Perfil
| Nome | Charles Leclerc |
| País | Mônaco |
| Nascimento: | 16 de outubro de 1997 |
| Local | Monte Carlo |
| Pai | Hervé Leclerc |
| Altura: | 1,80 |
| Peso: | 67 kg |
| Estado civil: | Solteiro |
| Residência | Monte Carlo |
| Hobbies | Tênis, viagens |
| Equipe | Sauber/Ferrari |
| Carro nº | 16 |
Desempenho
| Estreia F1 | GP da Austrália 2018 |
| Corridas | 188 |
| Títulos | |
| Vitórias | 9 |
| Poles | 27 |
| Pódios | 54 |
| Voltas + rápidas | 14 |
| Hat tricks | 2 (Bahrein-Austrália/2022) |
| Grand Slam | 1 (Austrália 2022) |
| Abandonos | 26 |
| DNS (não largou) | 2 |
| Pontos | 1.887 |
Carreira
| Ano | Categoria | Equipe | Corridas | Vitoria | Hat trick | Grand Slam | Pole | Pódio | Volta | Abandonos | (DSQ) | Não largou | Pontos | Pos. |
| 2026 | F1 | Ferrari | 17 | 1 | 5 | 3 | 2 | 215 | 5º | |||||
| 2025 | F1 | Ferrari | 22 | 1 | 7 | 1 | 1 | 1 | 242 | 5º | ||||
| 2024 | F1 | Ferrari | 24 | 3 | 2 | 8 | 3 | 1 | 356 | 3º | ||||
| 2023 | F1 | Ferrari | 21 | 4 | 6 | 3 | 2 | 206 | 5º | |||||
| 2022 | F1 | Ferrari | 22 | 3 | 2 | 1 | 7 | 10 | 2 | 3 | 308 | 2º | ||
| 2021 | F1 | Ferrari | 19 | 2 | 1 | 1 | 1 | 159 | 7º | |||||
| 2020 | F1 | Ferrari | 17 | 2 | 4 | 98 | 8º | |||||||
| 2019 | F1 | Ferrari | 21 | 2 | 7 | 9 | 4 | 3 | 264 | 4º | ||||
| 2018 | F1 | Toro Rosso | 21 | 39 | 13º | |||||||||
| 2017 | F1 | Too Rosso | 5 | 0 | 21º | |||||||||
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2017 |
F 1 |
Sauber | Piloto de testes | |||||||||||
| Ferrari | Piloto de desenvolvimento | |||||||||||||
| F2 | Prema | 22 | 7 | 8 | 10 | 4 | 282 | 1º | ||||||
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2016 |
F1 | Ferrari | Piloto de desenvolvimento | |||||||||||
| Haas | Piloto de testes | |||||||||||||
| GP3 | ART GPP | 18 | 3 | 4 | 8 | 4 | 202 | 1º | ||||||
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2015 |
GP de Macau |
Amersfoot |
1 | 2º | ||||||||||
| GP3 | 18 | 3 | 4 | 8 | 4 | 202 | 1º | |||||||
| 2014 | Renault 2.0 Euro | Fortec Motor | 6 | 3 | N/C | |||||||||
| Renault 2.0 Alps | 14 | 2 | 1 | 7 | 0 | 199 | 2º | |||||||
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2013 |
Kart CIK-FIA- KZ1 |
ART GP |
Vice-campeão mundial | |||||||||||
| 6º lugar no campeonato europeu de KZ | ||||||||||||||
| Vencedor da Copa de Inverno | ||||||||||||||
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2012 |
Kart – Kf2 |
ART GP |
Campeão da WSK Europa | |||||||||||
| Vice campeão europeu | ||||||||||||||
| Vice campeão do mundo M18 CIK -FIA | ||||||||||||||
| Vence o 4º Torneio Super Kart de Las Vegas ( 10 vitórias, 4 poles, 17 pódios, 7 melhores voltas) | ||||||||||||||
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2011 |
Kart – KF3 |
Intrepedi |
Vencedor da Copa do Mundo | |||||||||||
| Vencedor do Troféu Academia CIK-FIA (2 vitórias, 5 pódios) | ||||||||||||||
| Vencedor do Master Kart de Bercy (8 vitórias, 5 poles, 12 pódios e 1 melhor volta) | ||||||||||||||
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2010 |
Kart – KF3 |
Sodikart |
Vencedor da Copa de Kart de Mônaco | |||||||||||
| Vice campeão da França | ||||||||||||||
| 5º no Troféu Academia CIK-FIA ( 4 vitórias, 1 pole, 12 pódios, 8 melhores voltas) | ||||||||||||||
| Participação Copa de Inverno e WSK da Europa, pela Maranelo Kart | ||||||||||||||
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2009 |
Kart – Cadete |
Ludo Racing |
Campeão da França | |||||||||||
| Vencedor da Copa Bridgestone | ||||||||||||||
| Vencedor da Liga Rhones Alpes ( 3 vitórias, 1 pole, 6 pódios, 4 melhores voltas | ||||||||||||||
| 2008 | Kart – Minimes | Jana Kartigis | Vice campeão da França (6 vitórias, 11 pódios, 5 melhores voltas) | |||||||||||
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2007 |
Kart – Minimes |
Kart in Pro |
Vice campeão PACAC | |||||||||||
| Vencedor do Troféu Claude Secq (3 vitórias, 8 pódios e 2 melhores voltas | ||||||||||||||
| 2006 | Kart – Mini | Campeão regional PACA (14 vitórias, 14 pódios, 17 poles e 17 melhores voltas) | ||||||||||||
| 2005 | Kart- Mini | Campeão regional PACA (15 vitórias. 17 poles, 17 melhores voltas) | ||||||||||||
História
Charles Leclerc nasceu em Monte Carlo, Mônaco, em 17 de outubro de 1997. Tem dois irmãos, Lorenzo e Arthur, e é filho do francês Hervé Leclerc, que, depois de fazer carreira no kart, correu na Fórmula 3, nas décadas de 1980 e 1990. Ele morreu, depois de longa enfermidade, aos 54 anos, a 20 de junho de 2017, apenas quatro dias antes de o filho ganhar a corrida longa do GP de Baku, da Fórmula 2. Hervé transmitiu sua paixão pelos esportes a motor aos três filhos e sempre acompanhou Charles desde sua estreia no kart.
Charles começou a correr de kart aos 5 anos, numa pista, em Brignoles, no sudeste da França, gerenciada pelo pai de Jules Bianchi, de quem foi amigo e afilhado. A carreira para valer começou em 2005, quando foi campeão regional PACA, da categoria Mini, para pilotos entre 6 e 11 anos, com 15 vitórias. 17 poles, 17 melhores voltas. Em 2006, repetiu o feito, com 14 vitórias, 14 pódios, 17 poles e 17 melhores voltas, além de ser vice-campeão da Liga PACAC. Em 2007, passou a disputar a categoria Minime, para adolescentes entre 7 e 11 anos, com carros de 105 kg, incluído o piloto, sendo vice-campeão da PACAC e vencedor do Troféu Claude Secq, com 3 vitórias, 8 pódios 3 melhores voltas. Em 2008, na mesma categoria, pela equipe Jane Racing, foi vice-campeão da França, com 6 vitórias, 11 pódios e 5 melhores voltas.
