Organização
- Nome oficial: – Circuito Enzo & Dino Ferrari
- Endereço: Via Fratelli Rosselli 2 – 40026
- Imola – (BO) – Itália
- Tel: (+39) 0542 31444
- Fax: (+39) 0542 30420
www.autodromoimola.com
Ficha Técnica
- Extensão: 4.933 metros
- Voltas: 62 (305,609 km)
- Sentido: anti-horário
- Curvas: 10 à esquerda e 6 à direita
- Capacidade:60. 000 espectadores
- Inauguração: 1952
- Primeiro GP: 14 de setembro de 1980, com vitória de Nelson Piquet
- Recorde do circuito: 1m20s628 – Michael Schumacher – Ferrari – Treino de pré-classificação – 2003
- Pole recorde: Lewis Hamilton – 2021 – 1 m14s411
- Volta mais rápida: Lewis Hamilton – 1m16s780 – 2021
Vencedores
| Data | Vencedor | Equipe | Tempo |
| 2023 | Cancelado | ||
| 24-04-2022 | Max Verstappen | Red Bull | 1m32m07s096 |
| 18-04-2021 | Max Verstappen | Red Bull | 2h02m34s596 |
| 20 – 04 – 2003 | Michael Schumacher | Ferrari | 1h28m12s058 |
| 14 – 04 – 2002 | Michael Schumacher | Ferrari | 1h29m10s789 |
| 15 – 04 -2001 | Ralf Schumacher | Williams | 1h30m44s817 |
| 09 – 04 – 2000 | Michael Schumacher | Ferrari | 1h31m39s778 |
| 02 – 05 – 1999 | Michael Schumacher | Ferrari | 1h33m44s792 |
| 26 – 04 – 1998 | David Coulthard | McLaren | 1h34m24s593 |
| 27 – 04 – 1997 | Heinz-Harald Frentzen | Williams | 1h31m00s673 |
| 05 – 05 – 1996 | Damon Hill | Williams | 1h35m26s156 |
| 30 – 04 – 1995 | Damon Hill | Williams | 1h41m42s552 |
| 01 – 05 – 1994 | Michael Schumacher | Benetton | 1h28m28s642 |
| 25 – 04 – 1993 | Alain Prost | Williams | 1h33m20s413 |
| 17 – 05 – 1992 | Nigel Mansell | Williams | 1h28m40s927 |
| 28 – 04 – 1991 | Ayrton Senna | McLaren | 1h35m14s750 |
| 13 – 05 – 1990 | Ricardo Patrese | Williams | 1h30m55s478 |
| 23 – 04 – 1989 | Ayrton Senna | McLaren | 1h26m51s245 |
| 01 – 05 – 1988 | Ayrton Senna | McLaren | 1h32m41s264 |
| 03 – 05 – 1987 | Nigel Mansell | Williams | 1h31m24s076 |
| 27 – 04 – 1986 | Alain Prost | McLaren | 1h32m28s408 |
| 05 – 05 – 1985 | Elio de Angelis | Lotus | 1h34m34s955 |
| 06 –05 – 1984 | Alain Prost | McLaren | 1h36m53s679 |
| 01 – 05 – 1983 | Patrick Tambay | Ferrari | 1h37m52s460 |
| 25 – 04 – 1982 | Didier Pironi | Ferrari | 1h36m38s887 |
| 03 – 05 – 1981 | Nelson Piquet | Brabham | 1h 51m23s970 |
| 14 – 09 – 1980 | Nelson Piquet | Brabham | 1h38m07s520 |
História
Apesar de ficar na Itália, Imola é sede da corrida que leva o nome do GP de San Marino, uma republiqueta encravada em território italiano, porque a FIA não permite a realização de duas corridas com o mesmo nome (o GP da Itália oficial acontece em Monza).
A curiosidade é que a primeira corrida de F-1 no circuito aconteceu em 1980, como GP da Itália mesmo, pois houve problemas para a organização da prova em Monza. O traçado sempre foi um dos preferidos dos pilotos por suas características de alta velocidade, com médias superiores aos 200 km/h.
Mas houve os acidentes de 1994, que mataram Roland Ratzenberger e Ayrton Senna, o que mudou tudo em Imola. A pista foi refeita e a Tamburello, a “curva assassina”, foi totalmente descaracterizada com a construção de uma chicane. Outros trechos, como a Acqua Minerale e a Variante Alta, também foram modificados. Os recordes atuais, portanto, pertencem a este novo traçado, que diminuiu dos 5.040 metros originais para 4.933.
