Mônaco

Monaco_circuitos

Organização

Nome oficial:

Circuit de Mônaco

Endereço:

Automobile Club de Monaco
23 Boulevard Albert 1er
BP 464  –  98000 Monaco
Tel: (377) 93152600
Fax: (377) 93258228

 Ficha Técnica 

Extensão:

 3.340 metros

Distância

260,520 km

Voltas:

 78

Curvas:

19

Sentido:

horário

Inauguração:

 1929

Primeiro GP de F-1

21 de maio de 1950,

vencido por Juan Manuel Fângio

Recorde da prova

2007

Fernando Alonso – McLaren

1h40m29s329

Pole recorde:

2011

Sebastian Vettel – Red Bull

1n13s556 – 163,467 km/h

Volta mais rápida:

2004

Michael Schumacher – Ferrari

1m14s439

  Vencedores

Data Vencedor Equipe Tempo

27-05-2018

Daniel Ricciardo Red Bull

1h42m54s307

28-05-2017

Sebastian Vettel Ferrari

1h44m44s340

29 – 05 – 2016

Lewis Hamilton Mercedes

1h59m29s133

24 – 05 – 2015

Nico Rosberg Mercedes

1h49m18s420

25 – 05 – 2014

Nico Rosberg Mercedes

1h49m27s661

26 – 05 – 2013

Nico Rosberg Mercedes

2h17m52s506

25 – 05 – 2012

Mark Webber Reb Bull

1h46m06s557

29 – 05 – 2011

Sebastian Vettel Red Bull

2h09m38s574

16 – 05 – 2010

Mark Webber Red Bull

1h50m13s355

24 – 05 – 2009

Jenson Button Brawn

1h40m44s282

25 – 05 –  2008

Lewis Hamilton McLaren

2h00m42s742

27 – 05 – 2007

Fernando Alonso McLaren

1h40m29s329

28 – 05 – 2006

Fernando Alonso Renault

1h42m43s116

22 – 05 – 2005

Kimi Raikkonen McLaren

1h42m51s210

23 – 05 –2004

Jarno Trulli Renault

1h45m46s601

01 – 06 – 2003

Juan Pablo Montoya Williams

1h42m19s010

26 – 05 – 2002

David Coulthard McLaren

1h45m39s055

27 – 05 – 2001

Michael Schumacher Ferrari

1h47m22s561

04 – 06 – 2000

David Coulthard McLaren

1h49m28s213

16 – 05 –  1999

Michael Schumacher Ferrari

1h49m31s812

24 – 05 –  1998

Mika Hakkinen McLaren

1h51m23s595

11 – 05 –  1997

Michael Schumacher Ferrari

2h00m05s654

19 – 05 –  1996

Olivier Panis Ligier

2h00m45s629

28 – 05 –  1995

Michael Schumacher Benetton

1h53m11s258

15 – 05 –  1994

Michael Schumacher Benetton

1h49m55s372

23 – 05 –  1993

Ayrton Senna McLaren

1h52m10s947

31 – 05 –  1992

Ayrton Senna McLaren

1h50m59s372

12 – 05 –  1991

Ayrton Senna McLaren

1h53m02s334

27 – 05 –  1990

Ayrton Senna McLaren

1h52m46s982

07 – 05 –  1989

Ayrton Senna McLaren

1h53m33s251

15 – 05 –  1988

Alain Prost McLaren

1h57m17s077

31 – 05 –  1987

Ayrton Senna Lotus

1h57m54s085

11 – 05 –  1986

Alain Prost McLaren

1h55m04s060

19 – 05 –  1985

Alain Prost McLaren

1h51m58s034

03 – 06 –  1984

Alain Prost McLaren

1h01m07s740

15 – 05 –  1983

Keke Rosberg Williams

1h56m38s121

23 – 05 –  1982

Riccardo Patrese Brabham

1h54m11s259

31 – 05 –  1981

Gilles Villeneuve Ferrari

1h54m23s380

18 – 05 –  1980

Carlos Reutemann Williams

1h55m34s365

27 – 05 –  1979

Jody Scheckter Ferrari

1h55m22s480

07 – 05 –  1978

Patrick Depailler Tyrrell

1h55m14s660

22 – 05 –  1977

Jody Scheckter Wolf

1h57m52s770

30 – 05 –  1976

Niki Lauda Ferrari

1h59m51s470

11 – 05 –  1975

Niki Lauda Ferrari

2h01m21s310

26 – 05 –  1974

Ronnie Peterson Lotus

1h58m03s700

03 – 06 –  1973

Jackie Stewart Tyrrell

1h57m44s300

14 – 05 –  1972

Jean-Pierre Beltoise British Racing Motors

2h26m54s700

23 – 05 –  1971

Jackie Stewart Tyrrell

1h52m21s300

10 – 05 –  1970

Jochen Rindt Lotus

1h54m36s600

18 – 05 –  1969

Graham Hill Lotus

1h56m59s400

26 – 05 –  1968

