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Hungaroring

Hungaroring_circuitos

Organização

Nome oficial:

Hungaroring

Organizador

Hungaroring Sport Rt

Endereço:

2146 Mogyorod Pf 10 – Budapeste – Hungria

Tel: (+36) 330040/330161

Fax : (+36) 28 300080

www.hungaroinfo.com/formel1

Ficha Técnica

Extensão

 4.381,08metros

Voltas

70  (306.458 km)

Curvas

14

Sentido

horário

Capacidade

120. 000 espectadores

Primeiro GP

10 /08/ 1986,

 vencido por Nelson Piquet

Pole

2017

Sebastian Vettel – Ferrari

1m16s276

Volta mais rápida

2004

Michael Schumacher – Ferrari

1m19s071

Vencedores

Data

Vencedor

Equipe

Tempo

2017

Sebastian Vettel

Ferari

1h39m46s713

24-07-2016

Lewis Hamilton

Mercedes

1h40m30s115

26-07-2015

Sebastian Vettel

Ferrari

1h460m9s985

27-07-2014

Daniel Ricciardo

Red Bull

1h53m05s058

28-07-2013

Lewis Hamilton

Mercedes

1h42m29s445

29-07-2012

Lewis Hamilton

McLaren

1h41m05s503

31–07-2011

Jenson Button

McLaren

1h46m42s337

01-08-2010

Mark Webber

Red Bull

1h41m05s571

26-07-2009

Lewis Hamilton

McLaren

1h38m23s876

03-08-2008

Heikki Kovalainen

McLaren

1h37m27s067

05-08-2007

Lewis Hamilton

McLaren

1h35m52s991

06-08-2006

Jenson Button

Honda

1h52m20s941

31-07-2005

Kimi Raikkonen

McLaren

1h37m25s552

15-08-2004

Michael Schumacher

Ferrari

1h35m26s131

24– 8-2003

Fernando Alonso

Renault

1h39m01s460

18–08-2002

Rubens Barrichello

Ferrari

1h41m49s001

19-08-2001

Michael Schumacher

Ferrari

1h41m49s675

13-08 -2000

Mika Hakkinen

McLaren

1h45m33s869

15- 8-1999

Mika Hakkinen

McLaren

1h46m23s536

16-08-1998

Michael Schumacher

Ferrari

1h45m25s550

10-08-1997

Jacques Villeneuve

Williams

1h45m47s149

11- 0 -1996

Jacques Villeneuve

Williams

1h46m21s134

13-08-1995

Damon Hill

Williams

1h46m25s721

14-08-1994

Michael Schumacher

Benetton

1h48m0s185

15-08-1993

Damon Hill

Williams

1h47m39s098

16-08-1992

Ayrton Senna

McLaren

1h46m19s216

11-08- 991

Ayrton Senna

McLaren

1h49m12s796

12-08-1990

Thierry Boutsen

Williams

1h49m30s597

13-08-1989

Nigel Mansell

Ferrari

1h49m38s650

07-08-1988

Ayrton Senna

McLaren

1h57m47s081

09-08-1987

Nelson Piquet

Williams

1h59m26s793

10-08-986

Nelson Piquet

Williams

2h00m34s508

Características

Nos anos 1980, quando resolveram promover corridas de F1, os húngaros pensavam na realização de uma prova pelas ruas de Budapeste. Logo, porém, decidiram pela construção de um circuito, num vale natural a 19 quilômetros da cidade, ao longo da rodovia M3, perto da cidade de Mogyoród. Hungaroring começou a ser construído em 1985 e já no ano seguinte recebeu o seu primeiro GP e um público de 200 mil pessoas.

De qualquer ponto, o vale permite visão de 80% da pista, por isso é chamada “the Shallow Plate” (numa tradução livre, “prato raso”, pois os expectadores veem a corrida como se estivessem sentados na borda de um prato imaginário).

No primeiro GP, em 1986, a distância total da pista era de 4.013,786 metros e com pequena alteração feita em 1989, com a supressão de uma combinação de curvas, a pista foi reduzida para 3.968 metros, tornando-se mais rápida e abrindo uma oportunidade extra para ultrapassagem.

Com novas modificações feitas em 2003, a reta de largada/chegada passou de 986,29 metros para 788,9 metros e o comprimento total do circuito passou para 4.384,08 metros. A diferença entre o ponto mais alto e o mais baixo da pista é de 36 metros. A maior inclinação é de 6.2%. No seu ponto mais largo a pista tem 15 metros e nos outros varia entre 10 e 11 metros.

