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Valência

Organização

Nome oficial Valencia Street Circuit (Circuito de Rua de Valência)
Organizador Walmor Sports
Endereço José Aguirre, 40 3º Dcha. 46011 Valencia

Tel: +34 96 316 40 07

Fax: +34 96 367 87 60

Email: info@valenciastreetcircuit.com

Ficha Técnica

Extensão

5.419 metros

Distância

308,883 km

Voltas

57

Curvas

24

Sentido

horário

Extensão da pit lane

657 m

Capacidade

90;000 espectadores

Recorde da prova

2008

Felipe Massa – Ferrari

1h35m32s330 – 194,735 km/h

Volta + rápida

2009

Timo Glock – Toyota

1m38s683 – 198,454 km/h

Pole recorde

2010

Sebastian Vettel – Red Bull

1m36s975

Vencedores

Data Piloto Equipe Tempo
24-06-2012 Fernando Alonso Ferrari

1h44m16s649

26-06-2011 Sebastian Vettel Red Bull

1h39m36s169

27-06-2010 Sebastian Vettel Red Bull

1h40m29s571

23-08-2009 Rubens Barrichello Brawn

1h35m51s289

24-08-2008 Felipe Massa Ferrari

1h35m32s339

Circuito

O Circuito de Valência é, desde 2008, o local da disputa do GP da Europa de Fórmula 1, que antes foi disputado em Brands Hatch (1983 e 1985), Donington Park (1993), Jerez de la Frontera (1994 e 1997) e Nurburgring (1984, 1995, 1996 e de 1999 a 2007).

Localizado na área do Porto de Valência, cujo entorno foi remodelado para a Copa América de Vela, é um circuito de rua, como os de Mônaco, Cingapura, Canadá e Austrália, desenhado pelo engenheiro alemão Herman Tilke, que também projetou os edifícios de infra-estrutura.

A obra foi financiada pela administração da cidade, que destinou 60 milhões de euros para as obras de adaptação da área e construção das dependências do autódromo. O GP é organizado pela empresa Walmor Sports, presidida por Jorge Roig, presidente também do clube de futebol Valência e de outras três companhias, e que tem como sócios o grupo financeiro Bancaja e o ex-motociclista de estrada Jorge Martinez Asparde, que dirige o Campeonato Mundial de Motociclismo. A empresa, responsável pela montagem e desmontagem do circuito e que detém os direitos comerciais e esportivos da prova, tem contrato com a Fórmula One Management para promover a corrida até 2015.

O circuito utiliza as ruas que contornam o porto, inclusive uma ponte elevadiça de 140 metros, em frente ao cais, que estava desativada e foi restaurada, para dar passagem aos carros. Para não prejudicar a visão do “Veles e Vents” (Velas e Ventos), edifício que serviu de sede da organização da Copa América, sobre o canal foi construída uma ponte giratória. Uma lamina d’água e até uma piscina particular foram cobertas de asfalto para.abrir passagem para os carros.

O circuito era assim descrito (em tradução adaptada) pelo jornal espanhol “El País”, antes da inauguração:

“O circuito urbano de Valência atravessará a zona do Grão, rodeará as docas interiores do porto da cidade e  a remodelação urbana do bairro de Nazaré, que será feita entre a estrada de ferro, o antigo leito do Turia e o porto. A  pista terá 4.473 metros, com largura média de 14 metros. Os boxes e a reta de largada/chegada ficarão no armazém 4 do porto. O traçado seguirá rodeando as docas, no sentido do horário, pela via perimetral, até chegar à à “Grua Cabria”, onde se aproxima da borda do porto.

Em continuação, atravessa a orla de Foredeck, cheia de palmeiras, para passar à esplanada antes da Marina Norte, ali com curvas “lentas” que se aproximam perpendicularmente do canal de acesso ao cais, para cruza-lo através de uma ponte giratória. Da Marina Sul, o traçado segue perto do cais, acompanhando a curva que este faz, para entrar na ponte elevadiça, junto ao muro que separa a marina de lazer do porto comercial.

Depois de passar junto o mercado dos pescadores, ele se afasta das docas pela porta de Astilleros, indo em direção à ponte do mesmo nome, mas antes de chegar, gira à direita a 90º para entrar no nova zona urbana de Grão. Aqui, o traçado bordeja o antigo leito do rio Turia até chegar à estrada de ferro, onde uma curva em grampo passa junto ao cemitério de Grão e se dirige ao norte, em busca do prolongamento da avenida Francia.

