Os pneus de 2018

Para dar mais emoção às corridas da Formula 1, a Pirelli, fornecedora oficial de pneus da categoria, adotou para 2018, duas soluções.  A primeira foi aumentar a gama de pneus que podem ser usados; e a outra a criação de um programa para ajudar estratégias das equipes. A primeira mudança para a temporada 2018 veio ainda em novembro de 2017, com o anúncio da criação de compostos  superduros e hipermacios  para a nova temporada.  Com essas inclusões, as equipes podem escolher entre sete tipos diferentes de pneus para cada corrida.  Segundo a Pirelli, esse aumento ajuda nas estratégias de corrida, com uma variação maior de possibilidades de formulação de táticas envolvendo os pneus.  Com as novas opções, com borrachas mais macias e consistentes, a fábrica espera que cada GP tenha pelo menos duas paradas.

Segundo as previsões da fábrica,  o mesmo tipo de borracha, este ano, será um segundo mais rápida que a sua antecessora, o que deverá ajudar substancialmente a que as marcas de 2017 sejam amplamente batidas. As equipes continuarão a ter três tipos de pneus de seco para usar ao longo do fim de semana, mas com borrachas mais macias. No fundo, cada uma terá na prática mais opções, pois que na temporada anterior, os pneus mais duros eram rapidamente descartados.

No seu site oficial, a Pirelli explica a mudança:

“Com as mesmas medidas de 2017 (305/670-13 dianteiro e 405/670-13 traseiro), a gama de pneus para Fórmula 1 de 2018 inclui novos perfis, construções e compostos que garantem um estágio a mais de maciez para toda a série em relação ao ano passado. A gama para pista seca também aumenta de cinco para sete compostos com o lançamento de um novo pneu Laranja superduro e do novo Rosa hipermacio”.

 E define cada timo de composto:

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Hipermacio Pink – A grande novidade para 2018, o pneu Rosa hipermacio – cujo nome foi escolhido pelos fãs por meio de enquetes nas redes sociais – é o mais macio e, portanto, o composto mais rápido desenvolvido pela Pirelli. O primeiro teste feito pelos pilotos ocorreu logo após o Grande Prêmio de Abu Dhabi de 2017, tendo sido classificado por Lewis Hamilton como o melhor pneu já produzido pela Pirelli. O novo hipermacio é apropriado para todos os circuitos que exigem altos níveis de aderência mecânica. Em contrapartida, a velocidade e a aderência extras fazem com que o hipermacio tenha uma vida útil consideravelmente menor do que os outros pneus da gama. Aproveitá-lo ao máximo será o segredo para as estratégias de corrida.

Ultramacio Roxo – Projetado como um composto de baixo nível de trabalho com baixa operabilidade para uso em circuitos estreitos e com bastantes curvas, cuja ênfase recai sobre a aderência. Por serem extremamente macios, concebidos para serem mais moles que os supermacios, esses pneus aquecem muito rapidamente e atingem um excelente pico de desempenho; em contrapartida, eles possuem vida útil relativamente limitada. O pneu ultramacio não é destinado a treino de classificação, mas está prestes a ser usado para tal, com algumas possíveis aplicações para ele disponíveis também durante as corridas. Suas marcações na cor roxa foram escolhidas como resultado de uma campanha inovadora nas mídias sociais, em que os fãs votaram em sua cor preferida.

Supermacio Vermelho – O terceiro composto mais macio da gama é ideal para circuitos lentos e com bastantes curvas, especialmente em condições climáticas frias em que se faz necessária a máxima aderência. Os supermacios se beneficiam de um tempo de aquecimento extremamente rápido, o que os torna ideais para o treino de classificação também, mas o outro lado da moeda para essa importante característica é, logicamente, o maior desgaste. É um composto para baixa operabilidade.

Macio Amarelo – É um dos pneus mais frequentemente utilizados na linha, que se sobressai por um equilíbrio muito bom entre desempenho e durabilidade, com ênfase no desempenho. É um pneu que tende a ser utilizado para fins de velocidade em detrimento de longas distâncias, mas é capaz de dar às equipes uma vantagem competitiva tanto no início da corrida, quando o carro está com tanque cheio, quanto como um “sprint” no final. É um composto para alta operabilidade

Médio Branco – Em teoria, é o pneu mais perfeitamente equilibrado dentre todos, com uma combinação ideal entre desempenho e durabilidade. Como resultado disso, é extremamente versátil, mas muitas vezes muito útil em circuitos cuja tendência é a alta velocidade, temperatura e cargas de energia. É um composto para baixa operabilidade.

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Ice BlueO segundo pneu mais resistente da gama da Pirelli é projetado para os circuitos que apresentam as mais altas cargas de energia nos pneus, com curvas rápidas ou superfícies abrasivas, e são muitas vezes caracterizados pelas altas temperaturas ambientes. O composto demora mais para aquecer, mas oferece máxima durabilidade, o que frequentemente significa que desempenha um papel fundamental na estratégia de corrida. É um composto para alta operabilidade.

Superduro Laranja – Lançado como uma alternativa, caso a performance dos carros de 2018 não atinjam as expectativas, mas o plano – e a probabilidade – é de que não seja usado. Com cada composto um estágio mais macio em 2018, além de um novo hipermacio que é de fato duas vezes mais macio que o ultramacio de 2017, o superduro representa um pneu que se localiza no extremo oposto desse espectro. Apresenta marcas laranjas: a cor tradicional dos pneus mais duros na gama da Pirelli.

 

Intermediário Verde – Os intermediários são os mais versáteis dos pneus de chuva, dispersando em torno de 25 litros de água por segundo em velocidade máxima. Podem ser usados em uma pista molhada, bem como naquela que está secando

Chuva azul – Cada pneu para condições extremas pode dispersar até 65 litros de água por segundo em velocidade máxima, o que faz com que esses pneus sejam a solução mais eficaz para chuva forte. As evoluções mais recentes do Cinturato Blue significa que é também eficaz em uma pista que está secando, com aumento da durabilidade. O resultado desse trabalho intensivo no pneu de chuva é o aumento da dirigibilidade em uma ampla variedade de condições. No início de 2016, a Pirelli realizou o primeiríssimo teste específico em pneus para pista molhada com maquinário atual da Fórmula 1, em Paul Ricard, na França, para aprimorar o desenvolvimento dos mais atuais pneus para chuva. Isso tem sido de extremo valor na determinação das últimas evoluções