Perfil
| Nome | Pietro Fittipaldi da Cruz |
| Nascimento | 25 de junho de 1996 |
| Local | Miami |
| Nacionalidade | Norte-americano/brasileiro |
| Pais | Carlos da Cruz e Juliana Fittipaldi |
| Altura | 1,70 m |
| Peso | 65 kg |
| Estado civil | Solteiro |
| Residência | Miami – Flórida |
Carreira
| Ano | Categoria | Equipe | Corridas | Vitórias | Poles | Pódios | Pontos | Posição |
| 2011 | NASCAR | Lee Falk | 20 | 4 | 3 | 13 | 400 | 1º |
| 2012 | NASCAR | Lee Falk | 23 | 1 | 2 | 3 | 355 | 5º |
| 2013 | Protyre Renault | 16 | 0 | 0 | 0 | 163 | 8º | |
| Protyre
Renault |
3 | 0 | 0 | 1 | 45 | 6º | ||
| BRDC F 4 | 18 | 1 | 0 | 1 | 165 | 15º | ||
| BRDC F 4 | 8 | 0 | 0 | 3 | 127 | 6º | ||
| 2014 | Protyre
Renault |
15 | 10 | 3 | 12 | 431 | 1º | |
| Renault 2.0 Alpes | 8 | 0 | 0 | 0 | 43 | 9º | ||
| Eurocopa
Renault |
Koiranen | 2 | 0 | 0 | 0 | 0 | NC | |
| 2015 | F3 Europa | Fortec | 33 | 0 | 0 | 0 | 32 | 16º |
| F3 Masters | Fortec | 1 | 0 | 0 | 0 | N/A | 13º | |
| 2015/16 | MDRF Challange | MRF Racing | 14 | 4 | 2 | 9 | 244 | 1º |
| 2016 | F V8 3.5 | Fortec | 18 | 0 | 0 | 1 | 60 | 10º |
| 2017 | F V8 3.5 | Lotus | 18 | 6 | 10 | 10 | 259 | 1º |
| 2018 | Indy | Dale Coyne | 6 | 0 | 0 | 0 | 91 | 26ª |
| Super F Japão | UOMO | 1 | 0 | 0 | 0 | 0 | 22ª | |
| 2019 | DTM Masters | Audi WRT | 15 | 0 | 0 | 2 | 22 | 15º |
| DTM Masters | Audi Rosberg | 2 | 0 | 0 | 0 | |||
| 2019/20 | F3 Asia | Pinnacle | 15 | 0 | P | 1 | 119 | 5º |
| 2020 | Formula 1 | Haas | 2 | 0 | 0 | 0 | 0 | 23ª |
História
Pietro Fittipaldi é o 4º representante da família Fittipaldi na Fórmula 1, no rastro do avô Emerson, do tio Wilson e do primo Christian. Ele marcou presença na principal categoria do automobilismo mundial em 2020, disputando os grandes prêmios do Sakhir e de Abu Dhabi, pela equipe norte-americana Haas, em substituição a Romain Grosjean, afastado por causa de acidente. No primeiro, largou dos boxes, por causa de troca de componentes do motor, e na corrida foi 17º, o último dos que completaram o percurso. Em Yas Marina, foi 19º, outra vez o último dos que terminaram a corrida. Na classificação final, ficou na 23ª e última posição.
Pietro é filho de Juliana, filha de Emerson Fittipaldi e a primeira mulher dele, Maria Helena Dowding Fittipaldi e de Carlos Agostinho Pires da Cruz, conhecido como Gugu da Cruz, sócio minoritário da Polishop.
Ele nasceu no dia 25 de junho de 1966, em Miami, onde cresceu ao lado dos pais e do irmão mais novo Enzo. Ao contrário da maioria dos pilotos da Fórmula 1, Pietro não passou dos karts para a categoria principal. Aos 14 anos, começou em circuitos ovais nos Estados Unidos em carros de divisões inferiores da Nascar. Aos 15 anos, Pietro conquistou o título de 2011 do campeonato norte-americano na categoria Limited Late Model, sendo o primeiro piloto de ascendência latino-americana a conquistar um título em uma divisão da Nascar.
“No começo, eu estava correndo de kart e, para subir para correr de carro, para ir para a Europa, de fórmula, eu não tinha o apoio financeiro. Não tinha um patrocínio para ir para a Europa. Então, eu comecei a correr de Nascar, porque é um pouco mais barato”, conta ele.
Nas primeiras competições nos Estados Unidos, o adolescente Pietro já concorria com pilotos até uma década mais velhos e, apesar de ainda sonhar com a F1, tomou gosto rapidamente pelas provas de turismo e pelos carros da Nascar.
“Era um campeonato muito competitivo e eu corria contra uns caras de 23, 24 ou 25 anos. Eu comecei a ganhar corridas e ganhei o campeonato no meu primeiro ano.”
