Nicholas Latifi

Perfil

Nome: Nicholas Latifi
País: Canadá
Nascimento: 29 de junho de 1995
Local: Montreal
Pais Milena e Michael Latifi
Estado civil solteiro
Residência: Ontário
Altura: 1,86
Peso: 73,5 kg
Hobbies: Malhar, jogar, relaxar com amigos
Música Banda Drake, hip-hop, rap e R’n”B
Patrocinadores Sofina Foods, Royal Bank of Canadá

Carreira

Fórmula 1

Estreia Áustria 2020
Corridas 61
Abandonos 13
Pontos 9
Ano Categoria Equipe Corridas Vitória Pole Volta Abandonos Pódio Pontos Posição
2022 Formula 1 Williams 22 4 2 20º
2021 Fórmula 1 Williams 22 3 7 17º
2020 Fórmula 1 Williams 17 0 0 0 3 0 0 21º
2019 Fórmula 1 Williams Piloto de testes
Fórmula 2 DAMS 22 4 0 3 8 211 2º
2018 Fórmula 2 24 1 0 3 3 91 9º
2017 Fórmula 2 21 1 0 2 9 178 5º
2016 GP2 Séries 22 0 0 0 1 23 16º
Fórmula 1 Piloto de testes da Renault, Force India e Williams
2015 GP2 Séries MP Motorsport 8 0 0 0 0 0 37º
Porsche UK Samsung TV 8 0 0 0 1 72 11º
Renault 3.5 Arden Motorsport 17 0 0 1 0 55 11º
2014 GP de Macau Prema Powertime 1 0 0 0 0 N/A 5º
GP2 Séries Hilmer Motorsport 2 0 0 0 0 0 32º
Renault 3.5 Tech 1 Racing 7 0 0 0 1 20 20º
Porsche Cup Redline Racin 2 0 0 0 0 14 23º
Flórida Winter Academia Ferrari 12 4 0 2 7 N/A N/A
F3 Europa Prema Powertime 30 0 0 0 1 128 10º
2013 Toyota Séries Giles Motorsport 15 0 0 0 0 503 9º
Master F 3 Carlin 1 0 0 0 0 0 7º
F3 inglesa 11 0 2 1 1 97 5º
F3 Europa 30 0 0 0 0 45 15º
2012 Continental Tire Rehagen Racing 1 0 0 0 0 2 84º
Fórmula 3 Itália BVM 24 1 0 0 4 117 4º
Florida Cup Rotax DD2 Seis etapas / janeiro-março 1170 1º

História

Nicholas Latifi é um piloto canadense, nascido em 29 de junho de 1995, filho de Milena e Michael Latif, empresário irano-canadense dono da Sofina Foods Inc, fabricante de produtos de origem animal, em Markham, na região metropolitana de Toronto, e de Santa Maria Foods ULC, importadora e distribuidora de marcas italianas e processadora de alimentos congelados.

Ao contrário dos outros pilotos, Nicholas começou tarde nos esportes a motor, embora também tenha, como a maioria, tenha começado pelo kart. Em entrevista ele informou que começou a praticar o kart quando tinha 12 anos, na Fórmula Kartways, centro indoor, aberto para pilotos de todos os níveis e grupos para diversão, localizado em Brampton, cidade no subúrbio de Ontário.  Ele disse que, quando começou, não tinha a intenção de seguir carreira e via o kart como hobby para se divertir. Mas quando começou a melhorar, decidiu assumir o esporte, com o objetivo de chegar à Fórmula 1.

Entre 2009 e 2012, Nicholas Latifi dedicou-se às competições interno Canadá e só neste último ano passou a competir oficialmente. Começou disputando seis etapas da Flórida Cup, nos Estados Unidos, e obtendo o primeiro lugar, com 1.170 pontos. Depois, disputou 24 corridas da F3 italiana, com uma vitória, no circuito de Vallelunga, 4 pódios, 117 pontos e 4º lugar. Ainda correu uma etapa do Continental Tires Sports Challenge, nos Estados Unidos, sendo o 84º colocado.

Em 2013, Latifi participou de atividades de 4 categoria diferentes: foi 15º na temporada completa da F3 europeia, com dois 5ºs lugares em Silverstone e Red Bull Ring; 5º na F3 inglesa; 7º no GP de Macau e 9º em 15 corridas da Porsche Cup.

