Perfil
| Nome | Antonio Giovinazzi |
| Nascimento | 14 de dezembro de 1993 |
| Local | Marta Franca – Italia |
| Nacionalidade | Italiano |
| Pai | Vito Giovinazzi |
| Altura | 1,85 |
| Peso | 70 kg |
| Estado civil | solteiro |
| Equipes | Alfa Romeo |
| Número | 99 |
| Carreira | |
| Estreia | GP da Austrália 2017 |
| Corridas | 62 |
| Pontos | 21 |
| Abandonos | 7 |
Fórmula 1
| Ano | Equipe | Corridas | Vitórias | Poles | Volta | Pódios | Abandonos | Pontos | Posição |
| 2021 | Alfa Romeo | 22 | 1 | 3 | 18º | ||||
| 2020 | Alfa Romeo | 17 | 3 | 4 | 17º | ||||
| 2019 | Alfa Romeo | 21 | 1 | 14 | 17º | ||||
| 2018 | Ferrari | 3º piloto | |||||||
| 2017 | Sauber | 2 | 0 | 22º | |||||
Desempenho
| Ano | Categoria | Equipe | Corridas | Pontos | Posição |
| 2016 | GP2 | Prema | 22 | 211 | 2º |
| Le Mans | SMP Racing | 1 | 10 | 24º | |
| Campeonato
Mundial Endurance |
Extreme Speed e
Motosport |
2 | 30 | 20º | |
| 2016/
2015 |
Serie Asia Le Mans | Jagonva e Carlin | 2 | 51 | 3º |
| 2015 | F3 Europa | 33 | 412,5 | 2º | |
| F3 Master | 1 | 1º | |||
| GP de Macau | 1 | 4º | |||
| Turismo AlemanhaMaster | Audi | 2 | 25 | ||
| 2014 | F3 Europa | Jagonia Avam e Carlin | 32 | 238 | 6º |
| F1 Europa | 30 | 31 | 17 | ||
| 2013 | F3 inglesa | 12 | 135 | 2º | |
| F3 Master | Double Racing | 1 | 18º | ||
| 2012 | Formula Chinesa | Eurasia | 229 | 1º | |
| Formula
Abarth |
BVM | 18 | NC | ||
| 2006/
2011 |
Kart | KF3,/Kf2 | |||
Resumo da carreira até 2016
| Corridas | 179 |
| Vitórias | 27 |
| Pódios | 63 |
| Poles | 12 |
| Voltas | 19 |
História
Nascido em Martina Franca, na província de Taranto, em 14 de dezembro de 1993, Antonio Giovinazzi desenvolveu sua paixão por motores logo cedo, como revelou em entrevista:
“Meu pai me deu meu primeiro kart em meu aniversário de três anos e todo fim de semana me levava à pista para treinar e, aos sete anos, comecei a correr. A primeira vez que meu pai ligou o kart fiquei assustado com o barulho e fugi, então ele achou que talvez fosse melhor deixar isso de lado. No dia seguinte, porém, fui eu quem lhe disse que o ligasse novamente para experimentá-lo e a partir desse momento começou essa minha paixão”.
“Depois de um ano, quando ele tinha quatro anos, comprei um verdadeiro kart, de 50cc, a partir da qual ele começou, aos sete anos, a competir a nível regional. Domingo era o único dia em que não trabalhava e Antonio vinha nos acordar para ir à pista. Minha esposa e eu fomos praticamente obrigados a levá-lo a cerca de 100 km de nossa casa para treinar, mas para ele todo domingo era uma festa”, acrescentou o pai em outra entrevista.
No kart, Giovinazzi obteve seus melhores resultados na categoria 60cc, em 2006, vencendo o Troféu Nacional Italiano e também o título europeu na mesma temporada, aos 13 anos. Para fazer a carreira decolar, Giovinazzi teve o apoio da família indonésia de Gelae, uma das principais acionistas da KFC Indonesia, multinacional de fast food, dona da “Jagonya Ayam!”, equipe de automobilismo da F2. “Serei eternamente grato ao Gelael”, ele disse no início de 2017 à Autosprint, “o patrono Ricardo sempre será meu segundo pai, seu filho Sean é o irmão que eu não tenho”.
Giovinazzo começou sua carreira em monopostos na Ásia, logo após completar 18 anos – vencendo a Fórmula Piloto da China em 2012. Em seguida, chegou ao segundo lugar na Fórmula 3 britânica, em 2013. No terceiro ano na Fórmula 3 europeia, Giovinazzi alcançou o segundo lugar no campeonato de 2015. O resultado fez com que chegasse diretamente ao GP2 (a atual Fórmula 2) na última temporada com essa denominação, em 2016.
Graças ao seu novo gerente Enrico Zanarini, ganhou outro patrocinador indonésio: a empresa estatal de petróleo Pertamina.
