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Spa-Francorchamps

Spa_circuitos

Organização

Nome oficial:

Circuit National de Spa-Francorchamps

Endereço:

SPA GRAND PRIX SA
Route du Circuit, 38
B-4970 FRANCORCHAMPS
BELGIUM

Tel : +32.87.22.44.66
Fax : +32.87.22.44.55

Ficha Técnica

Extensão

7k3m95cms

Distância

308,052 km

Voltas

44

Curvas

19

Sentido

 horário

Capacidade

70.000 espectadores

Inauguração

 1924

Primeiro GP

18 de junho de 1950,

vencido por Juan-Manuel Fângio

Recorde da prova

2007

Kimi Raikkonen – Ferrari

1h20m39s066 – 243,047 km/h

Volta mais rápida

2004

Kimi Raikkonen – McLaren

1m45s108 – 238,931 km/h

Pole recorde

2002

Michael Schumacher – Ferrari

1m43s726  – 241,837 km/h

Vencedores

Data

Vencedor

Equipe

Tempo

28-08-2016

Nico Rosberg

Mercedes

1h44m51s058

23-08-2015

Lewis Hamilton

Mercedes

1h23m40s387

24-08-2014

Daniel Ricciardo

Red Bull

1h24m36s556

25-08-2013

Sebastian Vettel

Red Bull

1h23m42s196

02-09-2012

Jenson Button

McLaren

1:29.08.530

28-08-2011

Sebastian Vettel

Red Bull

1:26:44.893

29-08-2010

Lewis Hamilton

McLaren

1:29:04.268

30-08-2009

Kimi Raikkonen

Ferrari

1:23:50.995

07-09-2008

Felipe Massa

Ferrari

1:22:44.933

16-09-2007

Kimi Raikkonen

Ferrari

1:20:39.066

11-09-2005

Kimi Raikkonen

McLaren

1:30:01.295

29-08-2004

Kimi Raikkonen

McLaren

1:32:25.274

01–08-2002

Michael Schumacher

Ferrari

1:21:20.634\

02–09-2001

Michael Schumacher

Ferrari

1:08:05.002

36 voltas

27–08-2000

Mika Hakkinen

McLaren

1:28:14.494

29-08-1999

David Coulthard

McLaren

1:25:43.057

30-08-1998

Damon Hill

Jordan

1:43:47.407

24-08-1997

Michael Schumacher

Ferrari

1:33:46.717

25 08- 1996

Michael Schumacher

Ferrari

1:28:15.125

27-08-1995

Michael Schumacher

Benetton

1:36:47.875

28-08-1994

Damon Hill

Williams

1:28.47.170

29-08-1993

Damon Hill

Williams

1:24:32.124

30-08-1992

Michael Schumacher

Benetton

1:36:10.721

25-08-1991

Ayrton Senna

McLaren

1:27:17.669

26-08-1990

Ayrton Senna

McLaren

1:26:31.997

27-08-1989

Ayrton Senna

McLaren

1:40:54.196

28–08-1988

Ayrton Senna

McLaren

1:28:00.549

17–05-1987

Alain Prost

McLaren

1:27:03.217

25–0 -1986

Nigel Mansell

Williams

1:27.57.925

15–09-1985

Ayrton Senna

Lotus

1:34:19.893

22–05-1983

Alain Prost

Renault

1:27:11.502

07- 06-1970

Pedro Rodriguez

British R..Motors

1:38:09.900

09-06-1968

Bruce McLaren

McLaren

1:40:02.100

18-06-1967

Dan Gurney

AAR

1: 40:49.400

12-06-1966

John Surtees

Ferrari

2:09:11.300

13-06-1965

Jim Clark

Lotus

2:23:34.800

14-06-1964

Jim Clark

Lotus

2:06:40.500

09-06-1963

Jim Clark

Lotus

2:27:47..600

17-06-1962

Jim Clark

Lotus

2:07:32.300

18-06-1961

Phil Hill

Ferrari

2:03:03.800

19-06-1960

Jack Brabham

Cooper

2:21:37.300

15-06-1958

Tony Brooks

Vanwall

1:37:06.300

03-06-1956

Peter Collins

Ferrari

2:40:00.300

05-06-1955

Juan Manuel Fangio

Mercedes Benz

2:39:29.000

20-06-1954

Juan Manuel Fangio

Maserati

2:44:42.400

21 06-1953

Alberto Ascari

Ferrari

2:48:30.300

22-06-1952

Alberto Ascari

Ferrari

3:03:46.300

17-06-1951

Nino Farina

Alfa Romeo

2:45:46.200

18-06-1950

Juan Manuel Fangio

Alfa Romeo

2:47:26.000

Características

O circuito de Spa-Francorchamps está localizado na região central da Bélgica, entre Liege e Bruxelas. É uma das pistas mais antigas da F-1. Foi inaugurada em 1924, com as “24 horas de Francorchamps”. Ali também se realizou, em 1925, a primeira grande corrida internacional de monoposto, o Grande Prêmio da Europa. Concorreram sete carros e o vencedor foi Antonio Ascari, com Alfa Romeo.

