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Os Modelos de 2011

Ferrari 150° Itália

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O Ferrari 150º Itália é o 57º carro da Ferrari para a Fórmula 1. O nome, homenagem ao sesquicentenário da unificação italiana, era inicialmente apenas Ferrari 150, mas dói mudado, com o acréscimo de Itália, por causa de uma reclamação da Ford, que já tinha um modelo de picape com o mesmo número.

O modelo tem algumas diferenças em relação ao do ano anterior e as primeiras visíveis são a nova logomarca e a bandeira italiana estilizada no aerofólio traseiro. Na parte dianteira, devido à troca do difusor, o cockpit e o nariz são mais altos, elevando, portanto, a posição do piloto e dando mais downforce ao carro. As entradas de ar laterais são menores e as asas são flexíveis e já não têm o formato de bigorna. A suspensão dianteira foi modificada para ligar as rodas ao chassi.

Os componentes internos foram redistribuídos, a fim de abrir espaço para o Kers. Os sistemas de refrigeração e lubrificação foram modificados e as baterias colocadas sob o tanque de combustível. O material da tampa do motor foi trocado por outro mais convencional. O escapamento, antes na parte de cima do carro, foi escondido. A suspensão traseira foi redesenhada e o ponto de fixação no chassi foi colocado mais à frente. Conforme as novas regras, a asa traseira teve mudança aerodinâmica, tornando-se móvel, para facilitar as ultrapassagens em situações estabelecidas pelo regulamento.

Especificações técnicas

Chassi

Estrutura Composto de fibra de carbono, em colméia
Transmissão Caixa de cambio, longitudinal, com7 marchas e comando seqüencial semiautomatico
Diferencial Deslizamento limitado
Freios Discos de fibra de carbono ventilados
Suspensão Independentes, com molas ativadas por barras de torsão
Rodas BBS de 13 polegadas
Peso 640 kg, com lastro, lubrificantes e piloto

Motor

Modelo Ferrari 056
Cilindros Bloco de alumínio fundido, aspirado naturalmente, V8 90°,
Válvulas 32, com distribuição automática
Potência 2.398 centímetros cúbicos
Pistões 98 mm de diâmetro
Rotação 18.000 rpm
Injeção Eletrônica
Peso 95 kg

Lotus Renault R31

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Segundo o diretor técnico da Lotus Renault, James Alison, o R31 é completamente diferente do modelo anterior da equipe, com 92% de componentes novos. A principal novidade é a colocação do escapamento com as saídas na frente dos radiadores, direcionadas para o assoalho do carro. O objetivo é aumentar a velocidade do ar que passa por baixo do carro, dando-lhe mais downfoec. Sobre a cabeça do piloto, há mais duas pequenas entradas de ar adicionais. O bico é mais alto, estreito e curvo, com as cavidades superiores bem pronunciadas. O assoalho está mais ligado à traseira. A asa dianteira, dividida em três segmentos, é mais larga e mais baixa, com flaps para aumentar a pressão aerodinâmica. A asa traseira é mais redonda, volumosa, larga e comprida e tem as pontas ligadas ao difusor. A suspensão é maior e mais resistente em relação ao modelo anterior. A pintura é preta e dourada, lembrando os antigos carros da Lotus., das décadas de 1970 e 1980, com toques vermelhos nos aerofólios, certamente exigência do patrocinador.

Especificações técnicas

Chassi

Estrutura Fibra de carbono e alumínio, em forma de colméia
Suspensão dianteira Triângulos de fibra de carbono, operados internamente pelo sistema pushrod, conectado a uma barra de torsão e unidade de amortecedores, montados na parte interna da frente do monocoque.
Suspensão traseira Triângulos de fibra de carbono, com molas e amortecedores montados transversalmente na parte superior da caixa de câmbio
Transmissão Semiautomática, em titânio, com 7 marchas à frente e uma a ré, com sistema quickshift, para melhorar a mudança de marcha
Refrigeração Radiadores de óleo e água localizados nas saídas laterais de ar, refrigerados pela movimentação do carro para a frente
Freios Discos e pastilhas de carbono
Cockpit Assento do piloto de composto de carbono, anatomicamente ajustado, removível, com cinto de segurança de seis pontos. Volante com mudança de marcha, embreagem e controle da asa traseira
KERS Unidade de geração de energia, na frente do motor, da Renault e controle eletrônico da Magnetti-Marelli
Medidas Altura: 950 mm; comprimento: 5.100 mm; largura: 1.800 mm; peso: 640 kg