O único charme desse circuito é o fato de ter sido o primeiro do Leste Europeu a receber uma corrida de Fórmula 1, ainda na época da Cortina de Ferro. Segundo o ex-piloto inglês Martin Brundle, Hungaroring é  “um circuito de rua, sem casas em volta”.

A pista, de média para baixa velocidade, tem características odiadas pelos pilotos, especialmente a quase impossibilidade de ultrapassagens. O único ponto favorável é a curva que fica no fim da reta dos boxes. No resto do circuito, não há nenhum trecho em que seja fácil passar. Por isso são muito comuns as filas indianas, o famoso “trenzinho”, com um piloto segurando os carros que vêm atrás, mesmo que estes sejam bem mais velozes.

O asfalto é bem ondulado e abrasivo e a pista está, geralmente, muito suja. Como é mais usada pelo motociclismo, vive recebendo adaptações para a Fórmula 1. Pneus sempre representam um problema em Hungaroring, até porque a corrida é realizada no auge do verão europeu, com temperaturas altíssimas.

O GP da Hungria é lembrado por alguns  fatos importantes. O primeira deles, a ultrapassagem histórica de Piquet sobre Senna, em 1986, por fora, na primeira curva. Depois, a conquista do título de 1989, por Nigel Mansell, cinco corridas antes do fim da temporada, num ano em que a Williams dominou o campeonato com grande facilidade. Foi lá também que Fernando Alonso tornou-se, em 2003, o mais jovem vencedor de GP da história da F1, venceu de ponta a ponta, 17 segundos à frente de Kimi Raikkonen. Em 2009, no dia 25 de julho, durante a segunda etapa de classificação, Felipe Massa foi atingido na cabeça por uma mola que escapou do carro de Rubens Barrichello. Felipe teve um grave ferimento no olho, e ficou fora das pistas até o início do campeonato de 2010.

Volta da FIA

Hungaroring

Hungaroring

O circuito de Hungaroring tem 14 curvas, conhecidas apenas por números. Conforme registros da FIA as velocidades médias em vários pontos da pista são as seguintes:

Trecho

Setor

DST

Força G

Marcha

Velocidade

Tempo

Largada

0.1

6

295

Saída/Curva 1

-1.2

5

205

Reta/Início

-3.5

5

250

Reta/Final

1

-1.0

6

290

29.2

Curva 5

-3.0

3

150

Curva 6/7

-2.2

3

100

Curva 9

2.7

4

170

Curva 11

1.5

6

270

Meio da Reta

2

28.8

Final da Reta

0.5

6

280

Meio Curvas 13/14

Detecção

Início da Reta (Curva 14)

Ativação

0.0

5

212

Chegada

3

22.9

1.20.9

Registros da FOM (FG, Marcha, velocidade)  – Reta – 0.2, 7, 291; Curva 1 – 2.36, 2, 93; Saída Curva 1 – 1.29, 5, 230; Curva 2 – 2.14, 2, 108; Curva 3 – 3.93, 5, 224; Entrada.Curva 4 – 0.96, 7, 281; Curva 4 – 3.61, 5, 209;  Entrada Curva 5 – 0.34, 5, 240;  Curva 5 – 2.63, 3, 148; Entrada Curva 6 – 0.42, 5, 241; Curvas 6/7 – 1.64, 5, 105; Saída Curvas 6/7 –  2.37, 2, 139; Curva 8 – 2.48, 4, 171; Curva 9 – 2.52, 3, 154; Curva 10 – 2.90, 5 , 243; Curva 11 – 2.42, 4, 249; Entrada Curva 12 – 0.22, 6, 271; Curva 12 – 1.73, 2, 113; Entrada Curva 13 – 1.23, 4, 218; Curva 13 – 2.14, 2, 100; Entrada Curva 14 – 0.98, 4, 198; Curva 14 – 2.75, 3, 132.

Para mais detalhes e informações técnicas, acesse:

http://www.fia.com/championship/formula-1-world-championship/hungary-gp-track-guide

Momentos

 

1986 – Nelson Piquet faz, sobre Ayrton Senna, uma das ultrapassagens mais marcantes e mais lembradas da F1. Os dois disputam a ponta. Piquet sinaliza, várias vezes, ultrapassagem por dentro. Quando, mais uma vez, Senna espera o ataque por dentro, Piquet ataca por fora, deixa para frear no limite e completa a ultrapassagem derrapando sobre as quatro rodas, com o carro de lado, não deixando espaço para Senna.

