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Monza

Monza_circuitos

Organização

Nome oficial:

Autodromo Nazionale di Monza

Endereço:

Via Vedano 5, Monza Parco, 20052

Monza – Itália

Tel: (+39) 39 24821
Fax: (+39) 39 320324

www.monzanet.it

Ficha Técnica

Extensão

5.793 metros

Voltas

 53  (306,720 km)

Curvas

8

Sentido

horário

Inauguração

1922

Primeiro GP

03 de setembro de 1950,

 vencido por  Giuseppe Farina

Recorde da prova

2003

Michael Schumacher – Ferrari

1h14m19s838 – 247,585 km/h

Pole

2004

Rubens Barrichello – Ferrari

1m20s089

Volta mais rápida

2004

Rubens Barrichello –  Ferrari

1m21s046

Recorde de velocidade

25/08/2005

Juan Pablo Montoya

372,2 km/h

Vencedores

04-09-2016

Nico Rosberg

Mercedes

1h17m28s089

09-09-2015

Lewis Hamilton

Mercedes

1h18m00s688

07-09-2014

Lewis Hamilton

Mercedes

1h19m10s236

08-09-2013

Sebastian Vettel

Red Bull

1h18m33s352

09-09-2012

Lewis Hamilton

McLaren

1h19m41s221

11-09-2011

Sebastian Vettel

Red Bull

1h20m46s172

12-09-2010

Fernando Alonso

Ferrari

1;16:24.572

13-09-2009

Rubens Barrichello

Ferrari

1:16:21.706

14-09-2008

Sebastian Vettel

Toro Rosso

1:26:47:494

09-09-2007

Fernando Alonso

McLaren

1:18:37.806

10-09-2006

Michael Schumacher

Ferrari

1:14:51.975

04-09-2005

Juan Pablo Montoya

McLaren

1:14:28.695

12-09-2004

Rubens Barrichello

Ferrari

1:15:18.448

14–09–2003

Michael Schumacher

Ferrari

1:14:19.838

15- 09–2002

Rubens Barrichello

Ferrari

1:16:19.982

16-09-2001

Juan Pablo Montoya

Williams

1:16:58.493

10-09- 2000

Michael Schumacher

Ferrari

1:27:31.638

12-09-1999

Heinz-Harald Frentzen

Jordan

1:17:02.923

13-09-1998

Michael Schumacher

Ferrari

1:17:09.672

07-09-1997

David Coulthard

McLaren

1:17:04.609

08-09-1996

Michael Schumacher

Ferrari

1:17:43.632

10-09-1995

Johnny Herbert

Benetton

1:16:27.916

11-09-1994

Damon Hill

Williams

1:18:02.754

12- 9-1993

Damon Hill

Williams

1:17.07.509

13-09-1992

Ayrton Senna

McLaren

1:18:15.349

08-09-1991

Nigel Mansell

Williams

1:17:54.319

09-09-1990

Ayrton Senna

McLaren

1:17:57.878

10- 9-1989

Alain Prost

McLaren

1:19.27.550

11-09-1988

Gerhard Berger

Ferrari

1:17:39.744

06-09-1987

Nelson Piquet

Williams

1:14:47.707

07-09-1986

Nelson Piquet

Williams

1:17:42.889

08-09-1985

Alain Prost

McLaren

1:17:59.451

09 09-1984

Niki Lauda

McLaren

1:20:29.065

11-09-1983

Nelson Piquet

Brabham

1:23:10.880

12-09-1982

Rene Arnoux

Renault

1:22.25.734

13-09-1981

Alain Prost

Renault

1:26:33.897

09-09-1979

Jody Scheckter

Ferrari

1:22:00.220

10-09-1978

Niki Lauda

Brabham

1:07:04..540

11- 09-1977

Mario Andretti

Lotus

1: 27:50.300

12-09-1976

Ronnie Peterson

March

1:30:35.600

07-09-1975

Clay Regazzoni

Ferrari

1:22:42.600

08-09-1974

Ronnie Peterson

Lotus

1:22:56.600

09-09-1973

Ronnie Peterson

Lotus

1:29:17.000

10-09-1972

Emerson Fittipaldi

Lotus

1:29:58.400

05-09-1971

Peter Gethin

British Motors

1:18:12.600

06-09-1970

Clay Regazzoni

Ferrari

1:39:06.880

07-09-1969

Jackie Stewart

MAT

1:39:11.260

08-09-1968

Denny Hulme

McLaren

1:40:14.800

10-09-1967

John Surtees

Honda

1:43:45.000

04-09-1966

Ludovico Scarfiotti