Motor

Modelo RS27-2010
Capacidade 2400 cc
Cilindros 8 cilindros dispostos em V a 90°
Rotação 18.000 rpm
Peso 95 kg

Lotus T128

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O Lotus T128, da Team Lotus (que inicialmente deveria ser chamado de TL11, em referência ao ano do campeonato, mas que teve o nome mudado, em obediência à “tradição” da equipe, segundo um dos seus dirigentes), apresenta várias novidades em relação ao modelo do ano anterior. As principais são o motor Renault RS27, em substituição ao Cosworth CA2010, e o sistema de transmissão da X-Trac, usado também pela Red Bull. Outra inovação é uma lamina cilíndrica semelhante à da Mercedes de 2010, porém mais espessa e com entrada de ar do Santo Antonio mais resistente, dividida em duas. A tampa do motor também se parece com a da Mercedes, com o topo mais estreito e linhas retas. O bico é mais alto, largo. As asas são mais curvadas. Na traseira, mais fina, a saída dos escapamentos é embaixo, como na Red Bull, e a suspensão tem o sistema “push-rod”. A Team Lotus não usa o KERS, embora o carro tenha condições para a sua adaptação por isso a suspensão é mais simples. A cor do novo modelo é predominantemente verde, com toques de amarelo, em vez do preto e dourado, da velha Lotus, que estavam nos planos iniciais da equipe.

Especificações técnicas

Motor

Renault V8 RS27-2011

Chassi

Estrutura Fibra de carbono
Suspensão Fibra de carbono
Amortecedores Penske&Multimatic
Câmbio Red Bull Technologies
Freios Discos e pastilhas da Carbone Industrie or Hitco
Rodas BBS-Lotus
Comprimento Aproximadamente 5 metros
Altura 95 cm

Sauber C30

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O C30 é o primeiro carro da Sauber desenhado pelo diretor técnico James Key, contratado em 2010. O modelo é equipado com o motor 056, novo sistema de transmissão com caixa de câmbio e o KERS da Ferrari. Para abrir espaço para o KERS, pequenos componentes, como caixas eletrônicas, sistemas do motor e extintores de incêndio foram distribuídos em torno do cockpit e laterais. O radiador é colocado mais verticalmente. O nariz, mais curvado e fino, e a parte dianteira são bastante elevados, para facilitar o fluxo de ar entre as pernas do piloto. A asa dianteira é montada sobre braços triangulares em direção do solo. As entradas de ar têm uma pequena área transversal e são colocadas de forma a ajudar a gerar fluxo de ar ideal para o difusor e a asa traseira. A tampa do motor é inclinada para baixo, com saída de ar vertical mais alta no final. A parte traseira é mais estreita do que no C29, para melhorar a eficiência aerodinâmica. O piloto pode ajustar a asa traseira com toque no botão do volante, para ganhar velocidade na retas, nas condições permitidas pelo regulamento. A transmissão, ligada à suspensão traseira, foi configurada para maior aproveitamento dos pneus. O carro continua quase inteiramente branco, com área em preto nas laterais.

Especificações técnicas

Chassi

Estrutura Fibra de carbono
Suspensão Molas e amortecedores em triângulos, acionados pelo sistema pushrod
Freios Seis pistões e pastilhas e discos de carbono
Transmissão 7 marchas, com caixa de câmbio, montada longitudinalmente, e embreagem de fibra de carbono
Comprimento 4,935 mm
Largura 1.800 mm
Altura 1.000 mm
Peso 640 kg, com piloto e tanque cheio

Motor

Modelo Ferrari 056 V8. com cilindros a 90°, aspirado naturalmente
Estrutura Bloco de alumínio
Válvulas 32 válvulas pneumáticas
Potência 2.398 cc
Diâmetro 98 mm
Peso 95 kg

