Publicidade

Boxes

boxes_02Na Fórmula 1 não há improviso. O gravador foi substituído pela telemetria e o reabastecimento é feito por uma bomba de pressão automática. Tudo é eletrônico.

Nos 400 metros quadrados de box a que cada equipe tem direito, trabalham pelos menos 100 pessoas. Entre elas, 23 mecânicos e 40 técnicos que atuam na telemetria e, que através de 45 monitores de cristal liquido, analisam os dados enviados dos carros, por sensores de rádio registrando as reações dos motores e dos chassis. O Centro de Comunicação de cada equipe mantém conexão com a respectiva fábrica, mandando dados da telemetria, em tempo real, para que ajuste dos carros ainda durante a corrida.

No muro que fica entre os boxes e a pista, quatro engenheiros, chefiados pelo diretor técnico têm refletidas nas telas dos computadores cada marcha, freada, elevação ou queda de giros, decorrentes das manobras executadas pelos pilotos.

Cada equipe têm no box três carros, sendo dois titulares e um reserva, que recebe o mesmo tratamento dos outros. Oito mecânicos e três engenheiros cuidam de cada um dos carros. As mudanças no acerto dos carros de pista seca para molhada levam 17 minutos para serem processadas pelos computadores. De posse dos dados eletrônicos, os engenheiros de cada carro, como um médico-chefe, distribuem as tarefas entre os mecânicos e o bem iluminado box transforma-se numa sala de cirurgia. Essa operação delicada dura, em média, 45 minutos.

Os carros são elevados por macacos hidráulicos para as intervenções dos mecânicos e minicabos são conectados entre os computadores portáteis e as partes sensíveis da suspensão e do motor.

boxes_01As molas e os amortecedores têm a carga recalculada, para elevar o cockpit e evitar a aquaplanagem. Os aerofólios ganham mais inclinação para aumentar a carga aerodinâmica, que resulta em mais aderência, definida em função dos sulcos dos pneus de chuva, que podem drenar até 23 litros de água por segundo.

Na “oficina” do box, mecânicos usam máquina que suga o combustível do carro, o resfria e manda de volta ao tanque a 18°C, temperatura que lhe dá mais energia.  Os pneus são mantidos sob manta elétrica com temperatura de 80°C, para dar mais aderência à pista. Ventiladores com gelo seco e super aspiradores são usados para resfriar e limpar os radiadores depois de cada volta, durante os treinos.

Junto com o box, cada equipe tem cozinha e refeitórios próprios.