Graham Hill Lotus

2h00m32s300

07 – 05 –  1967

Denny Hulme Brabham

2h34m34s300

22 – 05 –  1966

Jackie Stewart British Racing Motors

2h33m10s500

30 – 05 –  1965

Graham Hill British Racing Motors

2h37m39s600

10 – 05 –  1964

Graham Hill British Racing Motors

2h41m19s500

26 – 05 –  1963

Graham Hill British Racing Motors

2h41m49s700

03 – 06 –  1962

Bruce McLaren Cooper

2h46m29s700

14 – 05 –  1961

Stirling Moss Lotus

2h45m50s100

29 – 05 –  1960

Stirling Moss Lotus

2h53m45s500

10 – 05 –  1959

Jack Brabham Cooper

2h55m51s300

18 – 05 –  1958

Maurice Trintignant

2h52m27s900

19 – 05 –  1957

Juan Manuel Fangio Maserati

3h10m12s800

13 – 05 –  1956

Stirling Moss Maserati

3h00m32s900

22 – 05 –  1955

Maurice Trintignant Ferrari

2h58m09s700

21 – 05 –  1950

Juan Manuel Fangio Alfa Romeo

3h13m18s700

 Características

Mônaco é considerado um traçado anacrônico, que não combina com carros que andam a quase 300 km/h. Mas ninguém ousa sugerir sua retirada do calendário. Por ter uma média de velocidade muito baixa, cerca de 150 km/h, a pista acaba não sendo perigosa.

O problema é a absoluta falta de áreas de escape e a quase impossibilidade de se ultrapassar. O único ponto razoável é a freada para a chicane que fica no fim do túnel. No resto da pista, superar um adversário é tarefa para contorcionistas.

Das 19 curvas do circuito de Mônaco, 14 são conhecidas por nomes: : 01 – Saint. Devote; 02 – Beau Rivage; 03 – Massenet; 04 – Cassino; 05– Mirabeau Haute; 06 – Gran Hotel Lowes Harpin; 07 – Mirabeau Bas; 08 – Porto;  09 – Túnel; 12 – Tabacaria; 13 –  Louis Chiron;  14 – Piscina; 16 – Rascasse; 17 – Anthony Noghes. Há três chicanes nas  curvas 10/11; 13/14 e 15/16.

A Fórmula 1 toma conta de Mônaco, controlando as ruas e o cais do porto na semana do Grande Prêmio. Da noite para o dia, uma equipe de engenheiros cria a pista apertada e desafiadora, sem espaço para erro ou ultrapassagem.  O circuito começa numa reta à frente de um conjunto de piscinas; segue pelas ruas até uma curva na rua St Devote, sobe para o quarteirão do cassino; desce para a curva Mirabeau; entra por um grampo fechado em Lowes;  passa por um túnel, reconstruído em 1973, sob o Hotel Lowes; passa por duas chicanes e uma pequena reta diante do porto; contorna outra curva diante da tabacaria e um grampo, antes de atingir a reta de chegada.

Esse traçado é praticamente o mesmo no qual foi disputado o primeiro grande prêmio de automobilismo em Mônaco, em 1929.  Em 1973 foram feitas algumas alterações, como a reconstrução do túnel e o trecho da Tabacaria à Rascasse foi refeito para a criação de uma área de pit na seção da piscina. Em 1976, foram criadas chicanes na curva Saint Devote e na saída do grampo da Rascasse. Em 1986, o cais foi alargado para a instalação de uma nova chicane. Em 1997, a curvatura em S original do complexo das piscinas foi redesenhado e recebeu o nome de curva “Louis Chiron”. Em 2003, um complexo de garagens permanente foi construído ao longo do cais, do lado do mar; a pista entre a segunda perna da piscina e a Rascasse foi encurtada.em 10 metros e uma chicane foi introduzida  na saída da segunda curva da piscina.

Mônaco é o único GP que não tem pódio. Os pilotos recebem seus troféus e fazem a festa do champanhe num pequeno palco que fica sob o camarote da família real monegasca.

