Perfil
| Nome | Sebastian Vettel |
| País | Alemanha |
| Nascimento: | 03 de julho de 1987 |
| Local | Heppenheim |
| Altura | 1,74 |
| Peso | 64 kg |
| Residência | Schweiz (Suíça) |
| Esposa | Hanna Prater |
| Preferências | pasta |
| Hobbies | Snowboard, mountainbike, |
| Site | www.sebastianvettel.de |
Carreira
| Estreia |
GP dos Estados Unidos – 17/06/2007 |
| Corridas |
299 |
| Títulos |
4 (2010,2011,2012,2013) |
| Vitórias |
53 |
| Pódios |
122 |
| Poles |
57 |
| Voltas + rápidas |
38 |
| Hat tricks |
8 |
| Grand slams |
4 |
| Abandonos |
43+DSQ |
| Pontos |
3.098,00 |
Desempenho
| Ano | Categoria | Equipe | Corridas | Vitórias | Poles | Voltas | Abandonos | Não largou | Pódios | Pontos | Posição | |
| 2022 | Fórmula 1 | Asron Marin |
120 |
2 | 2 |
37 |
12 º |
|||||
| 2021 | Fórmula 1 | Aston Martin |
21 |
2 | 1 | 1 |
43 |
12º |
||||
| 2020 | Fórmula | Ferrari |
17 |
2 | 1 |
33 |
13º |
|||||
| 2019 | Fórmula 1 | Ferrari |
21 |
1 | 2 | 1 | 3 | 9 |
240 |
5º |
||
| 2018 | Fórmula 1 | Ferrari |
21 |
5 | 5 | 7 | 11 |
320 |
2º |
|||
| 2017 | Formula 1 | Ferrari |
20 |
5 | 14 | 2 | 13 |
317 |
2º |
|||
| 2016 | Fórmula 1 | Ferrari |
21 |
3 | 7 |
212
|
4º |
|||||
| 2015 | Fórmula 1 | Ferrari |
19 |
3 | 1 | 1 | 13 |
278 |
3º |
|||
| 2014 | Fórmula 1 | Red Bull |
19 |
2 |
167 |
5º |
||||||
| 2013 | Red Bull |
19 |
13 |
9 |
7 |
|
|
16 |
397 |
1º |
||
| 2012 |
20 |
5 |
6 |
6 |
|
|
10 |
281 |
1º |
|||
| 2011 |
19 |
11 |
15 |
3 |
|
|
17 |
392 |
1º |
|||
| 2010 |
19 |
5 |
10 |
3 |
|
|
10 |
256 |
1º |
|||
| 2009 |
17 |
4 |
4 |
3 |
|
|
8 |
84 |
2º |
|||
| 2008 |
18 |
1 |
1 |
1 |
35 |
8º |
||||||
| 2007 | Toro Rosso |
7 |
6 |
14º |
||||||||
| BMW |
1 |
|||||||||||
| F. Renault 3.5 | Carlin |
7 |
1 |
1 |
1 |
|
|
4 |
74 |
5º |
||
| 2006 | Fórmula 1 | BMW |
Piloto de testes |
|||||||||
| F3 Masters | ASL |
1 |
6º |
|||||||||
| R.Renault 3,5 | Carlin |
3 |
1 |
1 |
2 |
28 |
15º |
|||||
| GP de Macau | ASM |
1 |
23º |
|||||||||
| F3 Euroséries |
20 |
4 |
1 |
5 |
|
|
9 |
75 |
2º |
|||
| 2005 | Fórmula 1 | Williams |
Piloto de testes |
|||||||||
| GP de Macau | ASM |
1 |
1 |
3º |
||||||||
| F3 Espanha | Engineering |
1 |
1 |
8 |
15º |
|||||||
| F3 Masters | ASL |
1 |
11º |
|||||||||
| F3 Euroséries |
20 |
1 |
|
|
5 |
57 |
5º |
|||||
| 2004 | Fórmula ADAC | ADAC |
20 |
18 |
14 |
13 |
|
|
20 |
387 |
1º |
|
| 2003 | Eifelland | 19 | 5 | 5 | 4 | 12 | 216 | 2º | ||||
| 2002 | 6° no ICA Sênior Kart Europeu e 10º no ICAQ Sênior Kart alemão | |||||||||||
| 2001 | Campeão europeu júnior de kart; campeão alemão júnior de kart; vencedor da Copa de Kart de Mônaco Júnior | |||||||||||
| 2000 | 5° colocado no campeonato alemão Junior de kart; 8° no ICA Junior de kart; 7° Green Helmet Trophy Cadets | |||||||||||
| 1999 | Terceiro colocado no Torneio das Indústrias Parma | |||||||||||
| 1998 | Campeão do Kartclub Kerpen-Manhehiem | |||||||||||
História
Sebastian Vettel foi a maior revelação do automobilismo esportivo no início do segundo decênio dos anos 2000. Campeão de 2010 a 2013, acumulou em seis anos de carreira número de recordes da Fórmula 1 só superado, por Michael Schumacher:
- No Grande Prêmio da Turquia de 2006, foi o piloto mais jovem a correr um grande prêmio da F1; tinha 19 anos, 1 mês e 23 dias
- No dia 17 de junho de 2007, no GP dos Estados Unidos, o piloto mais jovem a marcar pontos na Fórmula 1.
- No dia 30 de setembro de 2007, no GP do Japão, foi o mais jovem piloto a liderar uma prova da F1.
- No GP da Itália de 2008, tornou-se o piloto mais jovem a conquistar a pole position e o mais jovem piloto a vencer uma corrida da Fórmula 1,
- No GP da Inglaterra de 2009, foi o piloto mais jovem a fazer um hat-trick
- Em 2009, foi o piloto mais jovem a conquistar um vice-campeonato
- Em 2010, foi o piloto mais jovem a conquistar o título de campeão da F1, com23 anos, 4 meses e 15 dias
- Em 2011, foi o piloto a conquistar maior número de pontos numa mesma temporada (324) e o mais jovem a conquistar o bicampeonato
- Em 2012, tornou-se o piloto mais jovem a conquistar o tricampeonato
- Em 2013 foi o piloto mais jovem a conquistar o tetracampeonato, 26 anos, 3 meses e 24 dias; superou recordes de Michael Schumacher, com 13 vitórias no mesmo campeonato e com 9 vitórias consecutivas e, com este último número igualou marca de Alberto Ascari, em vigor desde 1952/1953
O “baby Schumi” da imprensa alemã, filho do carpinteiro Robert Vettel, um jovem fã dos Beatles, com o quarto forrado de posters de Michael Schumacher, é considerado um dos mais brincalhões e faladores da Fórmula 1 e para Flávio Gomes, do AutomMotor Esporte, “um garoto alegre, marrento, veloz (…) Um campeão que vale a pena celebrar”.
E ele parece concordar com o jornalista brasileiro, quando se autoanalisa como “competitivo e impaciente”. Também se sente com as três condições básicas para um piloto de Fórmula 1, determinação, agressividade e controle, e, como piloto de F1, vive seu sonho.
Na tradicional entrevista da BBC, Vettel também revela verdadeira idolatria por Michael Schumacher, a quem considera o maior esportista de todos os tempos; diz que, embora ache os dois fantásticos, entre Senna e Prost, prefere o brasileiro, com quem gostaria de ter jantado. Fala também que prefere os circuitos de rua e gosta muito de Spa; que a F1 não é só os carros, porque sem as equipes e os pilotos eles ficariam na garagem; por ele, haveria mais corridas da F1, mais de uma por fim de semana.
Vettel pretende estudar engenharia mecânica, porque ama o esporte a motor e vai tentar um lugar, senão na F1, em alguma outra categoria. E, enquanto isso não acontece, aproveita os dias de folga, dormindo bem; começando o dia com um bom café da manhã; praticando algum esporte com os amigos e terminando com alguns drinks. Vettel vive com namorada da infância, Hanna Palmer, em Kreuzlingen, comuna do cantão de Thurgovia, na Suíça, onde, cercado de árvores e campos, anda muito de bicicleta, escala montanhas e joga futebol com os amigos. O piloto tem um irmão mais novo, Fabian, que pretende também ser piloto, e duas irmãs, Melanie, que faz hipismo, e Stefanie, psicoterapeuta de crianças portadoras de deficiência. Quando criança, os seus ídolos eram “os três Michaels”: Schumacher, Jordan e Jackson. Ele até pretendeu ser cantor, como Michael Jackson, mas descobriu que não tinha voz. Ele é também fã dos Beatles e tem coleção dos discos do quarteto inglês. Gosta de futebol e torce pelo Eintracht Frankfurt.
Vettel começou no esporte a motor em 1995 e durante oito anos correu de kart. Na categoria, venceu o campeonato alemão de juniores, a Copa de Mônaco e o campeonato europeu da categoria, em 2001. No ano seguinte, foi sexto no campeonato de seniores da ICA e passou aos carros de corrida.
Depois de teste na Williams, em 2005, em 2006, Vettel passou a ser piloto de testes da BMW Sauber, no GP da Turquia, no lugar de Robert Kubica, promovido para o lugar de Jacques Villeneuve. Na segunda sessão de treinos para a prova, obteve o melhor tempo, feito que viria a repetir no GP da Itália, em Monza. Antes, no mesmo ano, ele já tinha terminado em segundo na Euroséries da F3 e estreou na série mundial da Renault, em Misano, sendo considerado vencedor, devido a desclassificação de Pastor Maldonado. Na segunda prova dessa competição sofreu um grave ferimento no dedo, temendo-se que precisasse ficar fora das pistas por várias semanas. Porém, no fim de semana seguinte, participou do Masters da Formula 3, em Zandvoort, terminando em terceiro.
Em 2007, Vettel venceu a corrida de Nurburgring da Série Renault e liderava a competição quando teve de deixar a categoria, para dedicar-se à Fórmula 1. Na sua primeira participação da categoria principal, substituindo Robert Kubica, tornou-se, aos 19 anos, 11 meses e 19 dias, o mais jovem piloto a marcar pontos na F1, saindo em sétimo e chegando no oitavo lugar no GP dos Estados Unidos.
Em 5 de agosto, na Hungria, substituindo Scott Speed, Vettel faz sua estréia como segundo piloto da Toro Rosso. Até o final da temporada, faz mais sete corridas, tendo como melhor colocação o quarto lugar na China. Com seis pontos, foi o 14° colocado entre os 26 pilotos que participaram da temporada. No GP do Japão, Vettel chegou a ser terceiro, atrás de Lewis Hamilton e Mark Webber, mas uma batida no carro de Webber, quando o carro de segurança estava na pista, frustrou suas esperanças de subir ao pódio. O jovem alemão chegou a ser punido com a perda de 10 posições na corrida seguinte, mas foi salvo por vídeo postado no Youtube., por um espectador, mostrando que o culpado pelo incidente tinha sido Lewis Hamilton.
Ainda em 2007, Vettel formou com Michael Schumacher a equipe alemã que ganhou a Copa das Nações, apesar de sua derrota na disputa individual com Heikki Kovalainen.
A temporada de 2008 não começou bem para Vettel: sofreu um acidente nas primeiras voltas na Austrália; não completou os GPs da Malásia e Bahrein e colidiu com Adrian Sutil, na primeira volta do GP da Espanha. Só na Turquia, na quinta corrida da temporada, conseguiu chegar ao final, mesmo assim em 17° lugar, última posição entre os que conseguiram completar a prova.
Na sexta corrida, em Mônaco, o piloto alemão obteve seus primeiros pontos, ao chegar em 5°, mesmo depois de largar na 19ª posição, por ter sido punido com a perda de 10 posições no grid, pela troca da caixa de câmbio. No Canadá, ganhou mais um ponto, chegando em oitavo, depois de sair do último lugar do grid.
Na Alemanha voltou a chegar em 8°; no GP da Europa, em Valência, saiu e chegou em sexto; na Bélgica ficou em 5° lugar e no GP da Itália conquistou a pole position e venceu a sua primeira corrida. O pódio da corrida, formado pelos três jovens, Vettel, Kovalainen e Kubica, mostrou o novo momento vivido pela Formula 1. No GP do Brasil, ele fez a torcida brasileira vibrar ao ultrapassar Lewis Hamilton, praticamente garantindo o título a Felipe Massa. Mas, logo depois, Hamilton passou por Timo Glock e garantiu o 5º lugar que lhe daria o campeoanto.
Praticamente ignorado até a metade da temporada, Vettel começou a chamar a atenção a partir da corrida em Valência e teve seu talento reconhecido depois da vitória em Monza. Com 35 pontos, terminou o campeonato na 8ª colocação, à frente de muitos veteranos da categoria, e foi escolhido como o calouro do ano.
O desempenho na pequena Toro Rosso credenciou Sebastian Vettel a se transferir, em 2009 para uma equipe já mais competitiva do mesmo grupo, a Red Bull. E na primeira prova do ano, na Austrália. justificou a promoção, largando da 3ª posição do grid e correndo em 2ª na maior parte do percurso. Mas, a três voltas do final, pagou pela inexperiência. Tentou defender a posição diante Robert Kubica, que tinha pneus melhores e seu deu mal. Os dois bateram e, mesmo com o carro danificado, com apenas três rodas, quis terminar a corrida atrás do safety car, para chegar na zona de pontuação, fazendo ultrapassagem sob bandeira amarela. Terminou em 13º, mas foi punido com a perda de 10 posições no grid da corrida seguinte.
Por causa da punição, na Malásia, de nada valeu o 3º tempo obtido na Q3. Teve de largar da 13ª posição e estava em 8º quando rodou e foi obrigado a abandonar, pouco antes de a corrida ser suspensa, por causa da intensa chuva. Foi 15º.
Na China, Vettel mostrou de vez suas garras. Fez a pole position (a primeira da Red Bull), na pista encharcada, dominou a corrida como um veterano e só perdeu a liderança nas paradas nos boxes. Não rodou nem saiu da pista, como a maioria dos adversários e não só venceu – tornando-se, aos 21 anos e 287 dias, o mais jovem piloto a ganhar um Grande Prêmio _ como mostrou que a Brawn GP com seus difusores duplos não era invencível. Com a vitória, a sua segunda na F1, passou a ocupar a 3ª colocação no mundial de pilotos, atrás de Jenson Button e Rubens Barrichello.
No Bahrein, mais uma vez, Vettel foi terceiro no grid e se incluiu entre os candidatos ao título do ano. Sem difusor duplo e KERS, ultrapassou Jarno Trulli e Timo Glock e só não conseguiu dar o troco em Jenson Button, que havia passado por ele, porque perdeu muito tempo atrás de Lewis Hamilton. E nas voltas finais resistiu à pressão de Jarno Trulli, mantendo a segunda colocação.
Após um 4º lugar na Espanha, onde saiu da 2ª posição, sendo superado pelo companheiro Mark Webber, que passou de 5º no grid a 3º no pódio, Vettel rodou a curva Sainte Devote e saiu da prova na 15ª das 78 voltas de Mônaco. Na Turquia, um erro na primeira volta, depois de uma saída forte, e a estratégia de três paradas impediram que o jovem alemão tirasse proveito da pole position. Uma saída do traçado ideal permitiu a Jenson Button, que largou em 2º o ultrapassasse e definisse a corrida e, com uma parada a mais, foi também superado por Webber, consolando-se com o 3º lugar.
Depois de revisão aerodinâmica feira pelo engenheiro Adrian Newey, que colocou um bico mais alto e largo, para melhorar o funcionamento do difusor duplo adaptado ao carro, a dupla de pilotos da RBS fez dobradinha no GP da Inglaterra. Sebastian Vettel passou a ser o piloto mais jovem a fazer um hat-trick (barba, cabelo e bigode) na F1: saiu da pole; fez a volta mais rápida (1m20s735, para os 5.141 metros da pista, a 229,238 km/h, na volta 16) e venceu com a vantagem de 15s188 sobre Mark Webber. Na classificação dos pilotos, continuou em 3º, com 39 pontos, 2 a menos que Rubens Barrichello, mas 3,5 a mais que Webber, a quem ele vinha superando em todas as fases de classificação.
A dobradinha da Red Bull se repetiu no GP da Alemanha, em ordem invertida: Webber em 1º e Vettel em 2º. O alemão, que saiu em 4º, largou mal e depois fez uma boa corrida, mas não conseguiu alcançar o companheiro, que largara na pole, principalmente por perder muito tempo para ultrapassar Felipe Massa. Com o resultado, Vettel assumiu a vice-liderança do campeoanto, com 1,5 ponto à frente de Webber e 3 pontos a mais do que Rubens Barrichello.
Na Hungria, Sebastian Vettel não chegou nem à metade da prova. Largou em 2º, mas na 29ª das 70 voltas, com a suspensão danificada num choque com Kimi Raikkonen, ainda na primeira volta, teve de deixar a pista. Em Valência, no GP da Europa, o alemão teve de abandonar de novo, por quebra de motor, caindo para o 4º lugar no mundial de pilotos, atrás de Barrichello (ganhador da corrida) e Webber (9º).
Na Bélgica, Vettel, largando na 8ª posição, fez uma excelente corrida; chegou a liderar por 2 voltas, mas acabou superado por Kimi Raikkonen, da Ferrari, e, com surpresa, por Giancarlo Fisichella, da pequenina Force India. Os 6 pontos lhe possibilitaram subir mais um degrau na classificação, ultrapassando Mark Webber (53 a 51,5).
Em Monza, onde tinha vencido no ano anterior, um acidente com Lewis Hamilton, na última volta, salvou a corrida de Vettel, que herdou o 8º lugar e marcou o único ponto da Red Bull na prova. Em Cingapura, ele se classificou em 2º, mas, uma punição por excesso de velocidade na pit lane e um dano no difusor ao tocar na zebra, o jogaram para o 4º lugar no final.
No Japão, a série de contratempos amainou e Vettel renovou a esperança de brigar pelo título. Depois de uma corrida excelente, na qual saiu na pole e venceu de ponta a ponta, com 69 pontos, estava a 2 pontos do 2º colocado e a 16 do 1º, Jenson Button, portanto, com chances de superar os dois nas duas corridas restantes.
As esperanças de título, porém, se evanesceram em Interlagos, no GP do Brasil. Começaram a se reduzir com a 16ª posição no grid, obtida debaixo de chuva, e se esvaíram por completo quando Jenson Button chegou em 5º lugar e assegurou a conquista do campeonato. O 4º lugar, porém, valeu a subida para o 2º lugar na classificação geral, 2 pontos à frente de Barrichello (74 a 72) e o deixou mais perto da vice-liderança entre os pilotos, o que já seria um bom resultado para quem tinha chegado à F1 havia apenas 3 anos.
E o coroamento dessa conquista veio no primeiro GP de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, onde não só venceu a corrida, como cravou a sua 3ª melhor volta no campeonato, com 1m40s279, para os 5.544 metros da pista, na 54ª das 55 voltas. Vettel foi 2º no grid, colou em Lewis Hamilton, o pole position; passou o inglês na 17ª volta, depois da primeira bateria de pit stops, e não teve mais concorrentes, a partir da volta 20, quando Hamilton foi obrigado a abandonar por problemas nos freios, A única ameaça à vitória de Vettel ocorreu quando ele entrava para fazer sua segunda parada e Jaime Alguersuari, ocupava, por engano, o seu box. A sorte foi que os mecânicos da Red Bull reagiram a tempo e conseguiram fazer com que o espanhol saísse imediatamente, permitindo que ele fosse atendido normalmente.
Com 84 pontos, 11 atrás do campeão Jenson Button, Sebastian Vettel tornou-se o piloto mais jovem a conquistar o vice-campeonato, numa temporada que os aficionados consideraram uma das melhores e mais disputadas da Fórmula 1. E tão importante quanto o vice-campeonato foi a conquista do Prêmio DHL de Corrida Mais Rápida (DHL Fastest Lap Award), outorgado pela DHL Express, ao piloto com maior número de voltas mais rápidas durante a temporada.
A temporada de 2010 não começou como Vettel esperava. No GP do Bahrein ele fez a pole position e dominava a corrida até a volta 33, quando um problema inesperado complicou a sua corrida. Uma válvula defeituosa provocou a perda de potência do motor e ele foi tranquilamente ultrapassado por Fernando Alonso, Felipe Massa e Lewis Hamilton, nessa ordem. Nas circunstâncias, o 4º lugar, depois de uma acirrada disputa com Nico Rosberg, foi um bom resultado.
