Perfil
| Nome | Gabriel Lourenzo Bortoleto Oliveira |
| Nascimento | 14 de outubro de 2004 |
| Local | Osasco – São Paulo |
| Família | Pais, Andrea Bortoleto e Lincoln Oliveira; irmão, Enzo Bortoleto. |
| Altura | 1,84 |
| Residência | Milão – Itália |
| Hobbies | |
| Ídolos | Ayrton Senna, Fernando Alonso e Max Verstappen. |
| Equipe | Audi |
| Carro | |
| Número | 5 |
| Carreira | |
| Corridas | 40 |
| Abandonos | 6 |
| Não correu | 1 |
| Pontos | 29 |
| Ano | Categoria | Equipe | Corridas | Vitorias | Poles | Voltas | Não correu | Abandonos | Desq. | Pódios | Pontos | Posição’ | ||
| 2026 | F1 | Audi | 16 | 1 | 10 | 15º | ||||||||
| 2025 | F1 | Sauber | 22 | 1 | 5 | 19 | 19º |
Kart
| Temporada | Competições | Equipe | Classificação | ||||||||||||
| 2012 | Campeonato Sulbrasileiro de Kart — PMK/Mirim | 9.º | |||||||||||||
| Campeonato Paulista de Kart — Mirim | 2.º | ||||||||||||||
| Open do Brasileiro de Kart — Mirim | 1.º | ||||||||||||||
| Campeonato Brasileiro de Kart — Mirim | 2.º | ||||||||||||||
| 2014 | Super Kart Brasil — Cadete | 2.º | |||||||||||||
| Open do Brasileiro de Kart — Cadete | 1.º | ||||||||||||||
| Campeonato Brasileiro de Kart — Cadete | 3.º | ||||||||||||||
| 2016 | Trofeo delle Industrie — 60 Mini | 6.º | |||||||||||||
| ROK Cup International Final — Mini ROK | Gamoto Asd | 7.º | |||||||||||||
| WSK Final Cup — 60 Mini | 29.º | ||||||||||||||
| 2017 | WSK Champions Cup — OKJ | CRG SpA | 7.º | ||||||||||||
| South Garda Winter Cup — OKJ | 29.º | ||||||||||||||
| Trofeo Andrea Margutti — OKJ | 19.º | ||||||||||||||
| Trofeo delle Industrie — OKJ | 11.º | ||||||||||||||
| WSK Super Master Series — OKJ | 14.º | ||||||||||||||
| German Karting Championship — OKJ | 31.º | ||||||||||||||
| CIK-FIA European Championship — OKJ | 8.º | ||||||||||||||
| CIK-FIA World Championship — OKJ | 7.º | ||||||||||||||
| SKUSA SuperNationals — X30 Junior | 9.º | ||||||||||||||
| WSK Final Cup — OKJ | 33.º | ||||||||||||||
| 2018 | WSK Champions Cup — OKJ | CRG SpA | 19.º | ||||||||||||
| South Garda Winter Cup — OKJ | 33.º | ||||||||||||||
| Trofeo Andrea Margutti — OKJ | 2.º | ||||||||||||||
| WSK Super Master Series — OKJ | 2.º | ||||||||||||||
| CIK-FIA European Championship — OKJ | 3.º | ||||||||||||||
| CIK-FIA World Championship — OKJ | 3.º | ||||||||||||||
| WSK Final Cup — OK | 11.º | ||||||||||||||
| 2019 | South Garda Winter Cup — OK | CRG SpA | 9.º | ||||||||||||
| WSK Super Master Series — OK | 7.º | ||||||||||||||
| CIK-FIA European Championship — OK | 13.º | ||||||||||||||
| CIK-FIA World Championship — OK | 33.º | ||||||||||||||
| FIA Karting International Super Cup — KZ2
|
53.º | ||||||||||||||
| Fórmulas | |||||||||||||||
| Temporada | Categoria | Equipe | Corridas | Vitórias | Poles | V.M.R. | Abandono | Não correu | Pódios | Pontos | Classificação | ||||
| 2020 | Fórmula 4 Italiana | Prema Powerteam | 20 | 1 | 4 | 1 | 5 | 157 | 5.º | ||||||
| 2021 | Fórmula Regional Europeia | FA Racing by MP | 20 | 0 | 0 | 0 | 1 | 44 | 15.º | ||||||
