Mick Schumacher

  • Perfil
Nome Mick Schumacher
Nascimento 22 de março de 1999
Local Vufflens-le-Châteaux – Suiça
Nacionalidade Alemão
Pais Michael Schumacher e Corinna Betsch Schumacher
Altura 1,70
Peso 70 kg
Estado civil Solteiro
Residência Alemanha
Equipe Haas
Número 47

Carreira

Fórmula 1

Estreia Bahrein 2021
Abandonos 5
Corridas 43
Não largou 1
Pontos 12
Ano Categoria Equipe Corridas Vitórias Poles Pódios Voltas Abandonos Não largou Pontos Posição
2022 Formula 1 Haas 21           1 12 16º
2021 Fórmula 1 Haas 22         3   0 19º
2020 Formula 2 Prema 24 2 0 2 10     215 1ª
2019 Fórmula 2 Prema 22 1 0 1 1     53 12ª
2018 GP de Macau Theodore Prema 1 0 0 0 0     N/A 5ª
F3 Europa Thedore by Prena 30 8 7 4 14     365 1ª
2017 F3 Europa Prema 30 0 0 0 1     94 12ª
GP de Macau Prema Powerteam 1 0 0 1 0     N/A 16ª
2016/17 Challenge F 2000 MRF Racing 16 4 2 1 9     215 3ª
2016 Formula 4

Itália

Prema Powerteam 18 5 4 6 10     216 2ª
ADAC Fórmula 4 24 5 4 2 12     322 2º
2015/16 MRF Challenge 2000 MRF Racing 4 0 0 0 2     51 10ª
2015 ADAC Fórmula 4 Van Amersfoort 22 1 0 0 2     92 10ª

História

Mick Schumacher é um piloto alemão, nascido em Vufflens-le-Château, na Suíça, em 22 de março de 1999, e que correrá pela equipe norte-americana Haas, com a qual assinou um contrato de vários anos. Ele é o terceiro membro da família Schumacher na Fórmula 1. É filho do sete vezes campeão mundial de Fórmula 1 Michael Schumacher e da campeã europeia de equitação, Corinna Schumacher. Seu tio Ralf Schumacher é um piloto aposentado. O primo David Schumacher também é piloto de corridas. Mick cresceu na Suíça, morando em Vufflens-le-Château até 2008 e depois em Gland.

Ele será o sexto filho de um campeão mundial a tentar repetir os passos do pai na Fórmula 1. Além dele, a categoria já teve Keke e Nico Rosberg, Graham e Damon Hill, Nelson e Nelsinho Piquet, Jack e David Brabham e Mário e Michael Andretti. Desses, apenas Damon e Nico repetiram os feitos dos pais ao também se consagrarem campeões mundiais.

Schumacher estava esquiando com seu pai quando este sofreu lesões cerebrais com risco de vida, devido a acidente na Suíça, em 29 de dezembro de 2013. Antes do início do Grande Prêmio da Bélgica de 2017, ele pilotou o Benetton B194 com o qual seu pai foi campeão. Dirigiu outro dos carros vencedores de campeonato de seu pai, usando o capacete de Michael, o Ferrari F2004, em uma demonstração antes do Grande Prêmio da Toscana de 2020, em Mugello, para marcar a 1000ª corrida de Fórmula 1 da Scuderia Ferrari.

Schumacher começou no kart e passou ao automobilismo em 2008. Para evitar atenção por causa de seu pai famoso, ele começou sua carreira sob o pseudônimo de ‘Mick Betsch’, usando o nome de solteira de sua mãe. Em 2011 e 2012, correu na classe KF3 do ADAC Kart Masters, terminando em 9º e 7º respectivamente. Na Euro Winter Cup da classe KF3 foi 3º em 2011 e 2012 e em 2012 foi 3º no KF3 Rating DMV Kart Championship. Em 2013 terminou em 3º no Campeonato Alemão Júnior de Kart e na CIK-FIA Super Cup KF juniores. Em 2014, com o nome ‘Mick Junior’, começou nos campeonatos internacionais e nacionais de juniores, terminando a segunda temporada no Campeonato Alemão Júnior de Kart, bem como nos Campeonatos Europeu e Mundial. Embora não tenha corrido no kart com seu sobrenome verdadeiro, seus sucessos na categoria foram recolhidos pela imprensa internacional.

No final de 2014, ele fez testes para a Jenzer Motorsport em um carro de corrida de Fórmula 4. Em 2015, começou a competir nas classes de fórmula pela primeira vez, competindo pela Van Amersfoort Racing no ADAC Fórmula 4, usando o nome Schumacher. Em 2016, permaneceu no ADAC Fórmula 4, mas mudou para o Prema Powerteam, uma equipe conhecida por seus vínculos com a Ferrari Driver Academy. Ele também entrou no Campeonato Italiano de F4 e foi vice-campeão em ambos os campeonatos, atrás de Joey Mawson e Marcos Siebert, respectivamente.

