arranhão, mas teve de deixar a pista.

2016 – O pole position Nico Rosberg largou mal e Lewis Hamilton saltou na frente e venceu o Grande Prêmio da Alemanha de ponta a ponta, disparando na classificação dos pilotos, com 19 pontos de vantagem sobre o companheiro de equipe (217 a 198). Foi a 49ª vitória da carreira e a 6ª da temporada do piloto inglês, que completou as 67 voltas do percurso em 1h30m44s200, com 6s990 de vantagem sobre o segundo colocado, Daniel Ricciardo, e 13s413 sobre o terceiro, Max Verstappen, ambos da Red Bull. Nico Rosberg, que além de problema de potência na largada, teve de pagar cinco segundos de punição, por forçar a passagem sobre Max Verstappen, ficou na 4ª colocação. A volta mais rápida foi de Daniel Ricciardo, na 48, com 1m18s442.

Uma volta com Jenson Button

“Eu chego à primeira curva a algo como 285 km/h, na quinta marcha e,  para contorná-la, reduzo para a quarta. Eu espero tomá-la em torno de 195 km/h, talvez um pouco mais, por causa da aderência. Em seguida, eu chego a uma pequena reta, onde posso atingir  uma velocidade em torno de 280 km/h, de novo em quinta marcha, para alcançar a segunda curva.

Esse é o começo de um complexo de curvas lentas, a 2, a 3 e a 4. A primeira delas é uma curva à direita e eu sei que é uma curva de primeira marcha, provavelmente em torno de 95 km/h no pico.  Assim que saio dessa curva, abro um pouco e para a curva 3 eu tenho que  passar para a segunda, provavelmente em torno de 135 km/h.

A curva 4 é  à esquerda e, embora não seja completamente lisa, é uma curva rápida, de terceira, tomada a 135 km/h. Essa curva me leva à reta oposta que, embora a gente a chame de reta, é, na verdade, uma curva muito longa.

No fim dessa reta, na marcha mais alta, eu espero chegar a  algo entre 300 e 310 km/h. No final, eu tenho de frear forte porque a 6 é uma curva estreita de primeira marcha, onde a gente tem de baixar para em torno de 60 km/h. A curva 7 não é problema e, de fato, a gente pode tomá-la a 280 km/h, em quinta marcha.  Em me aproximo da curva 8 em torno de 290 km/h, na marcha mais alta e outra vez  é preciso brecar forte, porque esta é uma curva, muito apertada, de 90 graus à esquerda.

Olhando o raio dessa curva, eu volto à primeira marcha, provavelmente numa velocidade de 70 km/h. A 9 é uma relativamente suave curva à esquerda e como eu acelero para sair da 8, ela pode ser tomada em 115 km/h, na segunda marcha. Eu devo alcançar 215 km/h, em terceira, antes de tomar a curva 10, onde tenho de baixar minha velocidade levemente para em torno de 185 km/h.

Depois disso, eu entro num trecho bastante familiar porque a seguinte é a velha curva à direita, que leva ao estádio. Aqui, eu me aproximo da curva 13, a Sachs, a 265 km/h, em sexta marcha,  e a tomo em  torno de 115 km/h, em segunda.  As curvas 14 e 15 são sempre complicadas. Eu entro na primeira com algo em torno de 200 a 210 km/h, em terceira, e a segunda em torno de 235 km/h, em quarta.

Vou para a penúltima curva em quarta, a 240 km/h, antes de baixar para terceira, na 16.  Esta é uma curva muito rápida e eu busco alcançar nela alguma coisa como 170 km/h, em terceira. A última curva é bastante igual à penúltima, e de novo eu vou a 170 km, em terceira.

Uma boa saída dessas duas curvas é muito importante para chegar bem à linha de largada e chegada. ”

O circuito na visão de Reginaldo Leme (2003)

“Hockenheim não é mais o mesmo. O circuito já foi um dos mais velozes do campeonato, quando media 6.825 metros e suas enormes retas cortavam uma floresta que ocupava dois terços da área ocupada pelo autódromo. Isso, sem considerar o período anterior a 1970, em que ainda não fazia parte do calendário dos Grands Prix e chegou a ter a configuração de circuito oval, que é como foi criado em 1930.

Hoje, Hockenheim tem características opostas. Além de mais curto (4.574 metros) e mais estreito, tem curvas de baixa e média velocidades, mas, nem por isso, deixou de ser interessante. Mais ou menos como aconteceu com o A-1 Ring, da vizinha Áustria, que também passou pelo mesmo processo de remodelação.

O oval original de 1932 existiu até o início dos anos 60, quando teve de ser dividido ao meio para possibilitar a construção de uma auto-estrada.

Reaberto em 1966, foi homologado como circuito de Grand Prix em 1970 e recebeu a Fórmula 1 27 vezes. A última mudança radical foi a do ano passado, que eliminou as famosas retas da floresta para priorizar a segurança e a visão do público, que, em alguns pontos das arquibancadas, chega a ser de 80% da pista. Mais do que isso, só em Indianápolis.

Mas o motivo mais importante foi mesmo a segurança, embora este não fosse um ponto crítico do circuito alemão. Na verdade, Hockenheim sempre carregou a marca negativa da morte, em 1968, de Jim Clark, o maior ídolo da época e, ainda hoje, um dos maiores da história. Mas é preciso lembrar que naquela época não havia uma proteção eficiente separando a pista das árvores, e foi assim que morreu Clark numa corrida de Fórmula 2.

Já em 1980, quando a pista contava com uma proteção bem maior, mas era ainda muito veloz, aconteceu o acidente que matou Patrick Depailler em dia de treino particular, um mês depois de ele ter se recuperado de uma queda de asa-delta. Este novo acidente fatal provocou a construção de duas chicanes nas retas, e elas acabaram sendo suficientes para manter um padrão de segurança aceito pela FIA durante 23 anos.

A atual configuração, que diminuiu a média de velocidade para pouco mais de 210 km/h, desagradou a quem gosta de pistas supervelozes, mas manteve alguns pontos de ultrapassagem. Desde que o carro tenha bom equilíbrio nas freadas e tração nas retomadas de velocidade”.