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Amortecedores

Os amortecedores têm um efeito controlador do movimento das molas. Se as suspensões fossem compostas, apenas, pelas molas, criar-se-ia um movimento harmônico cada vez que a roda passasse por cima de uma irregularidade do piso, movimento esse desconfortável para os ocupantes e, sobretudo, incontrolável.

amortecedor_01Os amortecedores do Formula 1 são sempre do tipo telescópico, isto é, constituídos por um êmbolo que trabalha dentro de um tubo cheio de um meio viscoso (óleo ou gás), e estão, geralmente, montados no interior das molas, de forma concêntrica, podendo ser facilmente regulados. As barras antirrolamento, não são mais do que molas lineares constituídas por dois tirantes ligados a uma barra de torsão, tendo como fulcro os dois apoios nos chassis.

O papel duma barra antirrolamento é o de contrariar o rolamento do chassi e da carroçaria em curva. Ao desenhar um Formula1, o projetista tem sempre em mente o melhor compromisso da suspensão, conferindo-lhe um apreciável grau de liberdade de afinação. Esta é feita em dois tempos: estática e dinamicamente. A afinação estática de um Formula1 é a regulação prévia da sua geometria tendo como base a experiência. Elemento precioso para o engenheiro é o seu bloco de notas onde são apontados todos os dados referentes a cada Grande Prêmio, desde as impressões do piloto sobre as afinações feitas, aos resultados.

Todos estes dados serão uma excelente base de partida para a próxima vez que se correr nesse circuito, e é recorrendo a eles que os mecânicos procedem á primeira afinação estática do carro. Todavia, essa afinação tem sempre que ser modificada porque alguns parâmetros variaram: novo piloto, chassi modificado, pneus de outro tipo, tapete asfáltico alterado, circuito com outro traçado, e tantos outros. Esta é uma das razões porque a afinação dinâmica é imprescindível. A ela é dedicada todo tempo dos treinos de um Grande Prêmio, mesmo os cronometrados.

A opinião do piloto é um elemento importante para o engenheiro, muitas vezes até por motivos psicológicos, mas nem sempre o caminho mais seguro. Em testes privados, o engenheiro tem sempre a possibilidade de completar as informações dadas pelo piloto com todos os aparelhos de medida que, através da telemetria ou de registro magnético, armazenam milhares de dados, desde a temperatura do motor à temperatura do óleo e da água, à pressão dinâmica na carroçaria, à flexibilidade da carroçaria, etc.

Esses dados são depois introduzidos num computador e analisados pelos engenheiros, que procedem a alterações achadas convenientes. Todavia, nos curtos treinos de um Grande Prêmio não é possível proceder desta maneira, e para além das informações do piloto e dos tempos registrados em cada volta, o engenheiro só tem uma forma de tirar conclusões que é através do único elemento de ligação ao solo: o pneu. O comportamento dinâmico de um veículo é influenciado, entre outros fatores, pela transferência de peso”. (Texto adaptado do PortalF1.com, de Portugal)