Ferrari

1:47:14.800

12-09-1965

Jackie Stewart

British Motors

2:04:52.800

06-09-1964

John Surtees

Ferrari

2:10:51.800

08-09-1963

Jim Clark

Lotus

2:24:19.600

16-09-1962

Graham Hill

British Motors

2:29:08.400

10-09-1961

Phil Hill

Ferrari

2:03:13.000

04-09-1960

Phil Hill

Ferrari

2:21:09.200

13-09-1959

Stirling Moss

Cooper-Climax

2:04: 05.400

07- 9-1958

Tony Brooks

Vanwall

2:03:47.800

08-09-1957

Stirling Moss

Vanwall

2:35:03.900

02-09-1956

Stirling Moss

Maserati

2:23:41.300

11-09-1955

Juan Manuel Fangio

Mercedes Benz

2:25:04.400

05-09-1954

Juan Manuel Fangio

Mercedes Benz

2:47:47.900

13-09-1953

Juan Manuel Fangio

Maserati

2:49:45.900

07-09-1952

Alberto Ascari

Ferrari

2:50:45.600

16-09-1951

Alberto Ascari

Ferrari

2:42:39.300

03-09-1950

Nino Farina

Alfa Romeo

2:51:17.400

Características

Monza é uma das pistas mais tradicionais e também a mais rápida da Fórmula 1.
O traçado é exemplar: proporciona vários pontos de ultrapassagem e tem algumas das curvas mais bonitas da F-1, como a Parabólica e  a Grande Curva (Curvone).

A pista é a que mais exige dos freios entre todos os circuitos do calendário da Formula Um, na opinião de Pat Symonds, diretor técnico da Williams. Ele acha que os carros precisam estar bem equilibrados para que os freios tenham vida útil normal, pois são muito exigidos nas curvas ao final das longas retas da pista. “Pneus, geralmente não são problema em Monza. A corrida é extremamente difícil para os motores, que têm manter altas rotações por longos períodos”

Nos anos 80 e 90, houve duas mudanças importantes na pista. A primeira chicane depois da reta dos boxes foi afunilada. A segunda perna, à esquerda, teve a velocidade reduzida consideravelmente com uma angulação na saída. Isso significa que os carros não podem usar  as zebras como antes. A segunda modificação é o alongamento e aumento da largura da segunda chicane, o que permite que dois carros entrem e saiam dela juntos. As modificações tornaram a pista de Monza uns dois segundos mais lenta.

Para 2000 a primeira variante da pista, que era para a esquerda, foi refeita para a direita, com mais angulação e muito estreita, tornando mais difícil a largada. Foram, porém, mantidas as curvas muito rápidas. E Monza continuou  sendo a pista onde se alcançam as maiores velocidades da F1. Em 2001, Jean Alesi, com Minardi, chegou a 363 km/hr .

Em 2003, Michael Schumacher, com o F2003GA, da Ferrari, venceu o GP da Itália com média horária de 247,585 km/h, na corrida mais rápida nos 53 anos da F1. O recorde anterior era do inglês Peter Gethin, que, em 1971, fez os  306,250 km com média de 242,62 km/h. Em 25 de agosto e 2005,nos treinos livres, Juan Pablo Montoya bateu o recorde de velocidade em Monza, com 372,2 km/h. O recorde anterior era do brasileiro Antonio Pizzonia, com 369,9, obtido em 1º de setembro de 2004.

circuito_monza_01

História

Os pilotos gostam muito do circuito e da corrida em Monza, que tem o público mais entusiasmado da F-1. Os torcedores da Ferrari se vestem de vermelho da cabeça aos pés e acampam no Parque de Monza, durante os três dias, para vibrar com sua equipe. Boxes e sala de imprensa estão entre os melhores do mundo.