Red Bull RB7

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O RB7, o carro da Red Bull para a temporada de 2011 tem aerodinâmica mais arrojada e, segundo o piloto Sebastian Vettel, muitas mudanças emrelação ao modelo de 2010, entre elas o difusor, o assoalho e menos complexidade. Para o seu projetista, Adrian Newey, o grande desafio do novo modelo foi a introdução do KERS e ele chegou a confessar que preferia não ter usado o sistema de recuperação de energia. Desde o início da temporada, a inovação criou problemas. Ela interferiu na colocação de vários elementos ao lado da caixa de câmbio; provocou a redução do tamanho do tanque de combustível; sofreu vibrações, aquecimento de baterias e falhas do programa de computador. A equipe aproveitou os 15 dias anteriores à corrida da Turquia para corrigir os defeitos. Parece que conseguiu. O motor do RB7 tem cobertura mais alta, em formato de bigorna ou barbatana de tubarão e, seguindo o regulamento, não tem conexão com a asa traseira. O nariz do carro, em forma de V, é mais elevado do que o anterior e as laterais mais baixas. A asa dianteira tem um corte em diagonal e a traseira, mais fina e inclinada, tem uma aleta central. O escapamento tem saída maior e está ligado ao assoalho. As cores do RB7 são as mesmas: carenagem com azul-escuro; estreitas listras brancas, azul-claro e vermelhas sobre as entradas de ar; bico em amarelo, com desenho de um touro em vermelho, no final. O topo, também amarelo, é ladeado por desenhos estilizados maiores de touro, em vermelho.

Especificações técnicas

Chassi

Estrutura Fibra de carbono
Transmissão 7 marchas, montada longitudinalmente, com sistema hidráulico para geração de energia e operação da embreagem
Suspensão Alumínio, haste dupla de composto de fibra de carbono, com molas e barra estabilizadora
Freios Discos, pastilhas e pinças de fibra de carbono

Motor

Modelo Renault RS27-2011
Estrutura Bloco de alumínio em V a 90°
Capacidade 2.400 cc
Rotação 18.000 rpm
Cilindros 8
Válvulas 32
Peso 95 kg

Mercedes MGP W02

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O MGP W02 foi o segundo carro projetado e fabricado pela Mercedes depois da compra da Brawn GP, em 2009. Foi desenvolvido durante um ano e, segundo o presidente da Mercedes-Benz Motorsport, Norbert Haug, tem pouco em comum com o modelo anterior. Ele disse que os engenheiros trabalharam para eliminar cada grama ou milímetro supérfluo. O W02 é o menor chassis entre os carros da F1, sendo 9 cm menor do que o RB&; 5 cm do que o 150°, da Ferrari, e 27 cm menor do que o MP4-26, da McLaren, que também leva motor igual ao seu. A tampa do motor é igual aos demais carros, diferente apenas do da Red Bull. As entradas de ar laterais não têm as aletas do modelo anterior. O nariz é maior e mais elevado. A asa traseira é ajustável pelo piloto, para ajudar nas ultrapassagens, conforme o novo regulamento e o carro voltou a ter o KERS, que tinha sido proibido em 2010. O W02 continua predominantemente prateado, mas trocou o preto, pelos toques de verde do novo patrocinador, nas laterais nas asas.

 Especificações técnicas

Chassis

Estrutura Fibra de carbono, em forma de colméia
Suspensão Em formato de forquilha, com sistema pushrod, na frente, e pullrod na traseira
Transmissão 7 marchas, com caixa de câmbio seqüencial, semiautomática, em fibra de carbono e marcha a ré ativada hidraulicamente em operação manual
Rodas De 13 polegadas, em alumínio
Peso 640m kg, incluindo piloto
Comprimento 4.800 mm
Altura 950 mm
Largura 1.800 mm