O ano seguinte foi o mais agitado da carreira do canadense, com participação em seis competições diferentes. Foi 10º, em 30 corridas da F3 europeia, com 1 pódio e 128 pontos; 23º, com 14 pontos em duas corridas da Porsche Cup; 20º, com 20 pontos em 7 corridas da Renault 3.5; 32º, em 2 corridas da GP2, e 5º colocado no GP de Macau.

Em 2015, Latifi dedicou-se mais à Renault 3.5, com 17 corridas, 55 pontos e o 11º lugar. Todavia, teve tempo para fazer 8 corridas pela Porsche, totalizando 72 pontos e ficando na 11ª posição. Uma pole nessa categoria foi o melhor resultado do ano, que teve ainda 8 corridas da GP2, sem marcar ponto, ficando na 37ª posição. No mesmo ano, teve uma participação na classe Shifter ROK do Florida Winter Tour, competindo com os ex-pilotos de Fórmula 1 Rubens Barrichello e Nelson Piquet Jr.

Em 2016, o piloto se dividiu entre a GP2 e a função de piloto de testes da Renault, Force India e Williams. Na GP2, fez 23 pontos em 22 corridas e ficou no 16º lugar. No ano seguinte, Latifi correu a Fórmula 2, novo nome da GP2 e porta de entrada para a F1. Ele conquistou seu primeiro pódio da F2 na corrida de velocidade em Barcelona, ​​terminando em 3º e registrando a volta mais rápida. Obteve mais dois terceiros lugares em Baku, e terminou em segundo lugar na corrida especial no Red Bull Ring. Ele venceu a corrida de sprint em Silverstone, marcando sua primeira vitória em qualquer série de corridas desde 2012. O segundo e o terceiro lugares vieram nas corridas principais em Hungaroring e Monza, respectivamente, nas quais Latifi fez as duas voltas mais rápidas. Terminou em 2º na corrida de sprint em Jerez, antes de terminar a temporada com o 3º lugar e a volta mais rápida da ronda final em Yas Marina. Em 21 corridas, teve uma vitória, 2 voltas rápidas e 9 pódios, totalizando 178 pontos, que lhe valeram a 5ª colocação.

Em 2018, tendo como companheiro na equipe DAM Alexander Albon, Latifi teve uma temporada inferior à do ano anterior. Conquistou seu primeiro pódio da em Baku com o 3º lugar no sprint e apesar de uma vitória, 3 voltas rápidas e 3 pódios, totalizando 91 pontos, foi apenas 9º na classificação final.

Em 2019, o piloto canadense teve a sua melhor temporada no automobilismo, com 4 vitórias. 4 voltas rápidas, 8 pódios, 213 pontos e um 2º lugar na classificação final, que foram i seu passaporte para a Fórmula 1.

Depois de 11 testes da F1, seis deles pela Williams, e o apoio da empresa do pai e do banco oficial do Canadá. Nicholas Latifi foi anunciado no dia 28 de novembro de 2019 como piloto oficial da equipe inglesa, na vaga de Robert Kubica. Segundo observadores da F1, além da sua reconhecida competência, a contratação de Latifi pela Williams deveu-se também a um empréstimo de 50 milhões de libras feito pelo pai dele à equipe inglesa.

Latifi faria sua estreia na Fórmula 1 no Grande Prêmio da Austrália, cancelado por causa da pandemia do COVID-19. Por isso, sua estreia ocorreu no Grande Prêmio da Áustria, no qual se classificou por último no grid, em 20º, mas terminou a corrida no 11º lugar depois de outros nove carros abandonarem. Ele se qualificou em 15º para o Grande Prêmio da Hungria, a primeira e única vez em 2020 que ele alcançaria a segunda sessão de qualificação. Na corrida, ele se chocou com Carlos Sainz Jr. na saída do pit stop e sofreu um furo, terminando a prova cinco voltas atrás dos líderes.

No Grande Prêmio da Itália, Latifi aproveitou um período de safety car para relargar da nona colocação, quando a corrida reiniciou após uma bandeira vermelha. Terminou a corrida em 11º lugar, à frente de outros cinco pilotos. Seu primeiro abandono aconteceu no Grande Prêmio da Toscana, eliminado em um acidente com vários carros no reinício, da corrida, depois de um safety car. Ele conseguiu outro 11º lugar no Grande Prêmio da Emília Romagna, terminando a menos de um segundo atrás de Antonio Giovinazzi. Mais dois abandonos ocorreram nas últimas quatro corridas da temporada, causadas por uma colisão com Romain Grosjean no Grande Prêmio da Turquia e um vazamento de óleo no Grande Prêmio de Sakhir.

