Pontuação

A pontuação dos pilotos nas corridas de Fórmula 1 nem sempre foi a mesma. O regulamento mudou bastante desde o primeiro campeonato, em 1950, até 1991, quando se estabilizou.

Desde 2010, os 10 primeiros colocados pontuam, da seguinte forma:

  1. 25 pontos
  2. 18 pontos
  3. 15 pontos
  4. 12 pontos
  5. 10 pontos
  6. 8 pontos
  7. 6 pontos
  8. 4 pontos;
  9. 2 pontos
  10. 1 ponto

Os critérios de pontuação podem ser divididos em fases:

– De 1950 a 1959: oito pontos para o primeiro, seis para o segundo, quatro para o terceiro, três para o quarto e dois para o quinto. O piloto que fizesse a melhor volta da corrida levava um ponto-extra. Até 1957, os pontos eram divididos entre os pilotos que dirigissem o mesmo carro durante uma corrida (a troca de pilotos durante um GP era permitida até aquele ano).

Em 1960, a pontuação manteve-se como anteriormente do primeiro ao quinto, mas o sexto colocado passou a marcar um ponto. O ponto-extra para a melhor volta foi suprimido do regulamento.

De 1961 a 1990: foi o período mais estável quanto à pontuação. O vencedor passou a ganhar nove pontos em vez de oito e, do segundo ao sexto, as regras foram mantidas: seis, quatro, três, dois e um.

De 1991 a 2002: a Federação Internacional de Automobilismo decidiu aumentar o peso do vencedor, que passou a ganhar dez pontos. Do segundo ao sexto nada mudou: seis, quatro, três, dois e um.

De 2003 a 2009: passaram a pontuar os oitos primeiros colocados: 10,8,6,5,4,3,2,1

A partir de 2010, os 10 primeiros passaram a pontuar, na proporção citada acima.

Descartes

Os descartes de resultados foram usados até a temporada de 1990. Os pilotos consideravam apenas os seus melhores resultados, conforme a tabela a seguir.

Veja como foram os Mundiais, ano a ano:

  •  1950 – valiam os quatro melhores resultados nos sete GPs
  • 1951 – quatro em oito
  • 1952 – quatro em oito
  • 1953 – quatro em nove
  • 1954 – cinco em nove
  • 1955 – cinco em sete
  • 1956 – cinco em oito
  • 1957 – cinco em oito
  • 1958 – seis em 11
  • 1959 – cinco em nove
  • 1960 – seis em dez
  • 1961 – cinco em oito
  • 1962 – cinco em nove
  • 1963 – seis em dez
  • 1964 – seis em dez
  • 1965 – seis em dez
  • 1966 – cinco em nove
  • 1967 – nove em 11
  • 1968 – dez em 12
  • 1969 – nove em 11
  • 1970 – 11 em 13
  • 1971 – nove em 11
  • 1972 – dez em 12
  • 1973 – 13 em 15
  • 1974 – 13 em 15
  • 1975 – 12 em 14
  • 1976 – 14 em 16
  • 1977 – 15 em 17
  • 1978 – 14 em 16
  • 1979 – oito em 15
  • 1980 – dez em 14
  • 1981 – 11 em 15
  • 1982 – 11 em 16
  • 1983 – 11 em 15
  • 1984 – 11 em 16
  • 1985 – 11 em 16
  • 1986 – 11 em 16
  • 1987 – 11 em 16
  • 1988 – 11 em 16
  • 1989 – 11 em 16
  • 1990 – 11 em 16
  • 1991 – 16 em 16
  • 1992 – 16 em 16
  • 1993 – 16 em 16
  • 1994 – 16 em 16
  • 1995 – 17 em 17
  • 1996 – 16 em 16
  • 1997 – 17 em 17
  • 1998 – 16 em 16
  • 1999 – 16 em 16

 

De 2000 em diante passaram a ser considerados os pontos de todos os 17 GPs da temporada.

Na temporada de 1967, o Mundial foi dividido em duas partes e os pilotos foram obrigados a descartar um resultado de cada metade do campeonato. Em 1979, mais uma vez o campeonato foi dividido em dois e só valeram os pontos dos melhores quatro resultados de cada metade. Em 1980, de novo a temporada foi dividida em duas e contaram pontos apenas os cinco melhores resultados de cada metade.

