Áustria – Red Bull Ring

RedBullRing

Nome oficial:

Red Bull Ring (ex-Österreichring e A1-Ring)

Localização:

Spielberg – Áustria

Endereço:

Schloßweg 1, 8724 Spielberg bei Knittelfeld, Áustria

Site:

www.a1ring.at

Ficha Técnica

Inauguração

1969

Volta

4.326 km

Percurso

307,146

Voltas

71

Sentido

horário

Capacidade

45.000 espectadores

Primeiro GP (novo traçado)

21 de setembro de 1997, vencido por Jacques Villeneuve

Pole recorde

1m04s301

Max Verstapen – Red Bull
2023

Volta mais rápida

      1m05s.618

Carlos Sanz – McLaren

 GP de Estiria 2020

Vencedores

Data

Vencedor

Equipe

Tempo

           02-7-2023 Max Verstappen Red Bull 1h25m33s697
         10-07=2022 Charles Leclerc Ferrari 1h24m24s912
         04-07-2021 Max Verstappen Red Bull 1h23m65s543
       05-07-2020 Valtteri Bottas Mercedes 1h30m55s739
     30-06-2019 Max Verstappen Red Bull 1h22m01s822
       1º-07-2018 Max Vertsappen Red Bull 1h21m56s024

09-07-2017

Valtteri Bottas

Mercedes

1h21m48s523

03 – 07 – 2016

Lewis Hamilton

Mercedes

1h27m38s107

21 – 06 – 2015

Nico Rosberg

Mercedes

1h30m16s930

22 – 06 – 2014

Nico Rosberg

Mercedes

1h27m54s976

18 –05 – 2003

Michael Schumacher

Ferrari

1h24m04s888

12 – 05 – 2002

Michael Schumacher

Ferrari

1h33m51s562

13 – 05 – 2001

David Coulthard

McLaren

1h27m45s927

16 – 07 – 2000

Mika Hakkinen

McLaren

1h28m15s818

25 – 07 – 1999

Eddie Irvine

Ferrari

1h28m12s438

26 – 07 –1998

Mika Hakkinen

McLaren

1h30m44s086

21 – 09 – 1997

Jacques Villeneuve

Williams

1h27m35s999

26 – 08 – 1987

Nigel Mansell

Williams

1h18m44s898

17 – 08 –1986

Alain Prost

McLaren

1h21m22s531

16 – 08 – 1985

Alain Prost

McLaren

1h20m12s583

19 – 08 – 1984

Niki Lauda

McLaren

1h21m12s851

14 – 08 – 1983

Alain Prost

Renault

1h24m32s745

15 – 08 – 1982

Elio de Angelis

Lotus

1h25m02s212

16 – 08 – 1981

Jacques Laffite

Ligier

1h27m36s400

17 – 08 – 1980

Jean Pierre Jabouille

Renault

1h26m15s730

12 – 08 – 1979

Alan Jones

Williams

1h27m38s010

13 – 08 – 1978

Ronnie Peterson

Lotus

1h41m21s570

14 – 08 – 1977

Alan Jones

Shadow

1h37m16s490

15 – 08 – 1976

John Watson

Penske

1h30m08s100

17 – 08 – 1975

Vittorio Brambilla

March

0h57m56s690

18 – 08 – 1974

Carlos Reutemann

Brabham

1h28m45s200

19 – 08 – 1973

Ronnie Peterson

Lotus

1h28m49s200

13 – 08 – 1972

Emerson Fittipaldi

Lotus

1h29m17s300

15 – 08 – 1971

Jo Siffert

BRM

1h30m23s910

16 – 08 – 1970

Jacky Ickx

Ferrari

1h42m17s300

História

Em 1964, a Áustria promoveu, extraoficialmente, seu primeiro Grande Prêmio da Fórmula 1, em pista no aeroporto de Zeltweg, que não foi aprovada pela FIA, por ser considerada muito perigosa. O país só foi incluído no calendário da categoria em 1970, depois da inauguração, em 1969, de novo autódromo, denominado Österreichring e dado como localizado em Zeltweg, maior e mais conhecida, mas na verdade tendo como sede a cidade de Spielberg.