Em 2009, Charles passou à categoria Cadetes, para pilotos entre 8 e 11 anos, pela Ludo Racing, e venceu todas as competições das quais participou. Foi campeão francês; ganhou a Copa Bridgestone e a Liga de Rhones, com 3 vitórias, 1 pole, 6 pódios e 4 melhores voltas. Em 2010, subiu para a classe KF3, para pilotos entre 12 e 15 anos, com carros de 145 kg. Como piloto da equipe Sodkart, de uma empresa fabricante de kart, participou da Copa de Inverno e WSK, da Europa; foi 5º no Troféu Academia da CIK-FIA, com 4 vitórias, 1 pole, 12 pódios e 8 melhores voltas; foi vice-campeão da França e venceu a Copa de Mônaco.
Charles Leclerc revelou que teria parado de correr em 2011, por falta de financiamento, não fosse a ajuda do amigo Jules Bianchi. Este pediu ao empresário Nicolas Todt que passasse a gerenciar a carreira do monegasco. Todt declarou que, no começo, decidiu ajudar mais para agradar Bianchi, mas percebeu que o garoto era inteligente, lhe deu uma chance e nunca se decepcionou.
Em 2011, ainda na KF3, mas pela equipe Intrepid, Charles venceu o Master de Bercy, competição indoor, em Paris, com 8 vitórias, 1 pole, 12 pódios e 1 volta rápida; ganhou o Troféu Academia CIK-FIA, sob o título de Matthew Graham no Mundial Sub-18, com 2 vitórias e 5 pódios e a Copa do Mundo, em Sarno, na Itália.
No ano seguinte, 2012, Charles passou para a classe KF2, também chamada de Intercontinental A (ICA), reservada para pilotos acima de 14 anos, em carros de 156 kg no total do conjunto. Correndo pela ART Grand Prix, venceu o 4º Torneio Super Kart de Las Vegas, nos Estados Unidos, com 10 vitórias, 4 poles, 17 pódios e 7 melhores voltas. Foi vice-campeão do mundo da última edição da M18, comemorativa dos 50 anos da CIK-FIA, para pilotos nascidos entre 1992 e 1995; foi vice-campeão europeu e campeão da Europa da WSK, no circuito de Zoeira, na Espanha.
Em 2013, Leclerc deu um novo upgrade na carreira, alçando à KZ1, classe para motores de 125cc, de dois tempos, refrigerados a água, com uma caixa de 6 velocidades. Ainda como piloto da ART GP, disputou o campeonato mundial da CIK-FIA e ficou em 2º lugar, atrás de Max Verstappen, em Varennes-sur-Allier, na França. Nesse último ano no kart, também obteve o 6º lugar no campeonato europeu da KZ, da CIK-FIA e ganhou a Copa de Inverno.
Em 2014, Leclerc dá o salto para os monopostos, correndo, pela equipe britânica Fortec Motorsport, a Renault 2.0, na séries da Europa e ALPS, categoria criada pela união do Campeonato da Europa de Fórmula Renault 2.0 (anteriormente conhecido como Fórmula Renault 2.0 Suíça) e da Fórmula Renault 2.0 Itália. Na primeira, como piloto convidado, em 6 corridas, obteve 3 pódios, e na outra foi vice-campeão, com 2 vitórias e 7 pódios, em 14 corridas. Ele também ganhou o campeonato de juniores, com vitória na última corrida, em Jerez. Graças a esses resultados, foi apontado como o calouro do ano.
Em 2015, Charles Leclerc subiu para a F3, pela equipe holandesa Van Amersfoot Racing, e foi 4º colocado no campeonato europeu, com 4 vitórias, 3 poles, 13 pódios e 5 voltas mais rápidas, totalizando 363,5 pontos, em 33 provas. Na etapa de abertura da temporada, em Silverstone, herdou duas poles, depois de Felix Rosenqvist ter sido desclassificado, e obteve a primeira vitória, na 3ª corrida do fim de semana. Na rodada seguinte, em Hockenheim, conquistou a 2ª vitória e subiu ao pódio duas vezes. Ele também venceu em Pau e Spa-Francorchamps e liderou temporariamente o campeonato. Apesar do mau rendimento do carro na segunda fase da temporada, depois de uma colisão com Lance Stroll, em Zandvoort, garantiu a 4ª colocação e título de melhor calouro. No dia 22 de novembro, no GP de Macau, terminou em 2º e foi, de novo, apontado como o melhor rookie. Em dezembro, fez três dias de testes em Abu Dhabi, pilotando pela primeira vez um carro da GP3 e no último dia, bateu três vezes o recorde da categoria.
Em março de 2016, Leclerc ingressou na Academia de Jovens Pilotos da Ferrari e subiu de categoria, de novo, passando à GP3, pela ART GP. No campeonato desta categoria, fez 19 corridas, com 3 vitórias, 4 poles, 8 pódios e 4 voltas mais rápidas. Totalizou 202 pontos e conquistou a primeira colocação. Venceu as corridas longas na Catalunha e Spielberg e subiu ao pódio nas três corridas seguintes, na Inglaterra, Hungria e Alemanha. Na Bélgica, fez um hat trick: foi pole, fez a volta mais rápida e ganhou a corrida. Na Itália, foi pole, mas ficou a um passo do pódio na corrida longa e abandonou a segunda. Na Malásia foi pole e chegou em terceiro e na última prova, em Abu Dhabi, deixou a pista por causa de um furo no pneu, na primeira, e foi 9º na segunda corrida, mas manteve 25 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Alexandre Albon.
Paralelamente ao campeonato da GP3. Leclerc ganhou as primeiras chances de testes com carros da Fórmula 1. No dia 9 de maio fez testes com o F14 T, de 2014, da Ferrari, na pista de Fiorano. A revista Autosport disse que a corrida começou com tempo úmido, antes que ele pudesse usar os pneus para pista seca. O objetivo do teste do piloto de 18 anos, da Academia de Jovens da Ferrari, era completar 300 quilômetros, para adquirir a Superlicença da FIA. Mássimo Rivola, que comanda a Academia, disse que, para um jovem piloto, Leclerc mostrou “ter boa cabeça nos ombros” e que não muitos pilotos têm isso. “No geral, fez um bom trabalho e mostrou que é rápido”, afirmou Rivola.
No dia 8 de julho, Leclerc, que a 24 de junho já tinha sido contratado como piloto de testes pela Haas, fez a primeira participação oficial na F1, substituindo Esteban Gutierrez, da equipe norte-americana, no primeiro dia de treinos livres para o Grande Prêmio da Inglaterra. Ele deu 26 voltas, num total de 5.891 quilômetros, durante 90 minutos. A melhor volta foi a 24ª, com 1m35s869, depois de uma rodada na curva 3, no 8º giro. Terminou na 18ª posição do dia.
No dia 12 de julho, um dia depois de ser designado piloto de desenvolvimento da Ferrari, o piloto monegasco correu num SF16-H, nos testes coletivos, ainda em Silverstone. Por problemas no carro antigo, deu só 19 voltas pelo circuito, pela manhã, com a pista seca. No fim do ano, Leclerc foi contratado como piloto de desenvolvimento da Ferrari.
