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Áustria – Red Bull Ring

RedBullRing

Nome oficial:

Red Bull Ring (ex-Österreichring e A1-Ring)

Localização:

Spielberg – Áustria

Endereço:

Schloßweg 1, 8724 Spielberg bei Knittelfeld, Áustria

Site:

www.a1ring.at

Ficha Técnica

Inauguração

1969

Volta

4.326 km

Percurso

307,146

Voltas

71

Sentido

horário

Capacidade

45.000 espectadores

Primeiro GP (novo traçado)

21 de setembro de 1997, vencido por Jacques Villeneuve

Recorde do circuito

1m07s908 – Michael Schumacher
Ferrari – pré-classificação – 2003

Pole recorde

1m08s082 – Rubens Barrichello
Ferrari – 2002

Volta mais rápida

1m08s337 – Michael Schumacher
Ferrari – 2003

Vencedores

Data

Vencedor

Equipe

Tempo

03 – 07 – 2016

Lewis Hamilton

Mercedes

1h27m38s107

21 – 06 – 2015

Nico Rosberg

Mercedes

1h30m16s930

22 – 06 – 2014

Nico Rosberg

Mercedes

1h27m54s976

18 –05 – 2003

Michael Schumacher

Ferrari

1h24m04s888

12 – 05 – 2002

Michael Schumacher

Ferrari

1h33m51s562

13 – 05 – 2001

David Coulthard

McLaren

1h27m45s927

16 – 07 – 2000

Mika Hakkinen

McLaren

1h28m15s818

25 – 07 – 1999

Eddie Irvine

Ferrari

1h28m12s438

26 – 07 –1998

Mika Hakkinen

McLaren

1h30m44s086

21 – 09 – 1997

Jacques Villeneuve

Williams

1h27m35s999

26 – 08 – 1987

Nigel Mansell

Williams

1h18m44s898

17 – 08 –1986

Alain Prost

McLaren

1h21m22s531

16 – 08 – 1985

Alain Prost

McLaren

1h20m12s583

19 – 08 – 1984

Niki Lauda

McLaren

1h21m12s851

14 – 08 – 1983

Alain Prost

Renault

1h24m32s745

15 – 08 – 1982

Elio de Angelis

Lotus

1h25m02s212

16 – 08 – 1981

Jacques Laffite

Ligier

1h27m36s400

17 – 08 – 1980

Jean Pierre Jabouille

Renault

1h26m15s730

12 – 08 – 1979

Alan Jones

Williams

1h27m38s010

13 – 08 – 1978

Ronnie Peterson

Lotus

1h41m21s570

14 – 08 – 1977

Alan Jones

Shadow

1h37m16s490

15 – 08 – 1976

John Watson

Penske

1h30m08s100

17 – 08 – 1975

Vittorio Brambilla

March

0h57m56s690

18 – 08 – 1974

Carlos Reutemann

Brabham

1h28m45s200

19 – 08 – 1973

Ronnie Peterson

Lotus

1h28m49s200

13 – 08 – 1972

Emerson Fittipaldi

Lotus

1h29m17s300

15 – 08 – 1971

Jo Siffert

BRM

1h30m23s910

16 – 08 – 1970

Jacky Ickx

Ferrari

1h42m17s300

História

Em 1964, a Áustria promoveu, extraoficialmente, seu primeiro Grande Prêmio da Fórmula 1, em pista no aeroporto de Zeltweg, que não foi aprovada pela FIA, por ser considerada muito perigosa. O país só foi incluído no calendário da categoria em 1970, depois da inauguração, em 1969, de novo autódromo, denominado Österreichring e dado como localizado em Zeltweg, maior e mais conhecida, mas na verdade tendo como sede a cidade de Spielberg.

Em 1987, novamente por questões de segurança, depois que a corrida teve de ser reiniciada por três vezes, devido a batidas envolvendo vários carros, o circuito foi banido de novo. Só voltou em 1997, sob a denominação de A1 Ring, depois de uma ampla reforma, conduzida pelo projetista alemão Herman Tilke, entre 1995 e 1996, com um novo traçado, muito mais seguro. As retas passaram a ser mais curtas e as curvas não tão rápidas.

Em 2004, porém, por não terem sido feitas remodelações pedidas pela FIA, o circuito voltou a ficar fora do calendário. Em 2008, a Red Bull assumiu a administração do autódromo, que passou a se chamar Red Bull Ring, e promoveu a reconstrução pedida, mas manteve o traçado de 1997. Desde 2012 a empresa de bebida tentava incluir o seu circuito de volta no calendário da FIA, mas só em dezembro de 2013 teve o seu pedido confirmado.