Em 1987, novamente por questões de segurança, depois que a corrida teve de ser reiniciada por três vezes, devido a batidas envolvendo vários carros, o circuito foi banido de novo. Só voltou em 1997, sob a denominação de A1 Ring, depois de uma ampla reforma, conduzida pelo projetista alemão Herman Tilke, entre 1995 e 1996, com um novo traçado, muito mais seguro. As retas passaram a ser mais curtas e as curvas não tão rápidas.

Em 2004, porém, por não terem sido feitas remodelações pedidas pela FIA, o circuito voltou a ficar fora do calendário. Em 2008, a Red Bull assumiu a administração do autódromo, que passou a se chamar Red Bull Ring, e promoveu a reconstrução pedida, mas manteve o traçado de 1997. Desde 2012 a empresa de bebida tentava incluir o seu circuito de volta no calendário da FIA, mas só em dezembro de 2013 teve o seu pedido confirmado.

A pista de Spielberg tem dois bons pontos de ultrapassagem. O primeiro é no final da reta principal, antes da primeira curva, a Castrol, onde os carros chegam a 310 km por hora. O outro ponto de ultrapassagem fica na reta entre as primeira e segunda curvas.

O clima na região do circuito, nos Alpes, é muito instável e o tempo pode mudar de repente, prejudicando todo o trabalho de preparação. Embora não seja dos mais populares entre os pilotos, a pista caiu no gosto do público, pois seu desenho garante uma visão privilegiada de toda a corrida.

Foi nessa pista que, em 2001, Rubens Barrichello, obedecendo ordens, abriu passagem para Schumacher chegar em segundo, atrás de David Coulthard, e, em 2002, repetiu a dose, entregando a vitória ao companheiro de equipe. Schumacher ficou tão constrangido com o arranjo, que, no pódio, passou o troféu a Barrichello. Foi também nesse circuito que Luciano Burti fez sua estreia na F1, substituindo Eddie Irvine, adoentado.

Momentos

1997 – Schumacher ultrapassa Heinz-Harald Frentzen, da Williams, na volta 39, sob bandeira amarela; é punido com um stop&go; perde posições e termina em sexto
1998 – Giarcarlo Fisichella, da Benetton, conquista a primeira pole da sua carreira. Michael Schumacher roda quando é líder. David Cooulthard choca-se com Mika Salo e Pedro Diniz
1999 – David Coulthard tenta ultrapassar Mika Hakkinen e joga o companheiro para o último lugar; o finlandês faz uma corrida de recuperação e chega em terceiro, atrás de Irvine e Coultrhard
2000 – Na primeira curva, Fischella atravessa na pista e provoca uma colisão múltipla e o abandono de Michael Schumacher, Jarno Trulli e dele próprio. Schumacher ainda tenta impedir a continuação da prova, colocando seu carro no meio da pista, mas o safety car entra logo e corrida continuou.
2001 – Na última curva, obedecendo a ordem da equipe, Barrichello tira o pé e deixa Schumacher passar para ser segundo, atrás de Coulthard.
2002 – A Jordan de Takuma Sato é atingida lateralmente pela Sauber, de Nick Heidfeld; o piloto chega a ser hospitalizado, mas não sofre nenhum ferimento sério. Novamente, por ordem da equipe, Rubens Barrichello cede a vitória a Michael Schumacher.
2003 – Na 23ª volta, no primeiro pit stop de Michael Schumacher, a válvula da mangueira de reabastecimento deixou vazar gasolina sobre partes quentes do carro dele e houve um princípio de incêndio. Com as chamas a 30 cm acima de sua cabeça, e enquanto todos corriam pelo box, Schumacher manteve a calma, esperou o fogo ser apagado e voltou à pista em terceiro. Reassumiu a ponta; bateu o recorde do autódromo na 41ª volta e cruzou a linha de chegada em primeiro.

2014 – Depois de 11 anos, o circuito de Spielberg volta a ser palco de um GP da Fórmula, com grandes transformações na área externa, mas mantendo o mesmo traçado da pista.  Nico Rosberg foi o vencedor, com Lewis Hamilton completando a dobradinha da Mercedes. Valtteri Bottas e Felipe Massa, da Williams, chegaram em 3º e 4º respectivamente.