Uma das grandes tradições de Monza é a invasão da pista pelo público ao final da corrida, tolerada pelos dirigentes porque é impossível conter a multidão.

O autódromo está localizado no parque de Monza, de propriedade das comunidades de Monza e Milão, e foi construído e é administrado pela SIAS S.p.A. (Societá Incremento Automobilismo e Sport), companhia do Automóvel Clube da Itália para promoção de corridas a motor e esporte. A SIAS, fundada por várias companhias, bancos, indústrias e esportistas, tem 70% e participação do Automóvel Clube de Milão e 30% do Estado.

A construção do circuito, por sugestão de construtores de carros, foi decidida em janeiro de 1922, para comemorar os 25 anos do Automóvel Clube, fundado em março de 1897. O desenho do autódromo, com uma pista de 14 quilômetros e custo estimado em 6 milhões de liras, foi feito pelo arquiteto Alfredo Rosseli. A pedra fundamental foi colocada no final de fevereiro de 1992, por Vicenzo Lancia e Felice Navarro, mas poucos dias depois as obras foram embargadas pelo subsecretário para Educação Pública, para preservação da natureza. Depois de muita controvérsia, só em abril um novo projeto foi aprovado, com a redução da pista para 10 quilômetros, numa área total de 340 hectares.

As obras começaram no dia 15 de maio, com previsão de terminarem em 15 de agosto, empregando 3.500 trabalhadores, 200 vagões, 30 caminhões, uma linha férrea de 5 quilômetros, com duas locomotivas e 80 carros. Com surpresa, o autódromo foi completado no tempo recorde de 110 dias, com a pista inteiramente percorrida pela primeira vez no dia 28 de julho, por Pedro Bordino e Felice Nazzaro, numa Fiat 570.

O complexo incluía um anel de alta velocidade de 4,5 quilômetros, com duas curvas 2,60 metros acima do nível do terreno, com raio de 320 metros, possibilitando velocidade de 180/190 km/h. Elas eram ligadas por duas retas longas, cada uma com 1.070 metros. A pista tinha 5,4 quilômetros e incluía uma curva com raio variando de 600 a90 metros e largura máxima de 12 metros. As duas retas principais eram conectadas ao sul por uma “pequena curva” com raio de 155 metros e pequena elevação. A estrada e a pista rápida cruzavam-se em dois níveis através de passagem subterrânea na zona do Serraglio. As retas era cobertas com macadame revestido com piche, enquanto as curvas eram de concreto, também com piche. O autódromo foi aberto oficialmente no dia 3 de setembro de 1922, com  uma corrida vencida por Pietro Bordino, numa Fiat 501, corsa.

A morte dos pilotos Campari, Borzacchini e Czaykowski, em 1933, provocou uma série de mudanças no desenho do circuito, entre elas a criação de duas chicanes, que reduziram a velocidade da pista.

Em 1938, foi desenvolvido um novo e intenso programa de modificações, com a reforma do traçado no trecho de estrada; eliminação das duas curvas elevadas da pista rápida; construção de nova tribuna de honra de cimento, novos boxes, prédios de serviços e instalações para o público. A reta da tribuna foi recortada por duas curvas de 60 metros  de raio e inclinação de 90°. O novo traçado tinha 6.300 metros e foi usado até 1954.

As atividades no Autódromo de Monza foram interrompidas durante a II Guerra Mundial. Em abril de 1945, a pista foi usada para uma parada de veículos das Forças Aliadas e depois grandes áreas foram ocupadas por carros militares e excedentes da guerra. O que restou da pista, boxes e prédios não podia ser usado.

No começo de 1948, o Automóvel Clube de Milão decidiu fazer uma completa restauração do autódromo e em apenas dois meses ele estava todo recuperado.