A pista de Spielberg tem dois bons pontos de ultrapassagem. O primeiro é no final da reta principal, antes da primeira curva, a Castrol, onde os carros chegam a 310 km por hora. O outro ponto de ultrapassagem fica na reta entre as primeira e segunda curvas.

O clima na região do circuito, nos Alpes, é muito instável e o tempo pode mudar de repente, prejudicando todo o trabalho de preparação. Embora não seja dos mais populares entre os pilotos, a pista caiu no gosto do público, pois seu desenho garante uma visão privilegiada de toda a corrida.

Foi nessa pista que, em 2001, Rubens Barrichello, obedecendo ordens, abriu passagem para Schumacher chegar em segundo, atrás de David Coulthard, e, em 2002, repetiu a dose, entregando a vitória ao companheiro de equipe. Schumacher ficou tão constrangido com o arranjo, que, no pódio, passou o troféu a Barrichello. Foi também nesse circuito que Luciano Burti fez sua estreia na F1, substituindo Eddie Irvine, adoentado.

Momentos

1997 – Schumacher ultrapassa Heinz-Harald Frentzen, da Williams, na volta 39, sob bandeira amarela; é punido com um stop&go; perde posições e termina em sexto
1998 – Giarcarlo Fisichella, da Benetton, conquista a primeira pole da sua carreira. Michael Schumacher roda quando é líder. David Cooulthard choca-se com Mika Salo e Pedro Diniz
1999 – David Coulthard tenta ultrapassar Mika Hakkinen e joga o companheiro para o último lugar; o finlandês faz uma corrida de recuperação e chega em terceiro, atrás de Irvine e Coultrhard
2000 – Na primeira curva, Fischella atravessa na pista e provoca uma colisão múltipla e o abandono de Michael Schumacher, Jarno Trulli e dele próprio. Schumacher ainda tenta impedir a continuação da prova, colocando seu carro no meio da pista, mas o safety car entra logo e corrida continuou.
2001 – Na última curva, obedecendo a ordem da equipe, Barrichello tira o pé e deixa Schumacher passar para ser segundo, atrás de Coulthard.
2002 – A Jordan de Takuma Sato é atingida lateralmente pela Sauber, de Nick Heidfeld; o piloto chega a ser hospitalizado, mas não sofre nenhum ferimento sério. Novamente, por ordem da equipe, Rubens Barrichello cede a vitória a Michael Schumacher.
2003 – Na 23ª volta, no primeiro pit stop de Michael Schumacher, a válvula da mangueira de reabastecimento deixou vazar gasolina sobre partes quentes do carro dele e houve um princípio de incêndio. Com as chamas a 30 cm acima de sua cabeça, e enquanto todos corriam pelo box, Schumacher manteve a calma, esperou o fogo ser apagado e voltou à pista em terceiro. Reassumiu a ponta; bateu o recorde do autódromo na 41ª volta e cruzou a linha de chegada em primeiro.

2014 – Depois de 11 anos, o circuito de Spielberg volta a ser palco de um GP da Fórmula, com grandes transformações na área externa, mas mantendo o mesmo traçado da pista.  Nico Rosberg foi o vencedor, com Lewis Hamilton completando a dobradinha da Mercedes. Valtteri Bottas e Felipe Massa, da Williams, chegaram em 3º e 4º respectivamente.

2015 – Depois de superar o pole position Lewis Hamilton antes da primeira curva da corrida, Nico Rosberg, da Mercedes, dominou inteiramente e venceu até com folga, em 1h49m18s420, o Grande Prêmio da Áustria, no Red Bull Ring, em Spielberg, no dia 21 de junho. O piloto alemão só deixou a liderança da prova para o companheiro de equipe e Sebastian Vettel quando fez a sua única parada, pra trocar os pneus macios pelos supermacios. Na pista, Hamilton chegou 8s8 atrás de Rosberg, mas, depois da corrida teve acrescido a esse tempo mais 5 segundos, como punição por ter passado da linha branca da pit lane na saída da sua parada. Felipe Massa, que largou da 4ª posição, resistiu a uma forte pressão de Sebastian Vettel nas últimas 30 voltas, para garantir o 3º lugar e o primeiro pódio da temporada, o 40º das 218 corridas da sua carreira. Vettel foi prejudicado pelo mau trabalho de box da Ferrari. Os desastrados mecânicos da equipe italiana tiveram problemas com a roda traseira direita na sua única parada e ele perdeu a boa vantagem que tinha sobre Felipe Massa.