1989 – Depois de largar na 12ª posição, Nigel Mansell faz uma bela ultrapassagem sobre Senna, vence o GP e torna-se campeão do mundo, faltando cinco corridas para o término do campeonato

1990 – Thierry Boutsen resiste aos ataques de pelo menos cinco carros, mas lidera de ponta a ponta e vence  Ayrton Senna por  290 milésimos.

1992 – Senna larga em primeiro e Alain Prost é apenas o 7°, mas o brasileiro cruza a linha de chegada só 519 milésimos a frente do francês. Na volta 48, na primeira curva, poucos segundos após ter sido ultrapassado por Prost, Senna, dá o troco em uma manobra classificada por Ken Tyrrell como a mais bela que já havia visto na F1.

 2003 – A suspensão do carro de Barrichello estoura na reta e o piloto vai “como passageiro” contra a barreira de pneus. A Ferrari alega que a quebra se deveu à “maneira não usual” com que o piloto atacava as zebras.

2005 – Kimi Raikkonen vence, à frente de Michael Schumacher, enquanto Fernando Alonso, depois de um erro inexplicável, termina na 11ª posição.

2007 – No treino de classificação, Fernando Alonso demora-se no pit stop, para evitar que Lewis Hamilton tenha tempo de fazer a volta boa e é punido com a queda da pole para a 6ª posição no grid. E para completar seu castigo, Hamilton vence a corrida.

2009 – No dia 25 de julho, durante a segunda etapa de classificação para o GP da Hungria, na entrada da curva 5, Felipe Massa foi atingido na cabeça por uma mola que escapou do carro de Rubens Barrichello. Felipe teve um grave ferimento no olho, cuja gravidade não foi maior devido à proteção do capacete. O brasileiro ficou fora das pistas até o início do campeonato de 2010.

2010 – O GP da Hungria de 2010 teve muita confusão e erros dos pilotos. Na primeira rodada de pit stops, o carro de Adrian Sutil, que saia do box, bateu no de Robert Kubica , que chegava para oca de pneus, Nico Rosberg perdeu um pneu quando deixava a pit lane. Só Kubica permaneceu na pista, mas foi punido por causa da batida. O vencedor da corrida foi Mark Webber, que assumiu a liderança do campeonato.

2011 –  Mais feliz na escolha dos pneus para a chuva intermitente, Jenson Button  venceu a sua 200ª corrida na F1. Hamilton errou ao colocar pneus intermediários pouco antes da chuva, teve de fazer seis paradas nos boxes e acabou em 4º lugar.  Button manteve pneus para pista seca, fez só três paradas.

2012 – Um problema no sistema de sinalização obrigou os pilotos a fazerem duas voltas de apresentação. Michael Schumacher deixou o caro morrer e largou dos boxes. Lewis Hamilton, o pole position, liderou a prova até o fim. A surpresa foi o segundo lugar de Romain Grosjean e Fernando Alonso, que tinha sido o 6º no grid, chegou em 5º e aumentou a vantagem sobre Mark Webber na classificação geral: 164 a 124 pontos.

2013 – Lewis Hamilton ganhou a sua primeira corrida da temporada, a 30ª da carreira e a 4ª em Hungaroring, no GP da Hungria, que já havia vencido em 2007, 2009 e 2012. Foi o primeiro piloto inglês a vencer com um carro da Mercedes, desde Stirling Moss, em 1956. A Mercedes obteve a sua terceira vitória (as outras duas foram de Nico Rosberg) e, como Hamilton, manteve-se na disputa pelo título do campeonato.

2014 – Numa corrida decidida nas últimas 4 voltas, Daniel Ricciardo foi o vencedor do GP da Hungria, contra o favoritismo dos imbatíveis carros da Mercedes. Nico Rosberg, pole position, perdeu o momento de entrar nos boxes, na entrada do safety car, deixou a liderança e não conseguiu se recuperar, terminando na 4ª posição. Fernando Alonso, mesmo com carro nitidamente menos potente e pneus desgastados só cedeu o 1º lugar a Ricciardo a duas voltas do final. Mas a sensação da corrida foi Lewis Hamilton, que largou dos boxes, chegou a liderar a prova e terminou em 3º. Na véspera, seu carro se incendiou, devido a vazamento de combustível e ele não passou para o Q3. Como ele teria de largar da 15ª posição, a equipe decidiu por trocar o motor e, apesar disso obrigá-lo a sair da linha dos boxes. A ousadia funcionou. Durante a corrida, apesar da garantia de que depois ele poderia recuperar a posição, Hamilton se recusou a atender ordem da equipe para dar passagem a Rosberg, que precisava trocar pneus. A essa altura do campeonato, os dois pilotos da Mercedes disputavam o título da temporada, numa batalha evidente na pista e outra não declarada fora dela.