Ao chegar a esta nova avenida, vai pelo lado direito, cruza a rótula que no futuro servirá de ligação desse bairro com o de Moreras, e passa por um jogo de curvas em “S”, para evitar alguns edifícios ainda existentes na região. Finalmente, passa pela avenida Engenheiro Manuel Soto e com um giro à esquerda entra de novo na reta de chegada, dentro do porto e perto das docas”.

 Pista

Os espanhóis diziam que o Circuito de Valência acaba com a concepção de circuitos urbanos lentos e carentes de emoção, pela dificuldade de ultrapassagem, pois seria “um dos mais rápidos do Mundial da F1 e seu desenho, com largura de 14 metros, permitiria ver espetaculares manobras de ultrapassagem”. E três momentos são indicados para a ultrapassagem: com aceleração na curva 10, de 181 km/h, que pode ser a chave para uma volta rápida; a freada atrasada e a passagem por dentro na Curva 12, de mão direita, de 90°, e nova freada retardada, na 17, uma curva apertada, que pode ser feita a 312 km/h,  depois de uma longa reta.

Depois do GP de 2008, por exigência da FIA, foram feitas várias modificações no circuito, entre elas retirada do muro de concreto no fim da saída dos boxes; aumento das áreas de escape e colocação de grama em algumas delas; afastamento dos muros nas curvas 3,9,10 e 14; transferência das aberturas nos muros das curvas 7 e 11 para o outro lado do circuito; retirada das zebras da chicane entre as curvas 4 e 5 e revestimento da pit lane  com resina de alta aderência.

 Volta virtual 

O site Valencia F1 descreve assim uma volta no circuito:

“Partimos da linha de saída deixando à direita o Armazém 4, onde serão instalados boxes. Aceleramos fundo uns 300 metros para tomar a uma rápida curva à direita, passando diante da Estação Marítima, popularmente conhecida como “Prédio do relógio”.

Depois de percorrer algo mais de 300 metros, freamos fundo, para negociar a chicane da Grua Cabria, que nos conduz a um trecho reto de uns 200 metros pelo cais, para voltar a negociar outra chicane esquerda-direita, que nos conduz ao palmeiral, depois de passar diante do impressionante “Veles i Ventes” (Velas e Ventos – edifício ultra moderno que serviu de centro de imprensa na América’s Cup)).

Aceleramos fundo 500 metros, para girar 90º à direita e encarar a reta sobre a ponte giratória: um trecho de uns 260 metros que nos levará, depois de outra virada.à direita, à parte mais rápida do circuito: o bulevar Este. A uns mil metros à frente, começamos traçando uma parabólica à esquerda, que passa a converter-se em uma reta ao final da qual se esperam as velocidades mais altas do circuito: 232 km/h.

Freamos rápido para negociar uma sucessão de viradas direita-esquerda-direita, até chegar ao trecho do rio, de uns 900 metros, que acaba em uma impressionante curva à direita de quase 180° Aceleramos fundo, ligeira curva à esquerda e depois de uma centena de metros, curva à direita que nos conduz a um trecho de uns 850 metros, reto, à exceção de alguns curvas esquerda-direita-esquerda, em sua parte central. Para finalizar nossa volta, passaremos por uma curva à esquerda, em frente ao armazém dos pescadores, que nos deixará na reta de chegada.”

Volta da FIA (atualizada em 2012)

circuito_valencia_01

Trecho

Setor

DST

F G

Marcha

Velocidade

Tempo

Chegada Curva 1

-0.1

6

290

Curva 2

-2.0

2

85

Curva 6

0.5

5

240

Entrada Curva 7

Detecção

Curva 7

1

26.3

Meio Curva 7/8

-1.0

7

300

Curva 10

2.0

2

80

Entrada Curva 11

Ativação

Curva 11

2.2

6

280

Meio da Reta

-0.5

7

310

Final da Reta

0.0

7

315

Curva 12

-2.0

2

76

Curva 14

3.0

4

175

Aproxim. Curva 17

2

44.9

Curva 18

0.2

4

170

Chegada

3

27.7

1.38.9

Para mais detalhes e informações técnicas, acesse:

http://www.fia.com/championship/formula-1-world-championship/european-gp-track-guide

