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Coreia do Sul

Coreia_circuitos

Organização

Nome oficial

Korea International Circuit

Proprietário

Korea Auto Valley Operation (KAVO)

Ficha Técnica

Extensão

5.615 km

Distância

309,155 km

Curvas

18 (11 para esquerda; 7para a direita)

Retas

3

Voltas

55

Sentido

Anti-horário

Capacidade

120.000 espectadores

Primeiro GP

24-10-2010

Fernando Alonso – Ferrari

2h48m20s180 – 109,997 km/h

Volta + rápida

2011

              Sebastian Vettel – Red Bull

1m39s605

Pole

2010

            Sebastian Vettel  – Red Bull

1m35s585

Vencedores

06-10-2013

Sebastian Vettel

Red Bull

1h43m13s701

14-10-2012

Sebastian Vettel

Red Bull

1h36m28s651

16-10-2011

Sebastian Vettel

Red Bull

1h38m01s994

24-10-2010

Fernando Alonso

Ferrari

2h48m20s810

Características

O Circuito Internacional da Coreia do Sul está localizado no Vale Automobilístico da Coreia, no distrito de Sampo, no condado de Yeongam, no sul da província de Jeollanam-do, no sudeste do país, a 370 quilômetros de Seul, capital da Coreia. Jeollanam é o centro do turismo, lazer e negócios da costa sudeste coreana. A região de Yeongam é conhecida como grande produtora de frutos do mar, figo e arroz. O clima é instável, com grandes possibilidades de chuva em outubro, época do GP.

O autódromo foi construído pelo Korea Auto Valley Operation (KAVO), consórcio formado por sete empresas e o governo de Jeolla. Segundo algumas fontes teria custado 264 milhões de dólares, mas um jornal, em denúncia de superfaturamento na construção, diz que a obra consumiu pelo menos 400 milhões de dólares, O contrato assinado com a Formula One Management (FOA) para a promoção do GP da F1 tem duração até 2017, com opção para renovação até 2021. Em 2011, o circuito também será local do Korea Super Prix, disputado pela última vez em 2003, no Chang City Raceway. A Coreia do Sul tem mais dois autódromos _ em Yongin, na periferia de Seul, e Taeback, em Ganwon _ que não têm as condições exigidas pela FIA para corridas da F1,

O projeto e a construção do Circuito de Yeongam foram conduzidos pelo designer alemão Hermann Tilke, famoso por outros circuitos. Nesse, ele se inspirou em símbolos coreanos.  A cobertura das arquibancadas é inspirada nos beirais da “hanok”, tradicional estilo de casa da Coreia. Na pista, ele criou setores com seqüências de curvas iguais aos dos mais tradicionais circuitos da F1.

A pista de Yeongam está dividida em duas partes, uma permanente ao norte, de 3.045 km, entre as curvas 3 e 12, que lembra o formato de um chapéu, e outra temporária, ao sul, ao longo do cais do porto, incorporando trechos de ruas. Para o GP, as pistas são emendadas, para completar a extensão de 5.615 metros e formar a segunda pista mais longa do F1, atrás apenas de Monza, com 5.790 metros. No trecho temporário, expectadores nas calçadas, hotéis e iates podem ver os carros passarem pela reta de 1.200 metros em 1m32s, a 130 km/h.

A pista coreana é uma das cinco da F1 com direção contra os ponteiros do relógio. As outras são Interlagos, Cingapura, Abu Dhabii e Istambul. É um traçado exigente desafiador e complicado, com três setores completamente diferentes, combinando retas rápidas e curvas apertadas. No primeiro setor, que vai da linha de largada até a entrada da curva 7, os pilotos podem conseguir altas velocidades; no segundo, que termina entre as curvas 12 e 13, há curvas rápidas, e no terceiro as curvas 13 a 18 são mais lentas.

O circuito tem três retas. A primeira vai da linha de largada até a curva 1; a segunda, ao longo do porto, a mais longa das pistas da Ásia, com 1,2 km, vai da curva 2 à 3 e ali os carros podem chegar a 315 km/h. A terceira, a menor, está entre as curvas 3 e 4, logo depois de um grampo.

As 18 curvas, 11 para a esquerda e 7 para a direita, formam um complexo de grampos lentos e cantos de alta velocidade. Entre as curvas 7 e 9, os pilotos podem poupar os freios e na 8 podem chegar a 235 km/h. A 3, a mais lenta da pista, deve ser tomada, no máximo, a 65 km/h. A última curva é bastante perigosa, pois, na saída,  tem muros dos dois lados, que impedem que o piloto veja o que vem pela frente. E pode bater no carro da frente que estiver indo para o box ou, se não conseguir contornar a curva e ir em frente, pode chocar-se com o muro no lado externo da pista. Nas simulações, previa-se que a volta na pista seria feira em torno de 1m44s e, na primeira corrida, Sebastian Vettel fez a melhor volta em 1m35s585.

A Coreia do Sul foi admitida na Fórmula 1 em 2006 e as obras do novo autódromo começaram em novembro de 2007 e tinham conclusão prevista para dezembro de 2009. Problemas administrativos e chuvas, porém, atrasaram a construção e o GP esteve ameaçado de cancelamento. Depois de vários adiamentos, só no dia 11 de outubro de 2010, 11 dias antes do primeiro treino oficial, os inspetores da FIA fizeram a vistoria final e autorizaram a realização da corrida. A pista foi considera satisfatória, mas os organizadores coreanos lamentavam que a falta de infraestrutura para receber o público.