O GP é, também, o único que não tem treinos às sextas-feiras. As atividades começam na quinta-feira para que, no dia seguinte, os pilotos tirem folga e se recuperem das várias festas promovidas por patrocinadores. E como o circuito é de rua, qualquer um pode dar uma volta pela pista depois dos treinos e na sexta-feira, quando não há nenhuma movimentação dos carros de Fórmula 1. Nessa pista, também, a FIA estabeleceu o limite mais baixo de velocidade nos boxes porque quase não há espaço para o trabalho dos mecânicos na área dos pits.

Conforme números levantados por Reginaldo Leme, o GP de Mônaco movimenta um esquema que inclui:

  • 33 km de guard-rails com identificação do local de montagem de cada lâmina
  • 554 metros de barreiras de soft wall para proteger 16 curvas
  • 10 gruas / guindastes para içar carros acidentados
  • 120 bombeiros / 500 extintores
  • 650 comissários em 45 postos
  • 36 médicos reanimadoresm mais 20 dirigindo operação
  • 36 aparelhos desfibriladores
  • 13 ambulâncias / 2 helicópteros
  • 3 veículos de extração (quando tem que serrar um carro para retirar o piloto)

História

O GP de Mônaco tem uma história mais antiga do que a Fórmula 1. Ela começou em 1907, quando a Associação de Ciclismo Esportivo de Mônaco (Monaco Cyclism Sportif Association) se transformou na Associação de Ciclismo e Automobilismo Esportivo (Monaco Cyclism et Automobilisme Sportif Association) que, em 29 de março de 1925 teve o nome mudado para Automóvel Clube de Mônaco (Automobile Club du Mônaco).

Por iniciativa de Anthony Noghes, que dá nome à ultima curva do trajeto, a nova entidade promoveu a 14 e abril de 1929, no circuito basicamente igual ao de hoje,  o 1º GP de Mônaco, com a participação de  16 carros. A vitória coube a um franco-britânico desconhecido, identificado apenas como William, que chegou tarde para participar dos treinos oficiais, mas acabou surpreendendo e chegando em primeiro, numa Bugatti 35B, em 3 horas, 56 minuto e 11 segundos, com velocidade média de 80.194 km/h, nas 100 voltas. A primeira prova da Fórmula 1 foi disputada em 13 de maio de 1950, como parte do primeiro campeonato mundial da categoria. O vencedor foi Juan Manuel Fângio, da Argentina, depois de uma “carambolada” na primeira curva, que provocou o abandono de 10 carros.

O GP de Mônaco só voltou a ser disputado em 1955 e, a partir dai, nunca mais deixou de fazer parte do calendário da FIA.Apesar da pista improvisada e dos problemas técnicos que proporciona, o GP de Mônaco é, talvez, a prova mais esperada do campeonato, pela beleza da paisagem, pelo clima que cria, pelo glamour. Bernie Ecclestone admite: “Este lugar nos dá mais do que nos damos a ele”.

Ao falar de Mônaco, poucos se lembram de dois fatos lamentáveis ocorridos ali: a morte do italiano Lorenzo Bandini, que, em 1967, bateu na chicane e morreu entre as chamas do carro, e a batida, em 1994, no mesmo lugar, que provocou a encerramento prematuro da carreira do jovem austríaco Karl Wendlinger. Também foram quase esquecidas a escapada de Alberto Ascari, que acabou invadindo o porto, em 1955,  ou a vitória inesperada de Ricardo Patrese, em 1982. Depois de ter rodado na pista, ao cruzar a linha de chegada, Patrese pensou ter perdido a corrida e só depois soube que era o vencedor, devido ao abandono de Alain Prost, Didier Pironi e Andréa de Cesaris.

Ninguém esquece, porém, as cinco vitórias que deram a Graham Hill o título de “Mr. Mônaco” ou as seis que não valeram títulos, mas deixaram eternamente ligado ao GP de Mônaco o nome de Ayrton Senna.