Na Austrália, foi pior ainda. Largando novamente na pole, dominava folgadamente a corrida, quando, na volta 8, saiu da pista e da prova, com uma roda solta. Explicou, depois, que ao ver sair fagulhas da roda dianteira esquerda, pensou ir para o boxe, mas não teve tempo. O carro começou a vibrar e, na freada, perdeu o controle e foi parar na brita.
Na Malásia, a sorte começou a virar. Depois da vela defeituosa no Bahrein e da roda solta na Austrália, finalmente o seu carro, apontado como o melhor e mais rápido da temporada, funcionou perfeitamente. Ele fez uma ótima largada e já na primeira curva passou por Nico Rosberg e Mark Webber, pulando da 3ª posição para a ponta. Dai em diante, só teve de ficar atento ao companheiro Webber, que não chegou a ameaçar a sua vitória.
Um erro no acerto do carro, preparado para pista seca, comprometeu o desempenho de Vettel e Webber, no piso molhado da China. Ainda na primeira curva, Vettel perdeu a primeira posição para Jenson Button e depois de algumas voltas com pneus intermediários, caiu para o meio do pelotão, chegando no 6º lugar, mas mantendo o 3º na classificação geral, com 49 pontos, contra 50, de Nico Rosberg, e 60, de Jenson Button.
Na Espanha, o piloto alemão saiu em 2º, atrás de Webber, e apesar de enfrentar problemas com os freios nas últimas 8 voltas, o que o obrigou a uma parada extra, ganhou a 3ª colocação e voltou ao pódio, graças a uma batida de Lewis Hamilton na penúltima volta.
Em Mônaco, Vettel largou da 3ª posição, mas na largada ultrapassou Robert Kubica e manteve o 2º lugar até o fim, a 0s448 do companheiro Mark Webber. E além de fazer a dobradinha da Red Bull, na 71ª das 78 voltas, marcou a volta mais rápida da prova, com 1m15s192, para os 3,340 metros da pista. Com o resultado, assumiu a vice-liderança do campeonato, com 78 pontos, a mesma pontuação do líder, Mark Webber, que tinha uma vitória a mais.
Insatisfeito com o comportamento do carro em Mônaco, Sebastian Vettel trocou o chassis por um inteiramente novo, na Turquia. E dessa vez não teve razão para reclamar do carro e atribuiu a Webber a culpa pela sua saída da pista, na volta 39. O alemão largou em 3º e corria em 2º, atrás de Webber, quando, na reta oposta, mais rápido, colocou o carro por dentro e tentou ultrapassar o companheiro. Como o australiano não tivesse aliviado, Vettel virou para direita, buscando o ponto de freada na curva seguinte e os dois se chocaram. Webber continuou na prova e ainda foi 3º, mas Vettel saiu acusando-o _ com gestos _ de maluco e até o fim do campeonato a animosidade entre ambos era evidente. O abandono custou ao alemão a perda de três posições na classificação geral, atrás de Webber, Button, Hamilton e Alonso.
No Canadá, Vettel largou na 2ª posição e chegou em 4º, mas na corrida seguinte, o GP da Europa, em Valência, fez a pole e, numa corrida monótona, ganhou de ponta a ponta, pulando do 5º para o 3º lugar na classificação geral.
Na Inglaterra, o clima na Red Bull pesou ainda mais, por obra do chefe da equipe, Christian Horner, que, sob a alegação de que o alemão estava mais bem colocado no campeonato, mandou tirar a asa dianteira nova do carro de Weber e passar para o de Vettel, que tinha destruído a sua na classificação. Webber deu o troco na pista. Aproveitou-se do azar de Vettel, que teve um pneu furado ainda na largada, num choque com Lewis Hamilton, quando tentava jogar o carro contra o companheiro, assumiu a liderança e não perdeu mais. O alemão caiu para o último lugar e só com esforço conseguiu chegar em 7º. Após a vitória, Webber tripudiou: “Nada mal para um segundo piloto”.
Na Alemanha, Sebastian Vettel começou uma escalada que, mesmo com dois desvios de rota, fez a Fórmula 1 reviver seus melhores tempos, com 5 pilotos, de três equipes, envolvidos numa disputa emocionante pelo título, até a última etapa. Em Hockenheim, ele ganhou a pole position por escassos 0,002 sobre Fernando Alonso, e só pecou na largada, quando foi ultrapassado por Felipe Massa. Chegou em 3º, continuou em 4º na classificação geral, mas voltou a empatar com Webber no número de pontos. Na corrida seguinte, na Hungria, teve a corrida nas mãos, mas cochilou na relargada, após a saída do safety car, foi punido com um drive-through, por, supostamente, favorecer Webber, acabou em 3º. Mesmo assim, ganhou uma posição na classificação geral, passando para o 3º lugar, com 151 pontos, contra 157 de Lewis Hamilton e 161, de Mark Webber.
O primeiro tropeço de Vettel no último terço da temporada aconteceu na Bélgica. Na 16ª volta, ao tentar ultrapassar Jenson Button, bateu no carro do inglês, tirando-o da corrida. Ele continuou na pista, mas sofreu uma punição, teve um pneu furado ao tentar ultrapassar Vitantonio Liuzzi e chegou em 15º. Sem pontuar, manteve o 3º lugar, mas se distanciou dos líderes, ficando a 28 pontos de Webber e 31 de Hamilton, teoricamente fora da luta pelo título.
Com o 4º lugar em Monza, no GP da Itália, depois de largar em 6º, favorecido pelo mau desempenho dos líderes, o alemão voltou a sonhar com o título. E o sonho ficou mais perto de se tornar realidade com o 2º lugar, em Cingapura, com o qual passou ao 4º lugar a 21 pontos do líder Webber (282 a 181), faltando ainda 4 corridas e, portanto, com 100 pontos em jogo.
Por causa de uma tempestade no sábado, a etapa de classificação foi adiada para o domingo de manhã e, com um carro bem acertado para a pista de Suzuka, Sebastian Vettel, em apenas 6 horas, fez a pole position e ganhou o GP do Japão. Saindo do lado limpo da pista, o alemão não teve dificuldade para manter a liderança, não sendo afetado pelos choques no meio do pelotão, envolvendo Petrov e Hülkenberg e Felipe Massa e Vitantonio Liuzzi. Só teve de controlar o assédio do companheiro Webber que, para sorte dele, não fazia uma boa corrida. Com os 25 pontos obtidos, Vettel foi a 206 pontos, passou para 3ª colocação, igualou-se a Fernando Alonso e ficou mais perto do líder Webber, que somava 220 pontos. Tendo vencido o mesmo GP no ano anterior, Vettel tornou-se o mais jovem piloto a vencer na mesma pista duas vezes consecutivas.
Na Coreia, numa corrida conturbada, que foi interrompida logo na 18ª volta e só recomeçou 55 minutos depois, as chances de luta pelo título se reduziram drasticamente. Ele saiu na pole position e liderava tranquilamente até 45ª das 56 voltas, quando seu motor quebrou e ele teve de abandonar a pista. Com o abandono caiu do 3º para o 4º lugar, na classificação geral, agora, a 25 pontos do novo líder, o espanhol Fernando Alonso.
A vitória no GP do Brasil, porém, recolocou o alemão no 3º lugar da classificação geral, com 231 pontos, e na luta pelo título com Mark Webber (236) e Fernando Alonso (246). Vettel saiu na 2ª posição do grid, mas logo na primeira curva passou por Nico Rosberg e assumiu a liderança, que só deixou duas vezes, nas paradas nos boxes. E teve a seu favor a decisão da Red Bull de não determinar o jogo de equipes, que o obrigaria a dar passagem a Webber, que estava à frente da classificação e, portanto, com mais chances de ser campeão. A equipe deu-se por satisfeita com o primeiro lugar entre as construtoras, garantido com a dobradinha em Interlagos e liberou os seus dois pilotos para decidirem na pista o título da categoria.
E a decisão da escuderia acabou sendo benéfica para ela e para os pilotos. Se tivesse dado preferência Webber, certamente, nem ele nem Vettel seria campeão, pois o australiano foi muito mal na última corrida da temporada, e seria ultrapassado por Fernando Alonso, assim como o alemão, mesmo que vencesse.
O GP de Abu Dhabi, que se antecipava como um grande desfecho para o campeonato, com acirrada disputa entre os três candidatos ao título foi um verdadeiro anticlímax. Vettel largou na ponta e já na metade da prova se projetava como o novo campeão, a não ser algum imprevisto, tão comum nas pistas da F1. Mas como não aconteceu nada de extraordinário, ele chegou bem à frente, sem nunca ter sua liderança ameaçada e com a segurança de ver seus rivais bem atrás; Alonso em 7º e Webber em 8º.
Com 256 pontos, contra 252 de Alonso e 242 de Webber; 5 vitórias, 10 poles position, 3 voltas mais rápidas e 10 pódios, Sebastian Vettel, aos 23 anos, 4 meses e 11 dias, coroou-se, assim, como o mais jovem piloto a conquistar o título de campeão da Fórmula 1, menos de três anos depois de ter feito sua estreia na principal categoria do automobilismo mundial.
Em 2011, Sebastian Vettel se juntou a Alberto Ascari, Juan Manuel Fangio, Jack Brabham, Alain Prost, Ayrton Senna, Mika Hakkinen, Fernando Alonso e Michael Schumacher no seleto grupo dos pilotos da Fórmula 1 que venceram o campeonato por duas vezes consecutivas. No GP do Japão, no dia 8 de outubro de 2011, a quatro rodadas do final da temporada, tornou-se, aos 24 anos, 3 meses e 8 dias, o mais jovem piloto a conquistar por duas vezes seguidas o título da principal categoria do esporte a motor.
Vettel começou a defender seu título de campeão de 2010 em grande estilo, no GP da Austrália, que abriu a temporada depois do cancelamento da corrida no Bahrein. Conquistou a pole position, fez uma corrida sem erro, liderou de ponta a ponta, sem nunca ser ameaçado por ninguém e chegou 22 segundos à frente do segundo colocado, Lewis Hamilton.
Em Sepang, embora com apenas um segundo de vantagem sobre Lewis Hamilton, Vettel conquistou a 17ª pole da carreira e com uma largada explosiva, na única vez em que acionou o KERS, e já na primeira volta abriu 2 segundos de vantagem sobre o segundo colocado. Nem o uso pelos adversários do KERS ou da asa móvel foi capaz de mudar o panorama da corrida. Com a segunda vitória, o piloto alemão estabeleceu uma vantagem de 24 pontos (50 a 26) sobre o segundo na classificação geral, Jenson Button. ,
Na China, Vettel voltou a obter a pole position, desta vez a apenas 0s 715 de Jenson Button. Aparentemente sem usar o KERS, largou mal e logo na primeira volta foi superado pelos dois carros da McLaren. Um erro de Button, que poderia ter prejudicado, acabou, no entanto, favorecendo o alemão. O piloto da McLaren se enganou no primeiro pit stop, parando no box da Red Bull, Vettel teve que esperar que ele corrigisse o erro, mas ficou no lucro, pois conseguiu voltar antes à pista e assumir a liderança. Todavia, tendo, por causa da má largada, mudado a estratégia para duas, em vez de três paradas, e por causa disso sendo vítima do desgaste dos pneus duros, foi ultrapassado por Hamilton na 52ª das 56 voltas e terminou no 2º lugar. Com o resultado, a diferença para o segundo colocado, agora o piloto inglês, caiu para 21 pontos (68 a 47).
A primeira etapa de treinos livres, na sexta-feira, deixou a impressão que o GP da Turquia seria diferente dos anteriores e que o panorama do campeonato poderia mudar. Sebastian Vettel rodou na curva 8, foi de encontro à barreira e pneus, causando a interrupção do treino e encerrando o dia na 17ª colocação. No dia seguinte, porém, as coisas voltaram ao lugar. O piloto alemão superou o companheiro Mark Webber por 0s405, obteve a sua 4ª pole do campeonato e a 5ª consecutiva, igualando marca estabelecida por Fernando Alonso em 2006. Numa corrida que marcou recordes de 82 pit stops, por causa do desgaste dos pneus, e de 126 ultrapassagens, não só devido aos pneus, mas também pelo uso da asa móvel, Vettel não precisou se preocupar com nenhuma das duas coisas. Largou bem e na volta 10, quando fez a primeira parada, já tinha mais de um segundo sobre os adversários que se debatiam pelo 2º lugar. Com vantagem de 8s807 sobre Mark Webber, o alemão conquistou a 13ª vitória da carreira e incluiu-se entre os 20 maiores vencedores da F1. Com 93 pontos, aumentou para 39 pontos a diferença em relação a Hamilton, que foi 4º colocado e chegou a 59.
O KERS falhou e a série de poles positions de Sebastian Vettel foi interrompida no GP da Espanha. Ele foi superado por Webber, por 1s800. Na corrida, todavia, a escrita foi mantida. E foi quebrada a série mantida, havia dez anos de vitória do pole position, em Montemeló, onde, desde a sua fundação em 1991, isso só não tinha acontecido antes em 4 corridas. Apesar do mau funcionamento do KERS, Vettel antecipou a segunda parada para troca de pneus; assumiu a liderança; resistiu ao assédio de Lewis Hamilton nas voltas finais e cruzou a linha de chegada a 0s630 do inglês. Com a vitória, Vettel disparou na ponta da classificação dos pilotos, com 118 pontos, 41 a mais do que Hamilton, que chegou aos 77.
Em Mônaco, Vettel voltou à primeira posição do grid, com o segundo melhor tempo registrado no circuito de Montecarlo (1m13s556) e liderava a corrida quando um erro do box quase põe tudo a perder. Ele liderava a corrida com 5 segundos de vantagem sobre Button e, por falha de comunicação, os mecânicos não estavam preparados quando ele parou para a primeira troca de pneus. Além disso, erraram na escolha e como resultado ele foi ultrapassado pelo rival da McLaren. Para recuperar o tempo perdido, Vettel não fez uma segunda parada, voltou à liderança e com os desgastados pneus macios resistiu durante 17 voltas à pressão de Alonso e Button, até que um acidente veio em seu socorro. Ao faltarem sete voltas para o final, um acidente nos S da Piscina, envolvendo vários carros (Alguersuari, Petrov, Sutil e Hamilton) provocou bandeira vermelha e a interrupção da prova. Autorizados pelos comissários, os pilotos puderam fazer a troca de pneus e reparos nos carros e com isso Vettel pode manter o primeiro lugar até o final da corrida.
No Canadá, outra vez, Vettel teve problema nos treinos livres, repetindo o que já havia acontecido na Turquia. Numa volta não tão rápida quanto aquela, ele foi de encontro ao muro que, por já ter vitimado antes gente como Jacques Villeneuve, Damon Hill e Michael Schumacher é chamado de Muro dos Campeões. Sem nenhum prejuízo, no dia seguinte pode marcar a 6ª pole em 7 corridas, à frente de Fernando Alonso e Felipe Massa. Ele manteve a liderança durante a maior parte da prova, mas acabou prejudicado pelas repetidas entradas do safety car (um recorde de seis) e o encerramento no limite de duas horas, por causa da chuva. A cada interrupção diminuía a sua vantagem sobre os concorrentes e na última volta, pressionado por Button, que tinha pneus novos, escorregou na curva 6 e foi superado pelo inglês. Mas, mesmo com o segundo lugar, com 161 pontos, aumentou para 60 a vantagem para o novo segundo colocado, Jenson Button, que chegou a 101.
Em Valência, mesmo sob a ameaça da FIA de revisão do mapeamento de motores, que muitos interpretaram como uma forma de conter o domínio da Red Bull, Sebastian Vettel continuou na sua escalada de recordes. Com recorde de tempo para o circuito (1m36s975) ele conquistou a sua 7ª pole position em 8 corridas e foi o primeiro piloto a terminar em primeiro lugar em 6 de 8 provas. Vettel fez uma boa largada e, enquanto os adversários se revezavam atrás dele, liderou de ponta a ponta, tranquilamente, sem nenhum erro, ao contrário do que aconteceu na corrida anterior, quando perdeu por causa de um cochilo na volta final.
Em Silverstone, pela primeira vez as equipes foram proibidas de usar o “difusor duplo”, também chamado de difusor soprado ou escapamento aerodinâmico, que aumentava a down force dos carros. A Red Bull reclamou que essa medida iria custar pelo menos meio segundo por volta de seus carros, mas, certamente, não foi essa a causa de uma nova derrota de Sebastian vettel. Os dois carros da equipe ocuparam as duas primeiras posições do grid, com Mark Webber com meros 0s032 à frente de Vettel, e o alemão liderava a corrida quando a equipe de box pôs tudo a perder: a demora na troca de pneus permitiu a Fernando Alonso ultrapassar Vettel na pit lane e assumir a ponta até o final. Vettel voltou em 3º, atrás de Hamilton, e mesmo com o mau funcionamento do KERS, conseguiu passar pelo inglês e, escoltado pelo companheiro Mark Webber, chegou em 2º. Os 18 pontos foram suficientes para que Vettel ampliasse para 80 pontos (204 a 124) a vantagem sobre o vice-líder, agora, o companheiro de equipe Mark Webber.
Justamente em sua casa, na Alemanha, Sebastian Vettel viu interrompida a sua serie de 14 primeiras filas e 11 pódios. Ele era 3 º no grid e, depois de ser ultrapassado por Fernando Alonso na primeira curva, com problemas nos freios, a duras penas conseguiu manter a 4ª colocação. Nas últimas voltas, esteve perto de ser ultrapassado por Felipe Massa, e isso só não aconteceu por incompetência da equipe de box da Ferrari, que levou 21s903 para a colocação dos pneus médios obrigatórios, enquanto a da Red Bull precisou de apenas 20s110.
Na Hungria, Vettel completou sua terceira corrida sem vitória, depois de seis triunfos em oito etapas, dando a impressão de que os carros da Red Bull já não tinham a mesma ampla vantagem do início do campeonato. Sem bom rendimento do carro na pista molhada do início da corrida, Vettel não conseguiu tirar vantagem da pole position e abrir vantagem confortável sobre os adversários. Além disso, uma escapada na curva 3, na 5ª volta, permitiu que Hamilton o ultrapassasse e assumisse a liderança. Depois, ele ainda chegou a cair para a 4ª colocação e só na volta 45 chegou a 3º, com bela ultrapassagem sobre Alonso. Manteve a posição, enquanto Button e Hamilton disputavam a primeira posição, e aproveitou-se de uma parada deste último para troca de pneus e assumiu a segunda colocação, segurando-a até o final, atrás de Jenson Button. Mesmo sem vencer, Vettel ampliou a vantagem na liderança do campeonato para 85 pontos, totalizando 234, contra 149 de Mark Webber.
Provavelmente pelas atualizações desenvolvidas durante quase um mês de intervalo do calendário, a Red Bull tornou a evidenciar grande diferença em relação às adversárias na corrida da Bélgica. Vettel voltou a conquistar a pole position e obter a 7ª vitória no campeoanto, a 17ª da carreira. Mark Webber completou a dobradinha da Red Bull, que, desde 1998, foi a primeira equipe, além da Ferrari e McLaren, a vencer uma corrida em Spa-Francorchamps. Como todos os outros pilotos que chegaram à Q3, Vettel não pode trocar pneus e começou a corrida com os seus desgastados e os dianteiros cheios de bolhas. Essa foi a razão principal pela qual Nico Rosberg, 5º no grid, com excelente largada, o ultrapassou logo no início. O alemão reagiu; retomou a liderança na 3ª volta e, a partir da 5ª, quando aproveitou o safety car para trocar pneus, controlou a corrida e venceu sem sobressaltos. Com a vitória, Vettel ampliou para 92 pontos a vantagem sobre Mark Webber (259 a 167) e, faltando ainda 7 corridas, superou seu recorde de 256 pontos, estabelecido em toda a temporada de 2010.
No GP da Itália, Sebastian Vettel obteve a sua 10ª pole position (a 25ª da carreira), juntando-se a Ayrton Senna como os únicos pilotos com 10 poles numa mesma temporada. Foi a 8ª vitória, em 13 corridas, e a 18ª da carreira do piloto alemão. Na largada, Vettel foi ultrapassado por Alonso, que saia na 4ª posição do grid, mas logo que saiu da pista o safety car, acionado por causa de acidente provocado por Vitantonio Liuzzi, recuperou a liderança com bela ultrapassagem sobre o espanhol e venceu praticamente de ponta a ponta. Chegou com 9s5 sobre Jenson Button e aumentou para 112 pontos (284 a 172) a vantagem, agora, para o novo vice-líder, Fernando Alonso. Com essa pontuação, se Alonso não fosse 2º ou 3º e Webber e Button não chegassem em 2º. Vettel poderia vir a conquistar o bicampeonato já na corrida seguinte, em Cingapura.