A pista de Francorchamps é a mais adorada pelos pilotos. É rápida, seletiva, com curvas de todos os tipos, subidas, descidas e a curva mais espetacular da categoria, a Eau Rouge (nome de um pequeno e caro hotel que fica às margens da pista).

Perigosa, ela começa descendo para a esquerda e termina subindo para a direita. É aquele tipo de curva que diferencia um bom piloto de um ótimo. O que faz de pé embaixo é ótimo. A Eau Rouge foi mudada para a prova de 1994, mas no ano seguinte os organizadores aumentaram a área de escape e recuperaram o desenho original. Um dos prazeres dos pilotos  é completar a Eau Rouge sem aliviar o acelerador. A diversão dos jornalistas é se pendurar em um terraço da sala de imprensa, ouvindo o ronco dos motores. Rolam até apostas sobre quais pilotos vão afundar o pé no acelerador e quais vão diminuir o ritmo.

A pista usa trechos de estradas locais que ligam as pequenas cidades da região da Floresta das Ardènnes, na Bélgica. Spa é uma delas e Francorchamps, outra. É também o circuito mais longo da F-1, com sete quilômetros de extensão.

O problema maior é o clima, sempre muito instável pelas características montanhosas da região. Não é raro chover em uma parte do circuito, enquanto o sol brilha do lado oposto.

História

Em 1920, Jules de Their, gerente do jornal “La Meuse”, e Henri Langlois Van Ophem, presidente da Comissão de Esportes da Automóvel Clube da Bélgica (Royal Automobile Clu Belgium – RACB) tiveram a idéia de construir uma pista de corrida no triangulo formado pelas estradas ligando Malmedy, Stavelot e Francorchamps, na tranquila região das encostas das montanhas das Ardenas, a fim de promover a região. A intenção era promover, já em 1921, uma corrida de automóveis, mas os planos tiveram de ser adiados e, nesse ano, houve ali apenas uma prova de motociclismo. Em 1922, a pista começou a ser usada pelos carros, mas a primeira prova oficial na nova pista de 14 quilômetros, as “24 horas de Francorchamps”, só foi realizada em 1924, um ano depois das primeiras “24 horas de Le Mans”. Em 1925, foi disputado o Grane Prêmio da Europa, com a participação de sete carros e a vitória do italiano Antonio Ascari, com uma Alfa Romeu.

Durante os anos 1930, os GPs de Motociclismo, as “24 horas de Francorchamps” e o GP da Bélgica eram os maiores eventos dos esportes a motor em todo o mundo. Até 1939, o circuito manteve seu desenho original e só então sofreu a sua primeira grande modificação, com a criação, para o GP da Bélgica, de uma curva artificial, que viria a se tornar das mais famosas do universo automobilístico, a  “ Eau Rouge”.

Durante a II Guerra Mundial (1939-1945), o circuito esteve paralisado, mas em 1950 foi incluído entre os sete locais de disputa das prova do primeiro campeonato mundial da Fórmula 1 (Os outros eram Mônaco, Bremgarten, Silverstone, Rheims, Indianápolis e Monza).

No final dos anos 1960, preocupados com a velocidade dos carros, e sob o impacto da morte de Jim Clarck, em Hockenheim, em 1968, os responsáveis pelas corridas, pressionados pelos pilotos, decidiram impor uma série de medidas de segurança, para prevenir acidentes. A primeira vítima foi a longa e rápida pista de Francorchamps, que teve cancelada a corrida de 1969, ainda promoveu a prova de 1970, mas, depois, até 1983 foi substituída pelos circuitos de Nivelles e Zolder.