| Stock Car Light Brasil | KTF Racing | 4 | 1 | 1 | 0 | 1 | 60 | 13.º | |||||||
| 2022 | Fórmula Regional Asiática | 3Y by R-ace GP | 6 | 1 | 0 | 0 | 1 | 46 | 14.º | ||||||
| Fórmula Regional Europeia | R-ace GP | 20 | 2 | 2 | 1 | 5 | 176 | 6.º | |||||||
| Stock Car Brasil | KTF Sports | 1 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | NCa] | |||||||
| 2023 | Fórmula 3 | Trident | 18 | 2 | 1 | 3 | 6 | 164 | 1.º | ||||||
| 2024 | Fórmula 2 | Invicta Racing | 24 | 2 | 2 | 2 | 5 | 169.5 | 1.º[b] | ||||||
História
Gabriel Bortoleto é o primeiro brasileiro na Fórmula 1, desde 2017, com a saída de Felipe Massa. Foi contratado pela equipe Sauber, depois de conquistar o campeonato de Fórmula 3 de 2023 e o da Fórmula 2, de 2024, ambos no ano de estreia. Ele também fez parte do Programa de Desenvolvimento de Pilotos da McLaren entre 2023 e 2024.
Bortoleto nasceu em Osasco, município da região metropolitana de São Paulo, no dia 14 de outubro de 2004. Ele é filho de Lincoln Oliveira e Andrea Bortoleto e irmão de Enzo Bortoleto, que também foi piloto, teve passagens pela Fórmula 3 Britânica e pela Porsche Cup, fundou a KTF Sports e tornou-se empresário. Ele chegou a disputar a Fórmula 3, britânica em 2016, mas abriu mão da carreira para que os pais pudessem investir em Gabriel. O pai, Lincoln Oliveira, empresário fundador da Americanet, é acionista da Vicar, empresa responsável pela organização de campeonatos da Stock Car, Stock Series, F4 Brasil e o TCR South America, e, segundo o piloto, fez sacrifícios para leva-lo à principal categoria do automobilismo mundial.
Por influência do pai e do irmão, Gabriel deu suas primeiras voltas de kart aos seis anos, no kartódromo de Aldeia da Serra. Aos onze anos, l se mudou para a Itália, indo viver inicialmente em Desenzano del Garda, pequena cidade próxima de Veneza. Segundo o piloto, a mudança não foi comunicada à sua mãe, pois se ela soubesse que ele ficaria em definitivo na Europa, não o deixaria ir.
Lincoln revelou que teve a ideia de levar o filho para a Europa e morar com uma outra família, pois não tinha condições de ir e voltar constantemente para o Velho Continente. Na Europa, Gabriel recebeu os cuidados de Francesco Di Mauro, pai do piloto da Stock Car Gaetano di Mauro. O relacionamento pessoal, que durou nove anos, virou profissional: Francesco virou coach de pilotagem de Bortoleto.
“Francesco foi o coach dele. Como a gente não tinha condição de ficar o tempo todo pra lá por conta dos trabalhos e das coisas aqui, eles cuidaram do Gabriel. A gente abriu mão de ter a família reunida para concluir o sonho, em que a gente acreditava muito”, afirmou o irmão mais velho.
Bortoleto começou a competir no kart, aos 12 anos, no Campeonato Sul-Brasileiro e permaneceu na categoria até 2019.Em 2018, terminou em terceiro nos campeonatos Europeu e Mundial na categoria OKJ, respectivamente, e se tornou vice-campeão na WSK Super Master Series e no Troféu Andrea Margutti.
