Pierre Gasly

Perfil

Nome Pierre Gasly
País França
Nascimento: 7 de fevereiro de 1996
Local: Rouen
Pais Jean Jacques Gasly e Eveline Gasly
Altura:  1,77
Peso:  70 kg
Residência:  Monte Carlo – Mônaco
Estado civil: solteiro
Equipe Toro Rosso/AlphaTauri

Carreira

Estreia F1 GP da Malásia 2017
Corridas 194
Títulos
Vitórias 1
Pódios 5
Poles 1
Voltas + rápidas 3
Abandonos 28
Pontos 499

Desempenho

Ano Categoria Equipe Corridas Vitória Pódios Pole Volta Abandonos (DS) Pontos Pos.
2026 Fórmula 1 Alpine 17 1 2 41  

10º

 

2025 Fórmula 1 Alpine 23 2 1 22 18º
2024 Fórmula 1 Alpine 24 1 3 1 42 10º
2023 Fórmula 1′ Alpine 22 1 1 62 11º
2022 Formula 1 AlphaTauri 22 3 23 14º
2021 Fórmula 1 AlphaTauri 22 1 1 3 110 9º
2020 Fórmula 1 AlphaTauri 17 1 3 75 10°
2019 Formula 1 Red Bull 21 1 2 1 95 7º
2018 Formula 1 Toro Rosso 21 29 15º
2017 Formula 1 4 0 21º
Super Formula Mugen 9 2 3 33 2º
Formula E DAMS 18 16º
2016 GP2 Séries Prema 42 4 7 219 1º
2015/16 GP2 Séries DAMS 48 4 3 110 8º
2014 GP2 Séries Caterham 44 0 29º
2013/14 Renault 3,5 Arden 19 192 2º
2013 Renaulr 2.0 Tech 1 1º
2012/13 Renault 2.0 7 3
2012 Renault Europa 10º
2011 Fórmula 4 14 3 4 3º