Volta da FIA

Mônaco

Mônaco

Trechos Força G Marcha Velocidade

Meio da reta

6

171,275

Saint Devote

-2.5

3

84,135

Saída da Curva 2

Beau Rivage

6

171,275

Saída Cassino

-2.5

4

103,186

1° Setor

Entrada Mirabeau

19s8

Saída/Grampo/ Hotel

2.0

2

63,39

Entrada. Curva 8

Porto

3

125,78

Túnel

0.0

6

264,165

2° Setor

Saída do Túnel

18s5

Entrada da Nouvelle Chicane

6

175,282

Entrada Chicane 13/14

Chiron/Piscina

4.0

5

224,139

Saída Curva 16

Rascasse

4

170,106

Curva 17

Noghes

-2.5

3

108,67

Saída Curva 18

-1.0

3

117,73

Saída Curva 19

3

71,117

3º Setor/Chegada

17s7 – 1m14s0

Registros da FOM – Final da Reta – 0.81, 7, 269; 1/Devote – 1.52, 2, 111; Entrada Beau Rivage –  0.65, 6 237; 2 – Beau Rivage –  0.87, 7, 253;  Saída Beau Rivage – 1.15, 7, 269;  3/Massenet – 3.59, 4, 158;  4/Cassino – 3.48, 3, 126;  1º Setor/Entrada 5/Mirabeau – 2.0, 1:79;  6 – Grampo/Hotel – 2.42, 1, 47;  8/Porto – 1.49, 2, 81;  Saída do Túnel – 1.22, 7, 289; Entrada da chicane – 1.22, 7, 289;  12/Tabac – 3.31, 4, 161;  Entrada 13/Chiron – 3.65, 6, 202;  14/Piscina – 3.62, 6, 207;  Curva 16/Saída da Piscina – 1.10, 2, 95;  Curva 17 –  2.43, 4, 190;  Rascasse – 1.65, 1, 63; Noghes – 1.73, 1, 95.

 Volta de Mark Webber

Trecho Força G Marcha Velocidade
Curva 1

1,52

2

111

Curva 2

0.87

7

253

Curva 3

3.59

4

158

Curva 4

3.48

3

126

Curva 5

2.00

1

79

Curva 6

2,42

1

47

Curva 7

1.4

2

80

Curva 8

1.49

2

81

Curva 9

2.66

6

252

Curva 10

1.84

2

80

Curva 11

1.15

2

66

Curva 12

3.31

4

161

Curva 13

3.65

6

202

Curva 14

3.62

6

207

Curva 15

1.57

2

122

Curva 16

1.10

2

95

Curva 17

2,43

4

190

Curva 18

1.65

1

63

Curva 19

1.73

1

95

Volta de  Jenson Button

“Chego à primeira curva a 274 km/h, na última marcha. Ali, tenho que frear forte e baixar até 90 km/h, em segunda, para poder tomar bem a curva Ste Devote.

Na subida, chego a 270 km/h, na marcha alta, de novo, e baixo à terceira,  para passar a curva à esquerda a uns 140 km/h. Tenho de  manter essa marcha na Casino, mas reduzo a velocidade até os 120 km/h para fazer a difícil curva à direita.

Desço até Mirabeau a uns 210 km/h, em quarta, e logo breco para baixar à segunda, com 70 km/h e dobrar à direita. Em seguida, vem a curva Loews, a parte lenta do circuito, que tomo em primeira, a 45 km/h.

Nem bem a gente sai desta curva, põe em segunda e breca um pouco para tomar a curva seguinte, à direita, a uns 75 km/h. Saindo dali, acelero fundo e breco de novo para entrar no túnel.

No túnel vou fundo, mas não é fácil, pois ele é curvado. Saindo do túnel a quase  290 km/h, logo tenho de brecar forte para tomar a primeira parte da chicana a 78 km/h. Mantenho a primeira marcha e passo à segunda, a 60 km/h.

Logo vem uma reta curta, que atravesso a 225 km/h, em quarta, para chegar até a curva Tabac, à esquerda, que se toma a 142 km/h, em terceira. Subo à quarta, a 200 km/h,  para entrar na primeira chicane da piscina entre 180 e 190 km/h, em quarta. Na segunda chicane da piscina tenho que brecar de novo muito forte e baixar para 80 km/h para tomar a primeira parte a 80 km/h e a segunda a 90 km/h. As duas partes se fazem em segunda.

Chego à Rascasse a uns 185 km/h, em terceira, breco para tomar a esta difícil curva à esquerda e baixo a velocidade de novo a 45 km/h, em primeira, para passar o grampo.

Encontrar tração aqui é difícil, mas não é preciso aumentar a velocidade, pois a última curva também é lenta e se toma a 75 km/h, em segunda. A saída é complicada e tenho que sair bem dali para cruzar a linha a 260 km.