Durante os anos 1970, o circuito passou por uma completa reformulação, com a implantação de várias medidas de segurança para atender aos pilotos. Aproveitando a maior parte do traçado original, a.pista tornou-se mais técnica, com áreas de escape e melhores condições para os espectadores. Algumas áreas de risco, principalmente a compreendida entre as curvas Le Combes e Blanchimont, foram eliminadas. A velha pista foi fechada em 1978 e no ano seguinte foi realizada a primeira corrida no novo traçado de “apenas” 7,004 quilômetros.

Em 1983, depois da morte, no ano anterior, de Gilles Villeneuve, em Zolder, Francorchamps voltou a ser palco do GP da Bélgica. No ano seguinte, coube a Zolder promover a corrida, mas, a partir de 1985, a prova nunca mais saiu de Francorchamps. Para completar as medidas de segurança implantadas na década anterior, uma chicane temporária foi instalada na “Eau Rouge”, em 1994. Nessa época, a grande preocupação dos pilotos é com a largada, pois a primeira curva é muito fechada e exige uma freada forte. São comuns os acidentes nesse ponto, o que já levou à repetição da largada várias vezes na história do GP belga.

O circuito belga foi retirado do calendário da F1 em 2003, por causa das leis anti-tabagistas do país. Como a maioria das equipes tem como principais patrocinadores as fábricas de cigarros e a proibição da propaganda durante as corridas causa muito prejuízo a elas, a FIA resolveu banir da sua programação os países que adotam essa legislação.

O problema foi superado em 2005, mas em 2006, agora por questões financeiras, Francorchamps ficou fora do calendário, ao qual voltou em 2007, com novas modificações na pista. A chicane Bus Stop (Parada de ônibus) foi colocada bem à frente da Blanchimont e o grampo de La Source também foi mais para frente, aumentando a reta de largada/chegada.  Em 2008, a Curva 15, antes denominada Stavelot, passou a ser chamada Paul Frere, em homenagem a ex-piloto e escritor belga.

Assim, o traçado passou a ser o seguinte:

 Pit lane-La Source (1)-Eau Rouge (2/3)- Radillonn (4)- reta Kemmel-  Chicane Les Combes (5)- Curva 6-Malmedy (7)- Rivage (8)- Curva 9- Pouhon (10)-Curva 11- Chicane (12)—Fagnes (13)-Curva 14- Paul Frere (15)- Curva 16 – Blanchimont (17)- Chicane Bus Stop (18)- Curva 19.

Os pontos críticos são: Eau Rouge (s 2/3), inicio de subida que exige aceleração total; Pouhon (10),  curva rápida, em descida, à direita, que dificulta a encontrar a linha certa; Chicane Bus Stop (18) ultra lenta, antes da reta de chegada, que facilita ultrapassagens.

Volta da FIA (atualizada- 2012)

circuito_Spa_01

Trecho

Setor

DST

FG

Marcha

Velocidade

Tempo

Curva 1

-2.0

2

80

Reta

0.5

6

280

 Início da reta

Detecção

Curva 4

-3.5

7

310

Meio da reta

Ativação

Entrada Curva 5

1

0.2

7

315

29.0

Curva 10

-0.1

6

290

Curva 12

2.0

3

150

Meio Curvas 14/15

2

46.6

Saída Curva 15

-2.2

6

270

Curva 16

4.0

7

315

Curva 17

0.0

7

315

Curvas 18/19

2.0

2

90

Chegada

3

28.1

1.43.7

Para mais detalhes e informações técnicas, acesse:

http://www.fia.com/championship/formula-1-world-championship/gp-belgium-track-guide

Volta de Sebastian Vettel

Trecho Força G Marcha Velocidade
Curva 1 2.80 1 64
Curva 2 2.12 7 305
Curva 3 4.20 7 305
Curva 4 3.10 6 297
Curva 5 3.20 3 140
Curva 6 3.00 3 170
Curva 7 3.00 3 177
Curva 8 2.20 3 113
Curva 9 3.07 4 182
Curva 10 4.62 6 270
Curva 11 3.49 7 285
Curva 12 (chicane) 3.07 4 175
Curva 13 3.00 3 170
Curva 14 3.24 5 250
Curva 15 3.50 5 245
Curva 16 2.30 6 305
Curva 17 4.05 6 297
Curva 18 (chicane) 1.15 3 77
Curva 19 1.73 2 70

O circuito na visão de Reginaldo Leme

 “Spa-Francorchamps é um desses lugares especiais que ficaram marcados na história do automobilismo. Aqui aconteceram algumas das mais famosas batalhas dos tempos românticos da Fórmula 1 e é impossível não sentir essa força logo que se passa pelo portão principal. Para começar, a gente cai dentro da pista, e por ela se chega aos boxes.