História

Pierre Gasly nasceu em Rouen, na França, em 7 de fevereiro de 1996, filho de Jean Jacques Gasly, ex-piloto de kart e rali, campeão da Liga da Normandia e campeão francês de resistência do Peugeot Talbot Sport, e Eveline Gasly, campeã regional de kart da Normandia, nos anos 1960. O avô representou a França no mundial de kart de 1961 e 3 dos 4 irmãos competem no kart. Numa família de kartistas, era natural que Pierre se sentisse atraído pelo esporte desde os dois anos de idade. Aos 9 anos, foi para a pista e de 2006 a 2010, disputou competições de kart, embora tenha tentado também o futebol, Aos 15 anos, passou para os monopostos e foi 3º colocado na Fórmula 4 da França. Em 2012, foi 10º colocado na Fórmula Renault Eurocup e fez sete corridas na Fórmula Renault 2.0 Northern European Cup, conquistando dois pódios na primeira e um na segunda. Em 2013, pela equipe Tech 1 Racing foi campeão da categoria. No ano seguinte, participou da Fórmula Renault 3.5 Series, com a equipe júnior da Red Bull; obteve oito pódios em dezessete corridas e foi eleito Estreante do Ano. Ainda em 2014, estreou na GP2 Series em Monza, substituindo Tom Dillmann, na Caterham Racing. Em 2015, foi contratado pela DAMS e ficou em oitavo na competição vencida por Stoffel Vandoorne. Também em 2015, foi anunciado como piloto reserva da Red Bull na Fórmula 1. Em 2016, foi campeão da GP2 na estreia de sua equipe, a Prema Powerteam, na categoria, correndo ao lado de Antonio Giovinazzi. Em 2017, pela Mugen, ficou em segundo lugar na Super Formula Championship, da Super Fórmula Japonesa.  Em julho, substituiu Sébastien Buemi, da DAMS, no New York City ePrix, da Fórmula E, chegando em 7º na primeira corrida e em 4º na segunda. Em setembro, foi anunciado como o substituto de Daniil Kvyat, na Toro Rosso na Fórmula 1, fazendo sua estreia no Grande Prêmio da Malásia.  Ele ficou em segundo na classificação, a apenas meio ponto da liderança da série. Depois, fez as 4 corridas finais do campeonato da F1 e teve confirmada a contratação para a temporada de 2018.  Em 20 de agosto, a Red Bull confirmou que iria promover Pierre Gasly para sua equipe principal da Fórmula 1 na temporada de 2018, no lugar de Daniel Ricciardo. Na estreia, na Austrália, Pierre Gasly foi mal na qualificação, ocupando a 20ª posição do grid, e não foi melhor na pista. Abandonou a corrida na volta 21, com problemas no motor. Ele explicou que, depois da curva 12, o motor morreu. Quando tentava voltar aos boxes, o piloto recebeu ordem para parar. No Bahrein, Gasly teve seu dia de glória e a perspectiva, que não se concretizou, de uma boa temporada. Pela primeira vez na carreia, chegou à Q3 e ocupou a 5ª posição no grid. Na corrida, numa combinação de desempenho do motor, atualizações no carro e ritmo do piloto, chegou no 4º lugar, o melhor resultado da Honda desde sua volta à F1, em 2015. Gasly foi eleito pelos fãs o piloto do dia. Na China, após ser apenas o 17º no grid, Gasly cometeu um erro de principiante, que comprometeu a corrida dele e de Brendon Hartley. Ele perdeu o ponto de freada no grampo da curva 14 e acertou o carro do companheiro. O francês atribuiu o incidente a falha de comunicação com a equipe. “Eles me falaram no rádio: ‘o Brendon vai te deixar passar no fim da reta’. Então esperei que ele me deixasse ir por dentro na curva. Achei que ele ia deixar espaço, mas quando percebi que estava contornando normalmente já era tarde e não pude fazer nada. Tentei frear, mas era muito tarde e nos tocamos”, lamentou o piloto. Gasly terminou no 15º lugar, mas foi punido com a perda de 10 segundos e acabou no 18º. Hartley saiu da pista, mas foi classificado em 20º.por ter completado mais de 90% do percurso. No Azerbaijão, a cena quase se repetiu na Q1. Hartley rodava lentamente, depois de raspar no muro e furar um pneu, e só não foi atingido graças ao reflexo de Gasly, que passou direto. Na corrida, Gasly foi 17º no grid e terminou no 12º lugar. Na Espanha, na largada, Romain Grosjean perdeu a traseira do carro rodou e acertou Pierre Gasly e Nico Hulkenberg. Os três tiveram que deixar a pista. Em Mônaco, Gasly chegou à Q3 pela segunda vez na temporada, ocupando a 10 posição no grid. Na volta 21 chegou a estar em 6º; na 50 caiu pata 8º, e na 53 tomou o 7º lugar de Fernando Alonso, que tinha dificuldades com a caixa de câmbio. No Canadá, Gasly foi 16º na qualificação, mas teve perda de 3 posições, por troca de motor. Largou de 19º e quase