Em 1955, foi feita uma nova reforma, para tornar as instalações mais funcionais. O circuito de 10 quilômetros foi restabelecido, conforme o plano original de 1922, as seções de estrada e da pista de alta velocidade foram colocadas em condições de atender às novas exigências de competição e as tentativas de recordes. Um anel com duas curvas elevadas foi construído, seguindo, com pequenas alterações, o esquema de 1922. Nessa época a curva parabólica substituiu duas outras e o comprimento da pista foi reduzido para 5.750 metros.

A morte de Von Tripps, numa Ferrari, e 11 espectadores, na entrada da “parabólica”, em 1961, marcou o fim do uso da pista de alta velocidade para os GPs de monopostos. Em 1966, foram implantadas duas chicanes na entrada das curvas elevadas e a pista foi aumentada em 100 metros. Os seguidos acidentes, que, embora não sendo graves, mostraram a ineficiência da chicanes, levaram a importantes obras, entre 1974 e 1976, para tornar a pista mais lenta. Em 1974, a chicane da Vialone foi revista, substituindo-se a apertada curva inicial por outra mais longa, modificando a sua configuração. Na continuação da reta, foi criada uma área de escape. Em 1976, para substituir a chicane da reta da tribuna foi implantada uma variante com duas curvas à esquerda e duas à direita, reduzindo a velocidade a 100 km/h na entrada e 120 km/h na saída. A velocidade máxima na aproximação da curva Grande foi reduzida de 300 km/h para cerca de 180 km/h. Ao mesmo tempo, outra variante foi construída a aproximadamente 300 metros da entrada da Lesmo 1, com uma curva à esquerda, seguida de outra à direita, forçando a redução da velocidade na reta seguinte de 280 km/h para 180 km/h. Em 1979, foram ampliadas as curvas Grande, Lesmo e Vialone; colocadas barreiras de pneus no final das duas últimas. Um novo complexo de boxes e outras modificações tornaram Monza o autódromo mais moderno do mundo, entre 1989 e 1997. Nessa época foram feitas, também, modificações nas curvas Grande e Lesmo 2.

Entre 1994 e 2003 novas intervenções foram feitas na pista, para atender às medidas de segurança requeridas pela FIA. A Lesmo 2 foi redesenhada, com a configuração de um cotovelo: a curva Grande foi movida por 10 metros, para reduzir dois dos seus raios de 325 e 450 metros para 290 e 395. A variante Roggia foi antecipada em aproximadamente 50 metros, numa posição com maiores espaços laterais. Entre 2001 e 2003, foram feitas modificações nas instalações do circuito, com o aumento da área e construção de novos boxes; ampliação do paddock; criação de nova área para controle de rádio, no pavimento superior das garagens, e ampliação do Centro de Imprensa, equipado com 524 assentos para jornalistas, sala de imprensa, sala de telecomunicações e outros serviços.

O Autódromo tem duas retas opostas: a primeira, a da largada, indo do final da curva Parabólica até 1ª chicane, com 1.194,40 metros; a outra começando no fim da Curva Ascari e indo até a Curva Parabólica, com 958,80 metros. Em junho de 2014, a caixa de brita, antes de uma seção de grama, na área de escape da Parabólica foi trocada pelo asfalto. A curva, considerada uma das mais difíceis da pista, por ser de alta velocidade, não admitia erro. Caso não conseguisse contorná-la, o carro ia para caixa de brita, de onde dificilmente poderia sair. Com o asfalto, o erro pode ser corrigido e evitará o abandono da prova.  Os 60 boxes têm 80 metros quadrados. A área de paddock tem 40 mil metros quadrados atrás dos boxes e mais 13.700 metros quadrados na parte interna da curva parabólica.