O circuito tem piso sem ondulação e de pouca aderência. Nesse tipo de asfalto as equipes devem optar por pneus de composto macio que proporciona -05-s tração e aquece -05-s rápido. Com as modificações, Ímola é uma pista cheia de chicanes, onde a tração é fundamental, não só nas saídas das chicanes, mas nas freadas fortes.
No traçado antigo, o recorde em treinos pertence a Ayrton Senna (Williams-Renault) com 1m21s548 (média de 222,495 km/h), em 1994, e o recorde em corrida é Michael Schumacher , com 1m22s491, em 2002.
O novo desenho não é dos mais atraentes, mas a pista, pelo menos, ficou bem mais segura. O muro onde Senna bateu continua lá, atrás de uma barreira de pneus, e virou uma espécie de santuário, onde fãs de todo o mundo depositam flores, fotos, faixas e bandeiras em homenagem ao brasileiro.
Momentos
1983 – Ricardo Patrese bate na curva Acqua Minerali, quando liderava a corrida
1984 – Devido a um desentendimento entre a Toleman e a Pirelli, Senna não participou da primeira sessão de treinos e na segunda não conseguiu tempo para se classificar, ficando fora do GP
1987 – Nelson Piquet bate seu Williams contra o muro da curva de Tamburello, a 270 km/h
1989 – Na curva Tamburelo, o carro de Gerard Berger se espatifa no muro e pega fogo. Berger, salvo pela rápida ação dos comissários, queimou as mãos e o pescoço e ficou abalado pelo resto da carreira
1994 – Na sexta-feira, 29, na sua volta mais rápida do treino, Rubens Barrichello entra a 220 km/h na Variante Baixa. O carro não faz a curva para esquerda, decola na zebra, voa mais de dois metros, passa pela barreira de pneus, choca-se com a grade de proteção, capota duas vezes e fica de rodas para cima. As conseqüências: nariz quebrado, lábios feridos, uma costela trincada e o braço direito engessado. No dia seguinte, novo acidente, com conseqüências bem mais graves. Roland Ratzenberger, estreante de 31 anos, na sua volta mais rápida, a 314 km/h, perde a asa direita do carro na curva Villeneuve, sai da pista e vai direto contra o muro. O piloto saiu morto do carro, embora a organização da prova e a FIA insistissem em afirmar que ele morreu o hospital. No dia seguinte, morre Ayrton Senna. Na curva Tamburello, o carro virou para direita de repente e, em vez de fazer a curva, foi direto contra o muro. O inquérito divulgado oito meses depois concluiu que a causa foi a quebra da barra da direção do Williams. Na batida, a barra da suspensão foi em direção à cabeça de Senna, passou pelo capacete através da guarnição de borracha da viseira e perfurou seu cérebro
2003 – Os irmãos Michael e Ralf Schumacher participam do GP, apesar da morte da mãe deles, poucas horas antes.
2021 – Depois de 8 anos,, num calendário improvisado, devido à pandemia do corona vírus, o circuito italiano voltou a receber um GP da F1, o GP de Emília Romagna,o segundo da temporada. Max Verstappen, da Red Bull, ultrapassou Lewis Hamilton e Sergio Perez na largada e venceu de ponta a ponta, em 2h02m34s596, no dia 18 de abril. Foi a 11ª vitória na carreira do jovem holandês e a primeira em Ímola. Hamilton, que saiu na pole position e por um erro na volta 31 caiu para o 9º lugar, conseguiu se recuperar e terminou na 2ª colocação. Lando Norris, da McLaren, que era o 7º no grid, chegou em 3º, no segundo pódio da carreira e foi eleito o piloto do dia. Lewis Hamilton fez a volta mais rápida corrida, com 1m16s702, na 60ª, e com o ponto extra manteve a liderança do campeonato, com 44 pontos, contra 43 de Verstappen.
2022 = A Red Bull fez dobradinha no GP de Emília-Romagna, no dia 24 de abrill de 2022. no circuito de Ímola, com a vitória de Max Verstappen e segunda colocação de Sergio Perez. Max Verstappen ganhou a corrida de ponta a ponta, em 1h32mo7s986, e, na 22ª vitória da carreira, fez o Grand Slam, com a pole position, a volta mais rápida (1m18s446, na 55) e a liderança em todas as voltas. Os 26 pontos, porém, ainda não foram suficientes para chegar ao primeiro lugar do campeonato. Com 59 pontos, está na vice-liderança, 27 pontos atrás de Charles Leclerc. Sergio Perez foi o segundo colocado, a 16s527 do vencedor, e Lando Norris, da McLaren, ocupou o terceiro lugar do pódio, a 34s834 de Verstappen. Lewis Hamilton largou e chegou em 14º, tendo levado uma volta do vencedor. George Russell, que saiu da 11ª posição, terminou em 4º.