Em 2020, fez a estreia no automobilismo, no Campeonato Italiano de Fórmula 4, na Prema Powerteam. Seu primeiro pódio ele conquistou em Mugello, onde, depois de um segundo e terceiro, lugares, obteve sua primeira vitória, na quarta rodada da temporada. Ele conquistou mais dois pódios em Monza e terminou a temporada em quinto lugar na classificação geral, à frente de Montoya, mas atrás dos companheiros de equipe Beganovic e Minì, com este último sendo o campeão da temporada. Bortoleto também terminou em quarto lugar na classificação entre os estreantes.
Em 2021, Bortoleto fez sua estreia no Campeonato de Fórmula Regional Europeia, com a FA Racing, sendo companheiro de Alexandre Bardinon e Andrea Rosso. Ele marcou seus primeiros pontos na primeira corrida da temporada, em Ímola, onde terminou em nono. Depois de uma sequência de onze corridas fora dos pontos, na Áustria, obteve o sétimo lugar na corrida 1 e o segundo lugar na corrida 2, que também foi seu primeiro e único pódio no ano. O brasileiro ficou no 15º lugar, com 44 pontos, e foi melhor piloto da FA Racing do ano.
Em 2022, Bortoleto fez duas rodadas do Campeonato de Fórmula Regional Asiática, pontuando em cinco das seis corridas que disputou e vencendo a corrida 2, em Abu Dhabi; com esses resultados, colocou-se no 14º lugar, com 46 pontos. Em abril desse mesmo ano, Bortoleto iniciou sua segunda temporada na FRECA e se transferiu para a R-ace GP, tendo como companheiros Lorenzo Fluxá e Hadrien David. Ele teve um ano mais consistente do que o anterior, pontuando em 16 das 20 etapas da temporada. Venceu duas provas, fez cinco pódios e somou 176 pontos, sendo o sexto colocado na classificação geral.
No final de setembro de 2022, Bortoleto participou do teste de pós-temporada do Campeonato de Fórmula 3 da FIA, em Jerez com a equipe com a Trident Racing, em parceria com Oliver Goethe e Leonardo Fornaroli. Pouco depois, foi anunciado como piloto da Trident para a temporada de 2023, tornando-se o primeiro piloto a ser anunciado para uma equipe para aquela temporada. Ele teve a sua primeira vitória na corrida longa do Bahrein, e venceu novamente na Austrália, prova na qual também fez sua primeira e única pole na F3.
O brasileiro liderou o campeonato desde a rodada de estreia, com uma excelente sequência de 13 corridas na zona de pontos, e ainda fez mais quatro segundos lugares pelo resto do ano. Chegou à rodada final, em Monza, com uma grande vantagem sobre seus principais concorrentes, Paul Aron e Pepe Martí, precisando apenas que nenhum deles fizesse a pole para a última corrida do ano. E com a pole de Oliver Goethe, Bortoleto se sagrou campeão da Formula 3, na temporada de estreia. Encerrou o ano com seis pódios e 164 pontos, 45 a mais do que Zak O’Sullivan, que assumiu o vice-campeonato na última rodada.
Em novembro de 2023, a equipe Invicta Racing anunciou a contratação de Bortoleto para disputar a Fórmula 2, em 2024, ao lado do indiano Kush Maini. O jovem de Osasco começou a temporada se classificando em segundo no Bahrein, mas foi promovido à pole position depois que seu companheiro de equipe, Maini, foi desclassificado por uma infração técnica e terminou em quinto na corrida principal. No sprint, terminou em sexto, apesar de contato com Isack Hadjar, na curva 1. Bortoleto se recuperou de maus finais de semana ao conquistar a pole para a rodada em Ímola. Terminou o sprint em sexto, marcando seus primeiros pontos desde o Bahrein. Ele caiu para quarto no início da corrida principal, mas voltou à vice-liderança, após a fase de pit stops. Ele perseguiu Isack Hadjar, mas o argelino segurou a vitória por meio segundo, mesmo assim, o segundo lugar marcou o primeiro pódio na Fórmula 2.
