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Ímola

Organização

  • Nome oficial: – Circuito Enzo & Dino Ferrari
  • Endereço:  Via Fratelli Rosselli 2 – 40026
  • Imola – (BO) – Itália
  • Tel: (+39) 0542 31444
  • Fax: (+39) 0542 30420

www.autodromoimola.com

Ficha Técnica

  • Extensão:  4.933 metros
  • Voltas: 62 (305,609 km)
  • Sentido: anti-horário
  • Curvas: 10 à esquerda e 6 à direita
  • Capacidade:60. 000 espectadores
  • Inauguração: 1952
  • Primeiro GP:  14 de setembro de 1980, com vitória de Nelson Piquet
  • Recorde do circuito: 1m20s628 – Michael Schumacher – Ferrari – Treino de pré-classificação – 2003
  • Pole recorde:1m21s091 Michael Schumacher – Ferrari – 2002
  • Volta mais rápida:1m22s491 –  Michael Schumacher – Ferrari – 2003

Vencedores

Data Vencedor Equipe Tempo
20 – 04 – 2003 Michael Schumacher Ferrari 1h28m12s058
14 – 04 – 2002 Michael Schumacher Ferari 1h29m10s789
15 – 04 -2001 Ralf Schumacher Williams 1h30m44s817
09 – 04 – 2000 Michael Schumacher Ferrari 1h31m39s778
02 – 05 – 1999 Michael Schumacher Ferrari 1h33m44s792
26 – 04 – 1998 David Coulthard McLaren 1h34m24s593
27 – 04 – 1997 Heinz-Harald Frentzen Williams 1h31m00s673
05 – 05 – 1996 Damon Hill Williams 1h35m26s156
30 – 04 – 1995 Damon Hill Williams 1h41m42s552
01 – 05 – 1994 Michael Schumacher Benetton 1h28m28s642
25 – 04 – 1993 Alain Prost Williams 1h33m20s413
17 – 05 – 1992 Nigel Mansell Williams 1h28m40s927
28 – 04 – 1991 Ayrton Senna McLaren 1h35m14s750
13 – 05 – 1990 Ricardo Patrese Williams 1h30m55s478
23 – 04 – 1989 Ayrton Senna McLaren 1h26m51s245
01 – 05 – 1988 Ayrton Senna McLaren 1h32m41s264
03 – 05 – 1987 Nigel Mansell Williams 1h31m24s076
27 – 04 – 1986 Alain Prost McLaren 1h32m28s408
05 – 05 – 1985 Elio de Angelis Lotus 1h34m34s955
06 –05 – 1984 Alain Prost McLaren 1h36m53s679
01 – 05 – 1983 Patrick Tambay Ferrari 1h37m52s460
25 – 04 – 1982 Didier Pironi Ferrari 1h36m38s887
03 – 05 – 1981 Nelson Piquet Brabham 1h 51m23s970
14 – 09 – 1980 Nelson Piquet Brabham 1h38m07s520

História

Apesar de ficar na Itália, Imola é sede da corrida que leva o nome do GP de San Marino, uma republiqueta encravada em território italiano, porque a FIA não permite a realização de duas corridas com o mesmo nome (o GP da Itália oficial acontece em Monza).
A curiosidade é que a primeira corrida de F-1 no circuito aconteceu em 1980, como GP da Itália mesmo, pois houve problemas para a organização da prova em Monza. O traçado sempre foi um dos preferidos dos pilotos por suas características de alta velocidade, com médias superiores aos 200 km/h.

Mas houve os acidentes de 1994, que mataram Roland Ratzenberger e Ayrton Senna, o que mudou tudo em Imola. A pista foi refeita e a Tamburello, a “curva assassina”, foi totalmente descaracterizada com a construção de uma chicane. Outros trechos, como a Acqua Minerale e a Variante Alta, também foram modificados. Os recordes atuais, portanto, pertencem a este novo traçado, que diminuiu dos 5.040 metros originais para 4.933.

O circuito tem piso sem ondulação e de pouca aderência. Nesse tipo de asfalto as equipes devem optar por pneus de composto macio que proporciona -05-s tração e aquece -05-s rápido. Com as modificações, Ímola é uma pista cheia de chicanes, onde a tração é fundamental, não só nas saídas das chicanes, mas nas freadas fortes.

No traçado antigo, o recorde em treinos pertence a Ayrton Senna (Williams-Renault) com 1m21s548 (média de 222,495 km/h), em 1994, e o recorde em corrida é Michael Schumacher , com 1m22s491, em 2002.