Os critérios de descarte puniram muitos pilotos que fizeram mais pontos que seus adversários em alguns campeonatos, mas acabaram com uma classificação pior nos pontos válidos. Veja quando isso aconteceu:

1950 – O italiano Luigi Fagioli, da Alfa Romeo, terminou o Mundial em terceiro lugar com 24 pontos válidos. Mas ele fez 28 no total, o que lhe daria o vice-campeonato. O beneficiado foi Juan-Manuel Fangio, seu companheiro de equipe, que marcou 27 e não precisou descartar nenhum resultado. O campeão foi Giuseppe Farina, também da Alfa Romeo, com 30 pontos.

1953 – Farina, nesta temporada, marcou 32 pontos, mas teve que descartar seis. Fangio, que fez 29,5, terminou com o segundo lugar porque descartou apenas 1,5. O campeão foi Alberto Ascari, com 34,5 pontos válidos e 46,5 no total.

1962 – O campeão Graham Hill marcou 52 pontos, mas descartou 10. Bruce McLaren seria o segundo colocado, com 32, mas teve que jogar cinco fora e perdeu o vice para Jim Clark, que fez 30 e não descartou nenhum resultado.

1963 – Desta vez o azarado foi Richie Ginther, que marcou 34 mas só teve 29 válidos. Perdeu o vice-campeonato para Graham Hill, que fez os mesmos 29 pontos, não jogou nenhum fora e teve resultados melhores — ficando, portanto, com o segundo lugar, atrás do campeão Jim Clark.

1988 – A primeira grande “injustiça” aconteceu nesta temporada. O vice-campeão Alain Prost marcou mais pontos que o campeão, Ayrton Senna. Foram 105 para o francês e 94 para o brasileiro. Prost, mais regular, teve que descartar 18 pontos. Senna, só quatro. A classificação final, pelos pontos válidos, teve Ayrton em primeiro com 90 e Alain em segundo, com 87.

O título mais “apertado” da história foi o de 1984, decidido entre os dois pilotos da McLaren. Niki Lauda foi o campeão com 72 pontos, contra 71,5 de Alain Prost.

O regulamento prevê pontos pela metade quando uma corrida é interrompida antes de serem cumpridas 75% das voltas programadas. Se um GP tem 71 voltas, por exemplo, os pontos só serão contados integralmente se ela não for interrompida antes da 53ª volta. Se por algum motivo (chuva ou acidente) a direção de prova decidir parar a corrida, os pontos são contados pela metade: cinco para o vencedor, três para o segundo colocado, dois para o terceiro, 1,5 para o quarto, um para o quinto e 0,5 para o sexto.

Em 1984, Prost poderia ter sido o campeão se tivesse chegado em segundo no GP de Mônaco, prova interrompida na 31ª volta quando ele era o líder. Chovia muito e o francês estava prestes a ser ultrapassado por Ayrton Senna quando o diretor de prova Jacky Ickx parou a corrida. Alain marcou apenas 4,5 pontos, quando faria seis se a prova fosse até o fim e ele terminasse atrás do brasileiro. Estes míseros pontinhos lhe tiraram o título.

Percurso

Não basta a um piloto levar seu carro até o fim da corrida para se considerar classificado num GP. Para tanto, ele tem que cumprir pelo menos 90% da distância da prova. Se um GP tem 300 km, por exemplo, para se considerar classificado o piloto tem que percorrer 270 km.

Ele pode até receber a bandeirada em segundo, mas se não tiver cumprido os 90% não marca pontos. Por isso, teoricamente, é possível que uma prova tenha menos do que oito pilotos pontuando. É considerado vencedor o piloto que cumprir o número de voltas estabelecido para cada corrida no menor tempo, ou aquele que cruzar a linha de chegada em primeiro ao final de duas horas de prova, mesmo que o número de voltas não seja atingido. Nenhum GP de Fórmula 1 pode ter mais do que duas horas de duração.

Desempate

Se dois ou mais pilotos ou equipes terminarem o campeonato com o mesmo número de pontos, o critério de desempate é o seguinte:

a)      aquele que tiver maior número de vitórias;

b)      se o número de vitórias for o mesmo, ganha aquele que tiver mais segundos lugares;
se o número de segundos lugares for o mesmo, fica com o título aquele que tiver mais terceiros e assim por diante, até que um campeão seja apurado;

c)      se o empate persistir, a FIA declara um campeão de acordo com critério estabelecido pela entidade em reunião extraordinária de seu Conselho Mundial.

Campeonatos

O Campeonato Mundial é dividido em dois torneios distintos: o Mundial de Pilotos e o Mundial de Construtores. Um piloto pode ser o campeão mesmo correndo por equipes diferentes. Seus pontos são contados individualmente. O Mundial de Construtores existe desde 1958 e nele são somados os pontos dos carros de cada equipe. Se a Red Bull, por exemplo, termina em primeiro e segundo uma prova, soma 43 pontos.