Volta da FIA

circuito_monza_02

 

Trecho

Setor

DST

F G

Marcha

Velocidade

Tempo

Reta Tribuna

0.1

7

335

Chicane 1/2

-1.5

2

80

Curva 3

–0.6

6

290

Final da Curva Grande

1

0.1

7

335

26.9

Curvas  4/5

-1.0

3

115

Curva 6  – Lesmo 1

0.2

4

170

Curva 7 – Lesmo 2

Detecção

1.5

6

270

1/3 Curva Serraglio

Ativação

Chegada Curva 8

2

0.1

7

330

27.8

Curvas 8/9/10

Variante Ascari

1.2

4

200

Entrada Parabólica

0.1

7

335

Parabólica

-1,5

4

185

Chegada

3

27.3

1.21.9

Registros da FOM (FG, marcha, velocidade)  – Final da Reta – 0.13, 7, 340; Curva 1 – 0.73, 1, 86; Curva 2 – 1.68 – 1, 74; Curva 3 (Biassono) – 2.07, 6, 305; Entrada Curva 4 – 0.12, 7, 330; Curva 4 – 0.60, 2, 120; Saída Curva 5 – 1.84, 2, 133; Entrada Curva 6 – 1.86, 5, 264; Curva 6 – 3.16, 4, 193; Entrada Curva 7 – 0.84, 5, 260; Curva 7 (Lesmo) – 3.80, 3, 178; Curva do Serraglio – 0.48, 6, 304; Entrada Variante Ascari (8/9) – 0.14, 7, 332; Curva 8 – 2.01, 3, 169; Curva 10 – 3.42, 4, 235; Entrada Parabólica – 0.29, 7, 335; Curva 11 – 3.72, 4, 215; Entrada Reta dos Boxes – 0,79, 5, 285.

Os números são diferentes no site oficial do circuito. Por exemplo: na entrada da Curva 1, indicam 0.2 de Força G, 7ª marcha e velocidade de 339 km/h. Na reta de chegada: FG, 0.93; 5ª marcha, 290 km/h

Para mais detalhes e informações técnicas, acesse:

http://www.fia.com/championship/formula-1-world-championship/gp-italy-track-guide

Volta de Mark Webber

Trecho Força G Marcha Velocidade
Curva 1

0.73

1

86

Curva 2

1,68

1

74

Curva 3

2.07

6

305

Curva 4

0.66

2

120

Curva 5

1.84

2

133

Curva 6

3.16

4

193

Curva 7

3.80

3

178

Curva 8

2.01

3

169

Curva 9

3.35

4

212

Curva 10

3.42

4

235

Curva 11

3.72

4

215

Volta de Rubens Barrichello

 “No final da reta principal a gente chega a 350/360 km/h e depois tem de frear fundo. A primeira chicane está diferente, porque foi modificada para ficar mais difícil. Mas continua sendo muito importante conseguir uma boa tração ali, pois pouco depois vem uma longa reta. A gente entra na Curvona com o pé embaixo, antes de frear forte, para entrar na segunda chicane, que também foi modificada. É necessário conseguir uma boa tração para entrar na Lesmo 1. Esta é uma curva bastante rápida, na qual a gente entra quarta.

Depois dela, vem um trecho bem sombreado, por causa das árvores, onde a temperatura da pista pode ser diferente. A gente recorre às laterais da pista o mais possível e se prepara para entra na Lesmo 2, que também era muito, muito rápida mas agora é uma curva lenta, onde se entra em terceira. Não se deve entrar muito rápido aqui, mas é preciso conseguir velocidade na saída.

Em seguida, vem uma reta muito estreita e a gente passa sob uma ponte para chegar à curva Ascari. Ali, a gente chega em terceira e tem de tomar bem a curva porque é uma seqüência de  viradas para a esquerda, direita, esquerda e, entrando mal na primeira ou na segunda, não se pode sair bem e não se consegue a velocidade necessária para a reta seguinte.

Depois da reta vem a última curva, a Parabólica, uma das mais bonitas do circuito. A gente freia a mais de 100 metros e passa em terceira ou quarta. Mais uma vez, é preciso buscar velocidade, pois há pouca carga dinâmica e o carro pode sair de frente ou de traseira.” 

Momentos

1928 – Um acidente no GP da Itália e Europa, o primeiro grande acidente na historia do automobilismo italiano causa a morte do piloto Emilio Matertassi e 27 espectadores. Como conseqüência, o GP da Itália em Monza foi temporariamente suspenso

1951 – No dia 16 de setembro, pela primeira vez um brasileiro participa de uma corrida da F1. Francisco (Chico) Landi sai em 14º lugar, na antepenúltima fila do GP da Itália, com uma Ferrari, e, por problemas na transmissão, não passa da primeira volta.