Em 2017, competindo pela Prema Powerteam, Charles Leclerc repetiu o feito do ano anterior, ganhando também o campeonato da Fórmula 2, com domínio absoluto. Em 22 corridas, obteve 8 vitórias, 8 pódios e 4 voltas mais rápidas, totalizando 282 pontos. Na abertura do campeonato, no dia 15 de abril, no Bahrein, fez a pole e terminou em 3º, na corrida longa e, no dia seguinte, com uma troca de pneus a 9 voltas do final, conquistou sua primeira vitória. Após a parada, voltou na 14ª posição, mas passou por 13 carros e alcançou a liderança ao passar por Luca Ghiotto na última volta. Em Barcelona, foi pole e venceu a corrida longa, mas ficou em 4º no sprint. Em Mônaco, abandonou as duas corridas. No sábado, por problema na suspensão. No domingo, saiu na parte de trás do grid, colidiu com a Norman Nato, quando tentavam recuperação e ambos tiveram que deixar a pista. Na etapa seguinte, a 24 e 25 de junho, em Baku, depois de mais uma pole, terminou o sprint na liderança, porém foi penalizado com 10 segundos, por não reduzir sob bandeira amarela, e perdeu a posição para Norman Nato. Ele dedicou a corrida ao pai, Hervé Leclerc, que tinha morrido quatro dias antes.
Em Spielberg, foi pole e venceu a corrida principal, mas abandonou o sprint, após colidir com o companheiro de equipe Antonio Fuoco. Em Silverstone, fez 6 e empatou com Stoffel Vandoorne no número de poles; venceu a corrida longa e terminou em 5º no sprint. Na Hungria, foi 4º nas duas provas. Em Spa-Francorchamps, fez a 7ª pole da temporada e venceu a primeira corrida, mas foi desclassificado, por irregularidade no carro. No sprint, foi 5º colocado, a mais de 3 segundos do vencedor, o brasileiro Sergio Sette Câmara. No dia 2 de setembro, chegou a Monza, na 9ª rodada, com 59 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Oliver Rowland, e a diferença se manteve, porque nenhum dos dois pontuou nas duas corridas. No fim de semana seguinte, em Jerez, na Espanha obteve a 8ª pole, venceu a corrida longa e garantiu o titulo com uma etapa de antecipação. No último fim de semana, 25 e 26 de novembro, com 2º e 1º lugares, ratificou a conquista, cm 282 pontos.
Leclerc se tornou o mais jovem campeão da F2, aos 19 anos e o primeiro piloto, desde Nico Hülkenberg, em 2009, a vencer o campeonato em sua temporada de estreia, feito que apenas Nico Rosberg e Lewis Hamilton realizaram antes.
Na temporada de 2017, Charles Leclerc voltou a fazer teste com carros da F1, Primeiro, no dia 1º de agosto, depois do GP da Hungria, pilotando o SF70H, da Ferrari. Foi o mais rápido no primeiro dia do teste, fazendo 98 voltas, mas não participou do teste do segundo dia. Depois, ele fez mais quatro testes pela Sauber, que no dia 2 de dezembro o anunciou como novo piloto titular da equipe para 2018, ao lado de Marcus Ericsson.
Leclerc participou pela primeira vez de uma corrida da Fórmula 1 no dia 25 de março de 2018, no Grande Prêmio da Austrália. Ele foi 18º no grid, a 0s08 do companheiro Marcus Ericsson, muito mais experiente, e terminou no 13º lugar, numa corridas sem erros e na qual fez duas ultrapassagens. O piloto admitiu que a largada não foi ideal, teve que lutar com vários rivais, mas conseguiu avançar. No Bahrein, ele largou em 19º e penúltimo e chegou em 12º, depois de uma parada na 3ª volta, por causa de vibração nas rodas dianteiras. Na China não repetiu a corrida de recuperação: saiu e chegou em 19º, depois de rodar sozinho no começo da corrida, ao perder o controle do carro na 4º volta.
Depois dessas três provas sem nenhum destaque, Leclerc começou a mostrar sua competência no GP do Azerbaijão, em Baku, no dia 25 de abril. Ao alcançar o 6º lugar, pontuou pela primeira vez na Fórmula 1, quebrando um jejum de 68 anos de Mônaco, que desde Louis Chiron, 3º no GP de Mônaco de 1950, não via um representante na zona de pontuação. Foi também o melhor resultado da escuderia desde o sexto lugar de Felipe Nasr no GP da Rússia de 2015, em Sochi e lhe valeu a escolha como Piloto do Dia.
O monegasco voltou a pontuar no GP da Espanha, terminando no 10º lugar e sendo de novo o primeiro piloto da Sauber a chegar na zona de pontuação em duas corridas seguidas, desde Felipe Nasr, em 2015. Foi uma corrida bastante interessante, com condições meteorológicas difíceis, o que dificultou a condução, especialmente em termos de gestão de pneus. Em Mônaco, ao faltarem seis voltas para o fim da corrida, Leclerc perdeu o freio na saída do túnel, bateu na traseira de Brendon Hartley e os dois tiveram que abandonar a pista na 70ª das 76 voltas da prova.
No Canadá, Leclerc voltou a pontuar, mesmo tendo apenas as 3 horas dos treinos livres para conhecer e se adaptar ao circuito de Montreal, Depois de chegar à Q2, ficando na 13ª posição do grid, cruzou a linha em 10º lugar. Na França, Leclerc surpreendeu ao chegar à Q3 pela primeira vez no ano de estreia, conquistando a 8ª colocação no grid. Foi também a primeira Q3 da Sauber, desde 2015, quando Marcus Ericsson foi 10º no GP da Itália. Na corrida, foi 10º, igualando, em 8 provas, o total de 11 pontos de Ericsson nos 84 GPs da carreira. O jovem piloto abriu caminho em meio a vários incidentes de pista, para chegar à zona de pontuação pela 4ª vez em 5 corridas. Na Áustria, Leclerc melhorou a posição, sendo o 9º a cruzar a bandeira. Na Inglaterra, o monegasco foi 9º no grid, mas teve de desistir na 18ª volta, parando logo na entrada da pista, depois do pít, ao perceber que a roda traseira esquerda não estava devidamente ajustada.
Na Alemanha, depois de largar de novo da 9ª posição e ser retirado da zona de pontuação por Lewis Hamilton, Leclerc acabou no 15º lugar, após viver um momento inesperado na pista. Com dificuldades para se manter na pista molhada de Hockenheim, o piloto da Sauber atacou a zebra, perdeu o controle do carro, de um giro de 360º e, milagrosamente, conseguiu seguir adiante sem problemas, como fez Keke Rosberg, em 1983, no GP dos EUA (Oeste), em Long Beach. Na internet, um fã registrou: “A errada mais bonita da corrida de hoje. Na Hungria, o jovem piloto voltou a abandonar logo na largada, por quebra da suspensão.