Em novembro de 2016, Schumacher fez sua primeira aparição em máquinas de Fórmula 3 ao participar do MRF Challenge, um campeonato baseado na Índia. Ele competiu na classe superior da Fórmula 2000 e terminou a série em terceiro lugar, obtendo quatro vitórias, nove pódios e duas poles positions. Terminou atrás de Harrison Newey e Joey Mawson, mas à frente de seus futuros competidores de Fórmula 3 e Fórmula 2, Jüri Vips e Felipe Drugovich.

Em abril de 2017, Schumacher fez sua estreia no Campeonato Europeu de Fórmula 3 da FIA com o Prema Powerteam. Terminou a temporada em 12º lugar, com 94 pontos, e seu melhor resultado foi um 3º lugar em Monza. Foi o último colocado dos quatro pilotos da Prema, no entanto, foi o terceiro estreante mais bem colocado no campeonato.

.Mick continuou dirigindo pela Prema, rebatizada como Prema Theodore Racing, no campeonato de 2018. Depois de um início de temporada lento, finalmente conquistou sua primeira vitória na décima quinta corrida do ano em Spa-Francorchamps, quase no meio da temporada. Antes dessa corrida, ele estava na 10ª colocação do campeonato, 67 pontos atrás do líder Dan Ticktum. No entanto, dominou a segunda metade da temporada, obtendo mais sete vitórias, incluindo cinco consecutivas. Após 44 corridas, terminou a temporada como campeão, 57 pontos à frente do 2º colocado Ticktum, com oito vitórias, quatorze pódios no total, sete poles e quatro voltas mais rápidas.

Em 2019, Schumacher subiu para o Campeonato de Fórmula 2 da FIA com a Prema Racing, ao lado de Sean Gelael. Na primeira rodada da temporada no Bahrein, largou em 10º e terminou em 8º após passar Nobuharu Matsushita na última volta, dando-lhe a pole position do gride reverso para a corrida de sprint, na qual terminou em 6º. Schumacher largou de 7º na corrida especial em Baku, mas foi forçado a abandonar após uma rodada. Ele se recuperou de 19º para terminar em 5º na corrida de velocidade. Em Barcelona, não conseguiu marcar pontos, ​​sofrendo uma colisão na primeira corrida e uma penalidade de tempo por uma ultrapassagem ilegal em Jack Aitken na segunda. Em Mônaco, colidiu com vários carros na corrida principal, provocando bandeira vermelha. Ele não conseguiria marcar pontos em nenhuma das corridas.

No Red Bull Ring se qualificou no 18º lugar, na corrida de velocidade terminou em 4º. Outra finalização por pontos na corrida de sprint veio em Silverstone com a 6ª colocação. Ele terminou em 8º na corrida especial na Hungria, conquistando a pole reversa para a corrida de sprint e segurando a posição para obter sua primeira vitória na Fórmula 2. Schumacher qualificou-se em 6º em Spa-Francorchamps, mas ambas as corridas foram canceladas devido a um acidente que causou a morte de Anthoine Hubert. Em Monza, ele abandonou a corrida especial devido a um problema de potência, mas se recuperou para terminar em 6º na corrida de velocidade, também conseguindo a volta mais rápida. Ele abandonou ambas as corridas na Rússia, após um problema de motor na primeira e uma colisão com Giuliano Alesi na segunda. Terminou a temporada com o 9º e 11º lugares em Abu Dhabi, e na 12ª colocação do campeonato com 53 pontos, bem à frente do companheiro Gelael.

Em 2020, Mick continuou com a Prema no Campeonato FIA de Fórmula 2, junto com o atual campeão da Fórmula 3 da FIA e também membro da Ferrari Driver Academy, Robert Shwartzman. Na corrida principal na Áustria, ele saiu enquanto lutava com Callum Ilott pela liderança da corrida. Na segunda rodada, no mesmo circuito, seu extintor disparou na corrida de sprint. Na Hungria, Schumacher se recuperou com um pódio duplo e iniciou uma série de 5 pódios consecutivos da Espanha a Monza, incluindo uma vitória na corrida curta em Monza, e assumiu a liderança do Campeonato em Mugello. Ele venceu a corrida especial na rodada seguinte, na Rússia, e ficou em terceiro lugar na corrida de velocidade, que foi encurtada devido a um choque entre Luca Ghiotto e Jack Aitken.

