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Televisão

A principio limitada aos circuitos onde era disputada, a Fórmula 1 passou a ser um evento mundial a partir dos anos 1960, quando começou ser transmitida pela televisão para todo o mundo.

Só em 2005, as corridas foram vistas por 580 milhões de pessoas.Em 2007, segundo relatório do Global Broadcast Report, no total, 597 milhões viram diversas corridas. Levantamento da FOM indicou que as redes de TV dedicaram 11.183 horas à categoria, sendo 5.169 delas às transmissões ao vivo. Em 2008, houve um aumento de 3 milhões de telespectadores, que passaram a 600 milhões. O maior aumento da audiência ocorreu na China, onde 199 milhões de pessoas acompanharam esse campeonato. No Brasil foram 110 milhões; na Itália 38 milhões; na Grã-Bretanha 29 milhões. O Grande Prêmio do Brasil de 2006 teve uma audiência total de 83 milhões de telespectadores durante toda a sua transmissão e de 142 milhões durante alguma parte da corrida.

As transmissões das corridas tornaram-se programa obrigatório dos brasileiros _  e não só dos amantes da F1 _ desde 19 de julho de 1970, quando a TV Record, com locução de Wilson Fittipaldi, transmitiu o GP da Inglaterra, na estreia de Emerson Fittipaldi.

Com tanta audiência, a Fórmula 1 é um grande veiculo de publicidade e marketing, gerando receitas astronômicas. Em 2007, a empresa que administra a Fórmula 1 deve ter arrecadado US$ 4,3 bilhões. Os direitos de transmissão pela TV das 17 corridas, para 185 países, respondeu por US$ 380 milhões desse total.

Tal fonte de dinheiro, é obvio, não poderia escapar às mãos de Bernie Ecclestone, através da FOM. Desde 2004, todas as emissoras que transmitem as corridas recebem o chamado “sinal internacional” (world feed), gerado pela F1 Comunications, um braço da FOM, criado especialmente para os serviços de televisão. Até 2007, em algumas corridas, a F1 Comunictions se encarregava de toda a transmissão, com equipamentos próprios e usando profissionais locais para compor parte da equipe. Em outros circuitos, ela se associava a emissoras locais, que operavam as câmeras (menos as on-board); faziam o primeiro corte de imagens e enviavam  à FOM. Esta inseria gráficos e vinhetas e jogava a imagem final para sua sede em Biggin Hill, em Londres, e de lá para os satélites que fazem a distribuição mundial. Em 2007, só os GPs do Brasil, Japão e Mônaco não foram gerados integralmente pela F1 Comunications. Em 2008, porém, também o GP do Brasil passou a ser inteiramente produzido pela empresa de Ecclestone, reservando-se, porém, à TV Globo o direito de incluir imagens de suas próprias câmeras.

Essa exceção tem servido de mais um motivo de críticas de brasileiros que não perdem uma oportunidade para criticar as transmissões da Globo e especialmente Galvão Bueno. Um deles diz que a emissora brasileira deveria transmitir na íntegra o “sinal internacional”, mais bem dirigido e com ângulos melhores do que os da Globo. Outros, provavelmente poliglota, usou até um site internacional para criticar a emissora brasileira. Em comentário publicado no site www.formule1complete.com, em 8 de julho de 2007, ele diz:

“A FOA (sic) tem os direitos de transmissão de TV para o mundo inteiro. Mas no Brasil coisas estranhas acontecem, como sempre. A TV Globo, companhia privada que retransmite a temporada da F1 por décadas e trata isso como um monopólio, tendo o senhor Galvão Bueno como âncora para a Fórmula 1, põe material editado durante a transmissão, mostrando Felipe Massa no fim do grid nas primeiras voltas”.