Jenson Button lutou pelo primeiro lugar, não conseguiu, mas a sua segunda posição já bastou para impedir que Vettel conquistasse o título cinco corridas antes do fim da temporada. Se dependesse só do alemão, o campeonato teria sido decidido ali em Cingapura. Ele fez a 11ª pole position e, de ponta a ponta, venceu a corrida. Só teve a liderança ameaçada na volta 29, quando estava 20 segundos à frente de Button e o safety car juntou todos os concorrentes. Na relargada, porém, o alemão livrou vantagem de 4 segundos, que acabou sendo de 1s737 no final do percurso. De toda a forma, o título ficou praticamente assegurado, pois com 125 pontos de vantagem (309 a 185) sobre Button, que passou o único capaz de evitar a conquista, bastaria um ponto no Japão para fazê-lo bicampeão.
No Japão, Vettel conseguiu mais do que o único ponto que lhe daria o título. Largou, mais uma vez, a 12º, na pole position e liderou até a segunda rodada de pit stops, quando foi ultrapassado por Button. Manteve a segunda a posição até a entrada do safety car, mas, com pneus desgastados, foi ultrapassado também por Fernando Alonso. Depois de várias tentativas frustradas de passar pelo espanhol, orientado por seu engenheiro, Vettel acalmou-se no 3º lugar que lhe bastaria para conquistar o título de mais jovem bicampeão e um dos nove pilotos que venceram duas vezes consecutivas.
Mesmo já campeão, Vettel não aliviou. Perdeu a pole, mas passou por Lewis Hamilton ainda na primeira volta, ganhou a corrida da Coreia do Sul e garantiu o segundo título das construtoras para a Red Bull, que chegou a 558 pontos, contra 418 da McLaren. Na India, voltou à 1ª posição do grid e venceu de novo, com a volta mais rápida, 1m27s249, na 60º e último giro da corrida. Em Abu Dhabi, foi de novo pole, mas não terminou a corrida, por causa de um furo no pneu e quebra da suspensão, logo na primeira volta, no primeiro abandono desde o GP da Coreia de 2010, onde seu motor quebrou. No Brasil, saiu na pole pela 15ª vez, mas cedeu a liderança para a primeira vitória do companheiro Mark Webber na temporada.
Sebastian Vettel encerrou o campeonato com o recorde de 292 pontos (contra 270 de Jenson Button), 11 vitórias, 15 poles, 3 voltas mais rápidas e 17 pódios, em 19 corridas. A Red Bull foi a primeira entre as construtoras, com 650 pontos, 152 a mais do que McLaren, que fez 496.
O início da temporada de 2012 não foi o que podia esperar de um piloto tricampeão. Sem um carro à altura dos concorrentes, Vettel só venceu uma das primeiras 13 corridas e até a 10ª, na Alemanha, só tinha conseguido 3 poles positions. No anterior, das mesmas 13 provas, venceu 8 e das 10 primeiras, foi pole em 7. Depois do GP da Inglaterra, o 9º do calendário, o alemão era o 3º na classificação geral, com 100 pontos (atrás até de Mark Webber, com 116) e na Itália, 13ª corrida, caiu para 4º, com 140 pontos, superado por Fernando Alonso (179), Lewis Hamilton (142) e Kimi Raikkonen (141).
Tudo mudou, porém, a partir do GP de Cingapura, quando Adrian Newey apresentou uma nova versão do RB8-Renault. A partir daí, Vettel enfileirou 4 vitórias, um 2º e um 3º lugares e brigou diretamente com Fernando Alonso pelo título. E o 6º lugar no Brasil, depois de ter caído para último, bastou para que, aos 25 anos, entrasse para a galeria dos tricampeões, batendo Ayrton Senna como o mais jovem deles e juntando-se a Juan Manuel Fângio e Michael Schumacher, até então os únicos a ganhar três campeonatos consecutivamente.
Na primeira prova do calendário, a Red Bull mostrou as deficiências do carro, saindo atrás dos dois da McLaren e até da Mercedes. Mark Webber foi o 5º e Vettel o 6º no grid. Na corrida, porém, com uma parada na hora certa, o alemão passou Lewis, o pole, que tinha sido ultrapassado Jenson Button, e chegou ao 2º lugar. Manteve a posição até o final chegando a apenas 2 segundos de Button.
Na Malásia, Vettel ganhou uma posição com a punição a Kimi Raikkonen e largou na 5ª posição. Corria em 4º, quando teve de parar para trocar pneu furado num choque com Narain Karthikeyan. A equipe chegou a sugerir que ele abandonasse a pista, depois retirou a sugestão. Vettel continuou e terminou em 11º. Foi a primeira vez que ele chegou fora da zona de pontuação, desde o GP da Bélgica de 2010. Depois da corrida, Vettel e Christian Horner, diretor da Red Bull, criticaram a atitude de Kharthikeyan, punido com a perda de 20 segundos no tempo final. Vettel chamou o indiano de idiota e este respondeu que o alemão era um bebê chorão, mas acabou pedindo desculpas.
Na China, a classificação de Vettel, que tinha sido pole nos três GPs anteriores, foi ainda pior do que nas provas de antes. Pela primeira vez, desde o GP do Brasil de 2009, quando foi o 16º no grid, não chegou à Q3 e quebrou uma série de 41 classificações consecutivas entre os 10 primeiros. Ele largou da 11ª posição e chegou a estar no 14º lugar, com o 19º tempo entre os que estavam na pista. A duas voltas do final, todavia, chegou a estar em 2º, mas, com os pneus desgastados, foi ultrapassado por Button, Hamilton e Webber, caindo para o 5º lugar. O vencedor foi Nico Rosberg, que conquistou a primeira vitória na F1 e foi o primeiro alemão a ganhar um GP dirigindo um carro alemão. A equipe dele, a Mercedes, não vencia um GP desde o GP da Itália de 1955.
O GP do Bahrein deixou a impressão de que, finalmente, a Red Bull e Sebastian Vettel tinham renascido para o campeonato. O alemão voltou a obter a pole position, a 31ª da carreira, e dominou a corrida, mas teve que usar todos os 18.000 giros do motor para se defender da pressão do DRS de Kimi Raikkonen, que partindo na 11ª posição, chegou em 2º. Vettel foi o 4º vencedor diferente nas quatro primeiras corridas da temporada e com o resultado passou à frente de Lewis Hamilton na classificação geral, com 53 pontos contra 49.
Na Espanha, para poupar os pneus, Vettel não participou da última tomada de tempo da Q3 e largou de novo no pelotão intermediário, na 7ª posição. Para comprometer ainda mais a sua corrida, sofreu um drive-through, por baixa velocidade durante a entrada do safety car, e teve de fazer uma parada a mais a fim de trocar a asa dianteira, avariada pelos detritos deixados por um incidente entre Michael Schumacher e Bruno Senna. Terminou a prova em 6º, mas manteve a liderança do campeonato, empatado com Fernando Alonso, ambos com 61 pontos. O vencedor foi Pastor Maldonado, o primeiro venezuelano a ganhar um Grande Prêmio da F1.
Em Mônaco, mais uma vez, Vettel dispensou a tomada de tempo da Q3, para poupar pneus e poder escolher o composto para a largada. Classificou-se em 10º, mas largou da 9ª posição, devido a punição a Pastor Maldonado, e logo pulou para o sexto lugar. Por ter usado pneus macios na primeira parte da corrida, fez um único pit stop na volta 45 e nos boxes ganhou mais duas posições, de Hamilton e Massa; chegou em 4º.
No Canadá, o piloto alemão conquistou a segunda pole position do ano; nas primeiras quatro voltas estabeleceu uma vantagem de dois segundos sobre Lewis Hamilton e liderou até a 16ª volta, quando parou, cedendo a posição a Hamilton. O inglês parou na volta seguinte e mesmo com um pit stop lento conseguiu voltar à frente do adversário.
Depois de uma segunda parada de Hamilton, Vettel passou à segunda colocação, atrás de Fernando Alonso, mas foi de novo ultrapassado pelo inglês, na volta 62. O alemão trocou pneus na volta 64, voltou atrás de Alonso, Grosjean e Pérez e com a queda do espanhol garantiu o 4º lugar, a apenas dois segundos de Pérez. Na classificação geral, Vettel caiu para o 3º lugar, com 85 pontos, atrás de Hamilton, com 88, e Alonso, com 86.
Em Valência, Vettel obteve a sua 33ª pole position, igualando-se a Jim Clark e Alain Prost. Com ritmo impressionante, estabeleceu vantagem de 20 segundos sobre os adversários, até a entrada do safety car na volta 27. Na relargada, na volta 34, uma falha no alternador, o obrigou a abandonar a corrida, e cair para o 4º lugar na classificação, agora atrás também de Webber.
Nas três corridas seguintes, Vettel não conseguiu voltar à pole position em nenhuma delas, esteve sempre entre os primeiros cinco colocados. Foi 3º na Inglaterra; 5º na Alemanha e 4º na Hungria, totalizando 122 pontos e voltando ao 3º lugar, atrás de Fernando Alonso (164) e Mark Webber (124). Em Silverstone, em pista molhada, foi superado por Webber e Alonso. Em Hockenheim, chegou em 2º, mas os comissários viram que ele saiu da pista para ultrapassar Button, na penúltima volta, e o puniram com a perda de 20 segundos, o que o rebaixou ao 5º lugar. E na Hungria, saindo em 3º, depois e uma largada abortada por erro na operação do painel luminoso, foi ultrapassado por Jenson Button, para terminar em 4º.
Na Bélgica, Vettel não passou da Q2; e classificou-se na 11ª posição, largou em 10º, por punição a Mark Webber, e na corrida recuperou-se do vexame da véspera. Com muita garra, fez várias ultrapassagens, chegou em 2º e foi considerado o melhor da corrida. Com 140 pontos, subiu para o 2º lugar da classificação geral, liderada ainda por Fernando Alonso, com 164.
O desempenho em Spa-Francorchamps e a queda da diferença para 24 pontos assustaram os demais candidatos ao título, especialmente Fernando Alonso. Parecia que, finalmente, o grande bicampeão voltava aos melhores dias e a liderança estava ao alcance de suas mãos. O GP da Itália, todavia, foi um balde de água fria nos otimistas torcedores do alemão. Ele saiu da 5ª posição do grid e corria em 4º até a 27ª volta, quando, na Curva Grande, forçou Fernando Alonso a sair da pista e foi punido com stop&go. Voltou no 9º lugar, subiu para 6º e faltando seis das 53 voltas, teve de abandonar a corrida, de novo por causa do alternador. A classificação em 22º lugar, por ter completado 90% da prova não serviu de consolo a quem caia para o 4º lugar na classificação, ameaçado de ficar fora da luta pelo título.
Em Cingapura, na retomada do calendário, “qual Fênix renascida das cinzas”, Sebastian Vettel, com a nova versão do RB8, começou uma escalada que o levaria ao tricampeonato. Em Marina Bay, largou em 3º; passou por Pastor Maldonado na largada; beneficiou-se do abandono de Lewis Hamilton, na volta 22, e conquistou a primeira vitória desde o GP do Bahrein. Apesar do resultado, a diferença entre ele e Alonso, segundo colocado na corrida, subiu para 29 pontos e muita gente ainda apostava que o espanhol seria o campeão.
A convicção desses apostadores, porém, deve ter começado a ruir a partir do GP do Japão. Em Suzuka, Vettel não só voltou a ser pole, como fez a volta mais rápida e liderou de ponta a ponta, fazendo o seu segundo hat-trick na carreira. Foi a segunda vitória consecutiva na temporada e a 24ª da carreira dele. Fernando Alonso, que rodou na largada, manteve a liderança do campeonato, mas, agora, com a apenas 4 pontos de vantagem sobre Vettel: 194 a 190.
O que se previa, aconteceu na Coreia do Sul e os alonsistas perderam as esperanças de vez. Segundo no grid, Vettel ultrapassou o companheiro Mark Webber, que era o pole, e marcou a terceira vitória consecutiva, 25ª da carreira e assumiu a liderança do campeonato, com 215 pontos, contra 209 de Alonso.
No circuito Buddh, na India, o script não se alterou. Vettel foi pole, fazendo os melhores tempos nas três sessões de classificação, liderou de ponta a ponta e só não ficou com a volta mais rápida porque, na última, Jenson Button cravou 1m28s203. O alemão aumentou para 13 (240 a 227) a vantagem sobre Alonso, que mantinha possibilidades aritméticas de chegar ao título.
As esperanças de Alonso aumentaram em Abu Dhabi, onde, para evitar punição a Vettel, por não ter combustível para voltar ao box, a Red Bull decidiu abrir mão da 3ª posição, promover mudanças no carro e fazer o piloto largar dos boxes. Já na primeira volta, porém, era 20º; chegou a 14º, mas na 14º volta foi obrigado a parar para reparar a asa dianteira, avariada num toque com Bruno Senna, e caiu para 21º. A partir daí, com pneus macios, iniciou uma série de ultrapassagens. Na volta 23 já era o 10º; na 31, o 2º, cerca de 20 segundos atrás do líder, Kimi Raikkonen. Na volta 37, teve de fazer um novo pit stop, caiu para 4º, tendo à frente também Fernando Alonso e Jenson Button. Na volta 51, depois da saída do safety car, passou por Button e garantiu a terceira colocação.
A decisão ainda estava indefinida quando o campeonato chegou aos Estados Unidos, para a primeira corrida no circuito de Austin. A vantagem de Vettel sobre Alonso caíra para 10 pontos (255 a 245) e qualquer um dos dois poderia aspirar a conquista do título. O resultado do GP dos Estados Unidos não mudou muito esse panorama. Vettel foi o pole position e como forma de reduzir a desvantagem de Alonso, 9º no grid, a Ferrari trocou a caixa de câmbio de Felipe Massa, que, punido, passou da 7ª para a 11ª posição do grid. Com isso, o espanhol passou para 8º, saindo do lado limpo da pista. Vettel liderou a corrida até a volta 42, não reagiu quando foi ultrapassado por Hamilton, preferindo manter a posição. O expediente da Ferrari surtiu efeito. Alonso chegou em 3º, ficou a apenas 13 pontos do rival (273 a 260) e adiou a decisão para o GP do Brasil.
Vettel chegou a Interlagos precisando apenas de um sexto lugar para ser campeão, mesmo que Fernando Alonso vencesse a corrida. A etapa não começou bem para o alemão. No sábado, com más condições de tempo, ele foi apenas o 4º na classificação e o único consolo era de que o único concorrente ao título, Alonso, foi o 8º. Na corrida, a situação se complicou ainda mais. Vettel largou mal e, enquanto Alonso subia para 5º, ele caia para 7º e depois para 22º, após um choque com Bruno Senna, na 4ª volta. Apesar da perda de pressão aerodinâmica e danos no escapamento do carro, Vettel continuou na pista e iniciou uma formidável corrida de recuperação. Enquanto Jenson Button impedia Alonso de assumir a liderança decisiva, ajudado por Michael Schumacher, que lhe abriu passagem, Vettel chegava ao 6º lugar que lhe daria o tricampeonato.
Nas 20 corridas da temporada de 2012, Sebastian Vettel obteve 5 vitórias, 6 poles, 6 voltas mais rápidas e 10 poles positions, totalizando 281 pontos.
O início da temporada de 2013, apesar do favoritismo de Sebastian Vettel, não fazia prever o desfecho impressionante que o piloto alemão daria ao campeonato. Nas 10 primeiras corridas teve o desempenho normal, com 4 vitórias Malásia, Bahrein, Canadá e Alemanha); um 2º lugar (Mônaco); dois 3ºs (Austrália e Hungria) e mas também dois 4ºs lugares (China e Espanha) e um abandono, fora da sua curva de atuação. Mas na segunda metade do calendário o piloto alemão extrapolou: ganhou todas as corridas; tornou-se o tetracampeão mais jovem da F1; superou o recordes de vitórias na temporada (13 a 12) e o de vitórias consecutivas de Michael Schumacher (9 a 8) e igualou o recorde nesse item do italiano Alberto Ascari, que vigia desde 1952/1953.
Nas 19 corridas de 2013, Vettel obteve 13 vitórias; 9 poles; 16 pódios; 7 voltas mais rápidas e totalizou 297 pontos. Os resultados (grid/chegada) na temporada foram estes: Austrália, 1°/3º; Malásia, 1º/1º; China, 9º/4º; Bahrein, 2º/1º; Espanha, 3º/4º; Mônaco, 3º/2º; Canadá, 1º/1º; Inglaterra, 3º/NC; Alemanha, 2º/1º; Hungria, 2º/3º; Bélgica/2º/1º; Itália, 1º/1º; Cingapura, 1º/1º; Coreia, 1º/1º; Japão, 2º/1º; India, 1º/1º; Abu Dhabi, 2º/1º; Estados Unidos, 1º/1º; Brasil, 1º/1º.
O feito de Vettel provocou o seguinte comentário de Reginaldo leme, no sue blog Sinal Verde:
“Os números não deixam dúvidas de que os títulos mundiais de pilotos e construtores ficaram em boas mãos. Sebastian Vettel chegou a 397 pontos, 155 a mais que o vice-campeão Fernando Alonso, igualou o recorde de 13 vitórias no ano de Michael Schumacher (2004), igualou o recorde histórico de 9 vitórias consecutivas de Alberto Ascari (1952 e 53) e liderou um total de 684 voltas no ano, sendo que a soma de todos os outros doze pilotos que ocuparam a liderança em algum momento das 19 corridas é 447 voltas. (…) Eu só vi um domínio como o da segunda metade deste campeonato na época do carro imbatível da Ferrari nas mãos de Schumacher em 2004.
Mesmo nos anos dourados da McLaren, que em 1988 chegou a vencer 15 das 16 corridas do Mundial, havia um duelo apertado entre Ayrton Senna e Alain Prost, que terminou em 8 a 7 a favor de Senna, campeão por uma diferença de três pontos. Em 1992 Mansell foi campeão com antecedência vencendo nove corridas, mas o campeonato teve também vitórias de Senna, Berger, Patrese e Schumacher (a primeira do alemão na carreira). Em 2002 Schumacher venceu 11, com quatro de Barrichello, uma de Coulthard e uma de Ralf. Em 2004 Schumacher somou as 13 vitórias, mas nunca com mais de seis consecutivas. Campeonatos com hegemonia tão grande de um carro e um piloto perdem a graça bem antes do final e nem o campeão acaba valorizado como merece, tal a facilidade com que ele dominou as corridas. Não fosse a queda de rendimento do RB9, que o deixou em terceiro na Hungria, atrás de Hamilton e Raikkonen, Vettel teria vencido 11 consecutivas, desde o GP da Alemanha até o do Brasil.”
A campanha de Sebastian Vettel em 2013 foi assim:
Austrália – Vettel liderou os dois treinos de sexta-feira e conquistou a pole position, seguido de Mark Webber. Na corrida, porém, Webber largou mal e teve problemas com o KERS, chegando em 6º. Vettel sofreu com o desgaste dos pneus e terminou em 3º
Malásia – A corrida de Kuala Lampur foi marcada por uma controvérsia interna na Red Bull. Sebastian Vettel voltou a cravar a pole position, mas depois da segunda bateria de pit stops, Webber assumiu a liderança da corrida, quando foi surpreendido pelo companheiro de equipe. O piloto alemão não acatou a ordem vinda do pitwall para que mantivesse a posição, (desrespeitou o chamado “Protocolo 21”) e fez a ultrapassagem, para ganhar a corrida. Em obediência a tal Protocolo, Webber configurou o mapeamento da injeção eletrônica do carro para economizar combustível e reduzir o desempenho, mas o Vettel não fez o mesmo. Ele pediu desculpas, depois, mas o mal-estar entre os dois pilotos ficou evidente. Na prova, a equipe de box da Red Bull conseguiu quebrar o recorde de pit stop cinco vezes, num deles, de Mark Webber, com a marca de 2s005s.
China – No circuito de Xangai, a Red Bull teve o que pode ser considerado o sue pior resultado da temporada. Os problemas começaram na etapa de classificação, quando Mark Webber ficou sem combustível para voltar ao box, depois do Q2 e teve de largar da pitlane. Ainda na primeira volta, foi obrigado a parar para trocar pneus e, na 15ª, com problemas na roda, após um choque com Jean-Éric Vergne, abandonou a pista. Vettel, que largou em 9º, ainda conseguiu chegar em 4º e manter a liderança do campeonato, com 52 pontos, seguido de Webber, com 49.