No Bahrain, ele se classificou em 10º e subiu para 4º na corrida feature e terminou em 7º na corrida de sprint. Em Sakhir, Schumacher qualificou-se como o pior do grid, em 18º, após um incidente com Roy Nissany. Ele conseguiu uma boa recuperação até o 6º lugar com a volta mais rápida. Na corrida de sprint, travou os pneus enquanto lutava pela liderança, o que o levou a se defender de Ilott na primeira metade da corrida. Como resultado de forte ataque e defesa, os pneus de caiu lentamente fora dos pontos e o resultado confirmou Schumacher como o Campeão da Fórmula 2 de 2020.

Em 19 de janeiro do 2019, Schumacher foi anunciado como piloto da Ferrari Driver Academy, seguiu os passos de seu pai com laços especiais com a equipe dentro desde a infância. Em 2 de abril de 2019, Mick Schumacher fez sua estreia ao volante de um carro de Fórmula 1 moderno, pilotando o SF90 da Scuderia Ferrari durante o primeiro dia de testes da temporada no Circuito Internacional do Bahrain como o único estreante no campo. Durante a sessão da manhã de testes, registrou um melhor tempo pessoal de 1m32s552 em 30 voltas, colocando-o como sexto mais rápido entre os outros pilotos depois que a chuva parou a sessão duas vezes. Ao longo do resto do dia, Schumacher deu mais 26 voltas para estabelecer um tempo final de 1m29s976, com o qual manteve o tempo mais rápido até que Max Verstappen da Red Bull Racing estabeleceu uma volta de 1m29s379 cinco minutos depois.

Schumacher deveria fazer sua estreia nos treinos de Fórmula 1 no Grande Prêmio Eifel 2020 na primeira sessão de treinos, pilotando pela Alfa Romeo Racing no lugar de Antonio Giovinazzi, mas devido às más condições meteorológicas, a sessão foi cancelada. Ele fez sua estreia em treinos da Fórmula 1 na primeira sessão do Grande Prêmio de Abu Dhabi 2020, dirigindo pela Haas.

No dia 2 de dezembro de 2020,  a Haas anunciou a contratação de Mick Schumacher para a temporada de 2021.

Para correr na F1, o jovem alemão de 22  anos, escolheu o número 47, pois seus dois números favoritos, 4 e 7, já estavam em uso. Após o final da temporada da Fórmula 1, em Abu Dhabi, o chefe da equipe Ferrari Mattia Binotto disse que esperava que Schumacher teria uma primeira temporada “muito difícil”, mas acreditava que poderia pilotar pela Ferrari já na temporada de 2023.

Schumacher se classificou em 19º para a corrida de estreia, o Grande Prêmio do Bahrein, rodou na primeira volta, mas foi capaz de continuar, terminando na 16ª colocação, a última entre os pilotos que completaram a corrida. Na prova seguinte, o Grande Prêmio da Emilia Romagna, rodou na saída do pit lane durante um período de safety car, quebrando a asa dianteira. A pit lane foi fechada para permitir a limpeza dos destroços, impedindo-o de entrar nos boxes para reparos por duas voltas. Ele novamente terminou a corrida em 16º, à frente do companheiro Nikita Mazepin, o 17º.

Em Portugal, Mick foi 19º no grid e melhorou a colocação na corrida, terminando em 17º, na frente de Nicholas Latifi e Nikita Mazepin. Na Espanha, largou do 17º e chegou no 18º e penúltimo lugar. Em Mônaco, Schumacher não participou da qualificação devido a um acidente na terceira sessão de treinos. Ele foi autorizado a correr, mas sofreu penalidade de cinco posições no grid por uma troca não programada da caixa de câmbio. A pena foi anulada porque ele largaria do último lugar de qualquer maneira. Na corrida, fez uma das únicas ultrapassagens, sobre Mazepin no grampo do Grand Hotel, na volta de abertura. No final, porém, acabou atrás do companheiro de equipe, que ficou terminou na 17ª. No Grande Prêmio do Azerbaijão, ultrapassou Mazepin pouco antes da linha de chegada, terminando à frente por apenas 0,074 segundos, no décimo terceiro lugar, na frente de três outros que completaram a prova, incluindo Lewis Hamilton, que foi 15º.