2024 – A Fórmula 1 voltou ao circuito de Ímola dois anos após a última prova por lá, depois de chuvas intensas provocarem o cancelamento da etapa do ano passado. E os pilotos não vão encontrar a mesma pista de antes: as áreas de escape foram alteradas e ganharam mais brita. Isso vai deixar a pista mais desafiadora, pois a brita pune muito mais os erros. Além disso, em alguns trechos, o asfalto da área de escape permitia que os pilotos até fizessem uma linha mais aberta, já que conseguiam ficar com dois pneus ainda dentro da linha branca que define a pista. Com isso, evitavam ter voltas deletadas na classificação e sofrerem punições durante a corrida.
Então é como se os limites de pista reais tivessem mudado, já que acabou a vantagem de colocar duas rodas para fora – com a brita ali, o carro perde velocidade automaticamente, pois não há aderência. E adotar uma trajetória mais fechada nas curvas de alta velocidade de Imola exige mais precisão. A pista de Imola tinha vários trechos em que até havia brita, mas entre o cascalho e a linha branca, havia um trecho asfaltado. Agora, isso foi retirado. As alterações começam a partir da curva Piratella.
Em outro trecho famoso da pista, na Acque Minerali, das curvas 11 à 13, essa faixa de asfalto foi reduzida de maneira significativa. E na variante Gresini foram retiradas as barreiras de pneus e mais brita foi colocada. Foi neste trecho que Charles Leclerc bateu em 2022 quando perseguia Sergio Perez. São mudanças positivas para evitar que classificações e corridas fiquem muito pautadas pelos limites de pista. (Do UOL)
2023 – Cancelado por causa de temporais
Uma volta com Jarno Trulli
“Eu me aproximo da primeira curva em torno dos 300 km/h, na marcha -05-s alta, e, dependendo do vento, esta é, geralmente, a parte -05-s rápida do circuito. É preciso frear forte na primeira chicane e a segunda parte dela, à esquerda, é tomada em segunda, a 120 km/h. Na parte à direita, para fora, embora eu não possa dar toda potência, acelero, mudando para a terceira e tomando a segunda parte a 170km/h.
Depois da chicane, há uma longa curva à esquerda que eu tomo em quarta marcha, a 235 km/h. Eu vou a 285 km/h, na marcha -05-s alta, antes de frear para a chicane Villeneuve. A primeira parte dela eu tomo em quarta marcha, em torno de 205 km/h, velocidade raramente usada num chicane, breco outra vez no meio e baixo para a terceira marcha e 150km/h, para a saída à direita.
Uma pequena esticada me leva à bifurcação de Tosa, muito estreita e tomada em segunda marcha, a 90 km/h. Eu preciso de boa tração para sair dessa curva, assim como acelero ao máximo, chegando a 275 km/h, em quinta marcha, antes de entrar na Piratella, uma curva rápida, tomada em quarta marcha e perto dos 180 km/ h.
Aqui, eu mergulho, chegando a 275 km/h, em quinta, antes de entrar na Acqua Minerale, uma curva em duas partes. A primeira parte é tomada em torno de 220km/h, em quarta, antes de frear, baixando de novo para segunda, para a parte estreita, tomada em torno de 115 km/h.
Novamente, eu tenho de acelerar para a Variante Alta, atingindo em torno de 275 km/h, em quinta, antes de, outra vez, baixar para a segunda marcha, tomando a chicane por volta dos 150 km/h, para a parte à direita, e 125 km/h, para a parte à esquerda.
Daqui, sigo para a Rivazza a 290 km/h, na marcha mais alta, brecando muito forte na seção mais baixa e passando para a segunda para tomar a primeira parte à esquerda a 100 km/h, em segunda, e a segunda a 120 km/h, ainda na segunda marcha.
Deixando a chicane, eu chego perto dos 280 km/h, em quinta, antes de brecar extremamente forte, de novo, para a chicane de segunda marcha final, que é tomada entre 95 e 10 km/h. Uma boa saída dessa chicane é importante para cruzar a linha em velocidade máxima.”