Volta de Mark Webber

Trecho Força G Marcha Velocidade
Curva 1 2.53 6 290
Curva 2 2.00 2 85
Curva 3 1.96 3 150
Curva 4 2.30 3 113
Curva 5 1.84 3 116
Curva 6 2.80 5 240
Curva 7 1,00 7 300
Curva 8 1.97 2 80
Curva 9 1.91 3 148
Curva 10 1.39 2 80
Curva 11 2.20 6 280
Curva 12 2.00 2 76
Curva 13 2.19 3 144
Curva 14 3.00 4 175
Curva 15 0.00 5 207
Curva 16 2.00 6 280
Curva 17 2.00 2 76
Curva 18 3.21 4 171
Curva 19 2.81 5 228
Curva 20 3.60 6 247
Curva 21 1.63 6 283
Curva 22 2.31 7 290
Curva 23 1.65 7 292
Curva 24 2 5 195
Curva 25 1.96 2 68

Protestos

A construção do circuito teve forte oposição de moradores da área e dos ecologistas. Alegavam que o investimento não se justificava em uma cidade com problemas nos serviços públicos básicos; que o circuito afetaria zonas habitadas e áreas verdes e prejudicaria o acesso aos bairros vizinhos. Condenavam também a nova obra, tendo em vista que a apenas 25 quilômetros da cidade já havia um circuito com as especificações técnicas exigidas pela Fórmula 1. É o “Circuito da Comunidade Valencia Ricardo Tromo”, localizado no município de Cheste, com capacidade para 120.00 espectadores e que é usado para treinos por várias equipes da F1.

Valência, capital da Comunidade Valencia e da província de Valência, terceira cidade espanhola, pela população e importância, tem 797.654  habitantes no município e 1.738.690 na área metropolitana.

Momentos

2008 – O primeiro GP da Europa na nova pista foi uma corrida monótona, que teve só três ultrapassagens e ainda assim entre os últimos colocados. Felipe Massa foi o pole position e liderou durante toda a corrida, conquistando sua 9ª vitória na F1, num tempo que não havia sido superado até 2012.

2009 – Depois de ficar sem vencer desde que ganhou o GP da China, em 29 de setembro de 2004, Rubens Barrichello obtém a sua décima vitória e a centésima de brasileiros na F1 (14 de Emerson,1 de Pace, 23 de Piquet, 41 de Senna, 11 de Massa e 10 de Barrichello).

2010 –  A colocação dos dois primeiros colocados  _ Sebastian Vettel, em primeiro, e Lewis Hamilton, em segundo _ todos viram na pista, ao final da corrida. As demais colocações, porém, só foram definidas após a prova, com a decisão dos comissários sobre os 10 pilotos cuja atuação estava sob investigação. A corrida foi monótona só teve um momento de suspense quando, na 9ª volta, o caro de Mark Webber bateu no de Heikki Kovalainen, voou, caiu de rodas pra cima e bateu na barreira de pneus. Ninguém se machucou.

2011 – Numa corrida sem nenhuma surpresa, Sebastian Vettel venceu de ponta a ponta. Foi a sua sexta vitória em 8 corridas. A única diferença, depois dessa prova, foi que, com o segundo lugar de Fernando Alonso, a Ferrari ameaçava  o lugar da McLaren na disputa com a Red Bull pela supremacia entre as fábricas. No final da temporada, porém, a McLaren foi a segunda colocada, com 122 pontos de vantagem sobre a escuderia italiana (497 a 375). A campeão, Red Bull, totalizou 650 pontos.

2012 – Depois de largar na 11ª posição, Fernando Alonso fez uma estafante corrida de recuperação e também beneficiado pelo abandono de Sebastian Vettel e Lewis Hamilton, seus concorrentes ao título, venceu o GP da Europa de 2012.

Em 2013, o GP da Europa deixa e ser disputado no circuito de Valência.  Devido à crise econômica, os espanhóis não terão condições de pagar à FOM a taxa sde promoção, de 15 milhões de euros, cerca de 37,5 milhões de reais, nem arcar com as despesas de organização e promoção do evento. O GP da Europa é substituído pelo GP da América, disputado nas ruas de Nova Jersey, nos |Estados Unidos.