No Grande Prêmio da França, Mick provocou bandeira vermelha na qualificação, depois de um choque com a barreira, na curva 6, após ter conseguido tempo para passar à Q2 pela primeira vez, na 15ª posição. Na corrida, terminou em décimo nono. No GP de Estiria, foi 19º no grid e terminou em 16º, a duas voltas do vencedor, Max Verstappen. Na Áustria, foi 19º e 18º. Na Inglaterra, foi 18º no sprint e 18º e último na corrida principal. Na Hungria, não participou da qualificação devido a um acidente ocorrido durante a terceira sessão de treinos. Ele foi autorizado a correr, mas recebeu uma penalidade de cinco posições no grid por uma troca não programada da caixa de câmbio. Isso não fez diferença, pois ele já deveria largar a corrida do último lugar. Ele terminou no 13º lugar na corrida, depois de evitar as colisões na volta de abertura, e mais tarde foi promovido ao 12º, seu melhor resultado na Fórmula 1, após a desqualificação de Sebastian Vettel. O primeiro abandono do jovem alemão aconteceu na volta 33 do Grande Prêmio da Rússia, com um vazamento de óleo.  No Grande Prêmio da Turquia, Schumacher alcançou a Q2 e se classificou em 14º, a melhor posição de qualificação até então. Na corrida, colidiu com Fernando Alonso na primeira volta, rodou e terminou em décimo nono. Mais tarde, Alonso se desculpou por seu papel no incidente.

Nos Estados Unidos, foi 19ª e 16º, antepenúltimo entre os que completaram a prova. Ele começou o Grande Prêmio da Cidade do México em 14º no grid, mas foi eliminado na primeira curva após uma colisão com Esteban Ocon. Em São Paulo, Mick foi 19º no sprint e 18º e último na corrida. No Catar, ele foi 19º na qualificação e 16º e antepenúltimo, na frente de George Russell e Nikita Mazepin. Na Arábia Saudita, classificou-se em 19ª e na corrida abandonou na 10ª volta por causa de acidente que teve grande influência no desenrolar na disputa entre a Mercedes e Red Bull, que terminou com vantagem de Lewis Hamilton, que venceu e empatou a contagem com Max Verstappen.

Mick Schumacher encerrou a temporada de 2021 coma 14ª colocação, seu terceiro melhor resultado no campeonato. Os outros foram o 13º no Azerbaijão e o 12º, na Hungria. Sem marcar ponto, foi o 19º na classificação final.

Na sua segunda temporada na equipe estadunidense, Schumacher foi surpreendido com a troca de seu companheiro de equipe, Mazepin, que foi dispensado da Haas por conta do ataque russo à Ucrânia. Para o lugar dele, entrou o veterano Kevin Magnussen. Ele também atuou como piloto reserva da Ferrari durante a temporada, dividindo as funções com Antonio Giovinazzi.

Schumacher se classificou em décimo segundo e terminou em décimo primeiro na abertura da temporada Grande Prêmio do Bahrein, ganhando posições devido ao abandono dos Red Bulls e Pierre Gasly. Foi seu melhor resultado na Fórmula 1 até então. Ele perdeu o Grande Prêmio da Arábia Saudita após um acidente de alto impacto na qualificação. Foi levado para o hospital mas recebeu alta sem ferimentos. Ele fez seu retorno às corridas no Grande Prêmio da Austrália, largando em décimo quinto e terminando em décimo terceiro. Schumacher estava entre os dez primeiros faltando três voltas do Grande Prêmio de Miami, mas colidiu com Sebastian Vettel durante uma tentativa de ultrapassagem e caiu para décimo quinto. Ele chegou à Q3 pela primeira vez na Fórmula 1 no Grande Prêmio da Espanha, mas terminou a corrida fora dos pontos. No Grande Prêmio de Mônaco, sofreu acidente que partiu seu carro ao meio fazendo com que a corrida fosse suspensa com bandeira vermelha,

Schumacher melhorou sua melhor posição na classificação no Grande Prêmio do Canadá, largando em sexto. Corria em sétimo até que uma falha no motor encerrou sua corrida. Na corrida seguinte, o Grande Prêmio da Inglaterra, largou em décimo nono e subiu para oitavo, arcando seus primeiros pontos na Fórmula 1. Uma semana depois, no Grande Prêmio da Áustria, se classificou em sétimo e terminou em sexto, seu melhor resultado na Fórmula 1, promovendo-o ao décimo quinto lugar no campeonato de pilotos na metade da temporada. Ele chegou à Q3 novamente no Grande Prêmio da Holanda, mas terminou fora dos pontos. Antes do Grande Prêmio de Abu Dhabi, que encerrou a temporada, a Haas anunciou a dispensa de Schumacher após a temporada de 2022. Ele foi substituído por seu compatriota, o veterano Nico Hulkenberg. A Ferrari, também o dispensou de sua academia de jovens pilotos e do posto de reserva da equipe. (Texto com adaptações do https://en.wikipedia.org/wiki/Mick_Schumacher)