Bahrein – A recuperação da equipe veio logo na corrida seguinte, com a vitória de Sebastian Vettel, que foi 2º no grid, atrás de Nico Rosberg; já na 2ª volta assumiu a liderança e a perdeu por 4 voltas, mas na 15ª volta passou à frente para vencer com tranquilidade. Mark Webber, que comemorava o 200º GP, não teve a mesma sorte. Foi 3º na classificação; teve de pagar punição por causa do choque com Vergne, na prova anterior; largou e chegou em 7º. Após a corrida, a Red Bull anunciou a renovação do contrato com Sebastian Vettel até 2015.
Espanha – O comportamento dos pneus ditou a estratégia dos dois pilotos da Red Bull, em Barcelona. Depois de fazer 4 pit stops e chegar em 4º, Vettel, 3º no grid, desabafou: “Nós não estamos seguindo o ritmo dos carros; estamos seguindo o ritmo dos pneus”. Apesar do resultado, o alemão manteve a liderança do campeonato, com 4 pontos de vantagem sobre Kimi Raikkonen (89 a 84). Webber, que largou em 7º, chegou no 5º lugar, continuando fora dos top 5.
Mônaco – Depois de obterem, respectivamente, o 3º e o 4º lugares no grid, Vettel e Webber foram ainda melhores na corrida. Pela primeira vez, os dois subiram ao pódio, com o 2º e o 3º lugares (o vencedor foi Nico Rosberg, da Mercedes. Com o resultado, Vettel aumentou para 21 pontos a vantagem sobre Kimi Raikkonen (107 a 86). E, depois de fazer a volta mais rápida, na penúltima volta, ao ser advertido pela equipe de que não devia correr riscos, pois a volta mais rápida não conta pontos, ele retrucou: !E a satisfação?)
Canadá – Com mais facilidade do que poderia imaginar, Sebastian Vettel, venceu a corrida em Montreal. Nem mesmo dois pequenos erros cometidos durante o percurso, puseram em risco a sua 1ª vitória no circuito Gilles Villeneuve, a 3ª da temporada e 29ª da carreira. O alemão, pole position, só cedeu a liderança por duas voltas (16-18) e dominou amplamente as demais. Webber, mesmo depois de colisão com Giedo van der Garde, fez a volta mais rápida da corrida e chegou em 4º.
Inglaterra – No Grande Prêmio que ficou marcado pela crise dos pneus, com Lewis Hamilton, Felipe Massa, Sergio Pérez e Jean-Éric Vergne, vítimas do estouro dos pneus traseiros esquerdos, a Red Bull só teve o consolo do 2º lugar de Mark Webber. Sebastian Vettel, que liderava a corrida desde a volta 8, teve problemas com a caixa de câmbio e abandonou na volta 42. Mas, a despeito dos contratempos, a Red Bull manteve ampla vantagem sobre a Mercedes (219 a 171) e Vettel viu a diferença cair de 36 para 21 pontos, mas continuou à frente de Fernando Alonso (132 a 111). Durante o fim de semana, Mark Webber anunciou a saída da F1, ao fim da temporada, para disputar, em 2014, o Campeonato Mundial de Endurance, pela Mercedes. Antes do GP da Itália a equipe comunicou a contratação de Daniel Ricciardo como substituto dele.
Alemanha – Pela primeira vez um piloto alemão venceu “em casa”. E a glória coube a Sebastian Vettel. O alemão, largou em 2º; ainda na primeira curva passou pelo pole position Lewis Hamilton; foi substituído na liderança nas 7ª e 8ª voltas por Mark Webber; nas 9ª e 10ª por Romain Grosjean e da 41ª à 49ª por Kimi Raikkonen, mas liderou com folga as últimas 10 voltas. Webber, que tinha sido 3º no grid, chegou em 7º. A rede Bull aumentou para 67 pontos (250 a 183) a vantagem sobre a Mercedes, vice-líder, e Vettel ampliou para 34 pontos a diferença em relação Fernando Alonso.
Hungria – Um circuito mais sinuoso e apertado do que o de Nurburgring foi um grande desafio, mas Vettel e Webber se revezaram na liderança com Lewis Hamilton, que acabou ganhando a disputa em Hungaroring. Vettel foi 3º, atrás de Kimi Raikkonen, e o Webber, o 4º, com a volta mais rápida da prova. Essa foi a última corrida da temporada não vencida por Vettel, que foi para as férias com vantagem de 38 pontos sobre Fernando Alonso. A Red Bull encerrou a primeira metade do campeonato com vantagem de 69 pontos sobre a Mercedes (277 a 208).
Bélgica – No circuito de Spa-Francochamps, Sebastian Vetel deu início à sua escalada rumo ao tetracampeonato e aos recordes, conquistando a primeira da série de 9 vitórias consecutivas que iria conquistar até o fim do campeonato. Na véspera, no último minuto da etapa de classificação, Sebastian Vettel fez 2m01s200, marca que também parecia imbatível, mas, nos segundos finais, Lewis Hamilton cravou 2m01s012, garantindo a pole. Mas na corrida, em pista seca e sem nenhuma gota d’água o tempo todo, o clima foi completamente diferente. Ainda antes da primeira volta, Vettel passou por Lewis Hamilton, na reta Kemmel, assumiu a liderança e a manteve, sem sobressaltos, até o fim. Correu tão tranquilo que, faltado 10 voltas para o final, a TV oficial preferiu mostrar por inteiro, sem cortes, disputas por colocações secundárias.
Webber atrapalhou-se na largada, mas ainda conseguiu chegar em 5º. Fernando Alonso foi 2°; Hamilton, 3º e Rosberg, 4º, depois de a dupla da Mercedes ter conseguido, com Hamilton, a 8ª pole em 9 corridas.
Itália – Em Monza, sob vaias dos “tifosi”, Sebastian Vettel obteve para a Red Bull a 50ª pole position e 40ª vitória em Grandes Prêmios. Mais rápido nos treinos livres da sexta-feira, depois de largar da pole position, Vettel superou um problema no câmbio, detectado na pista, e dominou com a tranquilidade a corrida toda, só cedendo a liderança a Fernando Alonso por 4 voltas, ao fazer a sua única parada. Webber, 2º no grid, chegou em 3º, atrás de Fernando Alonso, obviamente, sob os gritos de “Alonso, Alonso”, dos torcedores italianos.
Cingapura – No circuito de Marina Bay, Sebastian Vettel teve um dos melhores desempenho da carreira. Pela 3ª vez na F1, ele marcou um hat-trick: pole position, volta mais rápida e vitória. Na verdade, a vitória já estava prevista desde a véspera, quando, com apenas uma volta lançada na Q3, Vettel conquistou a pole position. Ninguém acreditava que, num circuito com poucas opções de ultrapassagens, ele pudesse ser ultrapassado. E foi o que aconteceu. Liderou a corrida toda e chegou com 32 segundos de vantagem sobre o segundo colocado, Fernando Alonso. Mark Webber, que abandonou a pista uma volta antes do final, devido a problemas de câmbio e pressão do óleo, sofreu reprimenda da direção da prova, por ter se exposto a perigo ao voltar para os boxes na carona de Fernando Alonso. Como foi a terceira repreensão na temporada, ele foi punido coma perda de 10 posições na corrida seguinte, na Coreia.
Coreia – Em Yeongam, Sebastian Vettel juntou-se a um seleto grupo formado por Ayrton Senna, Jackie Stewart e Nigel Mansell, ao conquistar o seu 4º hat-trick (barba,cabelo e bigode). Foi pole; fez a volta mais rápida (1m37s202) e venceu com mais de 4 segundos de vantagem sobre Kimi Raikkonen. No final da primeira volta tinha 2s100 à frente de Grosjean, Hamilton e Rosberg. Só precisou se empenhar mais e fazer algumas voltas rápidas para fazer a primeira parada e voltar na liderança, depois da entrada do safety car. No mais, teve apenas que administrar o desgaste do pneu dianteiro direito, fazer as paradas sem afobação e liderar para liderar de ponta a ponta. Mark Webber, 3º no grid, cumpriu punição de perda de 10 posições, largou em 13º e abandonou na 36ª volta, depois de choque com Adrian Sutil.
Japão – A corrida em Suzuka, começou com duas surpresas. A primeira Mark Webber na pole position e a outra o inicio fulminante do francês Romain Grosjean, que aproveitou uma brecha e, na largada, passou por Webber, o pole position, Vettel e Hamilton. Mas as surpresas duraram pouco. Depois de 28 voltas, Grosjean cedeu a liderança a Webber e este, com pneus desgastados e obrigado a fazer uma 4ª parada, a 10 voltas do final, passou bastão ao companheiro de equipe. Vettel, largando com pneus duros, mas passando para os macios a partir da volta 14, e com estratégia de duas paradas, teve mais trabalho do que nas duas corridas anteriores, mas chegou ao final com 7s139 de vantagem sobre Mark Webber. Na largada, Vettel livrou-se de um dos possíveis concorrentes, ao tocar no carro de Hamilton, terceiro no grid, e provocar um furo no pneu que obrigou o inglês a abandonar a pista. Com os 25 pontos ganhos, Vettel aumentou para 90 pontos a vantagem sobre Alonso (290 a 207) e na corrida da India poderia ser campeão, se terminasse em 5º, mesmo com vitória de Alonso, ou até sem correr, se o espanhol não fosse o 1º ou 2º.
India – No circuito de Budh, em Nova Deli, com a 10ª vitória em 16 corridas, das quais 6 consecutivas, Sebastian Vettel tornou-se o mais jovem piloto a conquistar o tetracampeonato da F1 e o terceiro a alcançar esse feito, atrás de Juan Manuel Fângio e Michael Schumacher. Com 90 pontos de vantagem, ele já não poderia ser alcançado por Fernando Alonso, mesmo que este vencesse as três últimas corridas, nas quais estariam em jogo 75 pontos. Entre os construtores, a Red Bull garantiu também o seu 4º título, ao totalizar 470 pontos e aumentar para 157 pontos a vantagem sobre a segunda colocada, que passou a ser a Mercedes, com 313. Vettel tinha sido o mais rápido nos treinos livres de sexta-feira e no sábado liderou as três etapas de classificação e obteve a pole position com 0s752 de vantagem sobre o segundo colocado, o também alemão Nico Rosberg, da Mercedes. Largou bem, manteve a ponta, chegou a ficar atrás de Felipe Massa e de Mark Webber, mas na volta 33 reassumiu a liderança e não perdeu mais.
Abu Dhabi – Em Yas Marina, mesmo já campeão, Sebastian Vettel não poupou nem o companheiro de equipe. Em busca de novos recordes, aproveitou a má largada de Webber, assumiu a liderança na primeira curva e ganhou de ponta a ponta. Com o resultado, igualou o recorde de 7 vitórias consecutivas de Michael Schumacher, de 2004. Com a segunda colocação de Webber, a Red Bull conseguiu a sua 15ª dobradinha e o 100º pódio.
Estados Unidos – Em Austin, Vettel voltou a cravar um hat-trick e, com 8 triunfos, superou o recorde de vitórias consecutivas de Michael Schumacher. Mark Webber completou 1.923 pit stops e a Red Bull comemorou mais um duplo-pódio. A vitória de Vettel já se desenhou na véspera, quando, nos últimso segundos da Q3, superou Mark Weber e garantiu a 8ª pole da temporada e a 44ª da carreira, com uma diferença de 0s103. Na corrida, só perdeu a liderança nas voltas 28 e 29, quando fez o pit stop e no resto dominou tranquilamente. Mark Webber, 2º no grid, largou mal, como sempre, chegou a perder a posição e precisou lutar muito para obter o 3º lugar.
Brasil – Em Interlagos, Sebastian Vettel atingiu os dois últimos recordes que perseguia no ano: igualou-se a Michael Schumacher, com 13 vitórias na temporada, e a Alberto Ascari, com 9 vitórias consecutivas. Mark Webber se despediu da F1, com um gesto insólito na categoria: ao voltar aos boxes, tirou o capacete e a balaclava e, com a cara ao vento, deu seu grito de liberdade! Na corrida, o alemão saiu na pole position, chegou a perder a posição para Nico Rosberg nos primeiros metros após a largada, mas se recuperou e liderou a corrida de até o final. Nem um erro da Red Bull, que o chamou para a parada quando os mecânicos ainda não estavam prontos para recebê-lo, pode comprometer a sua prova. Também não influiu no seu desempenho o fato de seu carro, assim como os da maioria dos concorrentes, estar preparado para a chuva, que era esperada, mas não chegou.
No fim da temporada de 2013, duas frases definiram bem o piloto tetracampeão e o homem Sebastian Vettel:
“Ele tem sido incrivelmente consistente e tira o máximo do carro. Venceu com um carro dominante, mas também venceu com um carro que, em algumas corridas, não deveria ter vencido”
(Mark Webber)
“É um garoto que sorri quando ganha. Suas vitórias não são sofridas, dolorosas, ressentidas, não são odisseias épicas escritas com sangue, suor e lágrimas. São vitórias, apenas. Simples vitórias em corridas de carros. Esse menino encara seu ofício com simplicidade”.
(Flávio Gomes, em http://flaviogomes.warmup.com.br )
As duas frases, infelizmente, não se confirmaram em 2014. Sebastian Vettel não venceu com carro com o qual não poderia vencer. E durante toda a temporada não teve nem uma simples vitória para poder sorrir. Antes de começar o campeonato como o favorito para conquistar seu título consecutivo, o piloto alemão decepcionou até um dos seus maiores fãs, Bernie Ecclestone. O chefão da F1 se disse decepcionado com a forma com que ele reagiu a uma temporada em que não teve o melhor carro e acabou batido pelo companheiro Daniel Ricciardo, estreante na categoria. Era de se esperar que ele não tivesse dificuldades para superar Ricciardo, mas os resultados surpreenderam. No final do campeonato, foi o 5º colocado, enquanto o companheiro terminava em 3º. E surgiram os comentários de que o seu período de vitórias se deveu mais à superioridade dos carros projetados por Adrian Newey em relação aos adversários do que á sua competência como piloto.
Desde o principio do campeonato, Vettel teve dificuldades técnicas com o carro e problemas com o motor. Os problemas começaram já nos testes da pré-temporada, em Jerez de La Frontera e no Bahrein, quando, por causa de mau funcionamento do ERS e do sistema de refrigeração do turbo, a equipe não conseguiu completar o programa de preparação para o campeonato.
Já na primeira corrida, em Melbourne, no GP da Austrália, Vettel não passou da Q2, foi o 13º do grid e teve de abandonar a corrida logo na 3ª volta, por quebra do motor. Foi o fim de uma série de 9 vitórias seguidas do tetracampeão mundial. Na corrida seguinte, na Malásia, as coisas pareciam ter volta ao lugar, com a 2ª posição no grid e o 3º lugar na corrida. No Bahrein, todavia, o alemão voltou a ficar na Q2, no 11º lugar, e, a muito custo terminou no 6º lugar. Na China, aconteceu o inverso: largou da 3ª posição e chegou em 5º. Em ambos os casos atrás de Ricciardo, que foi 2º no grid e o 4º na corrida, depois de, contrariado, atender a ordem da equipe para que desse passagem ao companheiro.
Na Espanha, Vettel começou perdendo 5 posições no grid, e caiu da 10ª posição para a 15ª, por ter trocada a caixa de câmbio, depois da classificação, mas fez uma boa corrida de recuperação, inclusive com a volta mais rápida da prova, e chegou em 4º lugar, mais uma vez atrás de Daniel Ricciardo, que foi 3º. Em Mônaco, depois de ter conseguido a 4ª posição no grid, Vettel não pode dar mais do que seis voltas na pista, por causa de problema no turbo e perde de potência do motor. No Canadá, o piloto alemão largou da 3ª posição e Ricciardo da 6ª, mas não foi ainda dessa vez que ele conseguiu bater o companheiro. Ricciardo conquistou sua primeira vitória na F1 e Vettel teve e se contentar com o 3º lugar, ainda assim porque Lewis Hamilton teve problemas de motor e deixou a corrida.
Na Áustria, no circuito da Red Bull, a Mercedes dominou, com dobradinha de Nico Rosberg e Hamilton, seguidos de Valtteri Bottas e Felipe Massa e os “donos da casa” não tiveram nada a festejar. Daniel Ricciardo foi apena só o 8º colocado e Sebastian Vettel nem terminou aprova. Logo na segunda volta, ficou sem potência no motor e deu a impressão que não poderia continuar na pista. Ele levou as mãos à cabeça, bateu no volante e perguntou à equipe o que poderia fazer. Mandaram que ele ligasse o software, mas não resolveu. De repente, porém, o motor voltou a funcionar normalmente e ele continuou a corrida em último lugar. Quando se aproximou dos outros retardatários, chocou-se com Esteban Gutierrez, foi para os boxes para trocar a asa, mas em seguida, na volta 34, abandonou a corrida. A justificativa oficial foi a de problema eletrônico, mas na verdade ele quis poupar o equipamento para as corridas seguintes.
Na Inglaterra, onde foi o 2º no grid, mas terminou no 5º lugar, mais uma vez atrás de Ricciardo, que foi 3º, Vettel foi protagonista do momento mais sensacional da temporada, até então, na disputa da posição com Fernando Alonso. Depois do pit stop, o alemão, ainda com pneus frios,foi ultrapassado pelo espanhol, que largou da 16ª posição e brigava pelo 5º lugar. A partir daí os dois começaram uma disputa acirrada, revezando-se na frente e um reclamando que o outro tinha saído dos limites da pista ou usado o DRS em local não permitido. Durante três voltas, da 35 à 38, os dois correram roda a roda e no final, numa manobra arriscada, na curva e na reta principal, Vettel garantiu o 5º lugar.
Na Alemanha, com um capacete vermelho e preto, as cores da bandeira do sue país, Sebastian Vettel, pela primeira vez em corridas em que ambos completaram o percurso, chegou na frente do companheiro. Ele foi o 4º colocado, enquanto Ricciardo foi 6º. Sem a mesma intensidade da corrida anterior, ele e Alonso voltaram a disputar a posição, mas o espanhol não pode resistir ao ataque nas voltas finais. Dessa vez, a sensação da corrida foi Lewis Hamilton, que quebrou na classificação, ficando na 16ª posição e depois perdeu mais cinco postos, por troca da caixa de câmbio, mas acabou subindo ao pódio, com o 3º lugar.
Na Hungria, Sebastian Vettel travou um duelo feroz com Nico Rosberg pela pole position. Esteve duas vezes na frente, mas, com o cronometro zerado o compatriota acabou levando a melhor. Na corrida, porém, ele não sustentou a segunda posição por muito tempo. Ainda na primeira curva cedeu o lugar a Valtteri Bottas e depois foi sendo ultrapassado. Chegou em 7º, tendo o desprazer de ver o companheiro Daniel Ricciardo ganhar a sua segunda corrida da temporada. Na Bélgica, mais uma vez, a melhor colocação no grid não proporcionou nenhuma vantagem na corrida. Depois de superar problemas técnicos do treino de sexta-feira, ele obteve a 3ª posição, duas à frente de Ricciardo, mas no final, o australiano acabou ganhando a sua terceira corrida, a segunda consecutiva, enquanto ele teve de se contentar com o 5º lugar. Ele começou bem, passando Nico Rosberg na largada e chegou a passar Hamilton, mas teve de devolver a posição, por ter cortada a chicane. Em seguida, foi ultrapassado por Ricciardo, esteve até em 8º, depois do primeiro pit stop, e às duras penas logrou o 5º lugar. Nessa corrida, Hamilton e Rosberg se tocaram, numa disputa por posição, dando origem a uma disputa interna que marcou o resto da temporada.
Na Itália, além de chegar atrás de Daniel Ricciardo, Sebastian Vettel sofreu a humilhação de ser ultrapassado pelo companheiro numa manobra abusada do novato australiano. Assim, ele, que tinha ficado na frente na classificação com a 8ª posição, contra a 9º do companheiro, cruzou a linha no 6º lugar e Ricciardo em 5º. Em Cingapura, Vettel teve a chance de dar o troco. Largou em 4º, uma posição atrás de Ricciardo, mas, pela primeira vez na temporada, terminou em 2º, um lugar à frente. Para conseguir o resultado, no final teve de superar o problema de desgaste dos pneus e enfrentar a ameaça de Fernando Alonso e Daniel Ricciardo.