Na Bélgica, Leclerc foi uma demonstração viva da importância e da eficiência do halo, o equipamento introduzido pela FIA para proteção da cabeça dos pilotos. Na largada, Nico Hülkenberg não conseguiu a freada para contornar a primeira curva, a La Source, e acertou a traseira da McLaren de Fernando Alonso. O carro do espanhol decolou sobre a Sauber de Leclerc, que só não foi atingido graças à proteção do Halo. Na Itália, Leclerc largou em 15º e chegou em 11º, até cedendo posição a Sebastian Vettel quando não era obrigado a isso. Em Cingapura, voltou à zona de pontuação, com o 9º lugar e comemorou “um a final e semana quase perfeito” ao retornar aos pontos pela primeira vez desde o Grande Prêmio da Áustria, em julho. O piloto monegasco totalizou 15 pontos no campeonato de pilotos e seus dois pontos levaram a Sauber para mais perto da Toro Rosso, em oitavo lugar, na classificação dos construtores.
Na Rússia, no dia 30 de setembro, Charles Leclerc correu já o espírito de piloto da Ferrari. No dia 11, ele foi anunciado pela Ferrari como piloto do time para 2019, na vaga de Kimi Raikkonen, para correr ao lado de Sebastian Vettel, em 2019. Animado, conquistou um excelente sétimo lugar e só ficou atrás dos rivais das três principais potências da F1 – Mercedes, Ferrari e Red Bull -, além de ter sido o único que não conduzia por uma delas a se manter na mesma volta do vencedor da prova, Lewis Hamilton (Mercedes).
Japão foi 10º, mesmo tendo de ir ao box para trocar o bico do carro, depois de choque com Kevin Magnussen, na 4ª volta. No treino qualificação, quando a chuva começou a apertar durante o Q2, o monegasco rodou na curva Degner. A manobra lembrou o que o próprio Leclerc fez durante a corrida da Alemanha, na qual também começou a chover e os pilotos foram pegos de surpresa, ainda com pneus slicks. Mas, com muita habilidade, ele evitou um acidente e ainda retomou o controle do carro na posição correta para prosseguir na pista. Antes da prova, emocionado, Leclerc lembrou seu amigo Jules Bianchi, que morreu naquela pista em, 2014.
Nos Estados Unidos, depois de voltar a chegar à Q3, ocupando a 9ª posição no grid. Na largada porém, foi atingido na traseira por Romain Grosjean e, em consequências dos danos, foi obrigado a deixar a pista na volta 33. Esse foi o último resultado negativo de Leclerc no campeonato. Nas três últimas corridas, enfieirou boas classificações e três 7ºs lugares
No México, Charles Leclerc garantiu o segundo melhor resultado da sua curta carreira na Fórmula 1 ao terminar em 7º na sua primeira corrida no Autódromo Hermanos Rodriguez, de chegar à 9ª posição na Q3. Segundo o site Racefans, a estratégia de economia de pneus de Sauber foi tão extrema que o piloto foi informado 50 vezes para diminuir a velocidade a fim de preservar os pneus. As mensagens da equipe eram tão persistentes que ele suspeitava que o carro tivesse alguma falha que a equipe não queria contar a ele pelo rádio. Marcus Ericsson revelou que sacrificou voluntariamente suas chances para ajudar o companheiro, que estava mais bem classificado. O sueco, que terminou em 9º, disse que defendeu Leclerc da ameaça de Sergio Perez, segurando o mexicano por longo tempo.
No Brasil, a Sauber voltou a colocar os seus dois carros no top 10 pela primeira vez em 14 anos, e depois transformou isso num bom resultado com Charles Leclerc largando em 7ª, chegando na mesma posição e pontuando pela quarta vez em seis corridas.
Em Abu Dhabi, Leclerc terminou mais uma vez em 7º, mas ele não ficou satisfeito com o resultado. No final corrida, manifestou irritação por erro de estratégia da equipe. Depois de um início de sprint que lhe permitiu superar Raikkonen e poder terminar em 4º, foi chamado pela equipe para um pit stop durante o segurança virtual que não teve o resultado desejado
Charles Leclerc encerrou seu primeiro campeonato da Formula 1 no 13º lugar, com 130 pontos. Ele obteve um 6º lugar; quatro 7ºs; um 8º; três 9ºs; um 12º; um 11º; um 13º e um 15º. Não completou 4 corridas.
O piloto monegasco foi o grande destaque da temporada e eleito o Novato do Ano, pela FIA. Em 2017, ele já havia recebido o título de novato, por sua atuação na Fórmula 2. Sem um carro de ponta, e apesar dos problemas com acidentes e abandonos, não provocados por ele, ele conseguiu resultados expressivos. Mostrou ritmo de corria, pericia nas ultrapassagens e segurança na pilotagem.
Todas essas qualidades fizeram com que a Ferrari levasse de volta a Maranello o jovem que começou na sua academia. No dia 11 de setembro, anunciou a sua contratação para a vaga de Kimi Raikkonen, em 2019. Ele será o segundo piloto mais jovem da história da Ferrari. O primeiro foi o mexicano Ricardo Rodriguez, contratado aos para a temporada de 1961. Muitos acreditavam que a substituição de Kimi Raikkonen por Charles Leclerc teria sido uma decisão do ex-presidente da Ferrari, Sergio Marchionne, mas Maurizio Arrivabene assumiu ter sido ele o responsável pela troca. O então chefe de equipe da Ferrari disse ter decidido contratar Charles Leclerc para introduzir “sangue novo” na equipe e que não foi fácil comunicar isso ao finlandês.
A contratação provocou comentários e previsões pessimistas sobre a convivência do novato com o tetracampeão Sebastian Vettel. Para muitos, a chegada soou como um “alarme” para o alemão. E Ross Brawn, ex-engenheiro da Ferrari, pôs mais lenha na fogueira. Ele disse que Charles Leclerc não vai se vestir de vermelho para ser apenas um segundo piloto e ficar a serviço de Sebastian Vettel, como Kimi Raikkonen fez muitas vezes.
As previsões dos observadores e de Ross Brawn se confirmaram durante a temporada. Desde o início, Leclerc e Vettel tiveram uma convivência conturbada, disputando espaço a casa corrida. A rivalidade ficou exposta nitidamente no GP do Brasil, quando, depois de um período de aparente paz, os dois se chocaram na disputa por posição e tiveram que abandonar a pista. No final, Leclerc levou a melhor nessa disputa, com vantagem de 12 a 9 nas qualificações e o 4º lugar na classificação dos pilotos, um posto à frente do companheiro.
