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Pneus: Fornecedores

A Pirelli será a fornecedora de pneus para a Fórmula 1 até 2013. A fábrica italiana, que esteve ligada à categoria desde 1950, com alguns intervalos, volta à F1 depois de 20 anos de afastamento.  A sua última participação foi em 1991, quando obteve a última vitória em GP, com Nelson Piquet, no Canadá.

Os pneus da Pirelli para 2013

Para conseguir a exclusividade no equipamento das 12 equipes, a Pirelli teve de enfrentar uma verdadeira guerra, desde o final de 2009, quando a Bridgestone anunciou a sua retirada das pistas, até o dia 23 de junho de 2010, data do anúncio oficial da escolha, feito pela FIA, com a concordância da FOA (Formula One Management), de Bernie Ecclestone, e a FOTA (Formula One Teams Association), entidade que reúne as equipes. No final, porém, a empresa italiana _ que em alguns momentos chegou a ser declarada fora da disputa _ superou a fábrica francesa Michelin, a preferida da FOTA, e a Cooper Avon, inexpressiva empresa norte-americana, que teria a preferência de Ecclestone. Antes de assumir a F1, a Pirelli já fornecia pneus para o Campeonato Mundial de Rally, Mundial de Superbike, a Serie Mundial Rolex dos EUA e o Mundial de MotoCross e vários campeonatos nacionais de carros e bicicletas.

Desde 1950, quando foi criada a Fórmula 1, nove empresas forneceram pneus às equipes concorrentes: Pirelli, Englebert, Continental, Dunlop, Goodyear, Firestone, Michelin, Avon e Bridgestone. Algumas entraram e saíram da lista, outras participaram de uma ou duas temporadas e algumas se retiraram de vez, apesar do sucesso e dos títulos. Desde 1999 a2000, a Bridgestone foi a única fornecedora de pneus a todas as equipes da Fórmula 1. Em 2001, a Michelin voltou às pistas, depois de 15 anos de ausência.

De 1950 a 1953, as corridas e os campeonatos foram dominados pela Pirelli. A fábrica italiana só não vencia as corridas de Indianápolis, que faziam parte do Campeonato, mas eram exclusividade da Firestone.

Em 1954, a hegemonia da Pirelli foi quebrada pela Continental que, no meio do ano, passou a fornecer pneus para Juan Manuel Fangio, campeão daquele ano. A Continental voltou a ser campeã, ainda com Fangio, no ano seguinte.

Em 1956, a Pirelli ganhou duas corridas, mas graças a Fângio, o título ficou com a Englebert. A Pirelli retomou o domínio da F-1 em 1957, reconquistando a colaboração do campeão argentino.

Em 1958, começou um longo período de vitórias da Dunlop, que perdurou até 1964. Nesse primeiro ano, a Dunlop ganhou seis GPs e teve de dividir os títulos com a Englebert, que venceu apenas duas corridas. A Englebert foi a vencedora do Campeonato dos Pilotos, com Mike Hawthorn, e a Dunlop obteve o título dos construtores, com a Vanwall. Dai para a frente, até 1964, a Dunlop ganhou todas as corridas e títulos disputados.

Em 1964, a situação começou a mudar com a entrada da Goodyear na Fórmula 1. Já no ano seguinte, a empresa norte-americana ganhou um GP, o último da temporada, no México, com o piloto Richie Ginther. E a partir de 1966 iniciou-se uma verdadeira guerra entre as três fábricas: Dunlop, Firestone e Goodyear.

A Goodyear foi campeã em 1966 e 1967; a Firestone ficou em primeiro em 1968; a Dunlop venceu em 1969. Em 1970, chegando em primeiro em dez GPs, contra dois da Dunlop e um da Goodyear, a Firestone voltou ao topo da classificação.

Em 1971, a Dunlop deixa as corridas e nesse ano e no seguinte a briga ficou apenas entre a Goodyear e Firestone. A Goodyear, que lançou nesse ano, no GP da África do Sul, o pneu slick, foi a campeã de 1971, e a Firestone, de 1972.

A Goodyear domina amplamente a Fórmula 1 de 1973 a 1977 e só em 1978 surge uma adversária que pode por em xeque a sua hegemonia: a francesa Michelin, que conquista a vitória em quatro corridas do ano.