2015 – Depois de superar o pole position Lewis Hamilton antes da primeira curva da corrida, Nico Rosberg, da Mercedes, dominou inteiramente e venceu até com folga, em 1h49m18s420, o Grande Prêmio da Áustria, no Red Bull Ring, em Spielberg, no dia 21 de junho. O piloto alemão só deixou a liderança da prova para o companheiro de equipe e Sebastian Vettel quando fez a sua única parada, pra trocar os pneus macios pelos supermacios. Na pista, Hamilton chegou 8s8 atrás de Rosberg, mas, depois da corrida teve acrescido a esse tempo mais 5 segundos, como punição por ter passado da linha branca da pit lane na saída da sua parada. Felipe Massa, que largou da 4ª posição, resistiu a uma forte pressão de Sebastian Vettel nas últimas 30 voltas, para garantir o 3º lugar e o primeiro pódio da temporada, o 40º das 218 corridas da sua carreira. Vettel foi prejudicado pelo mau trabalho de box da Ferrari. Os desastrados mecânicos da equipe italiana tiveram problemas com a roda traseira direita na sua única parada e ele perdeu a boa vantagem que tinha sobre Felipe Massa.

2016 – Num final dramático e empolgante, na metade da última volta, Lewis Hamilton ultrapassou Nico Rosberg e venceu o GP da Áustria, no Red Bull Ring, na cidade de Spielberg. O piloto inglês, que largou da pole position, mas na prova perdeu a liderança para o companheiro, recuperou-se e reassumiu a liderança a menos de 2 quilômetros da linha de chegada. Rosberg ainda tentou evitar a ultrapassagem, jogando o carro contra Hamilton e obrigando-o a sair da pista, mas ele conseguiu voltar e ultrapassar, mesmo depois de novo toque entre os dois. Rosberg levou a pior, teve o bico quebrado e outras avarias no carro e chegou ao final no 4º lugar e sob o risco de punição pelo choque e por ter se mantido na pista com o carro sem condições. Lewis Hamilton conquistou a sua 3ª vitória no campeonato em 1h27m38s107 e, além da pole position, marcou também a volta mais rápida da corrida, na 67, com 1m08s441, completando o hat trick (cabelo, barba e bigode). No pódio, Hamilton foi vaiado pela torcida austríaca, não se sabe se por causa de maior identidade com o alemão ou das críticas à pista feita por ele.

2017 – Depois de conquistar a segunda pole position, Valtteri Bottas, da Mercedes, obteve também a sua segunda vitória da carreira na Fórmula 1, chegando em primeiro no GP da Áustria, no circuito Red Bull Ring, em Spielberg, com o tempo de 1m21m48s523. O piloto finlandês só cedeu a liderança da corrida a Kimi Raikkonen por três voltas, depois da primeira parada, mas no final teve de resistir à pressão de Sebastian Vettel, da Ferrari, que chegou a apenas 0s658 dele e aumentou para 20 pontos a vantagem sobre Lewis Hamilton na liderança do campeonato (171 a 151). Daniel Ricciardo, da Red Bull, foi o 3º colocado, obtendo o seu 4º pódio da temporada. Lewis Hamilton, que largou da 8ª posição, também pressionou Ricciardo nas voltas finais, mas não passou do 4º lugar, depois de bater por 5 vezes o recorde da pista em corrida. Com o tempo final de 1m07s411, ele superou a marca de 1m07s908, de Michael Schumacher, em 2003.

2018 – O Grande Prêmio da Áustria de 2018, no Red Bull Ring, de Spielberg, teve contornos dramáticos, principalmente pela ausência de dois dos principais protagonistas da F1. Sem Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, da Mercedes, que tiveram de abandonar, personagens que costumam frequentar, no máximo, o segundo escalão, tiveram seu dia de glória. Romain Grosjean, Kevin Magnussen, Esteban Ocon, Sergio Perez, Charles Leclerc e Marcus Ericsson formaram o grupo que nunca tinha entrado junto no Top 10. Max Verstappen, da Red Bull, também se beneficiou dos problemas dos carros da Mercedes, principalmente de Lewis Hamilton, de quem herdou a liderança já na volta 27. Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen, depois de um início lento, se recuperaram durante a corrida e chegaram ao pódio, com o alemão assumindo a liderança da classificação, com 146 pontos, contra 145 de Hamilton.