O piloto monegasco estreou pela Ferrari no GP da Austrália, largando da 5ª posição e chegando na mesma colocação, enquanto Vettel terminava em 3º. No Bahrein, depois de liderar o 3º treino livre, ele conquistou a pole position, sendo o mais jovem piloto da Ferrari a conseguir o posto, superando Jackie Ickx. Leclerc liderou a maior parte da corrida, mas foi ultrapassado por Lewis Hamilton e Valtteri Bottas devido à perda de potência do motor, por falha de um cilindro do injetor de combustível. Graças ao abandono de Daniel Ricciardo e Nico Hulkenberg e a entrada do safety car, que impediu que fosse ultrapassado por Max Verstappen, terminou em 3º, no primeiro pódio da carreira. Na China, Leclerc saiu da 4ª posição, atrás de Vettel, mas na corrida estava na frente, quando recebeu ordem da equipe para ceder passagem ao companheiro e terminou no 5º lugar. No Azerbaijão, na Q2, foi de encontro à barreira e teve de encerrar a sua participação na fase. Sem poder marcar tempo na Q3, largou da 8ª posição, foi beneficiado por punições aos dois carros da Alfa Romeo, e terminou no 5º lugar, com ponto extra da volta mais rápida. Na Espanha, foi 5º na qualificação e terminou na mesma posição, sempre atrás de Vettel, que saiu em 3º e chegou em 4º. Em Mônaco, por erro de estratégia da Ferrari, que o segurou no box, enquanto os rivais superavam seu tempo, ele foi 16º na qualificação, passando a 15º, com punição a Antonio Giovinazzi. Na corrida, passou por Lando Norris e Romain Grosjean, mas teve um pneu furado e danos no piso do carro, na tentativa de ultrapassar Nico Hulkenberg, sendo obrigado a abandonar a pista. No Canadá, foi 3º no grid, atrás de Vettel e Hamilton, e terminou na mesma posição, no segundo pódio da temporada e da carreira. Na França, Leclerc ficou na frente de Vettel em dois treinos livres e também na qualificação, quando foi 3º, com o companheiro só em 7º. Na corrida, voltou ao pódio, com o 3º lugar, enquanto Vettel terminava em 5º, mas ainda na frente na classificação geral, em 3º, com 111 pontos. O monegasco era o 5º, com 89 pontos. Na Áustria, Leclerc conquistou a 2ª pole da temporada e da carreira, e liderou a maior parte da corrida, até se chocar com Max Verstappen e cair para o 2º lugar. Na Inglaterra, foi 3º no grid, terminou na mesma posição e foi eleito o “piloto do dia” pela maneira como se defendeu da pressão de Verstappen nas voltas iniciais. Na Alemanha, se qualificou em 10º, depois que um problema no sistema de combustível o impediu de definir tempo na Q3. Na corrida, com um começo brilhante subiu para o 4º lugar, porém uma tática discutível da equipe de usar pneus macios, embora a pista ainda estivesse molhada, o levou a perder o controle do carro e ir de encontro à barreira, no seu segundo abandono da temporada, na 27ª volta. Na Hungria, Leclerc largou em 4º, na frente de Vettel, o 5º colocado, mas, de novo uma estratégia polêmica da Ferrari deu vantagem ao piloto italiano. Na volta 68, quando os dois disputavam o 3º lugar, Vettel recebeu pneus macios novos, que lhe permitiram ultrapassar o companheiro, que continuava com pneus velhos e terminou no 4º lugar. Na Bélgica, Charles Leclerc, depois de largar da pole position, com vantagem de 0s881 sobre Lewis Hamilton, conquistou sua primeira vitória na Fórmula 1 e se tornou o piloto mais jovem da Ferrari a vencer uma corrida. No pódio, dedicou a vitória ao piloto francês Anthoine Hubert, falecido na véspera, no mesmo circuito, em prova da Fórmula 2. Na Itália, Leclerc obteve a segunda pole position e a segunda vitória consecutivas e, pela primeira vez, passou à frente de Vettel na classificação dos pilotos, ocupando o 4º lugar com 182 pontos, contra 169 pontos do companheiro, 5º colocado. Em Cingapura, obteve a 3º pole consecutiva e na corrida foi surpreendido por Vettel, falhou na tentativa de recuperar a liderança, terminando em 2º. Com o resultado, totalizou 200 pontos, passando ao 3º lugar entre os pilotos, na frente de Verstappen e Vettel. Na Rússia, Leclerc foi o mais rápido nos 1º e 3º treinos livres e conquistou a 4ª pole position consecutiva e a 6ª da temporada. Na corrida, foi superado por Hamilton e Bottas, que se aproveitaram da entrada do safety car, e depois de ser atendido pela equipe no pedido para ultrapassar Vettel, terminou a prova em 3º lugar, no 4º pódio consecutivo e o 9º da temporada. No Japão, Vettel foi pole, com Leclerc em 2º, na 5ª pole consecutiva da Ferrari, e a dupla formou a 69ª primeira fila da equipe italiana na F1. Na primeira volta, na disputa pelo 3º lugar, Leclerc e Verstappen se chocaram, o piloto da Ferrari teve a asa dianteira danificada, mas continuou na pista, mesmo depois de peças da asa se soltarem e quebrarem o retrovisor de Hamilton. Leclerc recebeu punição de 5 segundos pela colisão com Verstappen e de 10 segundos, por condução insegura depois do choque e terminou em 6º. No México, Verstappen foi 1º na qualificação, mas foi punido com a perda de três posições, por não ter obedecido a bandeiras amarelas, e a pole caiu no colo de Leclerc, com Vettel formando com ele a primeira fila. Todavia, vítima de erros da Ferrari na estratégia e no pit stop, acabou no 4º lugar. Vettel, segundo colocado, diminuiu a diferença entre eles para 6 pontos: 236 a 230. Nos Estados Unidos, o monegasco foi o 4º no grid e cruzou a linha na mesma posição, enquanto Vettel, 2º no grid, abandonou a corrida logo na 7ª volta. No Brasil, punido com a perda de 10 posições, por causa de excesso de trocas de elementos do motor, Leclerc foi o 14º no grid. Na 66ª das 71 voltas, ultrapassou Vettel, na curva 1, e quando o alemão tentava recuperar a posição na reta, os dois se chocaram. Leclerc teve quebra da suspensão e Vettel, um pneu furado, e ambos tiveram que abandonar a pista. Em Abu Dhabi, Leclerc foi o 4º no grid e encerrou a temporada no 3º lugar e com o 9º pódio, o 11º da carreira.
Charles Leclerc terminou o campeonato com 2 vitórias; 7 poles positions, 4 voltas mais rápidas e 3 abandonos. Foi o 4º colocado na classificação dos pilotos, com 264 pontos, contra 240 de Sebastian Vettel.
No final do campeonato, Mattia Binotto, chefe de equipe da Ferrari, não negou a rivalidade entre os dois pilotos e adiantou que eles estarão “livres para brigar”, em 2020:
“Se você olhar as últimas corridas, eles estavam livres para brigar e eu acredito que é assim que nós vamos iniciar a próxima temporada”.
Leclerc qualificou-se em sétimo para o Grande Prêmio da Áustria, na abertura da temporada de 2020 e numa corrida caótica se recuperou para terminar em segundo, realizando manobras de ultrapassagem cruciais com pneus novos após a relargada final.