Apesar do domínio da equipe ART no campeonato anterior, o Prema imediatamente se tornou o carro mais rápido e, pela primeira vez, Giovinazzi se viu nas mãos de um material técnico melhor do que seus adversários. Depois de um péssimo começo, marcado por quatro corridas sem pontos, venceu a corrida 1 e a corrida 2 em Baku e a partir daí começou sua luta pelo título mundial. Duas vitórias na corrida 1, tanto em Monza quanto na Malásia, o projetaram ao topo do campeonato com Gasly, companheiro de equipe em Prema, perseguindo-o alguns pontos antes da última corrida em Abu Dhabi. Mais familiarizado com a pista, onde tinha feito teste pela Red Bull, e Giovinazzi nunca havia corrido, o francês, com a pole position e a vitória na corrida 1, venceu o campeonato.
Apesar da derrota na última corrida, todo o paddock deu crédito à performance de Giovinazzi, porque ele também conhecia a força de Pierre Gasly, que estava em seu terceiro ano na GP2 e posteriormente mostrou seu valor na Fórmula 1, na Red Bull a partir de 2019.
Em 2017, Giovinazzi foi escolhido pela Ferrari para ser seu terceiro piloto e reserva. Mas
participou dos testes de pré-temporada com a Sauber, substituindo Pascal Wehrlein, que se feriu nas costas em um forte acidente sofrido durante a Corrida dos Campeões em janeiro nos Estados Unidos e foi forçado a perder a primeira semana dos testes em Barcelona.
Apesar de Wehrlein ter completado a segunda parte da pré-temporada e realizar os treinos livres na sexta-feira para o Grande Prêmio da Austrália de 2017, afirmou que não se sentia apto fisicamente para encarar toda a duração da prova pois, devido ao seu acidente, não pôde completar a preparação física necessária. Ele foi substituído por Giovinazzi, que se tornou o primeiro italiano como titular em uma corrida de Fórmula 1 desde a saída de Jarno Trulli e Vitantonio Liuzzi, em 2011. Na história, ele foi o 101.º a ser inscrito em um GP pelo país. Na China, Giovinazzi substituiu novamente Wehrlein, e deixou a pista logo na 3ª volta, depois de um acidente com Lance Stroll. Em setembro de 2018, foi anunciado que Giovinazzi assinou um contrato para competir em tempo integral pela Sauber na temporada de 2019 da Fórmula 1, em parceria com Kimi Räikkönen.
Na primeira participação no campeonato, no GP da Austrália, Giovinazzi passou para a Q2, como 14º colocado no grid e terminou em 15º, a uma volta do vencedor, Valtteri Bottas. No Bahrein, ele foi 16º no grid e 11º na corrida. Na China, não conseguiu tempo suficiente, mas foi admitido no grid como 19º, à frente apenas de Alexander Albon, e chegou em 15º. No Azerbaijão, chegou pela primeira vez à Q3, em 8º, mas perdeu 10 posições pelo uso de um terceiro controle eletrônico na unidade de potência, e cruzou a linha de chegada em 12º. Na Espanha foi 18º na qualificação e perdeu 3 posições por troca da caixa de câmbio e chegou em 16º. Em Mônaco, foi 15º no grid e 19º e último na corrida, a duas voltas do vencedor, Lewis Hamilton. No Canadá, Giovinazzi voltou à Q2, em 13º, e chegou na mesma colocação, depois de um choque com Alexander Albon na largada, Na França, o italiano chegou pela segunda vez à Q3, em 10º, mas foi mal na corrida e terminou em 16º. Na Áustria, Giovinazzi conquistou o primeiro ponto na F1, ao terminar na 10ª colocação, após ser 8º no grid. Foi o primeiro ponto de um piloto italiano, desde o 6º lugar de Vitantônio Liuzzi, no GP da Coreia de 2010. Na Inglaterra, foi 11º no grid, mas rodou e deixou a pista já na 18ª das 52 voltas. Na Alemanha, foi, de novo, 11º no grid e terminou em 8º, mas foi punido com 30 segundos no tempo total, por irregularidade na largada, e caiu parta 12º. Pelo mesmo motivo, seu companheiro Kimi Raikkonen passou de 7º a 11º. Na Hungria, o italiano foi 14º na qualificação, mas foi punido com 3 posições no grid; largou da 17ª posição e chegou em 18ª, à frente apenas de Robert Kubica e de Romain Grosjean, que não completou a prova. Na Bélgica, punido por exceder a cota de elementos do motor e por troca da caixa de câmbio, ele largou da pit lane e foi classificado em 18º, por ter completado mais de 90% do percurso, mesmo depois de deixar a pista uma volta antes do final, devido a acidente. No GP em casa, na Itália, Giovinazzi voltou a pontuar, com o 9º lugar, depois de ter largado da 10ª posição do grid, beneficiado por punição da Raikkonen. Em Cingapura, Giovinazzi somou mais um ponto, com o 10º lugar, após ser também o 10º no grid, graças a punição sofrida por Sergio Perez. Ele liderou a corrida entre as voltas 27 e 30, na sua primeira liderança e também da Alfa Romeo, desde o GP da Bélgica de 1983, com Andrea de Cesaris, ainda como Sauber. Na Rússia, ele foi o 13º no grid, continuou na pista mesmo depois de um choque com Daniel Ricciardo e cruzou a linha em 15º. No Japão, foi 11º e 14º. No México, foi 14º e 15º. Nos Estados Unidos, foi 16 º e 14º. No Brasil, Giovinazzi teve o melhor resultado da carreira, cruzando a bandeira quadriculada no 5º lugar, depois de ter largado da 13ª posição do grid. Ele chegou em 6º, mas ganhou uma posição, devido a punição aplicada a Lewis Hamilton, que caiu do 3º para o 7º lugar, por ter causado choque com Alexander Albon. Em Abu Dhabi, Giovinazzi foi 16º no grid e na corrida.