2019 – Depois de uma corrida de recuperação e num final empolgante, Max Verstappen, da Red Bull, ultrapassou Charles Leclerc, a duas voltas do fim e venceu o GP da Áustria de 2019. Foi a 1ª vitória do jovem holandês na atual temporada e a 6ª da carreira, e a também a primeira vitória de um motor Honda, na volta da fábrica japonesa à Fórmula 1. Verstappen completou as 71 voltas do circuito de Spielberg em 1h22m01s822, depois de três ultrapassagens dramáticas, sobre Vettel e Bottas e, finalmente, na volta 69, sobre o então líder, Charles Leclerc. De asa aberta, Verstappen chegou, emparelhou-se ao monegasco, os dois tocaram rodas e Leclerc teve de sair da pista, dando passagem ao rival. As condições da ultrapassagem provocaram reação da direção da prova, sob a acusação de que o piloto da Red Bull não deixou o espaço de um carro entre eles, como exige o regulamento. Verstappen subiu ao primeiro lugar do pódio, ouviu o hino austríaco, sob a vibração da torcida holandesa que tingiu de rosa o circuito Red Bull Ring, mas três horas depois o resultado ainda estava em discussão. No final, a direção da prova não, tomou nenhuma medida contra Verstappen, considerando o que aconteceu na volta 69, um acidente normal de corrida. E a Ferrari se absteve de recorrer, “pelo bem do esporte”, segundo o chefe de equipe Mattia Binotto,

2020 – Valtteri Bottas, o pole position, venceu de ponta a ponta o Grande Prêmio da Áustria, o primeiro da atual temporada, atrasada e modificada pela pandemia da covid-19. Foi i 140 GP e a 8ª vitória da carreira do piloto finlandês da Mercedes. Charles Leclerc, da Ferrari, que largou da 10ª posição, chegou no segundo lugar e, depois de muitos anos, a McLaren voltou ao pódio com o 3º lugar de Nando Norris, que também fez a volta mais rápida, 70ª, com 1m7s475. Lewis Hamilton, que sofreu punição por não obedecer bandeira amarela no treino de classificação, ontem, largou em 5º, mas logo recuperou posições e fez a maior parte da corrida na vice-liderança. Na volta 61, porém, não deu espaço e tocou Albon, sendo punido com a perda de 5 segundos, o que o jogou para a 4ª posição. Nado Norris fez a volta mais rápida, 70ª, com 1m7s475. A corrida foi disputada obedecendo protocolos para evitar contaminação pelo corona vírus. Não houve público e todos os presentes tiveram que usar máscara e álcool gel e manter distância de dois metros. Todavia essa regra não foi obedecida pela equipe McLaren, que comemorou com abraços e cumprimentos o pódio de Albon.

2021 – Max Verstappen, da Red Bull, venceu de ponta a ponta o GP da Áustria, disputado no circuito de Spielberg, e aumentou de 18 para 32 pontos (182 a 150) a vantagem sobre Lewis Hamilton, depois de 9 provas da atual temporada da F1. Com o tempo de 1h23m54s543, o holandês obtever a 5ª vitória na temporada (a 3ª consecutiva) ; a 15ª vitória e o 50º pódio da carreira. Com a vitória, a volta mais rápida (1m06s200, na 62ª), o maior número de voltas na liderança e a pole position, Verstappen fez o chamado grande Chelem, o primeiro da atual temporada. Valtteri Bottas, que largou em 4º, foi o segundo do pódio, depois de ultrapassar o compenheiro Lewis Hamilton, Lando Norris, da McLaren, que foi o 2º do grid, terminou em terceiro, depois de sofrer punição de 5 segundos, por forçar a passagem sobre Sergio Perez, na volta18. Ele foi eleito oPiloto do Dia.

