Publicidade

Regulamento

A Formula 1 teve, a partir da temporada de 2008, o maior número de mudanças no regulamento dos últimos anos. Eis algumas regras estabelecidas  desde 2011:

107% – Os pilotos que não conseguirem, na fase de classificação, tempo inferior a 107% do pole position (isto é, sejam 7% mais lentos), não poderão participar da prova.

Jogo – Os pilotos poderão trocar de posição na corrida, fazendo o chamado “jogo de equipe”, em benefício de um deles ou da equipe.

Manobras – Não são permitidas manobras suscetíveis de afetar outros pilotos, como mais de uma mudança de direção, para defender a posição; saída da borda da pista ou qualquer outra mudança anormal de direção.

Zebras – Os pilotos devem usar a pista em todos os momentos. As linhas brancas que definem as bordas são consideradas partes da pista, mas as zebras, não. Será considerada saída da pista se nenhuma parte do carro estiver em contato com ela. Se sair da pista, o piloto pode voltar, mas só quando com segurança e sem tirar nenhuma vantagem.

Passagem – Quando um carro é alcançado por outro, deve dar passagem ao carro mais rápido na primeira oportunidade e se não abrir passagem receberá sinais com bandeira azul. Se ignorar os sinais, o fato será comunicado ao diretor da prova.

Carros – Nenhum piloto poderá dispor de mais de dois carros para uso a qualquer momento da corrida. Se um piloto decide usar outro carro, com mudança da célula de sobrevivência após a fase de classificação, deve largar dos boxes. Nenhuma mudança do caro é permitida depois de iniciada a corrida.

Motores – Cada piloto não poderá usar mais do que 8 motores durante a temporada. Se usar mais do que 8 motores, perderá 10 posições no grid de cada corrida em que se motor for usado. Se dois motores adicionais forem usados num único evento, o piloto perderá 10 posições nesse e no evento seguinte. Se o piloto for substituído durante o campeonato, o seu uso de motor será considerado para o substituto.

Câmbio – Nenhum piloto poderá usar mais de uma caixa de câmbio a cada 5 corridas consecutivas. Se usar uma caixa de reposição, perde 5 posições no grid de largada da corrida e um acréscimo de 5 lugares cada vez que uma caixa de câmbio adicional é usada. Um caixa será considerada usada quando o transponder de cronometragem indicar que o carro deixou o pit lane. Se o piloto for substituído antes da 5ª corrida, o substituto deve usar a caixa de câmbio do antecessor.  Somente em 2011, exceto na última corrida do campeonato, os pilotos serão autorizados a usar uma caixa de reposição, sem incorrer em penalidade, na primeira vez que isso for necessário.

Asa móvel – Os pilotos poderão usar, nas ultrapassagens, a asa traseira móvel (Drag Reduction System (DRS) – Sistema de Redução de Arrasto). Essa asa é composta de duas lamina, uma das quais, a de cima, pode ser movimentada, criando uma abertura de 50 mm, para gerar ganho de velocidade nas retas. O componente será acionado pelo piloto, com um botão no volante, nas condições estipuladas pela FIA. O recurso poderá ser usado, apenas quando o piloto estiver a 1 segundo do adversário à frente, em linhas pintadas na pista, geralmente nas retas e com autorização transmitida através de um sinal verde que se acende no volante.

KERS – O KERS pode voltar a ser usado e, por isso, o peso limite dos carros passa de 600 para 640 kg e a distribuição do peso tem um limite mínimo de 53.5% a 54.5% na traseira e 45.5% a 46.5% na dianteira, para evitar mudanças na distância entre eixos para adaptação aos novos pneus, que provocaria gastos para as equipes.

Peso – O peso sobre as rodas dianteiras e traseiras não deve ser inferior a 291 kg e 342 kg: as rodas devem ser feitas de ligas de magnésio AZ70 ou AZ80 (os números indicam a proporção de alumínio (7/8) e zinco (0) na composição da liga).

Retrovisores – Todas as partes dos espelhos retrovisores, incluindo seus invólucros e suportes, devem estar situados entre 250 mm e 500 mm a partir da linha central do carro e entre 550 mm e 750 mm a partir da extremidade traseira do cockpit.

Controle – Todos os carros continuam levando uma Unidade de Controle Eletrônico (Electronic Control Unit – ECU) padronizada, fabricada pela McLaren Electronic Systems e pela Microsoft, segundo as normas da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), para controlar o motor, a caixa de câmbio e a embreagem através de 100 sensores espalhados pelo carro.

Para 2013, o Conselho Mundial decidiu promover alguns ajustes técnicos entre eles, testes mais rigorosos de deflexão das asas dianteiras, além de pequenas mudanças na estrutura dos bicos dos carros. Também será implantado um novo peso mínimo para compensar o aumento no peso dos pneus para a próxima temporada.