Bortoleto se classificou em nono no GP de Mônaco e terminou a corrida sprint em segundo, marcando o segundo pódio consecutivo. Ele terminou a prova principal em oitavo. Ele se classificou em 4º para a rodada em Barcelona e terminou a corrida sprint em quinto. Na corrida principal, terminou em sétimo, mas caiu para 10º após uma penalidade por causar colisão com o companheiro de equipe Kush Maini.
Bortoleto se classificou em terceiro para a rodada na Áustria e terminou o sprint em quarto. Na corrida principal, assumiu a liderança, a perdeu na volta 7, mas a retomou de Pepe Martí, na volta 18, e conquistou sua primeira vitória na Fórmula 2, subindo para o terceiro lugar no campeonato, com 85 pontos, após 7 rodadas.
Em Silverstone, no sprint, ele teve uma longa batalha pelo terceiro lugar com o companheiro de equipe Kush Maini, que terminou com ele ultrapassando o concorrente na linha de chegada, para assumir o último lugar no pódio. No entanto, os comissários consideraram que havia completado a ultrapassagem por fora da pista e ele recebeu uma penalidade de 5 segundos, rebaixando-o ao quarto lugar. Na corrida principal, Bortoleto terminou em sexto, após uma corrida tranquila.
Bortoleto se classificou em 4º para a rodada na Hungria, mas terminou a sprint em 16º, depois que seus pneus acabaram. Ele se recuperaria, terminando em 4º na corrida principal. Na rodada na Bélgica, se classificou em 2º, mas terminou a sprint em 10º. Na corrida principal, ficou atrás de Isack Hadjar no início. Tentou parar mais tarde do que seus rivais e usar sua vantagem de pneus para vencer a corrida, mas Hajdar segurou a vitória, e ele terminou em 2º. Apesar disso, subiu para 2º na classificação devido ao abandono de Paul Aron na última volta. O brasileiro foi para as férias de verão com 36 pontos, atrás do líder do campeonato Hadjar.
A qualificação de Bortoleto para a rodada em Monza foi um desastre, pois ele se classificou em último para ambas as corridas. Mas fez uma recuperação brilhante para ir do último para o oitavo lugar no sprint, ainda dividindo o único ponto disponível com Dennis Hauger; ambos cruzaram a linha lado a lado, e a organização concedeu apenas 0,5 ponto para cada um. A corrida principal, no entanto, foi ainda melhor, pois Bortoleto iria do último para o primeiro depois de se beneficiar de um safety car causado por Dennis Hauger, que rodou na curva 1. A vitória, juntamente com Hadjar não marcando pontos durante o fim de semana, permitiu que Bortoleto reduzisse a liderança do francês para 10,5 pontos com 3 rodadas restantes, se colocando como sério candidato ao título pela primeira vez em 2024. A liderança veio após a rodada do Azerbaijão, em que Hadjar ficou mais uma vez sem pontuar, enquanto Bortoleto conseguiu se manter livre dos acidentes para terminar em quinto na corrida curta e em quarto na corrida longa, colocando 4,5 pontos de vantagem sobre o franco argelino. Na rodada final do Campeonato de Fórmula 2 em Yas Marina, ele e Hadjar estavam praticamente empatados na luta pelo título, com Bortoleto conservando a vantagem de 0,5 pontos. O brasileiro adicionou mais 4 pontos de distância após o segundo lugar na corrida sprint. Na corrida principal, a luta pelo campeonato foi encerrada mais cedo, pois Hadjar ficou parado na largada, enquanto Bortoleto terminou a corrida principal em segundo, logo atrás do piloto paraguaio Joshua Dürksen. Com isso, o piloto brasileiro foi coroado campeão da Fórmula 2 da FIA em sua temporada de estreia.