Volta de Jos Verstappen

“Mônaco é um circuito muito lento, estreito e sinuoso e também muito ondulado em algumas partes. Devido à natureza do circuito e pelo fato de ser uma pista de rua, é preciso concentração máxima, pois aqui não há lugar para enganos. É importante uma boa largada, pois ao contrário de outros circuitos, aqui é impossível ultrapassar. E até mais importante conseguir uma boa posição na classificação para ter alguma chance na corrida. A primeira curva é muito apertada, com um ângulo de 90 graus. É muito fácil tocar a barreira na saída da curva, se você não tomar cuidado, mas logo em seguida há uma longa reta em aclive, a Beaurivage, que é bastante rápida. A segunda, é uma curva de terceira marcha, feita em torno de 150 km/h mas nas primeiras voltas ela pode estar muito lisa. A pista melhora o tempo todo e eu tenho de pisar forte para alcançar meu limite e maximizar o potencial do carro. Temos de dirigir muito perto do alambrado mas eu não me importo em dirigir no meu limite. Algumas vezes, eu toco ligeiramente com a roda mas, felizmente, não tão forte, senão estou fora! É possível ser bem preciso em colocar o carro, se você estiver bem atento. No topo da colina está o quarteirão do Casino, com muita inclinação no canto que vai para a Mirabeau. Nós, então, brecamos para a famosa curva à direita, em declive, onde é muito fácil travar a roda dianteira, e usamos a primeira marcha em toda aquela parte. É a curva mais lenta do circuito mas é bom lembrar que num carro de Formula Um a primeira marcha pode subir até 150 km/h. Você atropela o meio fio na saída da curva e logo antes da entrada do túnel tem que correr muito perto da barreira. Depois do túnel, freio forte até a chicane, mas é fácil passar direto. Depois da chicane há uma reta curta, com todos os barcos à sua esquerda, uma curva à esquerda e outra chicane nas piscinas. A curva seguinte é tomada em quarta, e você tem que brecar forte, pois se exceder, entra direto no muro. O grampo da Rascasse esta perto do fim do circuito é aqui é fácil rodar. Então vem a entrada dos boxes à sua direita ou você entra na reta da largada, onde nos chegamos a 260 km/h. Não se pode treinar sempre neste circuito e assim é importante tantas voltas de treino quantas forem possível, para se acostumar e descobrir os seus limites. É um circuito espetacular, onde os espectadores podem ver tudo muito de perto.”

Momentos

1950 – O carro de Farina roda na pista e provoca um acidente que envolve nove outros concorrentes. Fangio, que estava na liderança, escapa e vence a corrida.

1955 – Num acidente inusitado, o Lancia de Alberto Ascari sai da pista e cai no mar. Além do banho inesperado, o piloto só teve o nariz fraturado. Mas quatro dias depois, em Monza, ele viria a sofrer o acidente que lhe tirou a vida.

1957 – Um acidente na entrada da “chicane” tira da corrida Moss, Collins e Hawthorn, e Fangio ganha tranqüilamente. Mas o herói da tarde é Jack Brabham, que cruza a linha de chegada empurrando seu Cooper, sob aplausos da torcida.

1967 – Lorenzo Baldini sofre acidente fatal durante o GP

1969 – Graham Hill confirma seu título de “Mister Mônaco”, conquistando a vitória pela quinta vez.

1984 –  A corrida é interrompida pelo diretor da prova, Jacky Ichx, devido a um temporal, quando Airton Senna, com  a Toleman, ameaçava a vitória de Alain Prost

1988 – Ayrton Senna inexplicavelmente bate no guard-rail quando tem 52 segundos de vantagem para Prost

 1992 –  Nas últimas três voltas, Senna e Mansell travam um duelo emocionante. Mansell tem problemas numa roda do seu carro, para no box e cede a primeira colocação a Ayrton Senna. Com esse resultado,  Senna iguala o recorde de Graham Hill, completando cinco vitórias em Mônaco, quatro delas consecutivas.

1996 – Só quatro carros cruzam a linha de chegada e Olivier Panis conquista sua primeira vitória  na F-1.O francês largou em 14º e venceu sem saber que havia vencido, depois de tantos abandonos

2000 – Apenas nove carros completam a prova. Depois de uma segunda largada, houve uma série de batidas na  Loews. Button e De la Rosa chocaram-se e a Arrows ficou atravessada na pista, impedindo a passagem de Zonta, Heidfeld, Villeneuve, Gene, Diniz e Mazzacane.
2004 – No início da corrida,  Takuma Sato, no BAR/Honda, passa em alta velocidade entre a Ferrari, de Schumacher, e a McLaren,  de Kimi Raikkonen, sob aplausos.  Nas 12 últimas voltas, Jarno Trulli e Jenson Button correm praticamente colados, mas Trulli acaba obtendo sua primeira vitória na F1. Button foi segundo e Rubens Barrichello, o terceiro. Fernando Alonso bateu no túnel, quando tentava ultrapassar Ralf Schumacher

2006 – Michael Schumacher .é acusado pelos adversários de parar deliberadamente o carro na penúltima curva, nos últimos segundos da classificação, prejudicando o tempo deles.