No Japão, no dia 5 de outubro, Sebastian Vettel começou a sua despedida da Red Bull, depois de 6 anos, durante os quais conquistou 38 vitórias, 44 poles, 4 títulos de pilotos e 4 de construtoras. Dois dias antes, a equipe divulgou comunicando anunciando a saída, sem explicar os motivos. Todo mundo na F1 sabia que ele iria para a Ferrari, mas informação oficial sobre a contratação dele só saiu mais de um mês depois, quando Fernando Alonso também anunciou a sua saída da escuderia italiana.
Na pista e Suzuka, Vettel fez uma das melhores, senão a sua melhor corrida da temporada. Depois de largar da 9ª posição, atrás de Ricciardo,o 8º, foi o mais rápido na pista, mais até que os dois carros da Mercedes. Ultrapassou vários concorrentes, entre eles Felipe Massa e Valtteri Bottas, e no final resistiu ao ataque de Ricciardo, para chegar 2º, à frente do companheiro de equipe, que foi 3º.
O desempenho em Suzuka não se repetiu em Sochi, no primeiro GP da Rússia. Com evidentes dificuldades para controlar o RB10, como já vinha acontecendo desde o início da temporada, acabou longe das Mercedes, Williams e até da Ferrari de Fernando Alonso. Não passou da Q2, ocupando a 11ª posição, e só subiu para a10ª graças a punição aplicada a Kevin Magnussen. Na corrida, avançou pouco e chegou a atrasar a corrida de Ricciardo, recusando-se a ceder passagem ao companheiro, depois que este voltou do pit stop. O 8º lugar acabou sendo um bom resultado.
Nos Estados Unidos, por causa da sexta troca do motor, o tetracampeão teve de largar da pit lane e não conseguiu fazer a corrida de recuperação que todos esperavam, embora, nas circunstâncias o 7º lugar não tenha sido um resultado desastroso. No Brasil, Vettel fez uma corrida apenas discreta. Largou da 6ª posição, chegou a perder alguns postos e terminou no 8º lugar, atrás das Mercedes e Williams, como sempre, e até da McLaren, de Jenson Button, que, antes da corrida, ele pensava que poderia superar.
A despedida da Red Bull, em Abu Dhabi, que prometia ser emocionante, teve um anticlímax. Antes da corrida, os fiscais da FIA detectaram uma irregularidade nas asas dianteiras dos carros da equipe, mais flexíveis do que o permitido, e tanto ele quanto Ricciardo tiveram de largar do final do grid, em vez das 6ª e 9ª posições, respectivamente, que tinham conseguido na classificação. Ricciardo se recuperou bem, chegando no 4º lugar, mas Vettel teve a corrida retardada por Kevin Magnussen e Fernando Alonso e teve de se contentar com o 8º lugar.
Na quinta-feira, 20 de novembro, na semana do GP do Brasil, a Ferrari anunciou oficialmente a contratação de Sebastian Vettel. Por um compromisso de três anos, ele vai receber 150 milhões de libras, equivalentes a 600 milhões de reais. No dia 29, o piloto entrou pela primeira vez num carro da escuderia italiana e declarou estar realizando um sonho de criança, desde o tempo em que acompanhava as corridas do seu ídolo, Michael Schumacher
E Sebastian Vettel fez a aposta certa ao se transferir para Maranello. Ele teve na nova equipe uma temporada excepcional, em que quebrou o recorde de 13 pódios em 19 corridas; obteve três vitórias (duas a mais do que previa o chefe da equipe, Maurizio Arrivabene) e obteve o terceiro lugar na classificação final dos pilotos, atrás apenas da imbatível dupla da Mercedes, Lewis Hamilton e Nico Rosberg, respectivamente. E tão importantes quanto esses números foram os efeitos da sua chegada à equipe, o clima que ajudou a criar para a evolução do projeto da Ferrari para 2015. Uma prova disso foi o elogio público do presidente da Ferrari, quando disse, na reunião de Natal da equipe que “Vettel, em um ano, foi muito mais ferrarista do que Fernando Alonso em cinco”.
Vettel fez sua estreia da Ferrari como um impressionante terceiro lugar no GP da Austrália, atrás dos dois pilotos da Mercedes e depois ganhar a posição de Felipe Massa durante a janela de pit stop. Na corrida seguinte, na Malásia, o feito foi ainda mais significativo: ele superou Hamilton e Rosberg para obter a primeira vitória da Ferrari, depois de quase dois anos, em 34 corridas. Foi também a sua 40ª vitória, uma só a menos do que Ayrton Senna, o terceiro colocado como vencedor da F1, Na China, o piloto alemão voltou ao pódio no ao 3º lugar que obteve na classificação e conseguiu manter na largada, sempre atrás de Hamilton e Rosberg. Na corrida seguinte, no Bahrein. Vettel teve sua primeira decepção na temporada. Depois de largar da segunda posição, na frente de Rosberg, deu uma escapada na brita, teve de ir ao box para trocar a asa dianteira e caiu para o 5º lugar. Na Espanha, Vettel, o segundo no grid, resistiu a forte pressão de Hamilton até volta 39, quando foi ultrapassado pelo inglês, mas garantiu o terceiro lugar, que lhe proporcionou o quarto pódio em cinco corridas. E na corrida seguinte, em Mônaco, ele voltou à plataforma dos vencedores, desta vez em segundo lugar, à frente de Lewis Hamilton, graças a um erro de estratégia da Mercedes que fez seu piloto sair atrás do rival. No Canadá, Vettel cometeu uma das suas maiores proezas da temporada: depois de se classificar na 18ª posição, por troca de motor, sofrer a perda de cinco posições por ultrapassagem em bandeira vermelha no treino, terminou no 5º lugar, atrás de Hamilton, Rosberg, Bottas e Raikkonen. Na Áustria, Vettel foi prejudicado pelo mau trabalho de box da Ferrari. Os desastrados mecânicos da equipe italiana tiveram problemas com a roda traseira direita na sua única parada e ele perdeu a boa vantagem que tinha sobre Felipe Massa, terminando no quarto lugar. Na Inglaterra, aconteceu o contrário, a Williams demorou na troca de pneus de Felipe Massa e Vettel, que tinha tido um mau início, tomou-lhe o terceiro lugar. Mas a recuperação completa do piloto alemão aconteceu na Hungria, onde ele saiu d a3ª posição, passou pelos dois adversários da Mercedes, Hamilton e Rosberg, e dominou a prova de ponta a ponta. Foi a sua 41ª vitória, igualando-se a Ayrton Senna como o terceiro colocado entre os pilotos que mais venceram na F1. Na Bélgica, Vettel e a Ferrari tentaram um feito inédito na F1: o alemão saiu da 8ª posição do grid e fazendo 27 voltas com o mesmo jogo de pneus chegou ao terceiro lugar. Parecia já ter garantido um lugar no pódio, quando a uma volta e meia para o final da corrida, o pneu traseiro direito traseiro não resistiu e ele teve de deixar a pista. Na primeira corrida “em casa”, no circuito de Monza, no GP da Itália, graças ao estouro do motor de Nico Rosberg, que foi obrigado a deixar a pista, Vettel obteve o que considerou “o melhor segundo lugar” da sua vida. Duas semanas depois, em Cingapura, Vettel teve ainda mais razões para comemorar. Começou conquistando a primeira pole position da Ferrari em três anos. Depois, dominou inteiramente a prova, conquistando a sua terceira vitória na temporada e, com 42 vitórias, tornou-se o terceiro piloto mais vitorioso da F1, atrás apenas de Michael Schumacher, com 91, e Alan Prost, com 51 e na frente de Ayrton Senna, que teve 41. Em Suzuka, no Japão, onde já tinha vencido quatro vezes, Vettel voltou a ocupar o 3º lugar mantendo suas vagas aspirações ao título, que se ampliaram quando ele obteve o segundo lugar no GP da Rússia, em Sochi, depois do abandono de Rosberg, logo no início da corrida. Nos Estados Unidos, por causa de uma nova troca de motor, o alemão sofreu uma perda de 10 posições, mas mesmo tendo largado do 13º, comum desempenho surpreendente chega de novo em 3º, reforçando o 3º lugar também na classificação dos pilotos. No México, Vettel fez a que os pilotos chamam de “corrida para esquecer”. No Autódromo Hermano Rodriguez, ele teve uma das suas piores atuações da carreira na Fórmula 1. Já na largada tocou em Daniel Ricciardo, teve um pneu furado e foi obrigado a ir ao box, para voltar no pelotão intermediário. Depois, cometeu pelos menos mais dois erros primários e, na volta 52, passou reto por uma curva, foi de encontro à barreira e teve de deixar a pista. Com isso, voltou a ceder o segundo lugar a Rosberg, voltando aos terceiro lugar na classificação geral dos pilotos. No Brasil, Vettel largou da terceira posição e terminou também em 3º, sem nunca ter ameaçado os líderes Rosberg e Hamilton, respectivamente. Em Abu Dhabi, Sebastian Vettel encerrou a temporada com outra grande corrida de recuperação. Largou em 15º, ganhou nada menos do que 11 posições e só chegou em 4º e não foi para o pódio porque, por duas vezes, foi orientado pela equipe a ceder passagem a Raikkonen, que disputava a quarta colocação no campeonato com Valtteri Bottas. Com 3 vitórias, 13 pódios e uma pole position e um total de 278 pontos, Sebastian Vettel foi o terceiro colocado no campeonato e se projetou como um dos principais rivais da dupla da Mercedes na temporada de 2016.
A temporada de 2016, porém, foi, sem dúvida, uma das mais decepcionantes da carreira de Sebastian Vettel, principalmente considerando-se o primeiro ano com a Ferrari, em 2015, e alguns momentos em que ele parecer capaz de acabar com o domínio da Mercedes. Sem grande vantagem sobre o companheiro Kimi Raikkonen, seu relacionamento com a equipe de Maranello também começou a mostrar fissuras. Durante todo o campeonato, em 21 corridas, teve 7 pódios, 5 nas primeiras 8 corridas e apenas 2 nas 13 últimas. Com 212 pontos, foi o 4º colocado, atrás de Nico Rosberg (385), Lewis Hamilton (360) e Daniel Ricciardo (286). Sem o desempenho que se poderia esperar dele, o que mais marcou a temporada de Vettel foram suas reclamações dentro e fora das pistas, principalmente com o jovem Max Verstappen.
O piloto alemão começou a temporada com mo 3º lugar no GP da Austrália, depois de uma bandeira vermelha provocada por acidente envolvendo Fernando Alonso e Esteban Gutierrez, que tirou o primeiro da corrida seguinte. No Bahrein, ele nem chegou a largar, porque seu carro quebrou na volta de apresentação. Na China, colidiu com o companheiro Kimi Raikkonen, mas os dois puderam continuar e ele terminou em 2º, a 37 segundos do vencedor, Nico Rosberg. Ali começaram as reclamações contra os concorrentes, culpando Daniil Kvyat pelo acidente com Raikkonen. Chamou o russo de louco e suicida, ao ser ultrapassado na primeira curva, porém, após a corrida, disse que foi apenas um incidente de corrida. Na Rússia, Vettel teve de abandonar logo após a largada e duas colisões com Kvyat, que foi punido com 10 segundo no tempo final e três pontos na carteira. Na Espanha, onde Max Verstappen se tornou o piloto mais jovem a ganhar um Grande Prêmio da F1 e Nico Rosberg e Lewis Hamilton colidiram e deixaram a pista, Vettel foi o 3º colocado, atrás de Kimi Raikkonen. Em Mônaco, ele foi o 4º colocado, atrás de Lewis Hamilton, Daniel Ricciardo e Sergio Perez, e no Canadá voltou a ser segundo, a 5 segundos de Hamilton, que obteve a sua primeira vitória na temporada. Vettel voltou a subir ao pódio no GP da Europa, com o segundo lugar obtido na primeira corrida no circuito de Baku, no Azerbaijão. Na Áustria, Vettel foi o 4º na classificação, mas largou da 9ª posição, punido com a perda de 5 posições devido a troca da caixa de câmbio, e abandonou a corrida na volta 27, devido a estouro de pneus traseiro. Na Inglaterra, o alemão voltou a perder 5 posições, por nova troca de câmbio, saiu da 11ª posição e chegou na 10ª. Na Hungria, também só ganhou uma posição na pista, largou em 6º e cruzou a linha em 5º. Na Alemanha, tornou a sair da 6ª posição e chegar em 5º. Na Bélgica, Vettel largou da 4ª posição, errou a freada na volta 33 e foi ultrapassado por Felipe Massa, mas na volta seguinte, passou o brasileiro e completou o percurso no 6º lugar. Depois de 5 corridas, Vettel voltou ao pódio no GP da Itália, com o 3º lugar, atrás de Nico Rosberg e Lewis Hamilton, que conseguiu terminar na frente dele, apesar de errar a entrada da chicane, como já havia feito quatro vezes nos treinos. Em Cingapura, Vettel teve a melhor atuação da corrida, cruzando a linha de chegada no 5º lugar, depois de largar da 22ª e última posição do grid. Na Malásia, depois de largar da 5ª posição, o alemão teve de deixar a pista com a suspensão dianteira quebrada, por choque com Rosberg e Verstappen. Por ter provocado o acidente, Vettel perdeu 3 posições no GP seguinte, no Japão, e, da 3ª, caiu para a 6ª posição e terminou em 4º, sem conseguir ultrapassar Verstappen, embora fizesse vária s voltas mais rápidas do que o jovem holandês. Nos Estados Unidos, ele fez o melhor tempo da corrida, na penúltima volta, mas isso não foi suficiente para passar do 4º lugar, atrás de Hamilton, Rosberg e Ricciardo. No GP do México, Sebastian Vettel protagonizou o momento mais polêmico da temporada. Quando tentou passar por Verstappen e o holandês saiu da pista, cortou pela grama e saiu na frente, ele xingou o rival e o diretor de provas da FIA, Charlie Whiting. Ele não foi punido por isso, mas levou punição de dez segundos e dois pontos na carteira, por ter bloqueado Daniel Ricciardo na zona de freada. Depois de encerrada a corrida, Verstappen levou o carro para frente do pódio e subiu para fazer companhia a Hamilton e Rosberg, na sala de espera. Lá, viu pela TV que tinha sido punido com acréscimo de 20 segundos no seu tempo e, visivelmente constrangido, foi convidado a sair. Enquanto isso, Sebastian Vettel, que tinha ido diretamente para a garagem da Ferrari, chegava correndo, cercado de dirigentes e funcionários da equipe para receber o prêmio. Todavia, o piloto, que tinha sido declarado o terceiro colocado, devido a punição imposta a Max Verstappen, acabou também perdendo o pódio e foi rebaixado para o 5º lugar, pela manobra contra Ricciardo.
Depois do campeonato, a direção da Ferrari deixou claro que 2017 seria um ano decisivo para a permanência de Sebastian Vettel na equipe. Mas ele também disse que, em 2018, pretende correr pela Mercedes. Nem um coisa nem outra aconteceu e o alemão continuou na equipe italiana nos dois anos.
Nas primeiras seis corridas de 2017, Vettel venceu três vezes (Melbourne, Bahrein e Mônaco), mas perdeu a chance de uma vitória em Baku depois de colidir duas vezes com Hamilton na segunda entrada do safety car, e sofrer penalidade de stop&go. Em Mônaco, Vettel estava 25 pontos à frente de Hamilton e a Ferrari tinha 17 pontos sobre a Mercedes. Esse, porém, foi o último ponto alto da temporada do alemão. Ele ainda liderava a classificação nas férias de verão, mas depois disso, a Ferrari não conseguiu se igualar à Mercedes nem no ritmo nem na confiabilidade. Na volta de um mês de férias, Vettel e a Ferrari vacilaram e Hamilton venceu na Bélgica, em Monza, onde assumiu a liderança do campeonato, e em Cingapura. O drama da Ferrari começou em Cingapura, onde Vettel conquistou a pole position à frente do companheiro de equipe Räikkönen, dos dois Red Bulls e Hamilton, em quinto, sendo o favorito para vencer. Mas a Ferrari perdeu os dois pilotos já na primeira volta e Hamilton conquistou sua vitória mais surpreendente.
As unidades de potência da Ferrari apresentaram problemas de confiabilidade na Malásia e em Suzuka, que efetivamente destruíram as esperanças no campeonato de Vettel.
No Grande Prêmio da Austrália, Vettel qualificou-se em 2º, atrás de Lewis Hamilton e na frente de Valtteri Bottas. Com pneus novos, Vettel assumiu a liderança na volta 17 e a manteve até a volta 22, superado por Bottas e Raikkonen. Na volta 25, durante safety car virtual, a equipe chamou o alemão para sua parada e voltando à frente de Hamilton, que já havia feito sua troca de pneus, partiu então apara sua segunda vitória consecutiva na Austrália e a primeira do ano. Foi a primeira vitória da Ferrari, desde o GP de Cingapura de 2015.
Na China, Lewis Hamilton superou Sebastian Vettel e assumiu a pole position depois de uma volta impressionante nos segundos finais da classificação, com o tempo de 1m31s678, novo recorde para o Circuito Internacional de Xangai. Sebastian Vettel foi o segundo do grid, apenas dois décimos de segundo mais lento do que o britânico e só um milésimo de segundo mais rápido do que Valtteri Bottas, o terceiro colocado. O alemão teve que lutar para recuperar posições perdidas no box e se defender de Valtteri Bottas para garantir o segundo lugar.
No Grande Prêmio do Bahrain, Vettel se classificou em 3º, obteve a sua segunda vitória na temporada e assumiu a liderança isolada. Foi a 44ª vitória do piloto alemão, que estava empatado com Lewis Hamilton em 43 pontos e passou a ter 78, com vantagem de 7 pontos.
Na Rússia, Vettel conquistou a pole position, mas foi superado por Valtteri Bottas na largada e, apesar de fazer forte pressão, principalmente nas últimas 10 voltas, não conseguiu evitar a vitória do rival. A Ferrari, que tinha liderado todos os treinos e a qualificação, teve de contentar-se com os outros dois lugares do pódio, com Vettel em segundo e Kimi Raikkonen em 3º. Com o resultado, Vettel ficou 13 pontos à frente de Hamilton, mas a Ferrari foi superada pela Mercedes (136 a 135). Na Espanha, Sebastian Vettel, que tinha assumido a ponta na largada, chegou no 2º lugar, e manteve a liderança do campeonato, com 104 pontos contra 98 do inglês.
Em Mônaco, Kimi Räikkönen conquistou a pole position com novo recorde da pista do principado, com 1m12s178, seguido do companheiro Sebastian Vettel, que ficou a 0s043. Vettel ganhou a corrida e ampliou a vantagem sobre Lewis Hamilton, da Mercedes. Com a 3º vitória na temporada, passou a ter 129 pontos contra 104 do rival, que largou da 13ª posição e foi o 7º colocado. A prova foi decidida nos pit stops, com Vettel fazendo duas voltas muito velozes, na parada de Raikkonen, e voltando na ponta, depois de fazer também a sua troca de pneus, na volta 39. Após a corrida, surgiu a informação de que Ferrari tinha deliberadamente colocado Raikkonen numa estratégia mais lenta para que Vettel conseguisse aumentar a diferença para Hamilton. Essa foi a primeira vitória da Ferrari em Mônaco desde 2001 e a primeira dobradinha a Scuderia desde o Grande Prêmio da Alemanha de 2010.
No Canadá, Sebastian Vettel, que ficou a apenas 0s336 de Hamilton, com 1m11s795, largou da 2ª posição do grid. O inglês venceu de ponta a ponta, mas Vettel, que terminou no 4º lugar, manteve a liderança do campeonato com vantagem de 12 pontos: 141 a 129. O alemão foi prejudicado pela quebra da asa dianteira por Max Verstappen, que o ultrapassava por fora, ainda na largada. O alemão foi obrigado a uma parada não programada, voltou na 18ª colocação, e teve de fazer uma boa corrida de recuperação parar reduzir o prejuízo.
Sebastian Vettel foi o 4º no grid do Grande Prêmio do Azerbaijão e ele e Hamilton chegaram em 4º e 5º lugares, respectivamente, depois de serem protagonistas de uma verdadeira “briga de transito” durante uma entrada do safety car. Hamilton deu o chamado teste de freios, reduzindo a velocidade e foi tocado por Vettel, que retrucou com uma batida proposital na traseira do rival. Vettel foi punido com um stop&go de 10 segundos e o lance definiu a sorte dos dois pilotos na corrida. Com o resultado, Vettel manteve a liderança do campeonato, com153 pontos.
Na Áustria, Sebastian Vettel largou da segunda posição, ao lado de Bottas. Depois de conquistar a sua segunda pole position, Valtteri Bottas, da Mercedes, obteve também a sua segunda vitória da carreira na Fórmula 1. Sebastian Vettel, que chegou a apenas 0s658 dele, aumentou para 20 pontos a vantagem sobre Lewis Hamilton na liderança do campeonato (171 a 151).