1952 – Juan Manuel Fangio sofre um grave acidente, quebrando várias costelas e ficando fora de várias provas do campeonato de 1953. Ele tinha chegado ao autódromo apenas uma hora antes do GP, tendo dirigido a noite toda de Paris a Milão. Na segunda volta da prova, perdeu o controle do seu BRM de 16 cilindros.

1955 – Alberto Ascari morre num acidente inexplicável durante treino

1961 – Na entrada da Parabólica, o carro do alemão Wolfgang Von Trips, na disputa de posição com o escocês Jim Clark, sai da pista e mata 12 espectadores. Von Trips foi jogado para fora do carro e morreu. Jim Clark também foi jogado para fora do carro, mas nada sofreu.]

1970 – O piloto australiano Jochen Rindt morre durante os treinos para o Grande Prêmio da Itália, ao perder o controle da sua Lotus e chocar-se violentamente contra o guard rail. Mas os 45 pontos que ele tinha acumulado até então não foram superados e Rindt acabou campeão, mesmo depois de morto. Jackie Ickx foi o vice-campeão, com 40 pontos.

1972 – No dia 10 de setembro, em Monza, Emerson Fittipaldi conquista, o primeiro título mundial de automobilismo do Brasil.

1978 – No dia 10 de setembro, morre na pista o piloto Ronnie Peterson. No alinhamento para a largada, num ponto onde a pista se estreitava abruptamente de 40 para 12 metros, Riccardo Patrese tenta desviar, mas acaba batendo em James Hunt, que se choca contra Peterson. O carro bate violentamente no guard-rail e pega fogo. O piloto sofreu sérias fraturas nas pernas e faleceu às dez horas da manhã do dia seguinte, de embolia. A comissão de inquérito culpou James Hunt pela morte de Peterson. Ele teria forçado a passagem, obrigando Riccardo Patrese a manobrar bruscamente e forçar Peterson a mudar a trajetória e bater.

1988 – A McLaren sofre sua única derrota no ano porque Senna, que liderava com grande facilidade, se atrapalhou ao tentar ultrapassar na primeira chicane o retardatário Jean Louis Schlesser, da Williams (que substituia Nigel Mansell) Ayrton bateu, abandonou e a Ferrari fez a dobradinha com Berger em primeiro e Alboreto em segundo.

1993 – Christian Fittipaldi protagoniza um dos mais espetaculares acidentes da F-1. A200 metros da linha de chegada, a roda dianteira esquerda da Minardi esbarra na traseira do carro do companheiro Pierluigi Martini. A máquina de Christian decola, descreve um looping, volta ao chão com os pneus tocando a pista e continua em linha reta pelo asfalto até cruzar a linha em oitavo lugar.

1996 – Michael Schumacher vence o GP da Itália, na primeira vitória da Ferrari em Monza, depois de  oito anos.

2000 – Num  acidente envolvendo  seis carros, ainda na primeira volta, uma roda da Jordan de Heinz-Harald Frentzen solta-se, atinge e mata  o bombeiro Paolo Ghislimberti

2003 – No dia 14 de setembro, Michael Schumacher atinge a maior velocidade da Fórmula 1, chegando a 368,8 km/h no retão de Monza. A marca anterior, de 363,2 km/h, era de Jean Alesi, no GP da Itália de 2000, com um Jordan-Honda. A corrida foi a mais veloz e rápida da F-1 de todos os tempos. Terminou em uma hora e 14 minutos com  média de 247,585 km/h. O  recorde anterior era do inglês  Peter Gethin, que em 1971 venceu em Monza com um BRM, com média de 242,620 km/h. A melhor volta também de  Schumacher, foi a mais veloz da história da F-1 , Ele fez 1min21s832, com média de 254,848 km/h. A marca anterior, também conseguida em Monza, era de Damon Hill, que completou uma volta a 249,835 km/h,  em 1993.  Schumacher  também se tornou o maior vencedor da história de Monza. Antes, já havia vencido em 96, 98 e 2000.