2007 – Hamilton assumiu a liderança por duas voltas, depois que Fernando Alonso, fez pit-stop, mas perdeu a posição e reclamou da equipe que o impediu de forçar o companheiro. Alonso, que fez.a pole, só deixou a liderança nessas duas voltas, fez a volta mais rápida e ganhou, com 4 segundo à frente de Hamilton.

2008 – Lewis Hamilton conquista sua primeira vitória em Mônaco, depois de, na 6ª volta, ter tocado com o pneu direito num muro, chegado ao boxe com a roda quase saindo Apesar e tudo isso, manteve-se entre os primeiros e acabou assumindo a liderança. Felipe Massa foi o pole position, mas rodou na largada, perdeu a posição para Robert Kubica e oir erros de estratégia da equipe na troca de pneus, teve de se contentar com o 3º lugar. Rubens Barrichello foi o 6] colocado e voltou a pontuar depois de jejum de 22 provas.

2009 – Jenson Button foi o pole e vencedor da corrida, tendo perdido a liderança por apenas uma volta (51ª), quando fez a única parada nos boxes. O piloto inglês completou o terceiro melhor início de temporada da historia da Fórmula 1, com 5 vitórias e um terceiro lugar, em 6 corridas. Antes dele, só Nigel Mansel, em 1992, e Michael Schumacher, em 1994, tinham conseguido esse feito, com 5 vitórias e um segundo lugar, também em seis corridas.

2010 – Mark Webber foi o primeiro piloto australiano a vencer em Mônaco, desde Jack Brabham, ganhador em 1959. A punição, coma perda de 20 segundos, aplicada a Michael Schumacher, por ter ultrapassado Alonso, com o carro de segurança, provocou grandes discussões, após a corrida. A Mercedes recorreu. A Fia manteve a decisão, mas admitiu que as regras sobre o caro de segurança não eram claras e precisariam ser mudadas.

2011 – O pole position Sebastian Vettel fez uma excelente largada e no final da primeira volta já estava 2s4 à frente de Jenson Button. Fernando Alonso, que aproveitou a má largada do australiano e assumiu o segundo lugar terminou a 1s138 do alemão e com mais de 2 segundos sobre Webber. Uma série de incidentes, envolvendo Hamilton, Sutil, Alguersuari e Petrov provocou o acionamento da bandeira vermelha na volta 72. Quase todos os pilotos aproveitaram para trocar pneus e fazer reparos nos carros, mas o tempo não foi suficiente para Hamilton recuperar o seu e ele chegou ao final praticamente se arrastando, em 9º lugar.

2012 – O circuito de Mônaco sofreu alterações para o GP de 2012, por causa do acidente sofrido por Sergio Pérez, no ano anterior, quando bateu na chicane Nouvelle. A pista foi rebaixada na entrada da chicane; a barreira em que Pérez bateu foi afastada por cerca de 15 metros e outras foram colocada nas curvas Sainte Devote e da Piscina; a saída da pit lane foi modificada e árvores foram removidas para facilitar a visibilidade dos pilotos. Com não acontece sempre, a corrida de 2012 aconteceu numa tarde de sol, com temperatura ambiente de 22 graus e de 35 na pista. Também como havia muito tempo não acontecia, Michael Schumacher fez a pole, mas não pode usufruir da posição. Por causa de batida em Bruno Senna, no GP anterior, na Espanha, perdeu 5 posições largou em 6º. Mark Webber, que herdou o primeiro lugar no grid, não desperdiçou a chance e ganhou a corrida.

