Pit stop historia

Nos primórdios da F1, as paradas nos boxes só acontecimento em caso de, de reparos nos carros ou de trocas de pneus furados ou desgastados além do previsto. O primeiro pit stop da era moderna aconteceu em 1982, no Österreichring, na Áustria, que se transformou no Red Bull Ring.
Foi uma inovação de Gordon Murray, engenheiro da Brabham, e do piloto brasileiro Nelson Piquet Souto Maior. A história da criação é contada por Piquet no livro “A trajetória de um grande campeão”, de Luiz Carlos Lima:
“De uma conversa minha com o Gordon Murray surgiu a ideia de reabastecer o carro e trocar os pneus durante a corrida. Chegamos à conclusão de que poderíamos ganhar até 30 segundos numa corrida, largando com o tanque de combustível pela metade e pneus mais macios. Essa foi a solução que encontramos para a desvantagem que levávamos no início da corrida, com um volume de combustível maior. Montamos o esquema no estilo Indianápolis em tempo recorde. Anunciamos a inovação antes do GP da Inglaterra, em Brands Hatch. Acabamos não usando o esquema que foi montado, transformando nossa primeira experiência num blefe. Mas que deixamos todo mundo preocupado, deixamos. Mesmo assim, larguei e sumi na frente, chegando a abrir 12 segundos do (Niki) Lauda. Mas quebrou uma correia e fui obrigado a parar”.
O histórico pit stop teve seus percalços: os mecânicos responsáveis pelas mangueiras de reabastecimento demoraram a iniciar a operação, perdendo cinco segundos até começarem a colocar gasolina na Brabham BT50. A troca de pneus, com dois mecânicos por roda, foi bem-sucedida, mas, devido ao atraso com as mangueiras, a parada durou 18 segundos. Como a operação não foi das melhores, Piquet voltou apenas na quarta posição. Com Patrese, o outro piloto da equipe, o sistema funcionou e o pit stop durou só 11 segundos.
A partir de 1983, todas as principais equipes copiariam a ideia e passaram a fazer o pit stop.