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Estreia |
GP da Argentina de 1972 |
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1ª vitória |
GP da África do Sul de 1974 |
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Última vitória |
GP da Bélgica de 1981 |
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Última corrida |
GP do Brasil de 1982 |
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Corridas |
146 |
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Pontos |
298 |
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Vitórias |
12 |
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Pódios |
45 |
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Poles |
6 |
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Voltas+rápidas |
4 |
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2ºs lugares |
13 |
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3º lugares |
20 |
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4ºs lugares |
11 |
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5ºs lugares |
3 |
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6ºs lugares |
7 |
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1ª fila |
22 |
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Voltas em 1º |
648 |
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Km em 1º |
3309 |
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Acidentes |
13 |
Carlos Alberto Reutemann nasceu em Nélson, pequena localidade na Província de Santa Fé, na Argentina, no dia 12 de abril de 1942. Dono de uma memória prodigiosa, porém com fama de mau humorado, começou a dirigir no Citroen do pai mas seu aprendizado de de automobilismo se iniciou nas montanhas, quando seu amigo Américo Grossi, representante da Fiat em sua cidade, entregou-lhe um carro para provas.
Após essa experiência, Reutemann passou para as provas de Turismo Melhorada, (carros nacionais com preparação).
Depois de campeão argentino de Turismo, em 1968, voltou a se destacar na Fórmula 2 de seu país, de onde saiu para a Europa. Em 1970, apoiado pelo Governo argentino, assinava seu primeiro contrato com a Brabham. Na segunda temporada foi vice-campeão de F 2.
Sua primeira corrida na Fórmula 1, foi em 1971, com um velho McLaren alugado, num Grande Prêmio de Buenos Aires, que não contava pontos. Conseguiu o terceiro lugar e foi sua única experiência fora da Brabham.
Para Reutemann, o drama também foi superar o sonho argentino, atender uma torcida argentina exigente, que só se completaria caso ele repetisse o velho Fangio: “Tivemos El Chuego, agora temos El Lole”.
Bernie Ecclestone, que controlava a Brabham, ofereceu-lhe imediatamente um contrato para a F 1. Contrato em que Reutemann, com o considerável patrocínio da YPF – empresa argentina de petróleo — pagava praticamente metade das despesas da equipe.
O nome de Reutemann esteve ligado ao da Brabham por oito anos, uma experiência que começou quando a sigla do carro era BT28, seguindo-se os BT32, 38, 40, 42 e 44, encerrando a trajetória no BT45/2.
Em 1973, Reutemann ganhou na Alemanha e obteve vários bons resultados. Em 74, depois da África do Sul, Reutemann venceu também os GPs da Áustria e dos Estados Unidos;
Em 1981, ganhou o GP da África do Sul, porém sendo a corrida organizada pela FOCA, sem o aval da FISA, não contou pontos para o Campeonato Mundial de Pilotos e Construtores.
Nos treinos da Bélgica, em maio de 81, 336° GP da história da F1 , Reutemann atropelou o mecânico da equipe Osella, Giovanni Amadeu, italiano, 25 anos. O corredor dos boxes era estreito demais; em consequencia do acidente o mecânico perdeu a vida. Reutemann venceu o GP em Zolder, bastante abalado, com um profundo trauma; uma vitória amarga após o acidente.
Em novembro de 1981, após 144 Grandes Prêmios, Reutemann comunicou seu procurador pelo telefone de sua casa na praia de Cap-Ferrat (entre Nice e Mônaco) sua decisão de abandonar as pistas.
Reutemann particopou da Fórmula 1 de 1972 a 1981 na F – 1., integrando as equipes da Brabham 72/76; Ferrari 77/78; Lotus 79 e Williams 80/81. Participou de 144 Gps, obtendo 12 vitórias, 12 segundos, 20 terceiros, 11 quartos e 03 quintos lugares e totalizando 300 pontos.
As 12 vitórias:
1974 – África do Sul, Áustria e EUA-Leste
1975 – Alemanha
1977 – Brasil
1978 – Brasil, EUA-Oeste, Inglaterra e EUA-Leste
1980 – Mônaco
1981 – Brasil e Bélgica
Depos de da carreira na F1, o piloto argentino passou à politica, elegendo-se governador da província de Santa Fé duas vezes e depois senador por quatro mandatos.
Carlos Reutemann morreu no dia 7 de julho de 2021, aos 79 anos, depois de ficar hospitalizado por mais de um mês. Reutemann já havia ficado internado por 17 dias em maio antes de ser hospitalizado pela última vez. Além de uma hemorragia, o ex-piloto também sofreu um sangramento gastrointestinal e deterioração da função renal, problemas ligados ao câncer de fígado contra o qual Carlos lutava desde 2017.