A ameaça da Michelin se concretiza em 1979, quando se torna campeã com a Ferrari e Jody Scheckter, embora tenha vencido sete GPs e a Goodyear oito. No ano seguinte, a Goodyear retoma o título com 11 vitórias, contra apenas três da Michelin, mas em 1981 os norte-americanos só foram campeões porque, durante a temporada, a Williams e Nelson Piquet passaram a usar os seus pneus. Na campanha regular a Michelin ganhou 13 corridas, contra apenas duas da Goodyear.

Em 1982, as duas fábricas empataram no número de vitórias _oito cada uma_ e a campeã foi a Goodyear, com Keke Rosberg. Nesse campeonato os fabricantes passaram a aproveitar a parada nos boxes para troca de pneus, e assim poder usar sempre pneus mais macios; cada jogo fazia metade da corrida.

Em 1983 a Michelin deu o troco: obteve o título por intermédio de Nelson Piquet, que começou o campeonato com pneus Goodyear, mas terminou com os Michelin.

A temporada de 1983 foi marcada por dois fatos importantes no capítulo dos pneus: o segundo título dos pneus radiais Michelin e a 150ª vitória da Goodyear em GPs. Nesse ano, os fabricantes tiveram de projetar pneus de forma adequada para a suspensão de cada carro. E os projetistas voltaram a ter de adaptar as suspensões aos pneus contratados.

Foi justamente a combinação carros/pneus que ajudou a ditar o panorama das provas. Nos treinos, os pneus convencionais de camadas cruzadas da Goodyear levavam nítida vantagem, obtendo seguidas poles. Nas corridas, porém, os radiais da Michelin resistiam mais ao calor e ao ritmo das corridas, superando sempre os da adversária.

O domínio da Michelin continuou no ano seguinte, com 15 vitórias, contra apenas duas da Goodyear. A partir de 1985, também com os pneus radiais usados pelas concorrentes Michelin e Pirelli, a Goodyear assumiu a hegemonia na Fórmula 1, vencendo todos os GPs e os campeonatos,  até 1995. De 1990 até 1993, ela teve a concorrência da Pirelli, mas a partir desse ano passou a ser a única fornecedora de pneus para todas as equipes da Fórmula 1.

Em 1990, os pneus de treino da Goodyear tinham uma camada de verniz sobre a banda de rodagem, que retardava o seu aquecimento. Ayrton Senna logo descobriu um macete para driblar esse problema: raspava o verniz para alcançar a temperatura ideal e maior aderência mais rapidamente e com isso levava vantagem sobre os concorrentes.

Em 97, a Goodyear perdeu a exclusividade na Fórmula 1, com a entrada da Bridgestone. Na primeira temporada, o trabalho se resumiu à equipes menores, como a Prost, a Arrows, a Minardi e a estreante Stewart. Conseguiu dois segundos lugares: com Rubens Barrichello, em Mônaco, e Olivier Panis, na Espanha.

Já em 1998, a Bridgestone fornecia pneus a seis das onze equipes. Venceu pela primeira vez na abertura da temporada em Melbourne e ganhou o primeiro título, ambos pelas mãos de Mika Hakkinen, da McLaren. A Goodyear foi vice-campeã, com a Ferrari, de Michael Schumacher. Também com o alemão, venceu pela 368ª e última vez em Monza. Acabou se retirando da categoria no final do ano como a maior vencedora.

Em 1999 e 2000, a Bridgestone continua como fornecedora exclusiva. Mas, em 2001, a Michelin, depois de ficar 16 anos afastada das pistas, voltou à Fórmula 1, após testar mais de 3.000 pneus, em mais de 10 mil quilômetros, o equivalente à distância de 20 grandes prêmios.

Nessa primeira temporada, os pneus da Michelin equiparam os carros da Williams, Jaguar, Renault, Prost  e Minardi. A Toyota juntou-se a essa lista em 2002.

Em 2007, a Bridgestone voltou a ser a fornecedora exclusiva de pneus da Fórmula 1. Bicampeã em 2005 e 2006 com a Renault, a francesa Michelin decidiu deixar a categoria no final de 2007, em protesto contra a decisão da FIA de fazer uma concorrência para escolher apenas um fabricante a partir de 2008.  A decisão da FIA foi tomada para reduzir os elevados custos com testes das equipes ao longo da temporada em razão da “guerra de pneus”.

No acordo com a federação, a Bridgestone foi a única fornecedora das escuderias até 2010, quando decidiu deixar as pistas.