No Grande Prêmio da Inglaterra, Lewis Hamilton foi pole position e a segunda posição do grid foi ocupada por Kimi Raikkonen, que superou Sebastian Vettel. Na largada, Vettel ficou atrás de Verstappen, recuperou sua posição quando piloto da Red Bull foi ao box, mas teve um furo no pneu e caiu para o 7º lugar. Hamilton, que ganhou a corrida pela 4ª vez consecutiva, baixou para apenas um ponto (177a176) a diferença entre ele e Sebastian Vettel.
Depois de um fim de semana terrível em Silverstone, a Ferrari parecia dominante no sábado, com Vettel conquistando na Hungria a 48º pole position da carreira, com recorde para o circuito de Hungaroring. Com o tempo de 1m16s276, o piloto alemão bateu o recorde que era dele mesmo, obtido em 2010, com 1m18s773. Ele venceu a prova e aumentou para 14 pontos a vantagem sobre Lewis Hamilton. Chegou a 202 pontos e o rival, 4º colocado na prova, passou a 188. Foi a 46ª vitória de Vettel na carreira, a 4ª do ano e a 2ª na pista da Hungria.
No Grande Prêmio da Bélgica, Sebastian Vettel largou da primeira fila, ao lado de Hamilton, depois de tomar a posição de Valtteri Bottas no minuto final da classificação, por 0s899. Lewis Hamilton venceu de ponta a ponta e baixou para 7 pontos (220 a 213) a vantagem de Sebastian Vettel, segundo colocado na corrida. O piloto alemão pressionou o rival durante toda a corrida, chegando a fazer a volta mais rápida, na 41, com 1m46s577 (novo recorde da pista), mas nunca conseguiu baixar a diferença para menos de um segundo, que lhe permitiria usar a asa móvel.
Na Itália, na sessão classificatória em pista úmida, Vettel e Räikkönen só conseguiram se classificar em 7º e 8º, mas largaram da 6ª posição e 7ª posições, beneficiados pelas punições a Max Verstappen e Daniel Ricciardo, da Red Bull. Lewis Hamilton venceu a corrida e assumiu pela primeira vez a liderança do campeonato, com 3 pontos de vantagem (238 a 235) sobre Sebastian Vettel 3º colocado.
Com duas voltas voadoras nos minutos finais da classificação, Sebastian Vettel conquistou a pole position para o GP de Cingapura. Ao faltarem dois minutos para o fim do treino, com o tempo de 1m39s669, tomou a liderança de Max Verstappen, que tinha feito 1m39s814. Já com o cronometro zerado, confirmou a pole, com 1m39s491. Com essa marca, ele superou o recorde da pole na pista de rua de Marina Bay, que era dele mesmo, com 1m44s381, obtido em 2011, quando ainda corria pela Red Bull. Foi a 4ª pole de Vettel em Cingapura, a 3ª na temporada e a 49ª da carreira. Na prova, porém, depois de se envolver num choque com Max Verstappen e Kimi Raikkonen, Vettel bateu no muro e abandonou logo depois da largada, permitindo a vitória de Lewis Hamilton, que aumentou a vantagem para 28 pontos, após aproveitar a confusão da largada para pular do 4º para o 1º lugar. O abandono de Vettel e Raikkonen foi o primeiro provocado por choque de dois pilotos da Ferrari, logo na largada em toda a história da equipe na F1, desde 1950. A vitória inesperada, numa pista em que a Ferrari era franca favorita, aumentaram as chances de Hamilton conquistar o seu tetracampeonato, igualando-se a Vettel e Alain Prost.
A Ferrari foi mais rápida no Grande Prêmio da Malásia, mas não pôde se beneficiar disso. Vettel perdeu potência durante o final do terceiro treino e teve seu motor alterado. Na Q3, ainda havia na unidade de potência dele grandes problemas, que não puderam ser resolvidos a tempo. Apesar de trabalharem freneticamente, os mecânicos da Ferrari não conseguiram preparar um novo equipamento em condições para Vettel participar da qualificação. Depois de uma segunda tentativa, ele foi para o box e não conseguiu retornar, largando do fim do grid. Todavia, fez uma excelente corrida de recuperação e redução de prejuízo, chegando no 4º lugar. Com isso, ficou apenas mais seis pontos a atrás de Hamilton, que aumentou a vantagem para 34 pontos (281 a 247). Ainda como compensação, Vettel fez a volta mais rápida da corrida, estabelecendo, com 1m34s080, novo recorde da pista, que era de Carlos Montoya, desde 2004, com 1m34s223. A partir da volta 35, Vettel partiu para uma verdadeira caçada a Ricciardo, proporcionando a melhor disputa da prova. Ele usou o asa móvel várias vezes, mas o australiano resistiu, inclusive ajudado por Alonso, que na volta 48 facilitou a passagem de Ricciardo, mas atrapalhou Vettel, fazendo-o perder tempo.
No Grande Prêmio do Japão, Vettel, que se classificou em terceiro, graças a uma troca de caixa de velocidades não programada de Bottas, foi promovido à primeira linha. Na prova, por causa de uma vela de 160 reais defeituosa, o carro do alemão não tinha potência, ele foi ultrapassado e abandonou depois de apenas 7 voltas. Foi seu segundo abandono em 3 corridas. Graças ao abandono de Vettel, Lewis Hamilton, que venceu a corrida, ficou mais perto da conquista do seu tetracampeonato. A diferença entre os dois passou de 34 para 59 pontos (306 a 247) e o 4º lugar nas últimas quatro corridas já garantiriam o título ao piloto inglês. E Vettel ainda corria o risco de ser ultrapassado por Valtteri Bottas, que chegou aos 234 pontos.
No Grande Prêmio dos Estados Unidos, a Ferrari teve uma sexta-feira complicada. A equipe teve de mudar o chassi de Vettel, após problemas na segunda sessão de treinos, que limitaram sua participação a apenas 11 voltas. No sábado, na qualificação, porém, obteve a 2ª posição, 2 décimos atrás de Hamilton. No domingo, Vettel passou por Hamilton com uma largada perfeita, mas na volta 6 foi ultrapassado e não conseguiu igualar o ritmo do inglês. Ele tentou uma estratégia alternativa com 2 pit stops, mas teve que se contentar com o segundo lugar.
No México, com duas corridas de antecedência, Lewis Hamilton garantiu o título da temporada, e o 4º da carreira na Fórmula 1, numa corrida com aspectos dramáticos no Circuito Hermanos Rodrigues. Logo após a curva três, ele foi tocado por Sebastian Vettel, seu rival direto na disputa, e os dois tiveram que ir aos boxes, Hamilton para trocar um pneu traseiro furado e o alemão para trocar a asa dianteira direita quebrada. Os dois caíram para as últimas posições, com Vettel, em 19º e Hamilton em 20º, e iniciaram corrida de recuperação. Vettel foi mais longe, mas não conseguiu chegar ao 2º lugar, que lhe permitiria adiar para o GP do Brasil a decisão do título. Com o 9º lugar, Hamilton consolidou uma vantagem de 56 pontos, que não poderia ser desfeita nas duas últimas provas do calendário.
Sebastian Vettel venceu o Grande Prêmio do Brasil, com o tempo de 1h31m26s262. Largando da 2ª posição do grid, fez um início arrojado, colocou o carro por dentro na entrada do “S do Senna” e tomou a ponta de Valtteri Bottas. Depois disso, cedeu a liderança a Kimi Raikkonen, na volta 29, e a Lewis Hamilton entre as voltas 30 e 42, mas recuperou e manteve a primeira colocação até o final, conquistando a 5ª vitória na temporada e a 47ª na carreira.
O Grande Prêmio de Abu Dhabi no circuito de Yas Marina, Sebastian Vettel ameaçou Hamilton na largada, mas depois se conteve e nem mostrou disposição para enfrentar os ponteiros.
Vettel foi o vice-campeão, com vitórias na Austrália, Bahrein, Mônaco, Hungria e Brasil. Foi 2º na China, Rússia, Espanha, Áustria, Bélgica e Estados Unidos; 3º na Itália e Abu Dhabi; 4º no Canadá, Azerbaijão, Malásia e México e 7º na Inglaterra. Foi pole position 4 vezes a abandonou as corridas de Cingapura e Japão.
Em 2018, a Ferrari completou 11 anos sem conquistar um título dos pilotos, desde a vitória de Kimi Raikkonen, em 2007, e 10 anos da obtenção da coroa dos construtores, em 2008, quando Massa perdeu para Hamilton nos 32 segundos finais do GP do Brasil.
Para tentar a recuperação a Scuderia manteve os dois pilotos da temporada anterior, Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen, e produziu o carro considerado o mais rápido e consistente do grid. Mas erros de Sebastian Vettel e da direção da equipe frustraram as expectativas da Scuderia,
O primeiro erro de Vettel foi na França, quando em terceiro, bateu na traseira de Valtteri Bottas depois de travar durante a primeira volta. O carro sofreu danos ele terminou em quinto.
O segundo foi na Alemanha, onde conquistou a pole, enquanto Hamilton se classificava em 14º na classificação. Liderando a corrida em casa, com 10 segundos de vantagem, pisou na parte mais molhada na pista, bloqueou os freios, e bateu contra a proteção dos pneus perdendo a vitória. Esse foi o erro mais caro da temporada, deixou o alemão 17 pontos atrás de Hamilton e foi fundamental no campeonato.
Na Itália, com o novo Presidente da Ferrari e toda a família Ferrari presente em Monza para assistir à corrida, Sebastian Vettel, na largada tentou ultrapassagem contra Kimi Raikkonen, não conseguiu, e na chicane “Roggia”, foi ultrapassado por Hamilton. Ele tentou forçar por dentro, bateu no inglês, acabou rodando e deixando a pista. O vexame foi tão grande que o novo Presidente da Ferrari e a família Ferrari foram embora logo após a batida.
No GP da Austrália, Sebastian Vettel e Max Verstappen formaram a segunda fila. Na 26ª volta, o alemão aproveitou o safety car virtual, saiu na frente de Lewis Hamilton, que era o líder, e conquistou a 48ª vitória da carreira. Isso aconteceu depois de Romain Grosjean, da Haas, ter estacionado seu carro em área perigosa da curva 2, obrigando a instalação da segurança. Hamilton foi obrigado a respeitar o limite de velocidade, dando tempo a que Vettel trocasse os pneus, saísse dos boxes à frente dele e garantisse a vitória numa pista onde as ultrapassagens são muito difíceis. As circunstâncias do fato causaram suspeitas de que tivesse sido resultado de uma manobra da Ferrari e da Haas. Segundo algumas versões, a equipe norte-americana teria atendido pedido da italiana, que é sua fornecedora, e deixado à roda dianteira esquerda do carro de Grosjean solta, na parada e o piloto teria sido orientado a não parar em zona de segurança, como fez seu companheiro Kevin Magnussen, duas voltas antes, pelo mesmo motivo. A intenção de manobra não foi confirmada e a FIA admitiu que, ao perceber o erro, a equipe ordenou que o piloto parasse o que foi feito onde foi possível. Mas a Haas foi multada em 10 mil dólares por ter liberado os dois carros de forma insegura.
No Bahrein, na sua 200ª corrida, depois de ficar atrás do companheiro nos treinos livres, Sebastian Vettel surpreendeu na última volta da Q3 e conquistou a pole position. Foi a 52ª pole da carreira de Vettel, que fez uma boa largada e manteve a ponta, mesmo pressionado por Valtteri Bottas num final emocionante.
Com um tempo inesperado, já com o cronometro zerado, Vettel tomou a pole position do companheiro Kimi Raikkonen para o GP da China. Na sua última tentativa, o piloto alemão fez 1m31s095, novo recorde para a pista de Xangai, superando o finlandês por 0s087. Na largada, Vettel teve de fechar a porta para Kimi Räikkönen, a fim de manter a liderança. Na 43ª volta, no grampo depois da longa reta, Verstappen colocou o carro por dentro, para tentar passar Vettel, tocou na Ferrari e os dois rodaram. O alemão levou a pior e caiu para sétimo lugar e terminou em 8º, mas manteve vantagem de 9 pontos (54 a 455) sobre Hamilton, que foi 4º.
Sebastian Vettel fez o melhor tempo no treino classificatório e conquistou a pole position do Grande Prêmio do Azerbaijão. Na corrida, porém, o alemão cometeu um erro ao tentar ultrapassar Valtteri Bottas e terminou em 4º. Hamilton, que venceu a corrida, o ultrapassou na classificação por 4 pontos (70 a 66).
Na Espanha, Sebastian Vettel dominou as Q1 e Q2, mas na Q3 foi o 3º no grid, largando da segunda fila, ao lado do companheiro Kimi Raikkonen. Ele ganhou a segunda posição de Valtteri Bottas logo na largada, mas foi atrapalhado pela estratégia da Ferrari. Fez uma segunda parada e perdeu posições para Bottas e Verstappen. Fracassou na tentativa de ultrapassar Verstappen e acabou em 4º. Hamilton obteve a segunda vitória consecutiva e aumentou para 17 pontos a diferença em relação a Vettel (95 a 78
Depois de se impor nas três sessões de treinos livres e na etapa de qualificação, a Red Bull dominou amplamente o GP de Mônaco, com o australiano Daniel Ricciardo. Sebastian Vettel chegou em 2º e Hamilton foi terceiro no pódio. A diferença de Hamilton para Vettel caiu para 14 pontos (110ª a 96).
No Canada, com uma volta excepcional, que estabeleceu novo recorde para a pista do Circuito Gilles Villeneuve, Sebastian Vettel, de motor novo, conquistou a sua 54ª pole position, fez a melhor volta e obteve a 50ª vitória da carreira, a primeira da Ferrari no circuito de Montreal, desde a de Michael Schumaker, em 2004. Com a vitória, o alemão reassumiu a liderança do campeonato, com121 pontos, contra 129 de Hamilton, que foi o 5º colocado.
Na França, prejudicado pela falta de equilíbrio do seu Ferrari, Vettel bateu em Bottas. Ambos tiveram que ir para os boxes, o piloto da Ferrari foi punido em cinco segundos no tempo final e teve de se conformar com a quinta posição. Apesar disso, acabou eleito pelos fãs o piloto do dia, uma decisão que causou controvérsias. Hamilton, da Mercedes, que venceu a corrida, reassumiu a liderança do campeonato, com 145 pontos, contra 131.
Na Áustria, Vettel, que obteve a 3ª colocação na qualificação, foi rebaixado para a 6ª, punido com perda de 3 posições por atrapalhar Carlos Sainz Jr. no final da Q2. O piloto alemão tentou ganhar terreno no início, perdeu uma posição, mas reagiu e subiu para quarto, quando ultrapassou o rival Lewis Hamilton na pista. A partir daí, começou a perseguir Kimi Raikkonen, mas o finlandês e o vencedor, Max Verstappen, não cederam e ele foi o terceiro no grid. Com o resultado, assumiu a liderança da classificação, com 146 pontos, contra 145 de Hamilton.
Na Inglaterra, Vettel voltou a largar da 3ª posição do grid e chegou em primeiro na sua 4ª vitória na temporada e 51ª na carreira, e aumentou para 8 pontos (171 a 163) a vantagem sobre Lewis Hamilton. O piloto alemão liderou no começo, perdeu a ponta ao fazer um pit stop a mais do que os pilotos da Mercedes, mas recuperou a primeira posição ao ultrapassar Valtteri Bottas a cinco voltas da bandeirada.
Na Alemanha, Sebastian Vettel obteve a sua 5ª pole position, mas na 51ª das 67 voltas, isolado na frente, mas com pneus secos em pista molhada, escapou na curva 3, bateu no muro e teve de deixar a pista.
Na Hungria, de luto pela morte do presidente Sergio Marchione, a equipe da Ferrari usou faixa preta no braço. Na qualificação, Raikkonen foi 3º e Vettel, o 4º. Lewis Hamilton confirmou a pole position, venceu a corrida e ampliou para 24 pontos (213 a 189) a sua vantagem sobre Sebastian Vettel, que chegou em segundo e subiu ao pódio com o companheiro Kimi Raikkonen, 3º colocado.
Na Bélgica, em pista seca, a Ferrari dominou todos os treinos livres, mas, com chuva, em pista ainda molhada, Lewis Hamilton se impôs na Q3 e conquistou a pole position. Vettel foi 2º. Na largada, depois da confusão provocada por batida entre Nico Hulkenberg e Fernando Alonso, num acidente que envolveu e provocou o abandono de cinco carros, Vettel superou Hamilton, venceu com tranquilidade e diminuiu de 24 para 17 pontos a desvantagem na classificação do campeonato (231 a 214).
Na Itália, um choque de Sebastian Vettel e uma artimanha estratégica da Mercedes deram a vitória a Lewis Hamilton. Na primeira volta, depois de ser ultrapassado pelo rival, Vettel, que largou em 2º, bateu no carro de Hamilton, teve uma asa quebrada e na volta do conserto, caiu para o último lugar sem condições de lutar pela ponta e mudança na classificação, mas beneficiado por punição a Max Verstappen ainda conseguiu o 4º lugar. A vantagem do inglês pulou para 30 pontos (260 a 230) e a da Mercedes para 25 pontos (415 a 390).
Em Cingapura, no terceiro treino livre, Vettel liderou a pista e estabeleceu o recorde de 1min38s054, mas a qualificação começou com apreensão para a Ferrari, porque o carro dele apresentou um problema elétrico minutos antes das tomadas de tempo. Afinal, ele conseguiu o 3º lugar no grid e a mesma posição no pódio, só não obtendo um resultado melhor devido a um erro da equipe. Vettel não escondeu a frustração tanto nos contatos com seus mecânicos, quanto na entrevista pós-corrida, quando lamentou o erro de estratégia da Ferrari, que o chamou para o pit-stop após 15 voltas a fim de colocar pneus ultramacios e pressionar Hamilton no duelo pela liderança. A tática deu errado, porque ele voltou à pista atrás de Perez, dando tempo a Verstappen de parar e voltar na frente dele e a Mercedes trocou os pneus de Hamilton por macios, com durabilidade até o fim da prova, sem previsão de mais paradas. Sem nenhum contratempo, Hamilton, o pole, chegou fácil à bandeira quadriculada. A vantagem de Hamilton sobre Vettel passou a 40 pontos (281 a 241).
O Grande Prêmio da Rússia foi marcado pela jogada de equipe da Mercedes, que mandou Bottas dar passagem a Hamilton, vencedor da corrida. Com a vitória, Hamilton aumentou para 50 pontos a sua vantagem sobre Vettel, da Ferrari, que passou a precisar ganhar todas as cinco corridas que restavam e torcer para que Hamilton tivesse alguns contratempos e não fosse pelo menos 2º colocado nessas provas, o que não aconteceu.
No Japão, Sebastian Vettel foi surpreendido pela chuva e acabou na 9ª colocação do grid, complicando a disputa pelo título com Hamilton, mesmo depois de ter subido para 8º, com punição a Esteban Ocon. Lewis Hamilton, o pole position, venceu de ponta a ponta e praticamente colocou a mão no título de pentacampeão. Ele aumentou para 67 pontos (331 a 264) a vantagem sobre Sebastian Vettel e seria campeão com 1 quinto lugar e 3 sextos, mesmo que seu único rival vencesse as quatro corridas restantes. Num último esforço para alcançar o pódio, Vettel deu duas boas disparadas, fazendo a melhor volta nas 52ª e 53ª, mas não pode ir além do 6º lugar.
Nos Estados Unidos, embora tenha sido o segundo mais rápido, Vettel largou da 5ª posição do grid, por não ter respeitado bandeira vermelha no primeiro treino livre de sexta-feira. E na corrida, ele voltou a errar na primeira volta, mas, após o toque com Daniel Ricciardo, iniciou uma corrida de recuperação, com uma ultrapassagem na penúltima volta, quando se aproveitou de um erro de Valtteri Bottas para ser o quarto e salvar o campeonato. Kimi Raikkonen venceu o GP e Lewis Hamilton, que poderia conquistar nessa prova o pentacampeonato, foi apenas o 3º colocado, não conseguiu estabelecer diferença suficiente para se livrar da concorrência de Vettel. O piloto inglês totalizou 346 pontos, contra 246 do alemão, e a diferença de 70 pontos não bastou para a decisão, pois restando as corridas do México, Brasil e Abu Dhabi, havia 75 pontos em disputa.