chegou a zona de pontuação, terminando no 11º lugar, na opinião dele graças à nova especificação da unidade de potência. Gasly não teve a satisfação de fazer uma primeira corrida “em casa”. Ele e o patrício Romain Grosjean se chocaram e saíram já na largada. O piloto da Toro Rosso disse que, na curva 3, entrou por dentro, achou que Grosjean lhe daria espaço, mas este tomou a curva como se não houvesse ninguém atrás. Gasly comparou o GP da Áustria a uma corrida de rali, saindo da pista “umas 20 vezes” e completando a prova com seu carro seriamente danificado desde o início, após choque com Stoffel Vandoorne na primeira volta. Com dificuldades para controlar o carro, chegou perto de novo; saiu da 12ª posição e terminou no 11ºlugar. Na Inglaterra, Gasly perdeu a 10ª colocação para Sergio Perez, depois de incidente entre ambos, em que foi considerado culpado. Para os comissários, o francês tentou uma manobra limpa, as acabou pisando na zebra e colidindo com Perez, o que facilitou a sua passagem. Foi punido com 5 segundos no tempo e caiu para 13ª colocação. . Na Alemanha, por causa de nova troca de elementos da unidade de potência, Gasly foi punido com a perda de 30 posições e largou da 20ª, depois de ser o 16º na qualificação. Apesar de desgaste dos pneus e trocas obrigadas pela chuva, conseguiu completar prova no 14º lugar, penúltimo dos que cruzaram a linha de chegada. Em Hungaroring, no GP da Hungria, Gasly, que tinha sido 4º colocado no Bahrein, teve sua segunda melhor performance da temporada. Ocupou a 6ª posição no grid e cruzou a bandeira quadriculada na mesma posição. Com os oito pontos, reassumiu a 13ª colocação no Mundial de Pilotos, com 26 pontos, e ajudou a Toro Rosso a se manter em 8º no Mundial de Construtores, com 28 pontos. Na Bélgica, cinco rivais que poderiam chegar à frente dele (Ricciardo, Raikkonen, Leclerc, Alonso e Hulkenberg) abandonaram a corrida logo no princípio e Gasly pode terminar em 9º, faturando mais dois pontos. Na segunda-feira anterior à corrida, dia 20 de agosto, a Red Bull Racing anunciou que Pierre Gasly seria o piloto titular da equipe, no lugar de Daniel Ricciardo, que se transferiria para a Renault. Na Itália, Gasly voltou a chegar à Q3, largando da 9ª posição, mas dois incidentes de pista arruinaram a sua corrida e ele teve desse contentar com o 14º lugar, o antepenúltimo dos que terminaram o percurso. Primeiro, um choque com o MCL33 de Alonso causou danos no assoalho do seu carro. Depois, nova batida, com Daniel Ricciardo, tirou o equilíbrio do carro dele, que devido aos danos, passou a desliar na pista. Em Cingapura, Gasly largou bem, da 15ª posição, ganhando 3 posições e chegando a 12º, mas a estratégia de pneus não funcionou e ele terminou em 13º. Na Rússia, Gasly voltou a sofrer punição de 35 posições, por exceder a cota de elementos da unidade de potência. Foi 13º na qualificação, por causa de punição a pelos menos outros cinco concorrentes, largou da 17ª posição, mas abandonou na 4ª volta, por problemas nos freios. No Japão, o piloto francês sofreu a segunda repreensão dos comissários por uma manobra considerada invasiva contra Lewis Hamilton, no primeiro treino livre. Gasly estava entrando na chicane final lentamente enquanto Hamilton contornava a veloz curva 130R a toda velocidade e por pouco não bateu na Toro Rosso do francês. Na qualificação, Gasly foi 7º colocado e o companheiro Brendon Hartley, 6. Na corrida, as posições se inverteram; Gasly foi 11º e Brendon, 13º. Nos Estados Unidos, Gasly usou a sétima unidade de potência do ano, o Spec 3 da Honda. Depois de ser 13º na qualificação, largou da 19ª posição e chegou em 13º. No México, outra vez a Honda fez a troca de vários componentes do motor e o francês foi punido de novo, com a perda de 20 posições no grid, 15 pelo motor e 5 pela troca da caixa de câmbio. Na qualificação, foi o 15º colocado, teve de largar da 20º posição, mas na corrida recuperou e obteve mais um ponto, chegando no 10º lugar. A unidade de potência utilizada no GP dos Estados Unidos apresentou problemas e precisou ser enviada para a sede da Honda em Sakura, no Japão, para avaliações mais detalhadas. No Brasil, mais uma vez, Gasly largou entre os Top 10, sendo o 9º no grid, depois de herdar uma posição, com punição a Daniel Ricciardo. Na corrida, negou-se a ceder a posição a Brendon Hartley, mas foi ultrapassado, no braço, pelo companheiro, que terminou no 11º lugar, enquanto ele caia para 13º. Em Abu