Transmissão

transmissao_01O sistema de transmissão, que passa a potência do motor para as rodas do carro de Formula 1, é constituído de embreagem, caixa de câmbio e diferencial.

A embreagem, que fica entre a caixa de câmbio e o motor e é ligada diretamente a este, permite ligar e desligar o motor da transmissão por intermédio de discos de fricção.

A embreagem é eletro-hidráulica, pesa 1,5 kg, e pode suportar até 500º de temperatura. Para acionar a embreagem, basta apertar um botão no volante e o computador de bordo muda a relação de marcha. .

O diferencial, evita exageros na aceleração. Se, numa saída de curva, o piloto pisar demais, fazendo com que o carro saia de traseira, o diferencial ativo corrige as rotações de cada roda, distribuindo a potência ideal em cada uma, de maneira que o carro permaneça na pista.

O câmbio de um carro de F-1 é a última peça do carro. Fica atrás do motor e sua posição pode ser longitudinal ou transversal. O regulamento exige que os carros tenham não mais de 7 marchas para frente e uma  de ré. A maior parte dos carros têm sete marchas acionadas por botões no volante.

A caixa de marchas

A caixa de marchas

Esse avanço do fim das alavancas foi projetado pelo inglês John Barnard para a Ferrari de 1990. Sua idéia era deixar o piloto mais tempo concentrado em manter a trajetória ideal, brigando menos com o carro. Deu tão certo que hoje todos têm esse tipo de acionamento.

A Fórmula 1 passou também por um curto período de câmbios semiautomáticos que, na verdade, eram totalmente automáticos. Também criado por Barnard, foi desenvolvido e aplicado por todas as grandes equipes. Como num carro de rua, as marchas eram selecionadas pela rotação do motor, mas não era só.

Como os projetistas têm dados de todas as pistas e sabem, de acordo com seus projetos, qual a velocidade ideal de um carro em determinada curva e qual a marcha a ser usada para tomar e sair de uma seqüência de chicanes, por exemplo, era possível programar as trocas de marcha.

Assim, sem que o piloto movesse um dedo, o carro que ia numa reta em sexta marcha “sabia” com qual marcha deveria fazer a curva seguinte, trocando tudo automaticamente. Não era preciso acionar a embreagem. Só tocando a borboleta atrás do volante, o sistema eletrônico acionava a embreagem; reduzia a rotação do motor para o nível necessário à troca de marcha; passava para a marcha requerida e reacelerava o carro. O sistema podia ser desativado em caso de problemas e ai, então, o piloto tinha que mudar as marchas nas borboletas.

Esse dispositivo, o controle de tração, proibido em 1994, porque tirava do piloto muito da responsabilidade de vencer uma prova, foi revigorado em  2001, e proibido de novo em 2008. Em 2000, a Minardi foi a primeira a fabricar câmbio de titânio, com uma diminuição de 5 kg em relação aos de magnésio, usados até então. Em 2001, a Ferrari também usou titânio em partes do seu câmbio.

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Do livro “Bíblia do Carro”