Apesar de nascido nos Estados Unidos, de ter vivido e competido nesse país, Pietro recebeu 1 milhão de reais de verbas públicas do governo brasileiro através da Lei de Incentivo ao Esporte para um programa intitulado “Programa de Formação do Piloto Pietro Fittipaldi, na Fórmula Nascar”.
No dia 21 de setembro de 2014, Pietro sagrou-se Campeão da temporada da F-Renault Britânica. Em treze provas disputadas, ele venceu dez. Contratado pela equipe Fortec para a temporada de 2016 da F3.5 V8, antiga World Series by Renault, em 2017, foi campeão da categoria, o último, pois depois dessa temporada a categoria foi encerrada. .
Para chegar à Europa e tentar viabilizar seu sonho de Fórmula 1, Pietro Fittipaldi teve apoio financeiro fundamental de Carlos Slim, de uma das famílias mais ricas do mundo. Quando despontava nas categorias de base da Nascar, o brasileiro chamou a atenção do bilionário mexicano, que já era amigo da família,
“Ele tinha uma categoria que se chamava Nascar México. Então, estava sempre de olho na Nascar também. Quando viu que eu ganhei o campeonato, falou que gostaria de me patrocinar”.
Adaptado ao automobilismo norte-americano, ainda muito jovem, Pietro se mostrou relutante para partir rumo à Europa, mas aos 16 anos, entendeu que era um passaporte que não poderia recusar.
“Meu avô foi o primeiro a falar: ‘Vai para a Europa, que você precisa’. Meu pai também me falou: ‘você precisa, você tem essa oportunidade única e vai. E aí eu fui’.”
Em 2018, Pietro levantou a taça da World Series Fórmula V8 3.5, o que o credenciou para disputar IndyCar Series, a Super Fórmula Japonesa, o Campeonato Mundial de Endurance e, por fim, a DTM, categoria alemã de sucesso. Mas só disputou uma corrida pela Super Formula e seis pela IndyCar (onde obteve uma nona posição como melhor resultado).
No dia 5 de maio de 2018, Pietro Fittipaldi sofreu o acidente mais grave de sua carreira. Durante um treino para as Seis Horas de Spa-Francorchamps, válida pelo Mundial de Endurance, ele bateu o carro após problema mecânico e teve fraturas nas duas pernas.
“Estava em uma curva rápida de subida, a Eau Rouge. Quando estava subindo, deu problema no carro, desligou tudo, travou o volante e fui direto para a parede”.
Ainda na Europa, ele recebeu o diagnóstico de que demoraria um ano para ser liberado para voltar a correr. Decidido a competir o mais rápido possível, o brasileiro foi para os Estados Unidos, onde foi atendido pelo especialista Terry Trammell. Neste período de recuperação, Pietro ficou no circuito de Indianápolis, onde o médico acompanhava as tradicionais 500 Milhas.
“A gente morou dentro da pista, eu com a minha mãe, em um motorhome. Todo dia eu acordava com o som dos carros passando. Aquele evento durou duas semanas. Mas eu fiquei com a minha mãe lá por dois meses. A gente ficou amigo do segurança da pista. Ele deixava a chave com a gente. A chave da pista de Indianápolis mesmo”.
Dois meses depois, o piloto voltou às pistas, sem que a fratura estivesse devidamente curada, participando no dia 26 de julho, da prova de Mid Ohio da Fórmula Indy, na qual terminou na 23ª e penúltima posição.
No dia 9 de novembro de 2018, Pietro Fittipaldi foi confirmado como piloto de testes da equipe Haas e realizou seu primeiro teste após o encerramento da temporada no Circuito de Yas Marina. Como ele já tinha uma boa pontuação em razão do título da World Series, em 2017, estava muito próximo de chegar aos 40 pontos exigidos para receber a Superlicença da FIA e poder competir na Fórmula 1. No início de 2020, durante as férias do automobilismo europeu, ele disputou o Campeonato Asiático de Fórmula 3, e o quinto lugar na classificação geral lhe rendeu os pontos que faltavam.
Em 30 de novembro de 2020, foi anunciado que Fittipaldi correria pela Haas no Grande Prêmio de Sakhir de 2020, substituindo o piloto titular Romain Grosjean, que foi hospitalizado após sofrer um grave acidente no Grande Prêmio do Bahrein, no qual sofreu queimaduras nas mãos e tornozelos. Isso o tornou o primeiro neto de um piloto de Fórmula 1 a se tornar um piloto da categoria. Em 6 de dezembro, a Haas confirmou que Fittipaldi disputaria sua segunda corrida pela equipe e no dia 13 ele correu em Abu Dhabi, ainda substituindo Romain Grosjean. Sem marcar ponto, acabou como o 23º e último colocado entre os pilotos na temporada de 2020.
Em 2021, além de atuar como piloto reserva e de testes da Haas na Fórmula 1, Pietro voltou à Indy, para disputar as provas em circuitos ovais da categoria americana, incluindo as 500 Milhas de Indianápolis com Dale Coyne Racing, equipe pela qual já correu em 2018, e a Rick Ware Racing-Honda.