Na preparação para o fim de semana do Grande Prêmio da Estíria, Leclerc e Ferrari foram investigados pela FIA, suspeitos de violarem os estritos protocolos de segurança Covid-19 do órgão regulador, O piloto teria voltado para casa em Mônaco, com permissão da equipe, entre os GPs da Áustria e de Estiria. Postagens em mídias sociais mostraram Leclerc se encontrando com fãs, amigos e a namorada. Leclerc inicialmente negou qualquer infração, mas o corpo diretivo não concordou com ele. Leclerc e a Scuderia Ferrari receberam uma advertência, depois de ter ficado claro que ele havia entrado em contato com pessoas não incluídas em sua bolha. As coisas não melhoraram muito para Leclerc na qualificação para o Grande Prêmio de Estíria, onde terminou em 11º e depois foi rebaixado para 14º no grid, com uma penalidade de três lugares, por impedir Daniil Kvyat na sessão. O péssimo fim de semana para Leclerc foi encerrado na corrida, onde ele colidiu com seu companheiro de equipe Sebastian Vettel na primeira volta, fazendo com que ambos se retirassem. Apesar de os comissários não terem agido – vendo a colisão como um incidente de corrida e não dando penalidades a nenhum dos pilotos – Leclerc aceitou a responsabilidade total pela colisão, dizendo em uma de suas entrevistas pós-corrida: “Fui um idiota total, hoje estraguei tudo “.
Na corrida seguinte, o Grande Prêmio da Hungria, Leclerc se classificou em 6º, um lugar atrás de Vettel. Na corrida, lutou com o desgaste dos pneus e a falta geral de velocidade e terminou no11º lugar, 5 lugares atrás do companheiro de equipe Vettel. Leclerc se classificou em 4º no Grande Prêmio da Inglaterra e terminou em 3º, conquistando o 12º pódio de sua carreira na F1 e o segundo da temporada.
Para o Grande Prêmio de 70 anos, Leclerc se classificou em 8º. Com uma estratégia de parada única, avançou para o quarto lugar na corrida. Antes de competir no GP do 70º aniversário, em Silverstone, Leclerc reagiu com raiva às acusações de que era racista e se opôs ao movimento Black Lives Matter, respondendo que o racismo é “nojento” e acusando as manchetes de tentar manipular suas palavras. As acusações surgiram depois que ele foi um dos seis pilotos que optaram por não se ajoelhar durante as cerimônias pré-corrida, como parte da campanha esportiva anti-racismo. Ele afirmou que optou por não se ajoelhar devido às conotações políticas negativas que sentiu que tal gesto poderia ter.
No Grande Prêmio da Itália Leclerc se qualificou em décimo terceiro, mas na corrida, ele rodou na Parabólica, na volta 24, quando estava em quarto, graças a um pit stop antes de outros que pararam durante um período de Safety Car. Na relargada depois da saída do safety car, errou na saída da curva e foi de encontro à barreira de pneus. O acidente provocou bandeira vermelha e seu abandono.
A partir da 12ª rodada, em Portimão, Leclerc conseguiu três resultados consecutivos entre os 5 primeiros. Foi 4º em Portugal; 5ª em Emília-Romagna e 4º na Turquia. No Grande Prêmio da Turquia, afetado pela chuva, Leclerc corria em terceiro lugar depois de uma recuperação de 14º com os pneus intermediários. No entanto, um erro na última volta, ao tentar passar por Sergio Pérez, para ser segundo, perdeu o pódio para o companheiro de equipe Vettel. As duas corridas no Bahrein foram inesquecíveis para Leclerc, que terminou em décimo na primeira e desistiu, depois de uma colisão na primeira volta com Pérez, na segunda. Na rodada final em Abu Dhabi, ambas as Ferraris perderam o ritmo e terminaram fora dos pontos, com Leclerc em 13º na frente de Vettel.
Os resultados de Leclerc nas 17 corridas da temporada foram os seguintes: Áustria, 2º; Estiria, abandono; Hungria, 11º; Inglaterra, 3º; 70 anos, 4º; Espanha, abandono; Bélgica, 14º; Itália, abandono; Toscana, 8º; Rússia, 6º; Eifel, 7º; Portugal, 4º; Emília-Romagna, 5º; Itália, 4º; Bahrein, 10º; Sakhir abandono; Abu Dhabi, 13º.
Leclerc terminou o campeonato em 8º, com 98 pontos , bem à frente do companheiro Sebastian Vettel, que foi 13º, com 33 pontos.
Ainda antes do encerramento do campeonato de 2020, Leclerc renovou contrato com a Ferrari até o final de 2024. E começou a temporada de 2021, com um novo companheiro, Carlos Sainz Jr., substituto de Sebastian Vettel, que se transferiu para a Aston Martin.
Na abertura do campeonato, Leclerc começou o Grande Prêmio do Bahrain em 4º, atrás de Valtteri Bottas e terminou em 6º. Largou e terminou em 4º no Grande Prêmio de Emília-Romagna, atrás de Lando Norris, depois de se esforçar para manter o ritmo, em seguida a uma bandeira vermelha no meio da corrida. No Grande Prémio de Portugal, Leclerc terminou em 6º, colocando-se 5º na classificação por pontos, acima do seu companheiro Sainz, que terminou em 11º na corrida. Ele se qualificou na pole para seu evento em casa, o Grande Prêmio de Mônaco, apesar de ter se chocado com Max Verstappen na parte final da qualificação, mas não pôde começar a corrida devido a um problema no eixo de transmissão em seu caminho para o grid. O seu lugar no grid ficou vazio.
Ele voltou a conquistar a pole na qualificação para o Grande Prêmio do Azerbaijão, mas terminou no 4º lugar. No Grande Prêmio da Inglaterra, em Silverstone, Leclerc qualificou-se em quarto lugar no sprint, mas herdou a liderança da corrida na primeira volta, passando Valtteri Bottas no início e aproveitando a colisão entre os rivais pelo título Verstappen e Hamilton. Ele se manteve na liderança até 2 voltas do fim, quando foi finalmente alcançado e ultrapassado por Hamilton, terminando a corrida em 2.º lugar e conquistando o seu primeiro e único pódio em 2021.
No Grande Prémio da Hungria, Leclerc foi atingido de lado por Lance Stroll na curva 1 e não terminou. Na Itália, terminou em quinto, promovido para quarto após penalidade de Sergio Perez. Ele sofreu penalidades no grid no Grande Prêmio da Rússia e largou do 19º lugar. Chegou a correr entre os 5 primeiros, mas caiu para o décimo quinto no final da corrida. Depois que uma forte chuva caiu e ele foi o último a colocar pneus intermediários.
Na Turquia, Leclerc se qualificou em 4º, começou em terceiro após penalidades de motor a Lewis Hamilton, mas acabou mesmo em 4º. Em Abu Dhabi, a decisão de fazer box com um safety car virtual provou ser errada, pois Leclerc não conseguiu compensar a posição perdida na pista. Terminou apenas em 10º, enquanto o companheiro de equipe Sainz chegou em 3º.
Nas 22 provas da temporada de 2021, Charles Leclerc obteve os seguintes resultados: Bahrein, 6º; Emília-Romagna, 4º; Portugal, 6º; Espanha, 4
º; Mônaco, fez a pole, mas não largou; Azerbaijão, 4º, com pole; França, 16 º; Estiria, 7º; Áustria, 8º; Inglaterra, 2º; Hungria, abandono; Bélgica, 8º; Holanda, 5º; Itália, 4º; Rússia, 15º; Turquia e Estados Unidos, 4º; México e São Paulo, 5º; Catar, 8º; Arábia Saudita, 7º; Abu Dhabi, 10º.