2016 – Num final dramático e empolgante, na metade da última volta, Lewis Hamilton ultrapassou Nico Rosberg e venceu o GP da Áustria, no Red Bull Ring, na cidade de Spielberg. O piloto inglês, que largou da pole position, mas na prova perdeu a liderança para o companheiro, recuperou-se e reassumiu a liderança a menos de 2 quilômetros da linha de chegada. Rosberg ainda tentou evitar a ultrapassagem, jogando o carro contra Hamilton e obrigando-o a sair da pista, mas ele conseguiu voltar e ultrapassar, mesmo depois de novo toque entre os dois. Rosberg levou a pior, teve o bico quebrado e outras avarias no carro e chegou ao final no 4º lugar e sob o risco de punição pelo choque e por ter se mantido na pista com o carro sem condições. Lewis Hamilton conquistou a sua 3ª vitória no campeonato em 1h27m38s107 e, além da pole position, marcou também a volta mais rápida da corrida, na 67, com 1m08s441, completando o hat trick (cabelo, barba e bigode). No pódio, Hamilton foi vaiado pela torcida austríaca, não se sabe se por causa de maior identidade com o alemão ou das críticas à pista feita por ele.

 

ring

Uma volta com
Michael Schumacher

“A gente cruza a linha de chegada em 7ª e não se pode ver bem a primeira curva, mas sabe que é uma curva fechada à direita. Chegando a uns 300 km/h, você freia o mais forte que puder a uns cem metros antes da curvar, sem perder o controle do carro, apertar o cinto, pois se tem de reduzir para 120, em segunda. É um traçado bastante largo e com pouca aderência, o que significa que você deve estar atentos aos outros pilotos, porque sabe que eles também vão brecar o mais tarde possível.

Depois da primeira curva, há uma ligeira virada para a esquerda e uma subida forte em que você usa todas as marchas até chegar a uma bifurcação à direita. Você reduz seis marchas, até a primeira e baixa a 220 km/h para fazer a curva Remus. À saída, a gente usa o controle de tração, que tem de lutar contra 780 cavalos de potências nas rodas traseiras. Os freios e a tração são importantes na entrada e na saída da curva Grosser, uma curva de Segunda e à direita, que se faz a 95 por hora, chegando na marcha mais alta e na velocidade máxima.

As seis curvas restantes são iguais. Requerem um carro com equilíbrio excepcional e uma boa administração da potência, pois todas são feitas em terceira ou Quarta, a uns 160 km/h. Um ampla curva de direita leva você à Niki Lauda, uma larga curva à esquerda, que se cruza a 170, com muita tensão. A pressão é ainda maior na Sexta curva, também à esquerda.

As duas últimas curvas são à direita. A primeira, a rápida Jochen Rindt, se faz a uns 210 km/h, e da segunda, a A-1, gente tenta sair com a velocidade máxima, para entrar na reta principal.

Com as constantes aceleradas e freadas, a da Áustria é uma corrida cansativa, além de desafiadora do ponto de vista técnico.

ring2

O circuito na visão
de Reginaldo Leme

“O circuito austríaco, que já se chamou Zeltweg e hoje é conhecido por Spielberg (são duas pequenas cidades ao redor), nunca trouxe sorte para Schumacher. Em 97, quando o GP da Áustria voltou ao calendário do Mundial, o alemão fez um 6.º lugar; em 98 foi 3.º; em 99 ele não participou (quebrou a perna uma corrida antes, na Inglaterra); em 2000 bateu na primeira curva; em 2001 fez a pole, mas andou atrás de Rubinho e precisou de uma ordem da equipe para trocar de posição com o companheiro e chegar em 2º; em 2002 passou o grande vexame da carreira ao ser vaiado pelos próprios fãs alemães no dia da “marmelada” que manchou a história da Ferrari.

O circuito é simples, mas tem um complicador, que é o asfalto extremamente liso, com pouquíssimo “grip”. Numa pista que exige tração e equilíbrio nas freadas, isso dificulta o acerto. Até 2002, as equipes costumavam treinar com bastante pressão aerodinâmica (downforce) e correr com um pouco menos. Era uma forma de ganhar velocidade e aproveitar as oportunidades de ultrapassagens. Como isso passou a ser proibido pelas mudanças nas regras, os engenheiros têm de buscar um bom compromisso entre as opções possíveis.
A1 Ring é sempre uma corrida de três pit stops, principalmente porque a perda de tempo de entrada e saída do box é pequena. O desempenho dos pneus é decisivo e as condições da pista mudam sensivelmente à medida que os carros vão deixando borracha no asfalto. Isso explica porque muitas vezes os tempos de corrida são melhores que os da classificação”