Motor

Modelo Mercedes-Benz FO 108Y – V8 – 90°
Capacidade 2.400 cc
Rotação 18.000 rpm

Williams FW33

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No lançamento do FW33, em Valência, em fevereiro, Rubens Barrichello e Sam Michael, diretor técnico da Williams, comemoraram o novo carro da equipe. Barrichello o definiu como “agressivo”. O otimismo dos dois não se confirmou, porém. A equipe teve um dos seus piores inícios de temporada. Em Sepang, foi preciso trocar a asa dianteira, para melhorar a aerodinâmica. Para o GP da China o carro sofreu alterações no escapamento e assoalho, mas os resultados foram decepcionantes: Barrichello largou em 15° e não conseguiu mais do que um 13° lugar. Antes da corrida na Turquia, foram feitas várias outras modificações. Michael revelou que as asas dianteira e traseira e os dutos de freios foram trocados, além de introduzidas outras pequenas mudanças. Os resultados não foram nada animadores: Barrichello largou em 11° e chegou em 15° na corrida de Istambul, e reclamou mais modificações, principalmente para evitar o desgaste dos pneus traseiros. No lançamento, o FW33 era um carro completamente diferente do modelo anterior. As novidades mais visíveis eram o bico fino, mais alto e curto, sem chegar ao limite da asa dianteira; novas entradas de ar mais estreitas, com a do santoantonio subdividida, criando um espaço aerodinâmico; a tampa do motor, alta no início e mais estreita na parte traseira; a asa traseira móvel, com duas barras de sustentação curvadas em direção ao difusor e, a principal modificação, a menor caixa de câmbio já fabricada pela Williams para trabalhar em conjunto com a nova suspensão no sistema pullroad. O carro continua azul, com branco no bico, no alto da carenagem (descendo pelas laterais), na asa traseira e em círculos com o número nas laterais, e toques de vermelho no bico e atrás do santoantonio.

Especificações técnicas

Chassis

Estrutura Fibra de carbono
Suspensão Fibra de carbono; push-rod ativado na dianteira e pull-rod na traseira
Transmissão Câmbio sequencial semiautomatico de 7 marchas e ré
Freios Discos e pastilhas de carbono; 6 pistões de pinças
Peso 640 kg, com piloto, câmera e lastro
Comprimento 5.000 mm
Largura 1.800 mm
Altura 950 mm

Motor

Modelo Cosworth, v8 a 90°
Capacidade 2.400 cc
Rotação 18.000 rpm

Toro Rosso STR6

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O Toro Rosso STR6 é o segundo carro fabricado pela escuderia Toro Rosso, depois que a FIA proibiu que usasse o mesmo modelo desenvolvido pela Red Bull Tecnologies, de sua coirmã Red Bull Racing. O carro foi projetado e desenvolvido por uma equipe liderada pelo engenheiro italiano Giorgio Ascanelli, que já tinha desenhado chassis para Nelson Piquet, na Benetton, e Ayrton Senna, na McLaren. O projetista informou que, para obedecer ao novo regulamento, foram feitas 14 modificações em relação ao modelo de 2010, o STR5. A principal novidade é um assoalho duplo, com a elevação das laterais e a criação de segunda camada de assoalho, que facilita a passagem do ar diretamente para a traseira, sem passar pelas laterais, e dá mais pressão aerodinâmica. Outra inovação são os escapamentos com saídas achatadas, direcionando o ar quente para as laterais, para também aumentar a força aerodinâmica. O tanque de combustível foi aumentado, por causa do regulamento que proíbe o reabastecimento. O bico, pontudo e em forma de V, é mais baixo do que os dos concorrentes. As entradas de ar laterais são pequenas e com forma arredondada. As suspensões são reforçadas. Em obediência ao novo regulamento, foram retirados o difusor duplo e a barbatana da capa do motor. O KERS e o motor 056 são fornecidos pela Ferrari. O carro continua azul escuro, com área atrás do piloto em vermelho e a ponta do bico em dourado.

Especificações técnicas

Chassis

Estrutura Monocoque, em fibra de carbono
Transmissão Caixa de câmbio de 7 marchas, montada longitudinalmente, com sistema hidráulico
Suspensão Triângulos superiores e inferiores de carbono, barra de torção de molas e barras estabilizadoras, amortecedores Sachs
Freios Discos, pastilhas e pinças em fibra de carbono Brembo
Peso 640 kg, com piloto, câmera e lastro

Motor

Modelo Ferari 056 V8 90°
Peso 95 kg
Capacidade 2,398 cc
Pistões 98 mm
Válvulas 32