Com 159 pontos, Leclerc foi o 7º colocado na classificação final do campeonato, atrás de Carlos Sainz, o 5º, com 164,5. Foi a primeira vez que Leclerc foi superado por um companheiro na Ferrari. (Tradução, com adaptações e acréscimos, da wikipeia.org)
Leclerc conquistou na abertura da temporada de 2022, no Grande Prêmio do Bahrein, sua décima pole na F1. Ele venceu o Grande Prêmio, a primeira vitória dele e da Ferrari na Fórmula 1 desde 2019, lutando de perto com Max Verstappen ao longo da corrida. Seu companheiro de equipe na Ferrari, Carlos Sainz Jr. terminou em segundo para uma dobradinha da Ferrar. Leclerc recebeu 25 pontos, mais 1 ponto adicional pela volta mais rápida da corrida. Ele e a Ferrari assumiram a liderança no Campeonato de Pilotos e Construtores, respectivamente. Ele liderou o Campeonato Mundial de Fórmula 1 pela primeira vez e também se tornou o primeiro piloto monegasco a ocupar essa posição. Depois de terminar em segundo lugar no Grande Prêmio da Arábia Saudita, Leclerc obteve vitória no Grande Prêmio da Austrália, alcançando seu primeiro Grand Slam na Fórmula 1, e o primeiro da Ferrari desde o Grande Prêmio de Cingapura de 2010. No Grande Prêmio da Espanha, Leclerc liderou a corrida com uma grande margem até que um problema na unidade de potência forçou seu abandono, entregando a Max Verstappen a vitória da corrida e a liderança do Campeonato Mundial. Depois de conquistar a pole position em sua corrida em casa, no Grande Prêmio de Mônaco, Leclerc terminou a corrida em 4º lugar devido a um erro estratégico e pista molhada. Na corrida seguinte, no Azerbaijão, Leclerc se abandonou mais uma vez, devido a uma falha na unidade de potência, o que o colocou em terceiro lugar na classificação de pilotos, atrás de Max Verstappen e Sergio Pérez. Leclerc largou em 19º para o Grande Prêmio do Canadá devido a uma penalidade no grid por exceder troca de componentes da unidade de potência; ele terminou a corrida em quinto. No Grande Prêmio da Inglaterra, terminou em quarto depois de perder na estratégia de box para seu companheiro de equipe. Leclerc conquistou o primeiro lugar no Grande Prêmio da Áustria. No Grande Prêmio da França, conquistou a pole position antes de rodar na volta 18, após cometer um erro. No Grande Prêmio da Hungria ele se classificou em terceiro, atrás de seu companheiro de equipe, mas terminou a corrida em sexto após um erro estratégico cometido pela Ferrari de colocá-lo nos pneus duros, apesar de outros pilotos, como Fernando Alonso, perderem tempo de volta significativo com eles, Max Verstappen acabou levando a vitória apesar de se classificar em décimo e ampliou sua liderança no Campeonato Mundial de Fórmula 1 para Leclerc em 80 pontos. Ambos receberam penalidades de lugar no grid pelo uso de unidade de potência adicional e elementos da caixa de câmbio. Apesar de trabalhar bem no grid, ele teve que parar para colocar os médios, devido a um rompimento nos dutos de freio. O pit stop custou a Leclerc um pódio. A fim de ganhar mais alguns pontos, ele lutou pelos pneus macios, os pneus compostos mais rápidos, para obter o ponto da volta mais rápida, mas não conseguiu bater o tempo de Verstappen de 1m49s354. Leclerc terminou em 5º lugar na frente de Fernando Alonso, mas sofreu uma penalidade de 5 segundos por excesso de velocidade no pit lane, terminando em 6º lugar. No Grande Prêmio da Holanda, ele admitiu que havia ‘parado de contar’ o déficit de pontos para Verstappen. Ele largou em 2º e terminou em 3º depois de perder a segunda posição para George Russell, da Mercedes. Leclerc conquistou a pole position na corrida caseira da Ferrari na Itália, no Circuito de Monza, mas devido a uma decisão da equipe da Ferrari de ir aos boxes sob um safety car virtual, ele perdeu a liderança da corrida para Max Verstappen e levou a bandeira quadriculada em segundo lugar devido a corrida terminar sob carro de segurança. Leclerc conquistou a pole position no Grande Prêmio de Cingapura e terminou em segundo lugar para Sergio Pérez, da Red Bull, que assumiu a liderança na primeira curva.
Na última corrida da temporada de 2022, no Grande Prêmio de Abu Dhabi, Leclerc e Sergio Perez se enfrentaram pelo segundo lugar no Campeonato de Pilotos, empatados em 290 pontos cada. Apesar de começar a corrida em P3, uma posição atrás de Perez em P2, Leclerc ultrapassou seu competidor e terminou em P2, garantindo o 2º lugar no Campeonato de Pilotos para si mesmo e o 2º no Campeonato de Construtores para a Ferrari. Durante o campeonato, o monegasco teve 3 vitórias; 11 pódios e 3 voltas mais rápidas, totalizando 308 pontos, contra 454 de Verstappen, o campeão, e 305 de Perez. Terceiro colocado. (Tradução do https://en.wikipedia.org/wiki/Charles_Leclerc)
Durante o Grande Prêmio do Bahrein de 2023, a primeira corrida da temporada de 2023, o carro de Leclerc sofreu problemas técnicos, forçando o piloto a encerrar a corrida prematuramente durante a volta 41, enquanto seguia para o terceiro lugar. Na corrida seguinte, no Grande Prêmio da Arábia Saudita, Leclerc sofreu uma penalidade de dez posições no grid, depois que um novo conjunto de controles eletrônicos foi instalado em seu carro, violando a cota permitida para a temporada. Começando em 12º no grid, Leclerc conseguiu se recuperar e terminar em sétimo lugar, atrás de seu companheiro de equipe Carlos Sainz. Ele abandonou pela segunda vez em três corridas após uma colisão na primeira volta com Lance Stroll no Grande Prêmio da Austrália. Leclerc conquistou a primeira pole position dele e da Ferrari na temporada de 2023 no Grande Prêmio do Azerbaijão, embora não tenha conseguido convertê-la em vitória, pois Sergio Pérez conquistou a vitória tanto no sprint quanto na corrida principal. No entanto, ele subiu ao pódio em ambas as corridas.