***…

Se há uma pista em que o talento do piloto, às vezes, consegue superar desvantagem técnicas de equipamento é Spa-Francorchamps. Basta ver que os três maiores vencedores da história deste circuito são Jim Clark, Ayrton Senna e Michael Schumacher. E nem sempre eles tinham carro para vencer.

***

Spa é uma dessas pistas traiçoeiras, que não perdoa erros e não dá moleza para iniciantes. É exatamente esta característica de Spa-Francorchamps que afasta as zebras.

***

O circuito original, com 14,08 quilômetros, foi abandonado pelos pilotos por ser perigoso demais depois da vitória do mexicano Pedro Rodriguez, em 1970 com a velocidade média de 241,31 km/h. Só em 83 ele foi reinaugurado, com menos da metade da extensão original (6,95 km), mas mantendo sua principal característica de curvas de alta velocidade em descida, que representam o maior desafio do ano para os pilotos”.

Momentos

1960 – Na 25ª volta, o inglês Alan Stacey tem a cabeça atingida por um pássaro, desmaia e morre após, a 190 km/h, bater violentamente seu Lotus. Na mesma corrida, o inglês Chris Bristow destrói seu Cooper Climax na curva Burnenville e também morre.

1965 – Jim Clark conquista sua quarta vitória consecutiva em Francorchamps

1968 – Bruce McLaren vence com um carro fabricado por ele mesmo; foi a primeira vez que isso aconteceu na F1.

1991 – Ayrton Senna iguala a marca de Jim Clark e obtém a quarta vitória consecutiva em Francochamps

1992 – Michael Schumacher conquista sua primeira vitória na F1

1998 – Na largada do GP, um acidente envolve 13 carros. Depois de nova largada, ainda debaixo de chuva, Michael Schumacher bate na McLaren de David Coulthard num trecho de alta velocidade e sai da corrida. O piloto alemão acusou o escocês de frear propositadamente num trecho de velocidade, só para tirá-lo da corrida.

1999 – Nos treinos, Jacques Villeneuve e Ricardo Zonta rodam na curva Eau Rouge e destroem seus carros.

2000 – Mika Hakkinen ultrapassa Michael Schumacher, em manobra de ficar na história da Formula Um. Ron Dennis, chefe da McLaren, diz que foi a melhor manobra de toda a história da categoria. A manobra aconteceu na 41ª volta. Hakkinen já tinha tentado ultrapassar, mas Schumacher fechou a porta e fez a curva na frente. Na volta seguinte, na reta, os dois alcançaram o retardatário Ricardo Zonta. Schumacher tirou o carro para a esquerda e provavelmente tenha pensado que Hakkinen seria retido pelo brasileiro. Surpreendentemente, Mika Hakkinen entrou pela direita, chegou a pisar na grama e saiu na frente, ultrapassando Zonta e Schumacher de uma vez só.

2001 – Luciano Burti, da Prost, toca a Jaguar de Eddie Irvine na curva Blanchimont e se choca violentamente contra a barreira de pneus. Burti teve de ficar fora das últimas corridas do ano. Por causa do acidente, a prova  teve 5 voltas a menos. O alemão Michael Schumacher, da Ferrari, vence o tumultuado GP e torna-se o piloto com o maior número de vitórias na história da categoria, com 52 no total, superando o francês Alain Prost, com 51 corridas nas décadas de1980 e 1990.

2004 – Kimi Raikkonen larga na décima posição, devido às mudanças de tempo durante a classificação, mas termina em primeiro, três segundos à frente e Michael Schumacher e quatro segundos sobre Rubens Barrichello.

2005 – Na 14ª volta, Takuma Sato acerta a traseira de Michael Schumacher. O carro do alemão rodou e, de novo, foi batido de frente por Sato. Schumacher saiu do carro irritado e deu de dedo no japonês. Sato foi punido com a perda de 10 posições no grid seguinte.