McLaren MP4 26

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O MP4 26, da McLaren é um carro completamente diferente do seu antecessor e considerado o modelo mais arrojado e inovador entre os lançados em 2011. Seus projetistas cuidaram principalmente de novas concepções aerodinâmicas, para aproveitar o novo regulamento e aumentar a downforce do carro. As inovações vão desde o desenho do bico, até as partes inferiores do chassi, passando pela reconstrução das laterais. O bico não é tão alto quanto o modelo anterior; é mais fino, reto e achatado nas laterais. As entradas de ar para o radiador das laterais são maiores em formato de L, para aumentar o fluxo de ar para a parte traseira. A asa dianteira tem duas aletas de cada lado (uma central e outra lateral), para direcionar o ar da entradas em L. Atrás do santoantonio há duas entradas, com um duto para também levar o ar à traseira do carro. A intenção é levar ar mais limpo possível para a asa traseira e ao assoalho, compensando a perda aerodinâmica provocada pela retirada dos difusores duplos. A cobertura do motor é mais baixa e a tomada de ar é dividida por duas ondulações. O novo KERS tem sistema hibrido, construído numa parceria da Vodafone McLaren Mercedes e a Mercedes-Benz HighPerformanceEngines. A cor da McLaren continua sendo prata, em tom mais brilhante, com áreas em vermelho nos aerofólios, bico e laterais. Antes da estreia, na Austrália, a equipe trocou o assoalho e o escapamento e fez outras alterações no carro, não reveladas.

Especificações técnicas

Chassis

Estrutura Composto de carbono, inclusive áreas de impacto na frente e laterais
Suspensão Barra de torsão, sistema de amortecedores operado pelo sistema pushrod, na dianteira, e pullrod na traseira, e alavanca angular com dupla haste
Embreagem Em carbono, operada manualmente
Transmissão 7 marchas à frente e ré, operada manualmente; caixa de marchas em composto de fibra de carbono moldado
Eletrônica Sistema Eletrônico McLaren, com controle do chassis, motor, painel, banco de dados, alternadores, sensores, análise de dados e telemetria

Motor

Modelo Mercedes-Benz FO108Y
Capacidade 2,4 litros
Cilindros 8
Rotação 1.800 rpm
Angulo 90°
Pistão 98 mm
Válvulas 32

Marussia Virgin MVR-02

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O Marussia Virgen MVR-02 é o segundo carro da escuderia e da Fórmula 1 projetado inteiramente pelo computador, com o uso do programa CFD (Computacional Fluid Dynamics – FluidoDinâmica Compuacional). Graças a um supercomputador, e com mais tempo disponível, o projetista Nick Wirth teve condições para analisar e resolver os problemas enfrentados no ano anterior e introduzir várias modificações aerodinâmicas em relação ao VR-01. Ele usou o CFD principalmente para a concepção das áreas do sistema hidráulico e da caixa de marchas. E considera que chegou a um carro com maior eficiência aerodinâmica e ganho significativo na qualidade geral. O MVR-02 tem uma asa dianteira mais baixa e mais trabalhada do que a do VR-01 e o bico, ondulado, é menor, mais baixo e mais largo do que os outros carros da F1. A traseira foi bastante modificada, com uma asa bem mais estreita do que a anterior. As laterais e o arranjo do difusor são mais simples do que os dos concorrentes. As entradas de ar laterais têm forma mais ovalada. O MVR-02 não tem KERS. A escuderia, devido à associação da Virgin com a Marussia, montadora russa de carros esportivos, passou a ter sede na Rússia. Por isso, o chassi, preto e vermelho, com destaques em branco e inscrições em russo, passou a denominar-se MVR.

Especificações técnicas

Chassis

Estrutura Fibra de carbono e composto em colméia
Suspensão Barras de torsão inferior e superior de carbono, molas e barras antirrolagem.
Transmissão Caixa de marchas de alumínio, de 7 marchas a frente e ré, montada longitudinalmente
Tanque 220 litros
Freios Discos e pastilhas de carbono
Comprimento Aprox. 5200 mm
Altura Aprox. 950 mm
Largura Aprox. 1.800 mm

Motor

Modelo Cosworth CA2011
Configuração 8 cilindros em V a 90°
Estrutura Cilindro e cabeçote em liga de alumínio fundido; pistões de alimínio forjado e virabrequim de aço
Cilindros Menos de 98 mm
Válvulas 32, com molas pneumáticas
Capacidade 2.400 cc
Rotação 18.000 rpm
Ignição 8 bobinas de ignição
Peso 95 kg