O novo desenho não é dos mais atraentes, mas a pista, pelo menos, ficou bem mais  segura. O muro onde Senna bateu continua lá, atrás de uma barreira de pneus, e virou uma espécie de santuário, onde fãs de todo o mundo depositam flores, fotos, faixas e bandeiras em homenagem ao brasileiro.

Momentos

1983 – Ricardo Patrese bate na curva Acqua Minerali, quando liderava a corrida

1984 – Devido a um desentendimento entre a Toleman e a Pirelli, Senna não participou da primeira sessão de treinos e na segunda não conseguiu tempo para se classificar, ficando fora do GP

1987 – Nelson Piquet  bate seu Williams contra o muro da curva de Tamburello, a 270 km/h

1989 – Na curva Tamburelo, o carro de Gerard Berger se espatifa no muro e pega fogo. Berger,  salvo pela rápida ação dos comissários, queimou as mãos e o pescoço e ficou abalado pelo resto  da carreira

1994 – Na sexta-feira, 29, na sua volta mais rápida do treino, Rubens Barrichello entra a 220 km/h na Variante Baixa. O carro não faz a curva para esquerda, decola na zebra, voa mais de dois metros, passa pela barreira de pneus, choca-se com a grade de proteção, capota duas vezes e fica de rodas para cima. As conseqüências: nariz quebrado, lábios feridos, uma costela trincada e o braço direito engessado. No dia seguinte, novo acidente, com conseqüências bem mais graves. Roland Ratzenberger, estreante de 31 anos, na sua volta mais rápida, a 314 km/h, perde a asa direita do carro na curva Villeneuve, sai da pista e vai direto contra o muro. O piloto saiu morto do carro, embora a organização da prova e a FIA insistissem em afirmar que ele morreu o hospital. No dia seguinte, morre Ayrton Senna. Na curva Tamburello,  o carro virou para direita de repente e, em vez de fazer a curva, foi direto contra o muro. O inquérito divulgado oito meses depois concluiu que a causa foi a quebra da barra da direção do Williams. Na batida, a barra da suspensão foi em direção à cabeça de Senna, passou pelo capacete através da guarnição de borracha da viseira e perfurou seu cérebro

2003 – Os irmãos Michael e Ralf Schumacher participam do GP, apesar da morte da mãe deles, poucas horas antes.

Uma volta com Jarno Trulli

“Eu me aproximo da primeira curva em torno dos 300 km/h, na marcha -05-s alta, e, dependendo do vento, esta é, geralmente, a parte -05-s rápida do circuito.  É preciso frear forte na primeira chicane e a segunda parte dela, à esquerda, é tomada em segunda, a 120 km/h. Na parte à direita, para fora, embora eu não possa dar toda potência, acelero, mudando para a terceira e tomando a segunda parte a 170km/h.

Depois da chicane, há uma longa curva à esquerda que eu tomo em quarta marcha, a 235 km/h. Eu vou a  285 km/h, na marcha -05-s alta, antes de frear para a chicane Villeneuve. A primeira parte dela eu tomo em quarta marcha, em torno de 205 km/h, velocidade raramente usada num chicane, breco outra vez no meio e baixo para a terceira marcha e 150km/h, para a saída à direita.

Uma pequena esticada me leva à bifurcação de Tosa, muito estreita e tomada em segunda marcha, a 90 km/h. Eu preciso de boa tração para sair dessa curva, assim como acelero ao máximo, chegando a 275 km/h, em quinta marcha, antes de entrar na Piratella, uma curva rápida, tomada em quarta marcha e perto dos 180 km/ h.

Aqui, eu mergulho, chegando a 275 km/h, em quinta, antes de entrar na Acqua Minerale, uma curva em duas partes. A primeira parte é tomada em torno de 220km/h, em quarta, antes de  frear, baixando  de novo para segunda, para a parte estreita, tomada em torno de 115 km/h.

Novamente, eu tenho de acelerar para a Variante Alta, atingindo em torno de 275 km/h, em quinta, antes de, outra vez, baixar para a segunda  marcha, tomando a chicane por volta dos 150 km/h, para a parte à direita, e 125 km/h, para a parte à esquerda.

Daqui, sigo para a Rivazza a 290 km/h, na marcha mais alta, brecando muito forte na seção mais baixa e passando para a segunda para tomar a primeira parte à esquerda a 100 km/h, em segunda, e a segunda a 120 km/h, ainda na segunda marcha.

Deixando a chicane, eu chego perto dos 280 km/h, em quinta, antes de brecar extremamente forte, de novo, para a chicane de segunda marcha final, que é tomada entre 95 e 10 km/h. Uma boa saída dessa chicane é importante para cruzar a linha em velocidade máxima.”