2010 – Sob chuva em vários momentos, o GP da Bélgica de 2010, foi uma corrida tumultuada. Rubens Barrichello, que fazia seu 300° GP, bateu e saiu logo na largada. Na 15ª volta, Sebastian Vettel bateu em Jenson Button e o tirou da prova. Fernando Alonso rodou e teve de abandonar na volta 37, a 7 do final.

2011 –  Com Sebastian Vettel chegando com tranquilidade à sétima vitória no campeonato, a disputa entre Fernando Alonso e Mark Webber pelo segundo lugar foi que mais chamoua a atenção no GP da Bélgica. No final, com ritmo melhor por causa dos pneus duros, Webber ganhou o duelo. Um pneu furado chegou a  tirar Felipe Massa da zona de pontuação, mas ele se recuperou e chegou em 8º. Bruno Senna bateu em Jaime  Alguersuari, foi punido com drive through e chegou em 13º.

2012 –  Numa largada tumultuada, Romain Grosjean forçou a passagem, bateu em Fernando Alonso, passou por cima do carro de Lewis Hamilton e acabou praticamente definindo o desfecho da corrida. Sem dois dos principais concorrentes ao título na pista, Mark Webber, pole position, só teve de controlar o companheiro de  equipe, Sebastian Vettel, para liderar a corrida de ponta a ponta. Apontado como único responsável pelo acidente, Grosjean foi suspenso por uma corrida.

2013 – Os 10 minutos da Q3 do sábado foram mais emocionantes do que a uma hora e meia do sonolento GP da Bélgica de 2033. Na última etapa da classificação, ante a ameaça de chuva, Paul di Resta e Felipe Massa se apressaram e foram os primeiros a deixar os boxes, pegando ainda a pista seca. Paul di Resta fez 2mo2s332 e Felipe Massa 2m04s059 e, diante da chuva que começou a cair logo em seguida, parecia que tinham garantido a pole e o segundo lugar na primeira fila do grid. Doce e ledo engano. Mesmo sob chuva e pista molhada, esses tempos começaram a ser batidos. No último minuto, Sebastian Vettel fez 2m01s200, marca que também parecia imbatível, mas, nos segundos finais, Lewis Hamilton cravou 2m01s012, garantindo a pole. Mas na corrida, em pista seca e sem nenhuma gota d’água o tempo todo, o clima foi completamente diferente. Ainda antes da primeira volta, Vettel passou por Lewis Hamilton, assumiu a liderança e a manteve, sem sobressaltos, até o fim.

2014 – Superando o favoritismo absoluto dos carros de Mercedes, Daniel Ricciardo, da Red Bull, surpreendeu mais uma vez, a terceira no campeonato, e ganhou do GP da Bélgica em Spa-Francorchamps. Depois de largar na 5ª posição, ele completou a corrida em 1h24m36s556, com 3s300 de vantagem sobre Nico Rosberg, o líder do campeonato. O piloto australiano foi beneficiado por um toque de Rosberg em Lewis Hamilton, logo na segunda volta, que obrigou o alemão a parar para trocar a asa dianteira e comprometeu a corrida do inglês. Hamilton teve de fazer quase que uma volta completa com um pneu furado, caiu para a 19ª posição e, na volta 40, quando estava em 16º, abandonou a corrida, alegando problema no carro. O acidente provocou intensas discussões e  acirrou ainda mais a rivalidade entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg, que lutavam pelo título do campeonato.

2015 – Pela primeira vez, por determinação da FIA, foi usado o novo procedimento de largada, obrigando os pilotos a largar sem ajuda da equipe, Ao contrário do temiam engenheiros e pilotos, o novo sistema funcionou bem, sem nenhum  incidente.  Sem ter a liderança ameaçada, a não ser nos primeiros metros depois da largada, Lewis Hamilton ganhou com folga , na sua 6ª vitória em 11 corridas da temporada da Fórmula 1. O piloto inglês cruzou a linha de chegada com 1h23m40s387, 2s058 à frente do companheiro Nico Rosberg, que completou a 10ª dobradinha da Mercedes no campeonato. A surpresa da corrida foi o 3º lugar no pódio de Romain Grosjean, da Lotus, beneficiado pelo estouro do pneu traseiro direito de Sebastian Vettel, da Ferrari, a uma volta e meia do final.