No México, Lewis Hamilton terminou no 4º lugar e com o resultado garantiu o título de campeão de 2018 e de pentacampeão da Fórmula 1. Ele totalizou 358 pontos, e com vantagem de 64 não poderia ser superado pelo rival mais próximo, Sebastian Vettel, nas corridas do Brasil e de Abu Dhabi, onde estariam em jogo 50 pontos. Sebastian Vettel, foi o segundo colocado e Kimi Raikkonen completou o pódio.
No Brasil, Hamilton foi o pole, acompanhado na primeira fila por Sebastian Vettel. Todavia, problema com um sensor forçou o alemão a correr num cenário diferente do que estava previsto, o que dificultou a condução do carro. Ele perdeu a posição quase imediatamente após o início da corrida, superado por Valtteri Bottas na curva 1 e Max Verstappen pouco depois. Na curva do Lago, travou os pneus, alargou a pista, como já havia acontecido duas vezes no Q3 de sábado, e deu chance a Raikkonen ultrapassá-lo. Finalmente terminou a corrida em sexto depois de uma estratégia de duas paradas. Com a vitória do inglês e a 5ª colocação de Valtteri Bottas, a Mercedes garantiu seu 5° título consecutivo, fazendo 35 pontos e totalizando 620, contra 553 da Ferrari.
Em Abu Dhabi, com uma volta voadora, Lewis Hamilton conquistou a pole pela 4ª vez no circuito de Yas Marina. Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen, da Ferrari, formaram a segunda fila, mas Hamilton confirmou a condição de pentacampeão e favorito e encerrou o campeonato de 2018 com vitória. Sebastian Vettel, em segundo, e Max Verstappen, em terceiro, completaram o pódio, ambos beneficiados por erros de Valtteri. Depois da corrida, Vettel e Hamilton trocaram capacetes e escoltaram Fernando Alonso, que se despedia da F1 até diante do pódio, onde os três fizeram uma série de “zerinhos” (ou donnuts).
Vettel liderou grande parte do campeonato, dando impressão de que a briga com Lewis seria apertada até o fim. Mas o inglês encaixou uma sequência de grandes resultados após as férias de agosto, enquanto ele incorria em erros, alguns inadmissíveis para uma tetracampeão.
O piloto alemão da Ferrari terminou o campeonato como vice-campeão, com 320 pontos, contra 408, de Lewis Hamilton. Ele venceu na Austrália, Bahrein, Canadá, Inglaterra e Bélgica. Foi 2º em Mônaco, Hungria, México e Abu Dhabi; 3º na Áustria, Cingapura e Rússia; 4º, no Azerbaijão, Espanha, Itália e Estados Unidos; 5º na França; 6º no Japão e Brasil e 8º na China. Foi pole position na Alemanha, Canadá, Azerbaijão, China e Bahrein, totalizando 55 na carreira. Não terminou a corrida da Alemanha.
Sebastian Vettel teve em 2019 uma das suas piores temporadas na Fórmula 1, só comparável à de 2004, quando também foi o 5º colocado no campeonato e com menos pontos (167 a 240). O tetracampeão do mundo venceu apenas uma corrida e erros pessoais e da Ferrari impediram que ele tivesse resultados melhores. A concorrência da intrepidez do jovem companheiro monegasco Charles Leclerc também contribuiu para a decepcionante performance do piloto alemão.
Eis como https://en.wikipedia.org/wiki/Sebastian_Vettel resume a campanha dele na temporada:
“Depois de mostrar um ritmo impressionante durante os testes de pré-temporada em Barcelona, Vettel e a Ferrari foram para a Austrália com muitos especialistas acreditando que era o carro a bater. No entanto, o fim de semana de abertura da temporada seria difícil, pois Vettel se qualificou em 3º, mas a cerca de sete décimos de Lewis Hamilton e da pole position. Ele terminaria a corrida em 4º, depois de ser ultrapassado por Max Verstappen, com pneus mais frescos. No Bahrein, a Ferrari voltou a formar a primeira fila, com Vettel em 2º, atrás do novo companheiro de equipe Charles Leclerc, depois de fazer apenas uma volta na terceira e última parte da classificação. Vettel assumiu a liderança no início, mas Leclerc retomou a vantagem na volta 6. Com Leclerc se afastando, Vettel ficou sob pressão de Hamilton, que o ultrapassou após a primeira rodada de pit stops. Vettel voltou à 2ª posição e a manteve após a segunda e última parada, mas Hamilton o ultrapassou novamente algumas voltas depois, na curva 4, onde o alemão rodou e sofreu uma quebra na asa dianteira. Ele terminou em quinto e Hamilton herdou a vitória após uma falha na vela de ignição de Leclerc. Vettel conquistou o seu primeiro pódio da temporada na China, terminando em 3º lugar, com os dois Mercedes fazendo a terceira e consecutiva dobradinha. No Azerbaijão, Vettel teve um segundo terceiro lugar consecutivo, ficando a 35 pontos de Bottas e 34 de Hamilton, que voltaram a fazer a dobradinha. A Ferrari teve outro final de semana difícil na Espanha, com Vettel terminando em 4º e a Mercedes conquistando mais uma dobradinha. Em Mônaco, Vettel cruzou a linha em 3º na corrida, mas foi promovido para o 2º, seu melhor resultado do ano, depois que Verstappen recebeu uma penalidade de cinco segundos por saída insegura após seu pit stop. Vettel conquistou a pole position no Canadá pelo 2º ano consecutivo, dois décimos à frente de Hamilton, o desafiante mais próximo. Foi sua 5ª pole em Montreal, a 56ª da carreira e a primeira em 17 corridas. Na corrida, manteve a pole position e liderou durante toda a corrida. Na volta 48, saiu pela grama na curva 4 e. quando voltou para a pista, Hamilton estava ao lado, tentando ultrapassar. Ele continuou na frente, mas recebeu uma controvertida punição de cinco segundos por retornado à pista “de maneira insegura e forçando o carro 44 (Hamilton) a sair da pista”. Vettel cruzou a linha em primeiro, mas, por causa da penalidade, Hamilton foi considerado vencedor. Pelo rádio da equipe, após a corrida, expressou sua raiva com a decisão: “Não, não, não. Não é assim. Você tem que ser um cego absoluto, para pensar que vai para a grama e pode controlar seu carro”. Quando voltou aos boxes, Vettel parou o carro fora do local indicado pela FIA, e pareceu se recusar a subir ao pódio. Após ser persuadido, ele o fez, depois de trocar as placas de número um e dois da frente do carro dele e Hamilton. Na França, Vettel só conseguiu terminar em 5º, após a qualificação em 7º, embora tenha feito sua primeira volta mais rápida da temporada. Na Áustria, qualificou-se em 10º, sem definir tempo na Q3, devido a um problema de problema de confiabilidade, mas largou em 9º, graças a uma punição a Kevin Magnussen. Numa forte corrida de recuperação subiu para o quarto lugar, terminando menos de um segundo atrás de Bottas, terceiro no pódio. Na Inglaterra, Vettel se qualificou em 6º, mas uma longa primeira passagem do Safety Car permitiu que ele emergisse de sua primeira e única parada em terceiro. No entanto, Verstappen logo passou por ele e, tentando voltar à frente do holandês, colidiu com a traseira do Red Bull. Ele recebeu uma penalidade de dez segundos, cruzou a linha em 15º, mas terminou em 16º, quando a penalidade foi aplicada. Foi a primeira vez que ele não conseguiu marcar pontos em uma corrida que completou desde o GP da Bélgica de 2015. Em sua corrida em casa na Alemanha, Vettel não conseguiu se qualificar, após um problema no turbo, largando em último lugar. Numa corrida de condições variadas, com numerosos acidentes e Safety Cars, Vettel ficou longe de problemas e trabalhou seu caminho através do campo para terminar em 2º lugar atrás de Verstappen. Na Hungria, Vettel se classificou em 5º, mas terminaria na posição final do pódio, apesar de um minuto atrás do vencedor Hamilton, e depois de ultrapassar o companheiro de equipe, Charles Leclerc, a algumas voltas do final. Na Bélgica, na volta das férias de verão, Vettel se qualificou em 2º e terminou em 4º, fazendo a 38ª volta mais rápida da carreira. Na corrida na casa da Ferrari, na Itália, qualificou-se em 4º e, na 6ª volta, rodou na chicane Ascari, voltou à pista de maneira perigosa, tocando o Racing Point de Lance Stroll, recebeu uma penalidade de stop&go de 10 segundos e terminou em 13º. Em Cingapura, Vettel estava com a pole provisória, mas não conseguiu melhorar o tempo em sua última volta, o que permitiu ao companheiro de equipe conquistar uma terceira pole consecutiva e Hamilton se juntar a ele na primeira fila, deixando Vettel em terceiro. Todavia, o ritmo mais lento de Leclerc e Hamilton permitiu ao alemão diminuir e pular os dois para assumir a liderança. Três carros de segurança se seguiram, mas Vettel se manteria à frente, na sua primeira vitória em mais de um ano, a 53ª da carreira e, pela primeira vez, cinco triunfos no mesmo circuito. Pelo segundo fim de semana consecutivo, Vettel se classificou em 3º na Rússia, atrás de Leclerc e Hamilton. Fez um começo empolgante, passando por Hamilton e depois por Leclerc. No entanto, as transmissões de rádio sugeriram que a Ferrari queria trocar as posições dos pilotos, mas com Vettel sendo o mais rápido, permaneceu na frente. Leclerc entrou parou primeiro e a troca ocorreu quando Vettel saiu de seu pit stop atrás do monegasco, antes de abandonar a prova com um problema na MGU-K, seu primeiro abandono da temporada. No Japão, Vettel conquistou sua 5ª pole position, a 57º da carreira, em uma sessão de qualificação adiada para a manhã de domingo devido ao tufão Hagibis. Um avanço da linha de largada fez com que Vettel parasse momentaneamente antes de escapar e isso permitiu que Bottas assumisse a liderança. Ele não foi penalizado por seu salto inicial, terminou em 2º, atrás de Bottas e o resultado acabou com as chances matemáticas de vencer o campeonato de pilotos. No México, Vettel se classificou em 3º, mas subiu para o 2º lugar depois que Verstappen, que havia se qualificado na pole, recebeu uma penalidade de três lugares por não ter desacelerado sob bandeiras amarelas após uma queda de Bottas. Ele terminaria onde começou, imprensado entre os dois carros da Mercedes. No Estados Unidos, com o segundo lugar no grid, Vettel se tornou o terceiro piloto da história da Fórmula 1 a fazer 100 largadas na primeira fila (depois de Hamilton e Schumacher). Ele perderia cinco posições nas duas primeiras voltas, antes de sofrer uma falha na suspensão traseira na volta 8 e abandonar a pista. Pelo terceiro ano consecutivo, Vettel se classificou em segundo no Brasil, mas foi superado por Hamilton na largada. Depois de ficar em terceiro na maior parte da corrida, um Safety Car permitiu que Alexander Albon e seu companheiro de equipe Charles Leclerc o ultrapassassem. Ele tentou passar por Leclerc quase imediatamente após ser ultrapassado, mas os dois Ferraris colidiram, com ambos sofrendo danos no final da corrida e Vettel não alcançando a bandeira quadriculada pela terceira vez em cinco corridas. A última corrida da temporada em Abu Dhabi viu Vettel se classificar em 4º e terminar em 5º, ficando em 5º no campeonato de pilotos, com Leclerc se tornando o segundo companheiro de equipe a superá-lo durante uma temporada.
Em 2019, Vettel casou com a amiga de infância Hanna Prater, om quem tem três filhos.
A temporada de 2020 foi ainda pior. Ele terminou em um decepcionante 13º lugar na classificação de pilotos, com o total de 33 pontos, o mais baixo em sua carreira na Fórmula 1.
Ainda durante o campeonato, a Ferrari anuncio, através de um comunicado oficial, publicado no site e nas redes sociais da escuderia, que o tetracampeão mundial não renovou o contrato e iria deixar a equipe no fim da temporada. Em 10 de setembro, foi anunciado que Vettel iria para a equipe Aston Martin, novo nome da Racing Point, para substituir Sergio Perez. O único bom resultado de Vettel em 2020 foi o terceiro lugar no GP da Turquia, à frente do companheiro Charles Leclerc.
Antes do início do campeonato, a Ferrari já tinha dito que o carro de 2020 tinha diversos erros de projeto e que levaria algumas corridas até serem resolvidos. E a dupla de pilotos da Scuderia sentiu as deficiências do SF1000 já no GP da Áustria, o primeiro do calendário improvisado de 17 corridas formatado pela FIA, por causa da pandemia do corona vírus. Sebastian Vettel foi eliminado na Q2, largando da 11ª posição, e apesar da falta de ritmo do SF1000 terminou no 10º lugar. Na volta 31ª volta, quando era o oitavo, ao chegar no ponto de frenagem, estava muito colado na traseira de Carlos Sainz e Charles Leclerc. Ao frear mais forte para evitar a batida, acabou rodando e caindo para último. Graças aos nove abandonos da corrida, ainda conseguiu receber a bandeirada em décimo e marcar um ponto.
No GP de Estíria, a Ferrari teve desempenho decepcionante, com Sebastian Vettel largando em 10º e Charles Leclerc, em 11º. Vettel retirou-se na primeira volta com danos na asa traseira após um choque com Leclerc. O monegasco tentou ao forçar uma ultrapassagem subiu na traseira do #5, quebrando a asa do companheiro de equipe.
Na Hungria, Vettel levou a Ferrari à primeira colocação de uma sessão pela primeira vez. Na sua melhor volta, o alemão cravou 1m40s464, superando o segundo colocado e líder do campeonato Valtteri Bottas em 0s272. O tetracampeão largou em quinto e terminou em sexto após uma primeira parada muito ruim, devido ao fluxo de carros nos boxes.
Na Inglaterra, punido por exceder os limites da pista, Vettel largou da 10ª posição e, depois de uma corrida complicada, acabou na mesma posição, enquanto o companheiro Leclerc subia ao pódio. O piloto afirmou que a prova não foi desgastante, pois não teve condições para brigar com a concorrência e almejar um resultado melhor. Disse ter tentado de tudo, até mudando o estilo de pilotagem a cada duas ou três voltas, mas não tinha confiança no carro. Toda vez que tentava atrasar a frenagem, tinha dificuldades para se segurar na pista. Antes da corrida, Vettel participou de cerimônia de ‘luta contra o racismo’ na pista. Todos os 20 pilotos colocaram-se em frente ao grid, exibindo mensagens antirracismo na camiseta, alguns ajoelhando-se e outros em pé. Após a hino nacional britânico, um Spitfire sobrevoou o autódromo com a mensagem “Obrigado NHS” pintada na parte inferior das asas, em reconhecimento a o trabalho realizado pelos serviços de saúde pública do Reino Unido na luta contra a epidemia de COVID-19.
No GP dos 70 nos, comemorativo do 70º aniversário da F1, ainda no circuito de Silverstone, Vettel, depois de uma rodada, terminou no 12º lugar. E responsabilizou a equipe e o carro pelo mau resultado. Lamentou ter sido chamado ao box no meio de intenso tráfego e ter usado pneus duros por apenas 10 voltas.
Na Espanha, Sebastian Vettel largou em 11º, mas ganhou mais 6 pontos, com a sétima colocação, após arriscar e ficar por 36 voltas com o mesmo jogo de pneus macios.
Na Bélgica, a equipe Ferrari teve seu pior desempenho do ano com os dois pilotos não passando da Q2 e não chegando à zona de pontuação. Sebastian Vettel chegou em 13º, com uma parada menos que Charles Leclerc, 14º. O alemão admitiu que não era um bom momento e não se devia esperar melhoras rápidas. “O resultado é merecido, porque não fomos rápidos o suficiente nem ontem e nem hoje. Acho que está claro que nada mudará drasticamente nas próximas semanas. Mesmo assim, acho que fomos piores hoje do que nas corridas anteriores”, declarou o piloto.
Na última corrida pela Ferrari em Monza, depois de largar da 17ª posição, com problema no freio traseiro esquerdo, Vettel passou reto na primeira chicane e abandonou na oitava volta. “Sem pedal de freio. O cabo dos freios explodiu. Os freios falharam”, disse no rádio para a equipe. Em imagens recuperadas, labaredas foram vistas no freio traseiro esquerdo do carro do alemão.
Na Toscana, no GP comemorativo da sua milésima corrida na F1, a Ferrari melhorou em relação às duas corridas anteriores. Pela primeira vez no campeonato, os dois pilotos da equipe conseguiram pontuar, com Charles Leclerc em 8º e Sebastian Vettel em 10º. O tetracampeão mundial reclamou do desempenho do carro, difícil de guiar e sem ritmo para acelerar.
Durante a Q2 do GP da Rússia, Sebastian Vettel perdeu a traseira do carro, rodou a foi de encontro à barreira, perdendo a asa dianteira provocando bandeira vermelha. Ele largou da 15ª posição e terminou em 13º, reclamando do carro e dando a entender que foi usado como escudeiro para o companheiro monegasco Charles Leclerc, que terminou em sexto.
No GP de Elfie, em Nurburgring, Vettel caiu na Q2 e largou de 11º. Na corrida, rodou e caiu para 18º., mas conseguiu se recuperar e terminar na mesma posição.
Em Portugal, Vettel provocou um atraso de meia hora no início da corrida, para recuperar a tampa de um bueiro, na curva 4, que ele havia arrancado no terceiro treino livre. Ele largou da 15ª posição e chegou em 10º, ocupando a 13ª colocação na classificação geral, com 18 pontos. Novamente o piloto não ficou satisfeito com o resultado e indicou favorecimento da equipe a Leclerc.
No GP de Emília Romagna, o piloto teve condições objetivas para reclamar da equipe. A 12ª colocação do piloto em Ímola se deveu a erro de um mecânico no último pit stop no fim de semana. Vettel fazia boa corrida e podia terminar na zona de pontuação, mas o mecânico Claudio Bersini errou na segunda parada, que durou 13,1 segundos e eliminou a chance de um melhor resultado.
Na Turquia, com o 3º lugar, Vettel obteve o primeiro pódio da temporada e também o primeiro desde que foi 2º colocado no GP do México de 2019. Após largar na 11ª colocação, fez uma largada vertiginosa e já na primeira volta ganhou 8 posições. Na penúltima volta, passou Leclerc e fechou a porta até cruzar a linha de chagada. Com o resultado, totalizou 33 pontos, mas continuou no 13º lugar da classificação geral.
No Bahrein, Vettel qualificou-se em 11º, mas largou a 10ª posição, à frente do companheiro Leclerc. Já na curva 1, porém, o monegasco passou por ele, que foi superado também por outros concorrentes, caindo para o 16º lugar. No final, conseguiu se recuperar e terminar em 13º.
No GP de Sakhir, o segundo no Bahrein, Vettel teve uma corrida para esquecer. Mais uma vez, como já havia acontecido em Ímola, foi vítima da maldição do box. Largou da 13ª posição e um pit stop de 4,5 segundos na volta 31, e outro de 6,5 segundos na volta 54, tiraram todas as chances de um resultado melhor do que o 12º lugar.
O GP de Abu Dhabi foi a despedida de Sebastian Vettel da Ferrari, depois de 14 vitórias, 22 poles, 55 pódios e 1400 pontos em 118 corridas disputadas desde 2015. Na corrida, o alemão largou em 13º, à frente de Leclerc, chegou a andar em 7º, depois de uma entrada do safety car, mas acabou na 14ª colocação. Apesar de todos dissabores durante a temporada, Vettel se despediu carinhosamente da Ferrari. Cantou uma canção italiana na volta ao box, depois de cruzar a linha de chegada, e distribuiu cerveja a toda a equipe.
Vettel juntou-se à Aston Martin para a temporada de 2021, substituindo Sergio Pérez.
Seu fim de semana de estreia na nova equipe não foi dos mais felizes. No sábado, só conseguiu se classificar em 18º, e depois foi punido com a perda de cinco lugares no grid e três pontos em sua superlicença por não diminuir a velocidade na bandeira amarela provocada pela rodada de Nikita Mazepin na curva 1 no final do Q1. Na corrida, levou punição de 10 segundos e mais dois pontos na carteira. Saiu do Bahrein, com a 15ª colocação e 5 pontos dos 12 permitidos em um ano.