Quando um carro para na pista no treino classificatório por “força maior”, a FIA vai determinar o volume de combustível que teria usado para voltar aos boxes e adicioná-lo ao mínimo da amostra de 1 litro.

Por, por questão de segurança, o uso do DRS será permitido durante os treinos livres nos mesmos lugares pré-determinados pela FIA para a corrida.

O toque de recolher dos funcionários das equipes também foi ampliado, de seis para oito horas nas noites de quinta-feira. E apenas duas vezes por ano será permitido infringir, sem consequências, a jornada de trabalho dos mecânicos. Anteriormente, a permissão era de quatro vezes. Foram adotadas outras modificações no regulamento técnico, com o objetivo de limitar a tecnologia em algumas áreas, reduzindo  os custos de desenvolvimento.

Fiscalização

Em todos os Grandes Prêmios, há uma equipe de sete oficiais que monitoram e controlam as atividades dos fiscais e dos funcionários para garantir a segurança do evento, sempre de acordo com as regras da FIA.

Cinco dos sete oficiais são escolhidos pela FIA. São eles: o Diretor de Prova (atualmente, Charlie Whiting), um juiz permanente e três fiscais adicionais”, um deles será nomeado Presidente dos Fiscais. Todos têm de ter a Super Licença da FIA.

Os outros dois oficiais são escolhidos pelas autoridades esportivas do país sede. Eles ocuparão os cargos de Oficial do Circuito e de oficial adicional da prova (esse segundo deve ser nascido no país sede). Os dois também precisam ter a Super Licença da FIA.

O Oficial do Circuito presta consultoria ao Diretor de Prova, que é a autoridade maior entre os oficiais. Da relação entre os dois, saem as instruções para a ação dos funcionários durante o fim de semana da corrida.

O Diretor de Prova, o Oficial do Circuito e o Delegado Técnico da FIA (atualmente, Jo Bauer) devem estar presentes desde às 10 horas da manhã de quinta-feira (em Mônaco, excepcionalmente às 10 da manhã de quarta-feira) no local em que a prova será disputada.

O Diretor de Prova, o Oficial do Circuito e o Presidente dos Fiscais têm de estar em contato via rádio enquanto os pilotos estão na pista. Além disso, o Oficial do Circuito precisa estar na sala de controle da prova, em contato via rádio com todos os funcionários da pista.

Treinos e classificação

Em todos os Grandes Prêmios, todos os pilotos podem participar, na sexta-feira (excepcionalmente quinta-feira, em Mônaco), de duas sessões de treinos livres de uma hora e meia de duração. No sábado, têm de participar de um treino livre com uma hora de duração, e do treino classificatório, com a mesma duração. Embora não seja obrigatório participar de todas as sessões, o piloto tem de ter corrido em ao menos um dos treinos do sábado para poder participar da corrida no domingo.

O treino classificatório é dividido em três partes diferentes, cada uma com vários pilotos simultaneamente na pista. Nas três partes, os pilotos podem dar quantas voltas quiserem. Até 2015, o sistema de elimianção era o seguinte:

Q1: Os 24 carros têm 20 minutos para entrar na pista. Ao final desse tempo, os sete pilotos com os tempos mais lentos são eliminados das outras duas sessões, e largarão nas oito últimas posições do grid, respectivamente. Porém, qualquer piloto que tiver um tempo 107% ou mais lento do que o mais rápido da sessão será eliminado da corrida.

Q2: Depois de uma pausa de sete minutos, os tempos serão zerados e os 17 pilotos restantes terão 15 minutos para correr. Os sete pilotos com os tempos mais lentos serão eliminados da sessão seguinte, e vão largar entre a 11ª e a 17ª posições no grid.

Q3: Depois de uma pausa de oito minutos, os tempos serão zerados e os dez pilotos restantes terão dez minutos para correr. O piloto mais rápido nessa sessão será o pole position, e os outros largarão entre a 2ª e a 10ª posições, respectivamente.

Se os fiscais julgarem que um piloto parou desnecessariamente na pista e atrapalhou ou impediu a volta de outro piloto, eles têm o poder para cancelar seus tempos.

Caso 22 carros participasssem do treino classificatório, seis serão eliminados após o Q1 e seis após o Q2.