2013 – Após conquistar três poles positions que não se confirmaram na corrida, finalmente Nico Rosberg conseguiu a primeira vitória da temporada, dominando de ponta a ponta o GP de Mônaco, no dia 26 de maio de 2013. Foi a sua segunda vitória na carreira e aconteceu exatamente 30 anos depois que seu pai, Keke Rosberg, foi o ganhador no mesmo circuito de Monte Carlo. O piloto da Mercedes fez uma corrida impecável, de paciência, impondo ritmo lento, poupando pneus e tirando proveito das várias entradas do safety car. E terminou à frente de Sebastian Vettel e de Mark Webber. Acorrida foi cheia de incidentes, acidentes e entradas do safety car na pista e durou mais de duas horas. O acidente mais grave aconteceu com o brasileiro Felipe Massa, no mesmo lugar onde ele batera na terceira sessão de treinos livres de sábado, a curva Saint Devote. A única diferença é que o primeiro foi causado por erro do piloto, mas o segundo à quebra da suspensão do carro. Sem poder participar da classificação, o brasileiro largou da penúltima posição do grid e durante a permanência na pista não avançou muito e, depois de 9 voltas, era apenas o 17º. Na 28ª das 78 voltas do percurso, Massa foi de encontro à barreira de proteção; cruzou a pista e se chocou contra o guard-rail. Apesar da violência da batida, o piloto saiu do carro, normalmente; visivelmente contrariado tirou e recolocou o volante, mas teve de ser atendido pela equipe médica e depois foi visto com um protetor no pescoço. Na 46ª volta, a corrida foi interrompida para que os fiscais tirassem da pista os detritos resultantes de um choque entre Pastor Maldonado e Max Chilton, depois de um erro do piloto da Marussia, que jogou o venezuelano para fora da curva da Tabacaria. A paralisação durou 25 minutos, durante os quais os pilotos chegaram a sair dos carros e muitos aproveitaram para um pit stop extra, com a troca de pneus no grid. Na relargada, Fernando Alonso teve de devolver a 6ª posição a Sergio Pérez, porque, antes da interrupção, tinha cortado a chicane para ultrapassar o mexicano.

2014 –  Nico Rosberg, da Mercedes, assumiu a liderança do campeonato da Fórmula 1 ao vencer, de ponta a ponta, o GP de Mônaco, com o tempo de 1h49m27s661, no dia 25 de maio de 2014. Foi a segunda vitória do piloto alemão no campeonato e segunda no circuito de rua de Monte Carlo, onde já tinha também feito a pole position e ganhado a corrida de 2013. Lewis Hamilton, também da Mercedes, com um problema de visão, devido à entrada de algo nos olhos, resistiu ao ataque de Daniel Ricciardo, da Red Bull, nas voltas finais, e chegou em segundo.  Depois de Ricciardo chegaram Fernando Alonso, Nico Hulkenberg e Jenson Button. O brasileiro Felipe Massa, que largou da 16ª posição, fez uma excelente corrida e cruzou a linha de chegada em 7º. Jules Bianchi garantiu à pequena Marussia os 2 primeiros pontos na temporada, o que pode significar à equipe benefícios proporcionados pela FIA da ordem de milhões de dólares. Bianchi chegou em 8º, mas por não ter cumprido punição na pista, foi rebaixado ao 9º lugar.

2015 – Um erro da equipe, que o chamou para o pit stop no momento errado, fez com que Lewis Hamilton entregasse a Nico Rosberg uma vitória que parecia certa no GP de Mônaco, no dia 24 de maio, na pista de Monte Carlo. O piloto inglês liderava a corrida com folga e tudo levava a crer que venceria tranquilamente, quando seus engenheiros, certos de que a vantagem lhe permitir a voltar na liderança, na volta 66, pediram que ele aproveitasse a presença do carro de segurança na pista e fizesse uma terceira parada, para colocação de pneus supermacios. A vantagem, contudo, não era o que eles imaginavam e, depois da parada, Hamilton voltou em terceiro lugar, atrás de Rosberg e Sebastian Vettel. O esforço do piloto inglês nas últimas oito voltas, na tentativa de, com pneus novos, recuperar a posição, foram inúteis e ele acabou mesmo atrás do companheiro de equipe e do rival da Ferrari. Nico Rosberg completou a corrida em 1h49m18s4290 e com a terceira vitória consecutiva em Mônaco igualou-se a Graham Hill, Alain Prost e Ayrton Senna, os únicos a conseguirem isso antes. Ainda na pista, quando pressentiu a vitória, Hamilton se revoltou com a equipe e, enquanto buscava alcançar Vettel e escapar da perseguição de Daniel Ricciardo, pediu que não falassem com ele. Depois, demorou a deixar o carro e andou lentamente até o local da entrega dos prêmios. E nas escadas do palácio do príncipe de Mônaco transformado em pódio, ele era o retrato da desilusão. De cara amarrada, cumprimentou rapidamente Rosberg (que também não foi muito efusivo) e a família do príncipe, mas não tomou nem jogou champagne em ninguém. Com a garrafa cheia, deixou o local também devagar e talvez tenha ido direto à garagem desabafar com a equipe.

