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Câmbio

Sistema de câmbio da F1

Sistema de câmbio da F1

O câmbio é a última peça de um carro de F-1. Fica atrás do motor e, quanto à posição, pode ser longitudinal (quando ele está alinhado com o eixo do carro), ou transversal (quando é perpendicular ao eixo do carro). Na definição da FIA, “a caixa de câmbio são todas as peças na linha de transmissão que transferiam torque do virabrequim do motor para o eixo de transmissão e inclui todos os componentes cuja finalidade principal é a transmissão de energia mecânica ou seleção de engrenagens”. E, de acordo com o Regulamento Técnico da FIA, os carro podem ter um máximo de 7 marchas para frente e, obrigatoriamente uma marcha a ré, que possa ser acionada a qualquer momento, quando o motor está em movimento.

As marchas são acionadas por duas borboletas no volante. A da direita aumenta os giros e a da esquerda reduz. Antes, o cambio era acionado por uma alavanca e o avanço com o fim delas foi projetado pelo inglês John Barnard para a Ferrari de 1990. Sua idéia era deixar o piloto mais tempo concentrado em manter a trajetória ideal, brigando menos com o carro. Deu tão certo que hoje todos têm esse tipo de acionamento.

A Formula 1 passou também por um curto período de câmbio semiautomatico que, na verdade, era totalmente automático. Também criado por Barnard foi desenvolvido e aplicado por todas as grandes equipes. Como num carro de rua, as marchas eram selecionadas pela rotação do motor, mas não era só. Como os projetistas têm dados de todas as pistas e sabem, de acordo com seus projetos, qual a velocidade ideal de um carro em determinada curva, qual a marcha a ser usada para tomar e sair de uma seqüência de chicanes, por exemplo, era possível programar as trocas de marcha. Assim, mesmo que o piloto não movesse um dedo, o carro viria de uma reta em sexta marcha e “saberia” com qual marcha deveria fazer a curva seguinte, trocando tudo automaticamente. Esse dispositivo, proibido em 94, foi autorizado em 2001, mas proibido de novo em 2008.

Cada equipe fabrica a sua própria caixa de câmbio, obedecendo aos parâmetros estabelecidos pela FIA, entre eles, além do limite de marchas e das medidas mínimas, a exigência de que as relações de transmissão devem ser feitas de aço. Nenhum sistema ou dispositivo capaz de transferir ou desviar o torque de uma marcha mais lenta para giro mais rápido das rodas é permitido. Qualquer sistema capaz de transferir torque entre os principais eixos de rotação das duas rodas da frente é proibido. Todas as peças podem ser trocadas, sem necessidade de aprovação da FIA. As equipes mantêm segredo sobre a estrutura e o desenho de sua caixa de câmbio, mas se sabe que elas pesam entre 25 e 35 kg.

No que se refere à caixa de câmbio, o Regulamento da FIA estabelece que nenhum piloto pode usar mais do que uma caixa de câmbio para cada cinco corridas; se um piloto troca a caixa de câmbio numa corrida, perde cinco posições no grid de largada e mais cinco posições cada vez que uma nova caixa é usada. Mas em 2011, com exceção da última corrida da temporada, os pilotos poderão repor uma caixa, na primeira vez que isso for necessário. Nessas circunstâncias, a troca só poderá ser solicitada para completar a prova que está sendo disputada.