2022 – Charles Leclerc ultrapassou Max Verstappen nas voltas 12, 33 e 53 para vencer o Grande Prêmio da Áustria, a 11ª corrida da temporada, disputada no Red Bull Ring. Essa foi a 3ª vitória do campeonato e a 5ª da carreira do piloto da Ferrari, que cobriu as 71 voltas do percurso em 1h24m24s312 e foi eleito o piloto do dia. O holandês da Red Bull fez a melhor volta da prova, 1m07s275, na 62ª, e com a segunda colocação manteve a liderança do campeonato. Lewis Hamilton, da Mercedes, chegou em 3º e voltou ao pódio pela terceira vez consecutiva. Na volta 58, num momento dramático da corrida, o motor de Carlos Sainz, que era terceiro colocado, estourou e pegou fogo, quando ele parou numa área de escape. Os bombeiros demoraram a aparecer e as chamas já eram bem altas quando o piloto conseguiu deixar o cockpit.

2023 –  No GP da Áustria de 2023, no circuito de Spielberg, a 9ª corrida do campeonato, com tranquilidade, Max Verstappen conquistou a sua 7ª vitória (5 consecutivas) e a 42ª da carreira, superando a marca de Ayrton Senna de 41. O holandês terminou a corrida em 1h25m33s607, com 5s155 de vantagem sobre o segundo colocado, Charles Leclerc, da Ferrari. Sergio Perez, que largou de 15ª, ultrapassou Carlos Sainz nos momentos finais para ocupar o 3º lugar no pódio. A vantagem de Verstappen foi suficiente para que, no final da corrida, ele parasse a fim de colocar pneus macios e fazer a volta mais rápida da corrida, a 71ª, com 1m07s012.

GP de Estiria 2020

Data – 12 de julho de 2020
Vencedor – Lewis Hamilton = Mercedes
Tempo – 1h31m58s123

Pole – Lewis Hamilton – Mercedes – 1m19s273

Volta mais rápida – Carlos Sainz – McLaren – 68 – 1m 05s618

Líderes – Lewis Hamilton (1-27), Valtteri Bottas (28-34) Lewis Hamilton (35-71)

A Mercedes voltou s fazer dobradinha no GP de Estiria, a segunda corrida do campeonato de 2020 e a segunda em Spielberg, na Áustria, que levou nome do Estado, em que fica o circuito. Com o tempo de 1h30m55s739, Lewis Hamilton teve uma corrida tranquila, só deixando a liderança em instantes, quando fez a trocados pneus macios pelos médios. Foi a sua 85ª vitória em 252 corridas, aproximando-se cada vez mais do recorde de Michael Schumacher, que tem 91. Valtteri Bottas teve mais dificuldades para chegar ao 2º lugar do pódio, pois teve de travar uma disputa dramática pela posição com Max Verstappen nas duas voltas finais, para conquistar a posição. Carlos Sainz fez a volta mais rápida, com 1m05s618. Ao contrário da véspera, quando ocorrer uma verdadeira tempestade a pista ficou alegada, na corrida o asfalto estava bem seco, com temperatura de 38 graus. Hamilton tracionou bem na largada e já antes da primeira curva impôs boa vantagem sobre os concorrentes. Verstappen e Sainz disputaram a segunda posição, chegando a ficar emparelhados, mas o holandês saiu na frente e o espanhol foi depois ultrapassado por Bottas.

GP de Estíria 2021 

Data –27 de junho de 2021

Circuito – Red Bull Ring – Spielberg

Pista – 4.326 metros

Voltas – 71 – 307,146 km

Vencedor – Max Verstappen – Red Bull

Tempo – 1h22m18s925

Pole – Max Verstappen – Red Bull – 1m03s842

Volta mais rápida – Lewis Hamilton –Mercedes – 71 – 1m07s-o58

Líderes –Max Verstappen (1-71)