Em setembro de 2022, Bortoleto foi anunciado para se juntar à equipe de gestão do bicampeão de Fórmula 1 Fernando Alonso. Após conquistar o título da Fórmula 3 em 2023, Bortoleto assinou com o Programa de Desenvolvimento de Pilotos da McLaren em outubro de 2023. No dia 6 de novembro de 2024, a Sauber (que será transformada na Audi F1 Team em 2026) confirmou a contratação de Bortoleto, em um acordo de vários anos, a partir da temporada de 2025, para correr ao lado de Nico Hülkenberg; os dois pilotos substituirão a dupla formada por Valtteri Bottas e Zhou Guanyu. Bortoleto e Hulkenberg participaram dos testes de pós-temporada com a Sauber, e o jovem brasileiro deu 130 voltas no carro. Para sua carreira na F1, Bortoleto escolheu o número 5, que foi usado pela última vez na categoria por Sebastian Vettel entre 2015 e 2022, e em entrevista, o pai dele justificou que a escolha se deu por ter sido o número que estampou o carro de Gabriel durante sua campanha vitoriosa na Fórmula 3.
(Gemini) A temporada de estreia de Gabriel Bortoleto na Fórmula 1 em 2025 foi um marco para o automobilismo brasileiro, encerrando um hiato de anos sem representantes titulares no grid. Ao volante da Sauber (em transição para a Audi), o piloto de 21 anos entregou um balanço sólido, somando 19 pontos e terminando o Mundial de Pilotos na 19ª colocação. Sua atuação foi pautada por uma evolução técnica constante, superando um início de ano desafiador para se tornar um competidor capaz de desafiar regularmente seu experiente companheiro de equipe, Nico Hülkenberg.
O começo da trajetória de Bortoleto foi marcado pela dura realidade de um estreante em uma equipe de meio de tabela para baixo. Nas primeiras etapas, como na Austrália, o brasileiro enfrentou as dificuldades típicas de adaptação ao carro e à gestão de pneus, acumulando abandonos e resultados fora da zona de pontuação em circuitos técnicos como Suzuka e Xangai. Nesse período, a prioridade foi o acúmulo de quilometragem e o entendimento dos sistemas complexos da F1, em um carro que ainda sofria com inconsistências aerodinâmicas.
A virada de chave ocorreu durante a perna europeia do campeonato. Bortoleto conquistou seus primeiros pontos no GP da Áustria com um 8º lugar, mas foi no GP da Hungria que ele assombrou o paddock. No travado circuito de Hungaroring, Gabriel teve sua atuação de gala: largou em 7º e cruzou a linha de chegada em 6º lugar, seu melhor resultado no ano. Essa corrida foi o exemplo perfeito de sua maior virtude: a gestão de pneus e a inteligência tática, segurando rivais mais rápidos em um traçado onde ultrapassar é um desafio. Ele seguiu pontuando na Bélgica (9º) e na Itália (8º), consolidando-se como uma “sensação” da temporada e recebendo elogios públicos de pilotos como Oscar Piastri.
Um dos pontos mais positivos do balanço de 2025 foi o confronto direto com Nico Hülkenberg. Embora o alemão tenha terminado à frente em pontos totais — beneficiado por resultados isolados como um pódio em Silverstone —, Bortoleto foi extremamente competitivo em classificações, batendo o veterano em sessões cruciais de Q3. O brasileiro demonstrou uma maturidade rara ao admitir erros (como a batida nos treinos em Imola) e ao não se deixar abalar por incidentes em corridas caóticas, como o abandono em seu primeiro GP do Brasil, em Interlagos.