2015 – O GP da Hungria de 2015, no dia 26 de julho, terminou de forma surpreendente, com a vitória de Sebastian Vettel, daFerrari, e com os dois pilotos da Mercedes, os favoritos, fora do pódio. O piloto alemão venceu de ponta a ponta, em 1h46m09s985, e igualou-se a Ayrton Senna, com 41 vitórias na carreira. Na segunda colocação também houve surpresa, com o russo Daniil Kvyat, da Red Bull, conquistando o seu primeiro pódio. Daniel Ricciardo, também da Red Bull, que fez a volta mais rápida da corrida, 1m24s821, foi o terceiro colocado.

2017 – Sebastian Vettel venceu, com o tempo de 1h39m46s713, o Grande Prêmio da Hungria, no dia 30 de julho e aumentou para 14 pontos a vantagem sobre Lewis Hamilton na classificação da temporada da Fórmula 1. O piloto alemão chegou a 202 pontos e o rival, 4º colocado na prova, passou a 188. Foi a 46ª vitória de Vettel. Na véspera, ele conquistou a pole position, com o tempo de  1m16s276 bateu o recorde da pista, que era dele mesmo, obtido em 2010, com 1m18s773. O brasileiro Felipe Massa não correu devido a doença e foi substituído por Paul Di Resta

Uma volta com Pedro de La Rosa

“Esta é, definitivamente, uma das pistas mais lentas do Campeonato. Parece mais um circuito de kart do que de Grande Prêmio, mas é bastante – agradável. A primeira curva, depois da reta dos boxes, é de descida e quando se breca na curva, tomada em 2ª marcha, é muito fácil perder a traseira. Há poucas retas longas neste circuito, por isso, é preciso estar atento o tempo todo. A terceira curva, à esquerda, de segunda velocidade é de novo muito lenta e se tem que frear forte ao chegar nela e retomar a potência na saída o mais rápido possível, para tentar chegar à curva seguinte, à direita, pisando fundo.

Em seguida vem uma reta longa, onde se pode ser surpreendido e ultrapassado. Nesse ponto, a gente sobe para a 6ª marcha e logo volta à 4ª para uma bonita curva à esquerda, com entrada cega e muito próxima da curva seguinte. Esta é outra curva de 2ª, onde se tem que manter a linha pelo lado interno, pois perdendo-a, perde-se velocidade, e não há como recuperá-la. Essa curva nos leva a uma chicane muito lenta, na qual se entra em 4ª velocidade e logo se baixa para 2ª, usando todo o lado e buscando uma linha reta. Então, se sobe para a 4ª e logo se volta à 3ª para uma curva de média velocidade à esquerda, que na verdade são duas curvas e a gente quase passa reto entre a da direita e a da esquerda. É preciso usar toda a pista na curva à esquerda, para não perder a linha na curva à direita.

Não é uma curva rápida, mas é gostosa de fazer e logo a gente acelera, saindo em 4ª para uma rápida virada à direita, numa curva de 90 graus, onde se tem que manter a velocidade lá em cima. É uma curva na qual quanto mais emborrachada esteja a pista, mais rápido a gente pode andar a cada volta. Depois dela, sobe-se à 5ª marcha e logo se volta à 3ª, para uma chicane rápida, usando a zebra e a grama, geralmente muito cheia de poeira. A curta reta em seguida é suficientemente rápida para a gente poder ir à 5ª marcha, mas logo depois é preciso baixar para a 2ª, numa uma curva lenta à esquerda, antes de acelerar na saída. Sempre há má tração na saída dessa curva e é preciso dar muita potência para se conseguir alguma velocidade na reta dos boxes. O circuito todo é muito lento”

O circuito na visão de Reginaldo Leme

“Corrida na Hungria, a gente sabe, é aquele trenzinho de sempre. Hungaroring é o único circuito permanente que tem configuração parecida com o de Mônaco, apenas sem os guard rails tão próximos da pista, como acontece em todo circuito de rua. Quanto às curvas lentas, não há grande diferença.

Mesmo com as modificações, que garantem 416 metros a mais no circuito, as ultrapassagens só podem acontecer na reta dos boxes e, assim mesmo, se o carro da frente for bem mais lento. Curvas de alta não existem e a pressão aerodinâmica usada nos carros é quase a mesma de Mônaco. Em alguns trechos a pista é bem ondulada. A escolha dos pneus é o trabalho mais importante, porque o tipo de asfalto provoca desgaste excessivo. Ultrapassagens acontecem mais nos pit stops do que na pista”.