O primeiro GP da Coreia do Sul foi iniciado sob forte chuva e o safety car esteve na pista nas primeiras 10 voltas e depois disso a prova teve de ser suspensa por 48 minutos, devido à falta de aderência. A corrida foi reiniciada de novo com o safety car e ele teve de voltar à pista ainda mais duas vezes, a última da 31ª à 36ª volta. O espanhol Fernando Alonso aproveitou-se dos problemas dos adversários (9 pilotos tiveram que abandonar e Sebastian Vettel teve o motor estourado) e ganhou a corrida, seguido de Lewis Hamilton e Felipe Massa. No dia 15 de outubro de 2011, já bicampeão do mundo, Sebastian Vettel venceu o GP da Coreia. Depois de sair em 2º no grid, o piloto alemão ultrapassou o pole Lewis Hamilton e chegou tranquilamente à sua 10ª vitória do ano. No dia 14 de outubro de 2012, Vettel repetiu a dose. Conquistou sua 3ª vitória seguida e ultrapassou Fernando Alonso na classificação do campeonato. Em 2013, o GP da Coreia foi um passeio de Sebastian Vettel, da Red Bull, pela pista do Circuito de Yeongam, a sua terceira vitória consecutiva, a oitava da temporada.. A corrida teria sido monótona, não fossem três incidentes que alteraram a situação dos envolvidos e o resultado final. Começou com Felipe Massa rodando na primeira curva, para não tocar em Hamilton, ao tentar passar por Fernando Alonso e Esteban Gutierrez. O brasileiro caiu para o último lugar e acabou fazendo uma boa corrida de recuperação, com boas ultrapassagens, para chegar em 9º. Na volta 28, ao deixar o vácuo para ultrapassar o companheiro de equipe, Lewis Hamilton, Nico Rosberg tirou faísca ao tocar a pista com a asa dianteira e teve de ir para o box para trocá-la. O incidente provocou a entrada do safety car entre as voltas 33 e 36, para retirada dos detritos, e na relargada aconteceu um acidente mais grave, mas felizmente sem maiores consequências. Na primeira curva, Adrian Sutil rodou bateu em Mark Webber, que era o 11º colocado e acabara de fazer sua terceira parada, e tirou o australiano da prova. O KERS de Webber provocou incêndio no carro, mas ele saiu a tempo de não ser atingido pelas chamas.

Velocidades

Registros da FIA:

Circuito Coreia do Sul

Circuito Coreia do Sul

Trecho

Setor

DST

F G

Marcha

Velocidade

Tempo

Largada

3.6

7

186,300

Detecção

Entrada/Curva 1

Curva 2

1.5

4

200,125

Início da Reta

0.1

5

250,155

Ativação

Saída/Curva 2

Meio da Reta

0.2

6

295,183

Final da Reta

0.1

7

304,188

Curva 3

2

81,50

Entrada/Curva 4

0.2

6

292,181

Curva 4

2

87,54

Curva 6

2.0

2

54,52

Curvas 6 e 7

52,0s

Curva 8

3.5

5

189,290

Entrada/Curva 9

0.2

5

183,295

Entre Curvas 9/10

2.2

5

153,247

Entrada/Curva13

5

146,235

24.0

Saída Curva 14

4

122,197

Curva 16

2.1

4

98,158

Curva 18

1.4

6

270,168

Chegada

19s5

1m35s5

Para mais detalhes e informações técnicas, acesse:

 http://www.fia.com/championship/formula-1-world-championship/gp-korea-track-guide

Uma volta com Luiz Razia

“A primeira curva é muito lenta e é fácil perder o controle do carro e ir para a grama. O importante é frear o mais tarde possível e buscar potência para saída rápida para a curva 2. Após uma reta bem longa, chegamos à curva 3, que também é de velocidade muito baixa. O importante é se concentrar na frenagem e no torque.

No caminho para a curva 4, alcançamos a sétima marcha. È uma curva lenta para a esquerda, mas é preciso para se preparar visando as curvas 5 e 6, uma sequencia muito importante para manter o ritmo e não perder tempos, pois é muito fácil isso acontecer nas partes mais lentas, pois se passa mais tempo nelas do que nos setores velozes.

Depois disso, iniciamos o melhor setor do circuito: as curvas 7 e 8 são como um grande “S” de pé embaixo. A curva 9 nos fazemos em 4ª marcha, com velocidade mínima de 200 km/h, seguida por uma área de frenagem traiçoeira para a curva 10, pois você precisa cortar para a esquerda de olho na melhor linha para essa curva, feita em 3ª marcha.

Chegando perto das curvas 11 e 12, é preciso focar uma linha suave, sem excessos ou você estará numa posição muito ruim para a curva 12. São setores muito rápidos, mas bem difíceis, porque você quer carregar uma boa velocidade na 11, mas a 12 é apenas poucos metros depois. A curva 13 é praticamente flat, feita em 5ª marcha, levando para o setor final.

A sequencia das curvas 14,15 e 16 é de média velocidade e é preciso um ótimo ritmo aqui. Quando você está na tomada para a curva 15 é crucial se preocupar com a saída da curva, pois a partir daí é aceleração plena até a linha de chegada.” (Adaptado do site http://www.espbr.com)

Yeongam
http://www.marca.com/2013/10/05/multimedia/graficos/1380924040.html