No GP da Austrália (Melbourne), a estreia foi tensa. Bortoleto largou em 16º e, sob chuva intermitente, demonstrou cautela. Acabou abandonando na volta 22 após um toque com Pierre Gasly que danificou sua suspensão dianteira. No GP da China (Xangai)n sua primeira vez em um formato Sprint, Gabriel sofreu com o desgaste excessivo de pneus da Sauber, terminando a corrida principal em 15º, mas à frente de seu companheiro Hülkenberg. No GP do Japão (Suzuka), Em uma pista de “piloto”, Bortoleto impressionou no setor 1. Terminou em 14º, segurando a pressão de Kevin Magnussen nas voltas finais. No GP do Barein (Sakhir), uma corrida de gerenciamento, Gabriel fez uma estratégia de três paradas para tentar algo diferente, cruzando a linha em 16º. No GP da Arábia Saudita (Jedá), nas ruas velozes de Jedá, ele flertou com os pontos. Estava em 11º até a penúltima volta, mas foi ultrapassado por Alexander Albon, finalizando em 12º. No GP de Miami, o primeiro grande destaque em classificação, chegando ao Q2. Na corrida, terminou em 13º, sofrendo com a baixa velocidade de reta do motor Ferrari cliente da Sauber. No GP da Emília-Romanha (Ímola), corrida sólida, mas sem incidentes que ajudassem. Terminou em 15º. No GP de Mônaco, um teste de paciência. Largou em 18º e, em uma pista onde não se ultrapassa, terminou em 17º, ganhando apenas a posição de um carro que quebrou. No GP da Espanha (Barcelona), a equipe levou atualizações aerodinâmicas. Bortoleto terminou em 14º, mostrando que o carro estava começando a se aproximar do pelotão médio. No GP do Canadá (Montreal), primeiro ponto! Em uma corrida caótica com pista molhada e seca, Gabriel tomou decisões estratégicas perfeitas com seu engenheiro e cruzou em 10º. No GP da Áustria (Spielberg), seu melhor fim de semana até então. Pontuou na Sprint e na corrida principal, terminando em 8º, após uma batalha épica contra as duas Racing Bulls. No GP da Inglaterra (Silverstone), sob o frio inglês, teve dificuldades em aquecer os pneus. Terminou em 13º. No GP da Hungria (Hungaroring), o ápice. Em uma pista travada, que favorece seu estilo técnico, Bortoleto segurou Fernando Alonso por 15 voltas e terminou em 6º lugar, o melhor resultado da Sauber no ano. No GP da Bélgica (Spa), aproveitou o vácuo na reta Kemmel para escalar o pelotão e somar mais dois pontos com um 9º lugar. No GP da Holanda (Zandvoort), uma corrida difícil de estratégia errada, terminando em 16º. No GP da Itália (Monza), Bortoleto levou a torcida ao delírio ao colocar a Sauber no Q3. Terminou em 8º, consolidando-se como o melhor dos “times de fundo”. No GP do Azerbaijão (Baku): Um erro na curva 15 durante a classificação o fez largar no fundo. Recuperou-se para 11º, batendo na trave dos pontos. No GP de Singapura (Marina Bay), o desgaste físico foi extremo. Terminou em 12º, visivelmente exausto, mas elogiado pela constância. No GP dos EUA (Austin), terminou em 14º após uma punição de 5 segundos por exceder limites de pista. No GP do México (Cidade do México), outra performance de gala em altitude. Terminou em 10º, roubando o último ponto de Yuki Tsunoda na volta final. No GP de São Paulo (Interlagos), o momento mais emocionante. Gabriel largou em 12º sob os gritos de “Brasil”. Estava em 7º após as paradas de box, mas um toque de Lance Stroll o tirou da prova. Ele saiu do carro ovacionado pela arquibancada. No GP de Las Vegas, uma corrida de exibição nas ruas. Terminou em 13º em uma prova dominada pela potência de motor, onde a Sauber era vulnerável. No GP do Catar (Lusail), uma prova marcada por problemas de pneus para todos. Gabriel foi conservador e terminou em 11º. No GP de Abu Dhabi (Yas Marina), encerrou sua temporada de estreia com um 12º lugar, garantindo o 19º lugar no mundial de pilotos, à frente de Hülkenberg e dos pilotos da Williams.