Regulamento 2016

 Entre as alterações  promovidas pela FIA para a temporada de 2016, a mais surpreendente foi a mudança do formato da classificação. A base do novo sistema de eliminação, apelidado “dança das cadeiras” é a seguinte:

Q1

  • Duração: 16 minutos
  • Aos 7 minutos, o piloto mais lento é eliminado
  • O piloto mais lento é eliminado a cada 1 minuto e 30 segundos depois disso, até a bandeira quadriculada
  • 7 pilotos são eliminados; 15 passam para a Q2

Q2

  • Duração: 15 minutos
  • Aos 6 minutos, o piloto mais lento é eliminado
  • O piloto mais lento é eliminado a cada 1 minuto e 30 segundos depois disso, até a bandeira quadriculada
  • 7 pilotos são eliminados e 8 passam para o Q3

Q3

  • Duração: 14 minutos
  • Após 5 minutos, o piloto mais lento é eliminado
  • Depois disso, até a bandeira quadriculada, o piloto mais lento é eliminado a   cada 1 minuto e 30 segundos
  • 2 pilotos ficam para a final por 1 minuto e 30 segundos

  Regulamento técnico

  •  A mudança dos regulamentos técnicos determina que os carros deverão ter uma        válvula de descarga separada para os gases do escapamento, em uma tentativa de aumentar o ruído dos carro
  • O número de tokens de desenvolvimento de unidade de potência permitidos durante o campeonato serão distribuídos da seguinte forma sobre as próximas temporadas:

                   2016–32

                    2017-25

                    2018–20

                    2019-15

  • Qualquer novo fabricante de motor receberá 15 fichas no seu primeiro ano, e 32 no segundo. As áreas acolchoadas ao redor da cabeça do piloto serão aumentadas de espessura para maior segurança.
  • A FIA aumentou para 32. O mesmo de 2014, o número de fichas para atualização da unidade de energia em 2016, para permitir que  fabricantes como Renault e Honda possam melhorar o seu desenvolvimento. Esta decisão também permite um maior desenvolvimento em peças que foram inicialmente planejadas para serem fechadas, incluindo o cárter superior e inferior, unidade de válvula, virabrequim, sistema de ar válvula e auxiliares de unidade.
  • A partir de 2016, o número de testes de pré-temporada foi reduzido de três para dois.
  • Os comissários têm maiores poderes na aplicação de limites de pista. Todos os pilotos deverão ficar entre as linhas brancas que marcam as bordas do circuito, exceto em casos de erro de do piloto. A alteração foi introduzida após uma investigação da ter concluído que as saídas da pista tinham sido fator  significativo do estouro do pneu de Sebastian Vettel no final do GP da Bélgica de 2105.
  • Qualquer piloto que  faça abortar a largada terá de iniciar a corrida da pit lane
  • É proibida a comuniação pelo rádio entre a equipe e o piloto durante a  corrida
  • O Safety Car Virtual (VSC) agora pode ser usado em sessões de treinos, bem como em corridas, a fim de reduzir os tempos de parada,

Procedimentos

Para o início de todos os Grandes Prêmios, as equipes e os pilotos devem seguir uma série de procedimentos, antes de 30 minutos para a formação da volta de apresentação, quando os boxes são abertos.

  • Os pilotos ficam então livres para completar o reconhecimento da pista antes de alinhar nas posições corretas do grid. Se o piloto quiser fazer algumas voltas de reconhecimento a mais, ele é obrigado a passar sempre pelos boxes, evitando o grid.
  • Os boxes são fechados 15 minutos antes da volta de formação. Qualquer piloto que ainda estiver nos boxes nesse momento, terá de largar de lá.
  • Dez minutos antes do início da volta de formação, a pista deve ser liberada, e só podem permanecer ali a equipe técnica da escuderia, os oficiais da prova e pilotos. Três minutos antes do início, todos os carros têm de estar com as rodas paradas;  crro que não obedecer essa regra, será punido com 10 segundos.
  • Ao faltar um minuto para a volta de formação, os pilotos têm de ligar o motor. O pessoal restante deve abandonar a pista pelo menos 15 segundos antes das luzes verdes aparecerem para o começo da volta de formação.
  • Qualquer piloto que tiver algum problema antes das luzes verde aparecerem, deverá levantar o braço para avisar a falha. Feito isso, o carro poderá ser levado aos boxes.
  • Durante a volta de apresentação, são proibidos treino de largada e ultrapassagens também, a não sr por problemas técnicos do carro da frente. Se os problemas forem reparados ainda durante a volta de apresentação, o carro deve retomar a sua posição, para que a formação original do grid seja respeitada. Se piloto que continuar parado no grid quando todos os outros já tiverem iniciado a volta de formação, mas depois conseguir sair, não poderá retomar sua posição original e deverá largar na última colocação.
  • Depois de todos os carros ocuparem sua posição ao final da volta de apresentação, cinco luzes vermelhas vão aparecer, uma a uma, em intervalos de um segundo cada; quando elas se apagarem, é dada a largada. Se um piloto tiver problemas imediatamente antes do início da prova, poderá levantar o braço e a largada será abortada. Será dada, então, uma nova volta de apresentação, que contará como volta normal do GP.