Antonio Giovinazzi terminou o campeonato na 17º colocação, com 14 pontos. Em 4 de novembro, a Alfa Romeo anunciou a prorrogação do contrato dele para 2020.
Giovinazzi marcou pontos na primeira corrida da temporada na Áustria, qualificando-se em 18º, mas terminando em nono depois de outros nove carros abandonarem a corrida. Na volta 11 do Grande Prêmio da Bélgica, perdeu o controle e rodou na curva 14. Uma roda perdida de seu carro atingiu a Williams de George Russell fazendo com que ambos se retirassem da corrida.
Ele se envolveu num acidente de alta velocidade no Grande Prêmio da Toscana, durante o reinício após a saída do safety car, no qual quatro carros foram eliminados da corrida. A finalização com dois pontos marcantes veio no Grande Prêmio da Eifel, onde ele segurou a Ferrari de Sebastian Vettel para terminar em décimo, e no Grande Prêmio da Emilia Romagna, onde ele terminou em décimo lugar depois de largar da última posição no grid.
No Grande Prêmio da Turquia, Giovinazzi alcançou a terceira sessão de qualificação (Q3) pela primeira vez desde o Grande Prêmio da Áustria de 2019, qualificando-se em 10º. Mas acabou abandonando a corrida depois de 11 voltas, com problemas na caixa de câmbio. No Bahrein, largou e chegou em16º. No GP de Sakhir, foi 14º e 13º, e em Abu Dhabi, 14º e 16º.
Giovinazzi pontuou em apenas 3 das 17 corridas. Foi 9º no GP da Áustria e 10º nos GP de Elfie e da Emilia Romagna. Com 4 pontos, terminou o campeonato na 17ª posição, uma atrás do companheiro Kimi Raikkonen, que teve a mesma pontuação. Giovinazzi superou Raikkonen em nove das 17 corridas da temporada, mas o ex-campeão mundial se classificou acima dele por ter mais finalizações em nono lugar.
Giovinazzi e Räikkönen foram mantidos pela Alfa Romeo para a temporada de 2021.
Das 22 corridas do campeonato, o piloto italiano só esteve na zona de pontuação em duas. No Grande Prêmio de Mônaco, ele se classificou em 10º na única presença no Q3 do ano e terminou a corrida em 10º lugar, marcando o primeiro ponto da Alfa Romeo na temporada. Na penúltima corrida do campeonato, na Arábia Saudita, classificou-se em 10º e chegou em 9º. Nas demais corridas, foi 12º no Bahrein; 14º no Emilia Romagna;12º em Portugal; 15º na Espanha; 11º no Azerbaijão; 15º na França e Estiria; 13º na Hungria e na Bélgica; 14º na Holanda;13º na Itália; 16º nas Rússia; 11º na Turquia, nos Estados Unidos e no México; 14º em São Paulo; 15º no Catar e abandonou em Abu Dhabi.
Giovinazzi terminou a temporada no 18º lugar, com apenas 3 pontos, enquanto o companheiro Kimi Raikkonen era 16º, com 10 pontos.
No dia 16 de novembro de 2021, a Alfa Romeo anunciou que Antonio Giovinazzi deixaria a equipe no final da temporada. Mais tarde se informou que o piloto disputará em 2022 o campeonato da Fórmula E pela equipe Dragon, tendo como companheiro de equipe o brasileiro Sergio Sette Câmara. E no dia 22 de dezembro a Ferrari anunciou que, em 2022, Giovinazzi será seu piloto reserva alternando-se com Mick Schumacher.
Segundo comentários na internet, uma das razões da demissão de Giovinazzi, além dos maus resultados foi a sua incapacidade para trabalhar em equipe, criando polemicas desnecessárias. A Alfa Romeo admitiu que o italiano ignorou as ordens da equipe para deixar Kimi Raikkonen passar na parte final do GP da Turquia. No momento do pedido, Raikkonen era cerca de 1s mais veloz que o companheiro, e a equipe acreditava que o finlandês poderia ter alcançado e ultrapassado Esteban Ocon pelo 10º lugar. No fim, Giovinazzi foi 11º, com Kimi em 12º. Outro momento negativo foi o italiano ter ironizado a estratégia da Alfa Romeo no rádio logo após o GP do México, onde ele foi 11º e Raikkonen, oitavo.
Antonio Giovinazzi será substituído pelo chinês Guanyu Zhou, que de 2015 a 2020, na categoria de base, teve apenas 6 vitórias em mais de 180 corridas.