Hispania Cosworth F111

modelos_2011_hispaniaDepois de malogrados os planos de parceria coma Toyota, a Hispania decidiu produzir o próprio carro. Com base no modelo anterior, produzido pela Dallara, o novo chassi foi concebido por uma equipe da escuderia, liderada pelo diretor técnico Geoff Willis _ que já trabalhou também na Williams, Leyton House, McLaren, BAR e Red Bull _ e pelo desenhista-chefe Paul White. Segundo o presidente da escuderia, José Carabante, o carro apresentado em fevereiro era apenas um primeiro passo e várias modificações durante a temporada já estavam previstas. Na primeira versão, o carro mostrava uma nova asa dianteira e o bico mais reto e baixo. Na traseira, foi mantida a barbatana de tubarão quadrada sobre o motor e introduzida uma nova asa ajustável. A suspensão ganhou novo desenho e o aerofólio ficou mais arredondado. As laterais ganharam aberturas muito menores, mas a estrutura sobre os dutos do radiador não foi alterada. Outras modificações foram feitas para o aproveitamento da caixa de marchas fornecida pela Williams. A equipe adotou o motor Cosworth CA2011 k, desenvolvido para uso do KERS, mas o carro não foi preparado para a introdução desse equipamento. O artista gráfico Daniel Simon, conhecido designer de Hollywood e da indústria automobilística, trocou as cores cinza e laranja do modelo anterior por uma combinação de vermelho, branco e negro, com espaço xadrez na traseira. Na apresentação, o carro tinha várias inscrições oferecendo espaço para publicidade (“Sua logo aqui”, “Este é um espaço interessante) e brincadeiras bem humoradas (“ Forte efeito de sucção”, na entrada de ar: “Este veiculo se move rapidamente. Só para pilotos profissionais”, no cockpit; “Você está sendo filmado”, perto da câmera on board). Apesar dos apelos, a Hispânia conseguiu publicidade apenas da Tata Motors, fábrica de automóveis indiana patrocinadora do piloto Narain Karthikeyan.

Especificações técnicas

Chassis

Estrutura Monocoque em fibra de carbono composto em colmeia
Suspensão Fibra de carbono, com haste dupla, molas e barras antirrolamento
Transmissão Caixa de marchas Williams, com 7 marchas, sistema sequencial semiautomatico
Refrigeração Sistema de alumínio para refrigeração de óleo, água e caixa de câmbio
Freios Discos e pastilhas de carbono
Altura 1.800 mm
Peso 640 kg

Motor

Modelo Cosworth CA 2011 V8 90°
Válvulas 32
Potência 2.400 cc
Rotação 18.000 rpm
Peso 95 kg

Force India VJM04

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O VJM04 foi o primeiro carro da Force India projetado pela equipe do novo diretor-técnico da escuderia, Andrew Green. Lembrado na F1 como um dos criadores do Jordan 191, em 1961. O carro é bastante diferente do modelo anterior, principalmente por causa da proibição do difusor duplo, introdução da asa móvel, troca do fornecedor de pneus e volta do KERS. Uma das novidades é a dupla entrada de ar para o motor, atrás do piloto, como a usada pela Mercedes em 2010. Para melhorar o fluxo de ar para a asa traseira, a Force India trocou as entradas de ar arqueadas do modelo anterior por rolos de laminas mais grossas e colocou também entradas, mais curvas, menores e mais leves nas laterais. Segundo Green, a proibição do difusor duplo provocou substancial perda de downforce, que ele procuraria recuperar durante a temporada. A asa dianteira tem várias aletas para facilitar a passagem do ar em torno do carro. A asa traseira é mais estreita do a do modelo anterior. O bico é largo, fino e mais alto. O KERS, fornecido pela McLaren, é menor e mais leve do que o usado em 2009. O sistema hidráulico é também da McLaren. E o carro continua multicolorido: branco, na asa dianteira e no bico; laranja, no meio da carenagem; preto, na asa traseira, e toques verdes na frente, em volta do cockpit, nas laterais e no aerofólio traseiro.

Especificações técnicas

Chassis

Estrutura Composto de fibra de carbono, com painéis laterais de Zylon, antichoques
Suspensão Triângulos duplos verticais de alumínio e composto de fibra de carbono, hastes e balancins com barras de torsão e amortecedores; sistema pushrod, na frente, e pullrod, atrás
Comprimento 5.100 mm
Altura 950 mm
Distancia entre os eixos 3.500 mm
Peso 640 kg, com piloto, câmera e lastro

Motor

Modelo Mercedes-Benz FO 108Y V8 90°
Potência 2.409 cc
Rotação 18.000 rpm
Transmissão Caixa de marchas McLaren, sequencial, controle elétro-hidráulico, montada longitudinalmente, com 7 marchas