Latifi encerrou a temporada de estreia em 21º no campeonato de pilotos, sem marcar pontos. Apesar disso, Williams o manteve ao lado de Russell para a temporada de 2021.

Ele abandonou a corrida de abertura do campeonato, no Bahrein, por um problema do turbo compressor, na 51 [ das 56 voltas. Na corrida seguinte, o Grande Prêmio da Emilia Romagna, conseguiu sua melhor qualificação da carreira até então, com o 14º lugar. Na Q1 ele teve uma volta anulada, por ter excedidos limites da pista. Na Q2, ele e Fernando Alonso fizeram o mesmo tempo, mas foi classificado na frente, por ter feito primeiro. Ele, praticamente nem começou a corrida, porque teve de deixar a pista após a largada, devido a um choque com Nikita Mazepin.

Em Portugal, largou e chegou em 18º.  Na Espanha, foi 19º e 18º. Em Mônaco, 18º e 15º. No Azerbaijão, largou e chegou em 16º. Na França, foi 16º nas duas etapas. Em Estiria, foi 16º e 17º.

Na Áustria, foi 18º na qualificação e 15º na corrida, mas sofreu uma penalidade de stop&go, convertida em 30 segundos no tempo, por não respeitar dupla bandeiras amarela. Na Inglaterra, foi 18º e 17º, e na Hungria obteve seus primeiros seis pontos na F1, depois de terminar em 8º e subir para 7º com punição a Sebastian Vettel por problema no combustível.

Na Bélgica, na Q1, em pista molhada, escapou e passou pela grama na primeira volta, mas passou à Q2 e, largando da 12ª posição, terminou em 9º. Como, por causa da chuva, a corrida teve só quatro voltas, recebeu a metade dos pontos, 1. E esse foi o último ponto obtido até o fim da temporada.

Na Holanda, Latifi foi 14º na qualificação, mas sofreu punição de 5 posições por troca da caixa de câmbio, e deveria sair da 19ª. A equipe aproveitou para trocar a asa dianteira e o bico, no parque fechado, e ele teve autorização para largar da pit lane. Na Itália, foi 13º no sprint e 11º na corrida. Na Rússia, foi 14º na Q2, mas largou da 19ª posição, por troca do 4º motor. Abandonou a pista na 57ª das 53 voltas, mas foi classificado em 19º, por ter completado 90% do percurso.

Na Turquia, Latifi largou e chegou em 17º. Nos Estados Unidos, em 17º e 15º; No México, saiu e terminou em 17º. Em São Paulo, foi 16º no sprint e repetiu aposição na corrida. No Catar, foi 17º na qualificação e abandonou na volta 50, com furo no pneu. Na Arábia, largou em 16º e terminou em 12º.

Em Abu Dhabi, Nicholas Latifi funcionou como elemento catalisador. Não participou, mas influiu no resultado da corrida. O choque dele com Schumacher e a batida na barreira, na volta 53, obrigou a entrada do safety car, aproximando todos os carros e eliminando as diferenças, que entre Hamilton e Verstappen era de 11 segundos. O piloto da Red Bull aproveitou para uma troca de pneus, colocando os macios, mais rápidos, e com a permissão para ultrapassar cinco retardatários, aproximou-se de Hamilton e, na metade da última volta, deu o bote para ganhar a corrida e seu primeiro título de campeão da F1.

Antes do encerramento da temporada, a Williams anunciou a permanência de Latifi, ao lado de um novo companheiro de equipe, o ex-piloto da Red Bull Racing, Alex Albon, substituto de George Russel, que foi para a Mercedes, na vaga de Valtteri Bottas.

Latifi continuou na Williams na temporada de 2022, ao lado de um novo companheiro de equipe, o ex-piloto da Red Bull Alexander Albon.

No Grande Prêmio do Bahrein, Latifi se classificou em 20º para a primeira corrida da nova temporada e terminou em 16º, à frente apenas de Nico Hülkenberg, que correu pela Aston Martin. No Grande Prêmio da Arábia Saudita, seu fim de semana foi “decepcionante”, pois ele rodou sozinho durante a qualificação e na corrida. No Grande Prêmio da Austrália, se envolveu em outra queda na qualificação, desta vez colidindo com Lance Stroll, que recebeu uma penalidade pelo incidente. Ele terminou em 16º. No Grande Prêmio da Emília-Romagna, Latifi também terminou em 16º. A essa altura, Latifi ainda não havia terminado acima do 16º lugar, enquanto o companheiro de equipe Albon havia marcado um ponto.