No GP de Emília-Romagna, Vettel se qualificou em 13º, mas teve de largar da pit lane. Teve problemas na caixa de câmbio e deixou a pista na 61ª das 63 voltas, mas foi classificado em 15º por ter completado mais de 90% do percurso. Em Portugal, qualificou-se no 10º lugar, mas não conseguiu se manter na zona de pontuação. Terminou em 13º, depois de uma disputa com o companheiro Lance Stroll. Na Espanha, largou e chegou em 13º. Em Mônaco, conquistou seus primeiros 10 pontos, cruzando a linha de chegada em 5º, depois de ter largado em 10º. Na corrida seguinte, no Azerbaijão, Vettel, com o 2º lugar, conquistou o primeiro pódio da Aston Martin e o seu 122º, em 263 corridas. Ele corria em 4º e foi beneficiado por batida Verstappen e erro de Hamilton, que passou direto parta a área de escape na curva 1.
Na França, com pneus duros e uma parada só, na 37ª volta, Vettel, que tinha largado da 12ª posição, terminou em 9º, faturando mais dois pontos. E só não chegou mais à frente porque não teve um bom pit stop. No GP de Estíria, Vettel não conseguiu continuar na zona de pontuação. Com o aperto no pelotão intermediário e a falta de aderência nas voltas finais, só chegou ao 12º lugar, depois de largar do 14º. Na Áustria, o piloto alemão foi punido com a perda de três posições no grid, por bloquear Fernando Alonso na qualificação. Saiu de 11º e deixou a pista na volta 69, mas foi classificado em 17º, por cumprir mais de 90% do percurso. Na Inglaterra, foi 8º no sprint, largou dessa posição na corrida longa, mas abandonou a pista na 40ª das 53 voltas, por superaquecimento do motor.
Na Hungria, Vettel voltou a terminar no segundo lugar, mas foi desclassificado porque seu motor não tinha um litro de combustível, necessário para verificação. Na Bélgica, numa corrida de apenas 4 voltas por causa da chuva, Vettel, como todos os outros concorrentes, ficou com a colocação obtida na qualificação, o 5º lugar. Na Holanda, largou da 15ª ´posição e, reclamando da dificuldade de ultrapassagem, conseguiu subir só até o 12º lugar.
Na Itália, Vettel foi 11º no sprint e na corrida, mas um choque com Stroll, na largada, o fez perder várias posições e comprometeu sua corrida. Terminou em 12º, de novo.
Na Rússia, sob chuva, Vettel e Stroll voltaram a se chocar e nenhum dos dois pontuou. Na Turquia, Vettel largou da 10ª posição, tentou fazer um segundo stint com pneus médios, mas, por falta de aderência, não conseguiu se manter no pelotão intermediário e acabou no 18º lugar. Nos Estados Unidos, a Aston Martin trocou o motor de Vettel, ele saiu da pit lane e numa corrida consistente cruzou a bandeira quadriculada em 10º. Ele voltou a pontuar no GP do México, chegando em 7º, depois de largar da 9ª posição.
Em São Paulo, Vettel foi 11º na qualificação para o sprint; foi 10º no sprint; largou em 9º na corrida e terminou fora da zona de pontuação no 11º lugar. Ele culpou as imposições de safety car virtual por não conseguir chegar aos pontos. No Catar, ele largou e chegou em 10º e reclamou que poderia ter chegado mais longe, se não fosse espremido na primeira curva da corrida. Na Arábia Saudita ele largou de 17º, chegou a correr entre os 10 primeiros, mas teve de deixar a pista na 44ª das 50 voltas, por causa de danos nos carros, resultado de choques com Yuki Tsunoda e Kimi Raikkonen. Em Abu Dhabi, o piloto alemão se qualificou em 15º e lamentou que o tempo perdido atrás de Antonio Giovinazzi não tenha permitido ir além da 11ª colocação.
Sebastian Vettel terminou o campeonato com 43 pontos, no 12º lugar, um à frente do companheiro Lance Stroll, 13º, com 34 pontos. Com 132, durante a temporada, Vettel ganhou o prêmio de ultrapassagens atribuído pela primeira vez pela FIA.
O fim da carreira
No dia 28 de julho de 2022, o piloto alemão anunciou o fim da carreira, com a seguinte declaração:
“Sou otimista e acredito que as pessoas são boas. Nas corridas, criei uma família e gosto de estar próximo a eles. Criei outros interesses fora da F1. Minha paixão por automobilismo e F1 me acompanha muito, me distanciam e exigem muito do meu tempo. Meu objetivo mudou de vencer corridas e brigar por campeonatos para ver minhas crianças crescerem, passar a elas meus valores, ajuda-las quando caírem, ouvi-los quando precisarem de mim, não ter de dizer tchau e, mais importante, poder aprender com elas e as deixar me inspirarem. Crianças são nosso futuro. Então, sinto que há muito para explorar e aprender sobre vida e sobre eu mesmo. Falando sobre o futuro, sinto que vivemos em tempos bastante decisivos e como moldamos os próximos vai determinar nosso futuro. Minha paixão vem com certos aspectos que aprendi a não gostar. Podem ser resolvidos no futuro, mas a determinação para aplicar a mudança tem de crescer muito mais e ser vista dias de hoje. Conversas não são o suficiente e não podemos esperar. Não há alternativa, a corrida está acontecendo. Minha melhor corrida? Ainda está por vir. Acredito em seguir em frente e adiante. Tempo é uma via única e quero seguir com ele. Olhar para trás apenas vai te desacelerar. Olho para frente com a vontade de correr novos circuitos e sei que vou encontrar novos desafios. As marcas que deixei na pista vão continuar até que o tempo e a chuva as levem embora. Novas serão colocadas. O amanhã pertence aos que moldam hoje. A próxima curva está em boas mãos já que a nova geração já entrou. Acredito que ainda há uma corrida para vencer. Até mais, e obrigado por me deixar dividir a pista com você, amei cada segundo disso”
O piloto de 35 anos disse que a decisão foi “difícil” e que “passou muito tempo pensando nisso”. Disse que “tomaria mais tempo para refletir sobre o que focarei a seguir” no final do ano. Ele disse que passar mais tempo com sua família é uma prioridade.
Vettel deixa o esporte como um dos pilotos de maior sucesso da história. Apenas Lewis Hamilton, Michael Schumacher e Juan Manuel Fangio ganharam mais títulos mundiais do que ele, e apenas Hamilton e Schumacher têm mais do que suas 53 vitórias em corridas.
Ele acrescentou: “Hoje não se trata de dizer adeus. Em vez disso, trata-se de dizer obrigado – a todos – principalmente aos fãs, sem cujo apoio apaixonado a F1 não poderia existir”.
Vettel, que conquistou quatro títulos consecutivos de pilotos com a Red Bull de 2010 a 2013, disse que “desfrutou muito” de seu tempo com a Aston Martin em 2021 e 2022, acrescentando:
“Embora nossos resultados não tenham sido tão bons quanto esperávamos, está muito claro para mim que tudo está sendo montado e que uma equipe precisa correr ao mais alto nível nos próximos anos. Espero que o trabalho que fiz no ano passado e que continuo fazendo este ano seja útil no desenvolvimento de uma equipe que vencerá no futuro, e trabalharei o máximo que puder entre agora e o final do ano, com esse objetivo em mente, dando como sempre o meu melhor nas últimas 10 corridas.”
A Aston Martin queria manter Vettel na próxima temporada, mas ele decidiu que quer se afastar do esporte.
Nos últimos anos, ele se tornou um ativista franco em questões sociais e ambientais. Vettel sempre evitou as mídias sociais, mas lançou uma conta no Instagram na quinta-feira, pouco antes de seu anúncio de aposentadoria, com sua biografia descrevendo-o como “figura pública”.
Em um vídeo em seu site na quinta-feira, ele disse: “Eu amo este esporte, mas tanto quanto há vida na pista, há minha vida fora dela também. Ser um piloto de corrida nunca foi minha única identidade. Acredito na mudança e no progresso e que cada pedacinho faz a diferença. Comprometer-me com a minha paixão não anda mais lado a lado com o meu desejo de ser um grande pai e marido.”
Ele acrescentou: “Sinto que vivemos em tempos muito decisivos e como todos moldamos esses próximos anos determinará nossas vidas. Minha paixão vem com certos aspectos que aprendi a não gostar. Eles podem ser resolvidos no futuro, mas a vontade de aplicar essa mudança deve se tornar muito mais forte e deve levar à ação hoje – não podemos esperar. Minha melhor corrida ainda está por vir.”
Vettel, que corre na F1 em tempo integral desde 2007, teve uma carreira em duas partes.
Sua época de maior sucesso foi com a Red Bull, na qual ingressou em 2009, e pela qual conquistou 38 GPs e quatro títulos consecutivos de 2010 a 2013.
O segundo e quarto desses títulos foram temporadas de dominação extraordinária.
Em 2013, ele venceu 13 corridas na temporada, igualando o recorde estabelecido por Schumacher em 2004, incluindo as últimas nove consecutivas – a maior sequência de vitórias consecutivas em uma única temporada e a maior sequência igual de todos os tempos. Alberto Ascari também venceu nove consecutivas nas temporadas de 1952 e 1953.
Mas seus triunfos em 2010 e 2012 vieram no final de intensas batalhas de uma temporada. Seu primeiro título foi conquistado em circunstâncias extraordinárias e em uma briga com outros quatro pilotos ao longo do ano – seu companheiro de equipe na Red Bull, Mark Webber, Fernando Alonso, da Ferrari, e a dupla da McLaren, Hamilton e Jenson Button.
Vettel foi para a corrida final em Abu Dhabi em terceiro lugar no campeonato atrás de Alonso e Webber, nunca tendo liderado os pontos durante todo o ano. Mas depois que a Ferrari cometeu um erro estratégico catastrófico e chamou Alonso para os boxes em resposta a Webber, o espanhol não conseguiu voltar ao pelotão e Vettel dominou a corrida para ultrapassar os dois rivais e conquistar o título.
Em 2012, a luta foi ainda mais intensa, já que a temporada se transformou em uma luta direta entre Vettel e Alonso. Em um carro mais lento, Alonso construiu uma grande vantagem quando Vettel e Red Bull tiveram uma série de problemas na primeira metade da temporada e Alonso estava 39 pontos à frente dele com sete corridas pela frente.
Mas o intenso desenvolvimento do carro da Red Bull levou Vettel a vencer quatro corridas consecutivas em Cingapura, Japão, Coréia do Sul e Índia no terço final da temporada. Ajudado por Alonso ser eliminado na largada na Bélgica e no Japão pelos pilotos da Lotus Romain Grosjean e Kimi Raikkonen, Vettel superou a diferença e segurou nas últimas três corridas para conquistar seu terceiro título.
A série de sucesso de Vettel terminou em 2014, quando novos regulamentos de motor deram início a um período de domínio da Mercedes, e ele começou um período de inconsistência inesperada.
Ele foi superado em seu último ano na Red Bull pelo novo companheiro de equipe Daniel Ricciardo, e depois se mudou para a Ferrari em 2015, dizendo abertamente que queria seguir os passos de seu herói de infância Schumacher, que conquistou cinco títulos com a equipe italiana, de 2000-2004.
Vettel venceu 14 corridas pela equipe entre 2015 e 2019, tornando-se o terceiro piloto mais bem-sucedido de sua história em termos de vitórias. Mas ele e a equipe ficaram aquém do título que tanto almejavam, apesar de terem o carro mais competitivo em grande parte das temporadas de 2017 e 2018.
Houve problemas de confiabilidade e operacionais por parte da Ferrari, mas até 2018 Vettel também começou a cometer uma série de erros, cuja frequência era altamente incomum para um piloto de seu calibre e que nunca foram totalmente explicados.
Por fim, a equipe perdeu a fé em Vettel. Em 2019, eles contrataram Charles Leclerc como referência para ele apenas na segunda temporada do monegasco no esporte. Leclerc o superou em seu primeiro ano com a equipe. Quando a temporada 2020 foi adiada pela pandemia, a Ferrari tomou a decisão no período antes de começar a dispensar Vettel no final dela.
A decisão pegou Vettel de surpresa, e ele não escondeu que foi afetado por ela. Independentemente disso, seu legado será como um dos maiores pilotos da história do esporte.
Depois de deixar a Ferrari, o verdadeiro caráter de Vettel ficou mais claro, pois ele se sentiu mais livre para falar o que pensa. Ele é diretor da Associação de Pilotos de Grandes Prêmios há vários anos e se tornou um porta-voz cada vez mais poderoso nas principais questões globais, particularmente a crise climática.
Ele apareceu no Question Time da BBC no início deste ano e apareceu como uma figura eloquente e inteligente, mais do que capaz de abordar a posição contraditória em que se encontrava como ambientalista e piloto de F1. Ele admitiu que isso o tornou um hipócrita e disse que o fez questionar se correr na F1 era a coisa certa a fazer.
“É minha paixão dirigir um carro. Toda vez que entro no carro, adoro. Quando saio do carro, é claro que também penso: ‘Isso é algo que devemos fazer, viajar pelo mundo, desperdiçando recursos?” (Tradução do https://www.bbc.com/sport/formula1)
No segundo ano na Aston Martin, Vettel perdeu as duas primeiras corridas da temporada de 2022, no Bahrein e na Arábia Saudita após testar positivo para COVID-19, sendo substituído pelo piloto reserva, Nico Hülkenberg.
Vettel voltou na Austrália sem ritmo e dois acidentes em dois dias, fizeram alguns defenderem com veemência a sua aposentadoria. Em, Imola, porém, ele fez o Q3 pela primeira vez na temporada e se classificou em P9. Apesar de cair para 13º na bandeira quadriculada para o sprint, fez uma corrida forte e sensata em condições mistas para subir cinco posições e conquistar os primeiros pontos dele e da equipe na campanha.
O ponto alto na primeira metade do ano para o tetracampeão mundial foi em Baku, no Grande Prêmio do Azerbaijão. Na qualificação, colocou-se em P9, apenas 0s4 atrás de Russell, em P5. Um pequeno erro que o levou a cair no espaço de fuga ao tentar ultrapassar Ocon custou-lhe um potencial resultado entre os 5 primeiros na corrida. No entanto, o P6 foi um resultado extremamente forte com o pacote que tinha.
A Aston não tinha um bom carro para a qualificação, mas conseguia um bom ritmo de prova. Só que as opções para a corrida eram um pouco ousadas e pecavam por desatenção. No Canadá, Vettel conseguiu um ótimo resultado no TL3, com pista molhada e se esperava que o rendimento fosse repetido. Mas a equipe errou na calibragem dos pneus e pôs tudo a perder. Ambos os carros estavam nos pontos, mas a equipe colocou pneus usados e Vettel acabou em 12º.
`Parece que Vettel reservou seu melhor fim de semana do ano para seu evento favorito no calendário – o Grande Prêmio do Japão. Depois de se espremer no Q1 em P15, o alemão encontrou impressionantes 0,6s no Q2 com uma das voltas da temporada. Um giro após contato com Fernando Alonso na primeira largada parecia destinado a deixar Vettel sem pontos em sua última viagem a Suzuka. No entanto, uma chamada de estratégia para mudar imediatamente de molhados para intermediários na relargada após o longo atraso o levou a saltar para P6.
Em resumo, o desempenho de Vettel em 2022 foi o seguinte: Austrália, abandono. Imola, 8º; Miami, abandono; Espanha, 11º; Mônaco, 10º; Azerbaijão, 6º; Canadá, 12º; Inglaterra, 9º; Áustria, 17º; França, 11º; Hungria, 10º; Bélgica, 8; Holanda, 14º; Itália, abandono; Cingapura, 8º; Japão. 6º; Estados Unidos, 8º; México, 14º; Brasil, 11º; Abu Dhabi, 10º;
Com 47 pontos, Vettel foi o 12º colocado entre os pilotos, 3 posições à frente do companheiro de equipe, Lance Stroll, que fez 19 pontos. A ultrapassagem sobre Kevin Magnussen. no Grande Prêmio dos Estados Unidos foi votada como a melhor manobra de ultrapassagem da temporada 2022 pelos fãs da Fórmula 1.
Na carreira, piloto alemão venceu quatro campeonatos mundiais de Fórmula 1. Ele entrou na categoria em 2007, com a BMW Sauber, no lugar de Robert Kubica, no Grande Prêmio dos Estados Unidos, terminando em oitavo para se tornar o piloto mais jovem a marcar um ponto no campeonato mundial. Na temporada seguinte, juntou-se à Toro Rosso pelo resto do ano e 2008. Sua primeira vitória em Grande Prêmio ocorreu no Grande Prêmio da Itália de 2008, em 14 de setembro; ele se tornou o piloto mais jovem a vencer uma corrida de Fórmula 1, aos 21 anos, 2 meses e 11 dias.
Vettel mudou-se para a Red Bull Racing em 2009 e venceu seu primeiro campeonato mundial em 2010, uma temporada em que se tornou o mais jovem vencedor do título mundial de pilotos. Ele conquistou 34 vitórias 4 títulos consecutivos com a Red Bull, de 2010 a 2013, o que o tornou o piloto mais jovem a vencer dois, três e quatro campeonatos mundiais. Sua temporada de 2013 incluiu 13 vitórias em Grandes Prêmios, igualando o recorde do heptacampeão mundial Michael Schumacher de mais vitórias em uma temporada. No mesmo ano, conquistou nove vitórias consecutivas, do Grande Prêmio da Bélgica ao Grande do Brasil. Prêmio, para igualar o recorde do bicampeão mundial Alberto Ascari de 1952 a 1953.
Depois de um ano malsucedido, em que não registrou uma única vitória, em 2014, Vettel ativou uma cláusula em seu contrato que lhe permitia deixar a equipe Red Bull. Ele se mudou para a Ferrari em 2015 e dirigiu para a equipe italiana até 2020. Ele venceu três corridas em sua primeira temporada com a Ferrari em 2015 e nenhuma em 2016. Isso foi seguido por cinco vitórias cada nas temporadas de 2017 e 2018, quando terminou vice-campeão para Lewis Hamilton. Em obteve a sua última vitória na F1 no GP de Cingapura de 2019. Em 2020, pela Ferrari, e 2021 2022, pela Aston Martin, não ganhou nenhuma corrida.
Vettel encerrou a carreira em terceiro lugar na lista de vencedores de Grande Prêmio de Fórmula 1 de todos os tempos, com 53 vitórias em 299 largadas; a maioria de suas vitórias em corridas (38) veio com a Red Bull; ele também venceu 14 corridas com a Ferrari e 1 para a Toro Rosso. Seu circuito de maior sucesso foi o Circuito de Marina Bay Street, a pista do Grande Prêmio de Cingapura, onde venceu 5 vezes, com 8 pódios em 12 corridas. A maior margem de vitória de Vettel em sua carreira foi no Grande Prêmio de Cingapura de 2013, em que terminou 32s627 à frente da Ferrari de Fernando Alonso, segundo colocado. E a menor margem de vitória foi no GP de 2011, no Grande Prêmio da Espanha, onde venceu Lewis Hamilton da McLaren por 0s30.
Em 2011, Vettel conquistou o terceiro lugar no Grande Prêmio do Japão, tornando-se, aos 24 anos e 87 dias de idade, o mais jovem bicampeão da história da Fórmula 1. Em 25 de novembro de 2012, tornou-se o mais jovem tricampeão mundial da Fórmula 1 e, em 27 de outubro de 2013, tornou-se o mais jovem tetracampeão mundial da Fórmula 1, aos 26 anos de idade.
Antes da largada final no GP de Abu Dhabi, no domingo, Vettel organizou um evento de corrida em grupo – chamado ‘Run With Seb’ – para todos que trabalham no paddock da F1.
Cerca de 200 pessoas participaram do evento em grupo, com Vettel convidando as pessoas a correr, caminhar ou até mesmo pegar uma carona na traseira de um caminhão que percorreu o circuito. Os participantes receberam camisetas especiais para a corrida com a inscrição “Danke Seb” e um gráfico de Vettel se curvando diante de seu carro Red Bull RB9, depois de conquistar seu quarto título mundial no GP da Índia em 2013.
A Aston Martin também organizou um evento especial de bebidas para o paddock antes da corrida, que incluiu garrafas personalizadas de cerveja Peroni que diziam “Grazie Seb”. Também havia um cartaz para as pessoas assinarem e deixarem mensagens para Vettel, agradecendo-lhe por suas contribuições à F1 ao longo dos anos.
Na noite do sábado ,antes do GP, o paddock daFórmula 1 se reuniu para celebrar a carreira de Sebastian Vettel
As antigas equipes de Vettel, Red Bull e Ferrari, também realizaram eventos para o piloto alemão. A Ferrari deu a Vettel uma capa de motor autografada em uma apresentação durante a qual ele falou em italiano para a equipe. A Red Bull realizou um pequeno evento para presenteá-lo com uma asa traseira autografada.