No Grande Prêmio de Miami, Leclerc largou em sétimo depois de cair durante o Q3. Ele terminou a corrida na mesma posição para encerrar um fim de semana frustrante. No evento em casa, o Grande Prêmio de Mônaco, ele se classificou em terceiro, mas largou em sexto depois de receber uma penalidade de três posições no grid durante o Q3. Na corrida, terminou em sexto. Na Espanha, ele se classificou em décimo nono e largou a corrida da pit lane. Ele terminaria em décimo primeiro na corrida. No Canadá, Leclerc qualificou-se em décimo primeiro e largou em décimo. Sua equipe optou por não parar durante um safety car o que deixou Leclerc e Sainz na quarta e quinta posições, respectivamente. A aposta valeria a pena, com ambos os pilotos construindo uma distância suficiente para os que estavam atrás deles para fazer um pit stop e voltar às mesmas posições. Leclerc terminaria a corrida em quarto lugar, menos de cinco segundos atrás do terceiro colocado Hamilton. Na Áustria, ele largou atrás de Verstappen na primeira fila. Antes, se classificou em sexto para o sprint mas a aplicação de penalidades o deixaram em nono e ele terminou em décimo segundo. Durante a corrida principal, permaneceu atrás de Verstappen durante a maior parte do percurso, antes do rival fazer sua parada obrigatória na volta 24, que Leclerc conseguiu capitalizar. Isso lhe permitiu liderar uma corrida, a primeira desde o Azerbaijão. Nas nove voltas seguintes, Verstappen se aproximaria e o ultrapassaria com o DRS e ele terminou no segundo lugar.
Leclerc alcançou seu terceiro pódio da temporada na corrida principal do Grande Prêmio da Bélgica de 2023, depois de conquistar a pole position na qualificação. Ele também alcançou outra pole position no Grande Prêmio dos Estados Unidos de 2023, no entanto, terminou em 6º na corrida principal antes de ser desclassificado junto com Lewis Hamilton devido ao desgaste excessivo dos blocos de derrapagem de seus carros. Na corrida seguinte, na Cidade do México, a Ferrari garantiu a primeira linha da classificação, com Leclerc largando na pole. Porém, na primeira curva da corrida, Leclerc e Pérez colidiram, encerrando a corrida deste último. Mesmo assim, Leclerc terminou em terceiro.
No fim de semana seguinte, em São Paulo, Leclerc se classificou novamente na primeira fila, atrás do pole Max Verstappen. Ele parou na volta de formação da corrida, após problema hidráulico na Ferradura, mesma curva em que caiu na edição do ano anterior.
Leclerc conseguiu garantir o 5º lugar no Campeonato, embora tenha sido o seu companheiro de equipe Carlos Sainz quem conquistou a única vitória do ano da Ferrari, interrompendo a sequência perfeita de vitórias da Red Bull.
Antes da temporada de 2024, Leclerc optou por estender seu contrato com a Ferrari. O companheiro de equipe de Leclerc em 2025 será o heptacampeão mundial Lewis Hamilton, que substituirá Carlos Sainz. (Wikipedia)
Antes da temporada de 2024, Leclerc optou por estender seu contrato com a Ferrari além das mudanças no regulamento de 2026. Na abertura da temporada, no Bahrein, ele se classificou na primeira fila e terminou em quarto em meio a problemas de freio. Ele melhorou para o terceiro lugar no Grande Prêmio da Arábia Saudita, antes de completar uma finalização de dobradinha da Ferrari na Austrália – a primeira desde o Grande Prêmio do Bahrein de 2022 – terminando em segundo para Sainz. Depois de terminar em quarto lugar nos Grandes Prêmios do Japão e da China, Leclerc garantiu o terceiro lugar em Miami e Emilia- Romagna. Depois, venceu o Grande Prêmio de Mônaco — sua corrida em casa — pela primeira vez em sua carreira, tendo começado na pole position. Ele se tornou o primeiro piloto monegasco a vencer o evento desde Louis Chiron, em 1931, e o primeiro no Campeonato Mundial de Fórmula 1. Leclerc abandonou o Grande Prêmio do Canadá com problemas na unidade de potência. Depois de ficar em quinto no Grande Prêmio da Espanha, terminou fora dos pontos na Áustria e na Grã-Bretanha devido a danos de colisão e erros de estratégia, caindo do segundo para o terceiro lugar na classificação, atrás de Norris. Ele terminou em quarto na Hungria e novamente se classificou na pole no Grande Prêmio da Bélgica, após uma queda no grid para Verstappen, terminando em terceiro devido a uma desqualificação para George Russell. Outro terceiro lugar seguido no Grande Prêmio da Holanda.
Leclerc recebeu aclamação generalizada por sua vitória surpresa no Grande Prêmio da Itália, completando estratégia de uma parada para garantir a primeira vitória da Ferrari em casa desde 2019. Leclerc se classificou em primeiro no Grande Prêmio do Azerbaijão- sua quarta pole consecutiva no evento – e terminou em segundo após uma batalha de longa duração com Oscar Piastri. Ele terminou em quinto em Cingapura, antes de obter sua terceira vitória da temporada no Grande Prêmio dos Estados Unidos. Terminou em terceiro na Cidade do México; obteve um pódio no GP de São Paulo e terminou em quinto na corrida afetada pela chuva em meio a preocupações com o desempenho do carro e um erro de estratégia. Após um quarto lugar em Las Vegas, Leclerc completou a temporada com pódios no Catar e Abu Dhabi, tendo começado este último em décimo nono. Ele terminou a temporada em terceiro no campeonato com 356 pontos – 81 atrás do campeão Verstappen, 18 atrás de Norris e 66 à frente do companheiro de equipe Sainz em quinto. Ele superou o resto do campo a partir das férias de verão e alcançou três vitórias e 13 pódios.
(Gemini) A temporada de 2025 de Charles Leclerc foi marcada por um contraste evidente entre a excelência individual e as limitações técnicas da Ferrari. Em um ano que começou com grandes expectativas após a reformulação da equipe, o monegasco se viu diante de um projeto, a SF-25, que perdeu terreno para rivais como McLaren e Mercedes, obrigando o piloto a atuar em “modo de contenção” para extrair resultados acima do potencial real do carro.
Leclerc encerrou o Mundial de Pilotos na quinta colocação, somando 242 pontos. O dado mais emblemático de sua campanha foi a ausência de vitórias, a primeira vez desde 2021 que Charles terminou uma temporada completa sem subir no degrau mais alto do pódio. Apesar disso, ele demonstrou uma consistência admirável, acumulando 7 pódios e terminando 20 das 24 corridas no top 10. Sua habilidade em voltas lançadas continuou sendo um diferencial, embora tenha conquistado apenas uma pole position no ano, reflexo da dificuldade da Ferrari em aquecer os pneus e gerar pressão aerodinâmica em comparação ao domínio da McLaren.
2025 também foi o ano que consolidou Leclerc como o líder indiscutível da Scuderia, especialmente diante da pressão externa e das comparações constantes. Ele conseguiu superar seu companheiro de equipe em pontuação e performance pura, mantendo a cabeça no lugar mesmo em momentos críticos, como o abandono no GP do Brasil ou a desclassificação no GP da China. Fora das pistas, o piloto descreveu o ano como “muito bom” pessoalmente (marcado por seu noivado), mas admitiu abertamente a frustração com o “ano muito difícil” no asfalto.
O balanço final aponta para um piloto que amadureceu. Leclerc cometeu pouquíssimos erros de pilotagem, focando em maximizar pontos em fins de semana onde a Ferrari era apenas a quarta força do grid. No entanto, a paciência do monegasco parece estar chegando ao limite; com a Ferrari já voltando todos os seus recursos para o novo regulamento de 2026, 2025 acabou sendo um “ano de transição” doloroso, onde Charles provou que é um piloto de elite aguardando, novamente, por um equipamento à altura de seu talento.