No Grande Prêmio de Miami, Latifi obteve seu melhor resultado até então, o 14º em uma corrida repleta de incidentes. O Grande Prêmio da Espanha o viu terminar em 16º, a primeira vez que terminou à frente de Albon como companheiros de equipe. Latifi rodou na volta de formação do Grande Prêmio de Mônaco, mas conseguiu largar e terminou em 15º. Após a corrida, Carlos Sainz acusou Latifi de lhe roubar a vitória, ao segurá-lo sob bandeiras azuis. Em seu primeiro Grande Prêmio do Canadá, em casa, Latifi cruzou a linha de chegada em 16º lugar. Devido ao fraco desempenho, havia rumores de que Latifi seria substituído pelo campeão de F2 de 2021, Oscar Piastri, após o Grande Prêmio do Canadá, mas Capito negou essa informação.

Latifi alcançou chegou à Q3 pela primeira vez no Grande Prêmio da Inglaterra, classificando-se em décimo; Ele subiu para o oitavo lugar no início, mas sofreu danos no assoalho e acabou em 12º. No Grande Prêmio da Áustria, Latifi mais uma vez sofreu danos no piso e abandonou na volta 48 para evitar desgaste do motor. No Grande Prêmio da França, Latifi abandonou após colidir com Kevin Magnussen na volta 38. No Grande Prêmio da Hungria, liderou a última sessão de treinos em condições de chuva. No entanto, ele teve o 20º tempo da qualificação, tendo cometido um erro na última curva de Hungaroring em sua última tentativa no Q1. Danos na asa dianteira comprometeram o início de sua corrida, e ele terminou logo atrás de Albon.

No Grande Prêmio da Bélgica, Latifi se classificou em 17º lugar, mas largou em 11º devido a penalidades no grid. Na 2ª volta da corrida, rodou e acertou Valtteri Bottas tirando o piloto da Alfa Romeo da corrida. Latifi parou para reparos e terminou a corrida uma volta atrás, em 18º lugar. No Grande Prêmio da Itália, o companheiro de equipe Albon foi forçado a desistir do fim de semana e o companheiro de equipe de Latifi na sessão de qualificação e no Grande Prêmio foi Nyck de Vries, que o derrotara na disputa do título da F2 em 2019. De Vries chegou ao Q2 na sessão de qualificação, enquanto Latifi não saiu do Q1, perdendo uma chicane em sua última tentativa. Na corrida, De Vries marcou pontos, terminando em nono, enquanto Latifi terminou em 15º. No Grande Prêmio de Cingapura, Latifi largou em último e sua corrida terminou na volta 7, quando colidiu com Zhou Guanyu e teve um furo de pneu que causou sua desistência da corrida. Além disso, Latifi perdeu cinco posições no grid para a próxima corrida no Grande Prêmio do Japão.

No Grande Prêmio de Cingapura, Latifi largou em último e sua corrida terminou na volta 7, quando colidiu com Zhou Guanyu, o que causou um furo em Latifi e, por fim, sua desistência da corrida. Além disso, Latifi perdeu cinco posições no grid para a próxima corrida no Grande Prêmio do Japão;

Tendo se classificado em último no Japão, Latifi foi para os pneus intermediários no final do reinício do safety car e perdeu por pouco para Sebastian Vettel nos pit stops, saindo em oitavo. Ele segurou Lando Norris para reivindicar o nono lugar e seus primeiros pontos da temporada, Seu resultado o elevou da 21ª para a 20ª posição no campeonato de pilotos. Latifi terminou em último no Grande Prêmio dos Estados Unidos, pois uma rodada no início arruinou sua estratégia de pit, também agravada com uma penalidade de cinco segundos por forçar Mick Schumacher a sair da pista.

No Grande Prêmio de Abu Dhabi, Latifi encerrou sua carreira na F1 ao ser lançado para trás nas barreiras por Schumacher. Mais tarde, ele sofreu um problema técnico e abandonou. Latifi terminou o campeonato de pilotos em 20º lugar no campeonato com dois pontos e deixou a Williams depois de passar três temporadas com a equipe e foi substituído por Logan Sargeant.

(Traduzido do https://en.wikipedia.org/wiki/Nicholas_Latifi)