2005 – Juan Pablo Montoya supera o recorde de Michael Schumacher, atingindo a velocidade de 369 km/h

2008 – Com pista molhada e as três primeiras voltas lideradas pelo safety car, o alemão Sebastian Vettel ganhou a sua primeira corrida e da Toro Rosso, tornando-se o mais jovem piloto a vencer um GP da F1.

2009 – Correndo pela Brawn P, Rubens Barrichello vence sua última corrida na F 1 e, com Jenson Button, segundo colocado, faz a quarta e última dobradinha da equipe na temporada. Adrian Sutil faz a sua primeira melhor volta, que foi também a primeira da sua equipe, a Force India.

2010 – Com Fernando Alonso, a Ferrari obtém a sua primeira vitória no circuito, diante da sua torcida, desde 2006,

2011 – O GP da Itália de 2011, vencido por Sebastian Vettel, foi o 60º disputado na pista de Monza. Bruno Senna substituiu Nick Heidfeld, na Renault, e, com o 9º lugar, conseguiu seus primeiros dois pontos na Fórmula 1.

2012 – Lewis Hamilton e Jenson Button completaram a 62ª dobradinha da McLaren na primeira fila do grid, quebrando o recorde, que pertencia à Williams. As duas zonas de uso da asa para ultrapassagem foram reduzidas em cinco metros cada uma.

2013 – As vaias dos “tifosi” não foram suficientes para parar Sebastian Vettel durante a corrida e só aumentaram a satisfação do piloto alemão no pódio, como vencedor do GP da Itália. Mais rápido nos treinos livres da sexta-feira, depois de largar da pole position, Vettel superou um problema no câmbio, detectado na pista, e dominou com a tranquilidade a corrida toda, só cedendo a liderança a Fernando Alonso por 4 voltas, ao fazer a sua única parada. Contrariando as previsões de chuva, a corrida em Monza foi disputada em pista seca e, a rigor, a disputa mais acirrada e de alguma emoção foi a travada entre Massa e Webber, na disputa do 3º lugar.

2014 – Lewis Hamilton confirmou a pole position e venceu o GP da Itália, no circuito de Monza, no dia 7 de setembro de 2014.  O inglês completou as 53 voltas em 1h19m10s236, 3s1 à frente do companheiro de equipe, Nico Rosberg. Com a volta mais rápida na volta 29, quando fez 1m28s004, Hamilton fez o chamado hat trick (barba, cabelo e bigode): foi pole, mais rápido e vencedor. O resultado manteve Rosberg na liderança do campeonato, mas a diferença baixou de 29 para 22 pontos (238 a 216).  brasileiro Felipe Massa terminou em 3º, 24s atrás do vencedor e voltou ao pódio pela 37ª vez e a 1ª desde o GP da Espanha, em 12 de maio de 2013.

2015 –  Lewis Hamilton ganhou tudo no GP da Itália de 2105, no dia 6 de setembro, em Monza. Liderou os treinos livres; conquistou a pole position; fez a volta mais rápida e chegou em primeiro com ampla vantagem. Só faltou fazer a volta perfeita, com os melhores tempos nos três setores da pista. Nesse quesito, foi superado por Felipe Massa e, no final, por Valtteri Bottas. O inglês completou as 53 voltas da corrida, em 1h18m00s688, com 25s de vantagem sobre Sebastian Vettel, da Ferrari, o segundo colocado. Foi a 7ª vitória da temporada, a 40ª da careira do piloto da Mercedes, líder do campeonato. A vitória de Hamilton, todavia, foi colocada em investigação, logo depois da corrida, segundo  um comunicado dos comissários da FIA, porque o carro dele e de Rosberg não teriam obedecido a orientação da Pirelli sobre a pressão dos pneus. A fábrica recomendou 19,5 psi, mas o pneu esquerdo traseiro de Hamilton tinha 0s3 e o de Rosberg 1,1 psi menos. Ao final da apuração, todavia, não se verificou irregularidade e o resultado foi confirmado.