A temporada terminou com Bortoleto sendo reconhecido pela equipe e pela mídia especializada como um piloto de “puro ritmo”. Apesar dos cinco abandonos e das dificuldades nas etapas finais (como Las Vegas), ele superou as estatísticas de aproveitamento de estreia de grandes nomes brasileiros do passado, como Felipe Massa e Nelson Piquet. Gabriel encerrou o ano não apenas com pontos na conta, mas com a reputação de um piloto confiável, técnico e pronto para liderar o projeto da Audi nos anos seguintes.
A temporada de 2025 foi histórica por apresentar uma das safras de novatos mais talentosas da era moderna. A comparação entre Gabriel Bortoleto, Kimi Antonelli e Oliver Bearman revela trajetórias distintas, moldadas principalmente pela diferença de competitividade entre Mercedes, Haas e Sauber.
Abaixo, balanço comparativo detalhado:
| Estatística | Kimi Antonelli (Mercedes) | Oliver Bearman (Haas) | Gabriel Bortoleto (Sauber) |
| Pontos Totais | 150 | 41 | 19 |
| Posição Final | 7º | 13º | 19º |
| Melhor Resultado | 2º (Brasil) | 4º (México) | 6º (Hungria) |
| Pódios | 3 | 0 | 0 |
| Top 10s | 14 | 9 | 4 |
| Abandonos (DNFs) | 4 | 3 | 5 |
uelo de Calouros
- Kimi Antonelli
Antonelli operou em uma “liga própria” devido ao equipamento superior da Mercedes. Seu balanço é marcado pela explosividade: ele foi o único dos três a conquistar pódios (Canadá, Brasil e Las Vegas) e uma pole position em Sprint (Miami). O italiano teve o maior desafio psicológico ao substituir Lewis Hamilton e, embora tenha cometido erros de agressividade no início, terminou o ano consolidado como um piloto de ponta. Sua estatística de 150 pontos reflete um carro capaz de vencer, mas também sua capacidade de extrair esse desempenho.
- Oliver Bearman
O britânico da Haas teve uma temporada de afirmação. Diferente de Antonelli, Bearman não tinha carro para pódios constantes, mas foi extremamente eficaz em “pescar” pontos no disputado meio de campo. Seu ponto alto foi o 4º lugar no México, onde superou carros teoricamente mais rápidos. O dado mais impressionante de Bearman foi ter superado seu companheiro experiente, Esteban Ocon, em diversas ocasiões, terminando o ano com 41 pontos e a reputação de ser um dos pilotos mais seguros e inteligentes do grid.
Gabriel Bortoleto
Bortoleto teve, estatisticamente, o ano mais difícil, mas tecnicamente um dos mais elogiados. Pilotando a Sauber (o carro menos competitivo do trio), seus 19 pontos valem muito. Enquanto Antonelli lutava na frente, o brasileiro travava batalhas silenciosas no fundo do grid. O 6º lugar na Hungria foi considerado por muitos especialistas como uma das melhores pilotagens da temporada, dada a limitação do seu carro. Sua evolução em classificações contra Nico Hülkenberg mostrou que, em igualdade de equipamento, ele estaria brigando diretamente com Bearman.
Embora Antonelli leve os números e o brilho dos pódios, o consenso no paddock foi de que os três cumpriram seus papéis:
- Antonelli provou ter a maior velocidade pura.
- Bearman demonstrou a maior solidez e preparo para o combate.
- Bortoleto mostrou a maior resiliência técnica ao pontuar com um carro limitado.