Numa corrida monótona, que só teve alguma emoção nas disputas no pelotão intermediário, Max Verstappen venceu de ponta a ponta o GP de Estiria de 2021. Com a vitória, em 1h22m18s925, o piloto da Red Bull aumentou de 12 para 18 pontos a sua vantagem sobre Lewis Hamilton, da Mercedes: 156 a 138. Foi a 4ª vitória na temporada (2ª consecutiva), a 3ª em casa (Red Bull Ring) e a 14ª do holandês em 137 corridas. Lewis Hamilton cruzou a linha de chegada em segundo, a 35s743 do vencedor, depois de ter feito pit stop na penúltima volta para colocar pneus macios e fazer a volta mais rápida, na 71, com 1m07s058. Valtteri Bottas, da Mercedes, que largou da 5ª posição do grid, superou Lando Norris e Sergio Perez para conquistar o terceiro lugar no pódio.

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Uma volta com
Michael Schumacher

“A gente cruza a linha de chegada em 7ª e não se pode ver bem a primeira curva, mas sabe que é uma curva fechada à direita. Chegando a uns 300 km/h, você freia o mais forte que puder a uns cem metros antes da curvar, sem perder o controle do carro, apertar o cinto, pois se tem de reduzir para 120, em segunda. É um traçado bastante largo e com pouca aderência, o que significa que você deve estar atentos aos outros pilotos, porque sabe que eles também vão brecar o mais tarde possível.

Depois da primeira curva, há uma ligeira virada para a esquerda e uma subida forte em que você usa todas as marchas até chegar a uma bifurcação à direita. Você reduz seis marchas, até a primeira e baixa a 220 km/h para fazer a curva Remus. À saída, a gente usa o controle de tração, que tem de lutar contra 780 cavalos de potências nas rodas traseiras. Os freios e a tração são importantes na entrada e na saída da curva Grosser, uma curva de Segunda e à direita, que se faz a 95 por hora, chegando na marcha mais alta e na velocidade máxima.

As seis curvas restantes são iguais. Requerem um carro com equilíbrio excepcional e uma boa administração da potência, pois todas são feitas em terceira ou Quarta, a uns 160 km/h. Um ampla curva de direita leva você à Niki Lauda, uma larga curva à esquerda, que se cruza a 170, com muita tensão. A pressão é ainda maior na Sexta curva, também à esquerda.

As duas últimas curvas são à direita. A primeira, a rápida Jochen Rindt, se faz a uns 210 km/h, e da segunda, a A-1, gente tenta sair com a velocidade máxima, para entrar na reta principal.

Com as constantes aceleradas e freadas, a da Áustria é uma corrida cansativa, além de desafiadora do ponto de vista técnico.

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O circuito na visão
de Reginaldo Leme

“O circuito austríaco, que já se chamou Zeltweg e hoje é conhecido por Spielberg (são duas pequenas cidades ao redor), nunca trouxe sorte para Schumacher. Em 97, quando o GP da Áustria voltou ao calendário do Mundial, o alemão fez um 6.º lugar; em 98 foi 3.º; em 99 ele não participou (quebrou a perna uma corrida antes, na Inglaterra); em 2000 bateu na primeira curva; em 2001 fez a pole, mas andou atrás de Rubinho e precisou de uma ordem da equipe para trocar de posição com o companheiro e chegar em 2º; em 2002 passou o grande vexame da carreira ao ser vaiado pelos próprios fãs alemães no dia da “marmelada” que manchou a história da Ferrari.

O circuito é simples, mas tem um complicador, que é o asfalto extremamente liso, com pouquíssimo “grip”. Numa pista que exige tração e equilíbrio nas freadas, isso dificulta o acerto. Até 2002, as equipes costumavam treinar com bastante pressão aerodinâmica (downforce) e correr com um pouco menos. Era uma forma de ganhar velocidade e aproveitar as oportunidades de ultrapassagens. Como isso passou a ser proibido pelas mudanças nas regras, os engenheiros têm de buscar um bom compromisso entre as opções possíveis.
A1 Ring é sempre uma corrida de três pit stops, principalmente porque a perda de tempo de entrada e saída do box é pequena. O desempenho dos pneus é decisivo e as condições da pista mudam sensivelmente à medida que os carros vão deixando borracha no asfalto. Isso explica porque muitas vezes os tempos de corrida são melhores que os da classificação”