2016 – A Red Bull fez um pit stop desastrado na 32ª da corrida e tirou de Daniel Ricciardo a chance de vencer o Grande Prêmio de Mônaco. Quando o piloto australiano que foi o pole position e liderava a prova parou para a sua segunda troca de pneus, a equipe não estava preparada e demorou demais e deu tempo a Lewis Hamilton de assumir o primeiro lugar. Com uma só parada e fazendo 47 voltas com os pneus ultramacios, que diziam não durar mais de 25, o piloto inglês resistiu à pressão de Ricciardo nas 46 voltas seguintes, cruzando a linha de chegada em primeiro lugar com o tempo de 1h59m29s133, a 7s252 do rival. Foi a 44ª vitória de Hamilton na carreira, a segunda em Mônaco (a 1ª foi em 2008) e a primeira na atual temporada. Sergio Perez, da Force India, depois de dois pit stops perfeitos, conquistou o seu 8º pódio, em 3º lugar, depois de resistir a forte pressão de Sebastian Vettel por mais de 40 voltas.

2017 – Sebastian Vettel, da Ferrari, ganhou o Grande Prêmio de Mônaco de 2017, no circuito de Monte Carlo e ampliou a vantagem sobre Lewis Hamilton, da Mercedes, no campeonato da Fórmula 1. Com a 3º vitória na temporada, o piloto alemão passou a ter 129 pontos contra 104 do rival, que largou da 13ª posição e foi o 7º colocado na prova. Kimi Raikkonen, que foi o pole position, completou a dobradinha da Ferrari e Daniel Ricciardo, da Red Bull, conquistou o 3º lugar pódio, superando Valtteri Bottas, que tinha largado dessa posição.  Essa foi 45ª vitória de Vettel na carreira e a segunda em Mônaco. Foi também a primeira vitória da Ferrari em Mônaco, desde o GP de 2001, vencido por Michael Schumacher. Sergio Perez, que terminou a corrida na última posição, na tentativa de recuperar terreno, estabeleceu novo recorde para a pista de Monte Carlo, com 1m14s820. O melhor tempo anterior era de Michael Schumacher, em 2004.

2018 – Depois de se impor nas três sessões de treinos livres e a etapa de qualificação, a Red Bull dominou amplamente também o GP de Mônaco de 2018, nas ruas de Monte Carlo. O piloto australiano Daniel Ricciardo superou “no braço” os problemas de perda de potência do motor e cobriu o percurso de 78 voltas em 1h42m54s807. Sebastian Vettel chegou em 2º, a 7s336 do vencedor e Hamilton foi terceiro no pódio. Max Verstappen, que largou da 20ª posição, chegou em 9º.  Ao faltarem seis voltas para o fim da corrida, Charles Leclerc perdeu o freio da Sauber na saída do túnel e bateu na traseira de Brendon Hartley. Os dois tiveram que abandonar e a direção da prova introduziu o safety car virtual para limpeza da pista. Na relargada, Vettel titubeou e Daniel Ricciardo arrancou para a vitória com a vantagem de 7s336

.O circuito na visão de Nelson Piquet

“É um circuito terrível para qualquer piloto que não esteja em perfeitas condições físicas. São inúmeras curvas fechadas, muitas freadas fortes e acelerações. Mônaco faz a gente correr no limite do esforço físico. Em 87, quando cheguei em segundo, eu não estava bem. No fim da prova, mal conseguia erguer a taça de champagne. Por isso, quando termina a corrida só quero ir para a casa.”

Uma crônica nostálgica de Reginaldo Leme

 “A Montecarlo da época (anos 50) era outra. A quantidade e a altura dos prédios mudaram o panorama em torno do circuito. Mas só em torno. As ruas que compõem o circuito são exatamente as mesmas. Uma forte razão pra se percorrer essas ruas a pé, de preferência sozinho, e “entrar” um pouco nessa história. Acabei de fazer isso mais uma vez na vida, e sem me preocupar com o tempo da volta. Fiz até dois pit stops para um irresistível cafezinho. É um passeio cheio de lembranças das corridas que vi aqui. No túnel, Emerson disputou a vitória com Stewart na última volta em 73, e quase deu; na curva Tabac, Piquet perdeu uma corrida ganha, atrapalhado pelo retardatário Tambay, em 81; na saída da curva Mirabeau está aquele guard-rail que, em 88, recebeu o bico da McLaren de Senna.”