Dhabi, o francês foi 17º no grid, chegou a correr em 10º e disputar com Romain Grosjean o 9º lugar, mas terminou a última corrida como a primeira: abandonou na volta 42, por causa do motor. Pierre Gasly terminou o campeonato na 15ª colocação, com 29 pontos. Fez um 4º lugar; um 6º; um 7º; um 9º; um 10º; três 11ºs; dois 12ºs; três 13ºs; dois 14ºs; um 18º e abandonou cinco corridas. No início do campeonato, Gasly tentou manter o mesmo ritmo do companheiro holandês, mas não conseguiu. Acusado de não ser competitivo, foi trocado por Alexander Albon e retornou à Toro Rosso, a partir do GP da Bélgica, a 13ª corrida da temporada. Na ocasião, a Red Bull disse em comunicando à imprensa que usaria as nove corridas seguintes par avaliar o desempenho de Alex, a fim de tomar uma decisão sobre quem dirigiria ao lado de Max Verstappen, em 2020. Apesar da melhora no desempenho na segunda metade do campeonato, que culminou com um 2º lugar e o seu primeiro pódio, no GP do Brasil, Gasly foi mantido na Toro Rosso. Em novembro, a equipe anunciou que tinha renovado o contrato dele para continuar ao lado de Kvyat em 2020. Pierre Gasly começou o campeonato de 2019, no GP da Austrália, largando da 17ª posição, apesar de estar em um carro significativamente mais rápido do que os que estavam à sua frente. Já nessa prova ficou evidenciada a superioridade de Verstappen, que largou da 4ª posição e foi o 3º colocado. No Bahrein, Gasly continuou fora da Q3, ficando em 13º, atrás de Daniel Ricciardo e Alexander Albon e muito longe de Verstappen, 5º. Na corrida, reagiu e terminou no Top 10, no 6º lugar, na frente de Albon, o 9º, mas ainda distante de Verstappen, que foi o 4º colocado. Na China, o francês não teve tempo para uma última volta lançada, mas conseguiu o 6º lugar no grid, logo atrás de Verstappen, o 5º, e sem a concorrência de Albon, que não participou da qualificação por causa de acidente sofrido no 3º treino livre. Terminou a prova em 6º, duas posições atrás de Verstappen e quatro na frente de Albon, e fez a primeira melhor volta da carreira. No Azerbaijão, Gasly foi excluído da qualificação, por irregularidade no luxo do combustível; foi punido com perda de 5 posições por troca da caixa de câmbio e, por ignorar o chamado para pesagem teve de largar da pit lane. Com problema nos freios, teve de abandonar a pista na 38ª das 51 voltas. Na Espanha, Gasly voltou ao Top 10, qualificando-se em 6º, de novo atrás de Verstappen, o 4º, e na frente de Albon, 12º. Na corrida, repetiu a colocação, enquanto o companheiro holandês conquistava mais um pódio, com o 3º lugar. Em Mônaco, sofreu punição de 3 posições, por prejudicar Romain Grosjean na Q2, e largou da 8ª posição, depois de ter se qualificado em 5º. Terminou a prova ainda em 5º, mas com um ponto de bonificação pela segunda volta rápida da carreira. No Canadá, Gasly largou da 5ª posição e cruzou a linha de chegada em 8º. Na corrida em casa, o GP da França, foi 9º no grid e chegou em 10º, tendo ganhado uma posição por punição da Daniel Ricciardo, que terminara em 7º. No GP da Áustria, Gasly foi 9º na qualificação, mas largou de 8º, graças a punição sofrida por Kevin Magnussen, que tinha sido o 5º. Chegou em 7º, enquanto o companheiro Max Verstappen conquistava a primeira vitória dos motores Honda, desde 2006, com Jenson Button, no GP da Hungria. Na Inglaterra, Gasly foi o mais rápido no 1º treino livre, na frente de Valtteri Bottas e Max Verstappen. Na volta 12, na primeira parada dele, a Red Bull fez o pit stop mais rápido da história da F1, com 1s91, superando o seu recorde de 1s92, no GP dos Estados Unidos de 2003, e da Williams, no GP da Europa, de 2016. Terminou a corrida em 4º, uma posição à frente de Verstappen e sete de vantagem sobre Albon, o seu melhor resultado até então. Na Alemanha, o piloto francês rodou na saída da curva 16 no 3º treino e, depois de largar da 4ª posição, foi muito lento na largada, perdeu vários postos, colidiu com Albon e abandonou a pista a 3 voltas do final, mas foi classificado em 14º por ter completado 90% do percurso. Na Hungria, na última corrida pela Red Bull, Gasly saiu de 6º e chegou na mesma posição, enquanto Verstappen foi o pole e obteve o 2º no pódio, atrás de Hamilton. No dia 12 de agosto, durante as férias de verão da F1, a Red Bull anunciou a troca de Pierre Gasly por Alexander Albon, na Toro Rosso. O francês ocupava então a 6ª colocação entre os pilotos, mas sofria forte pressão por causa dos resultados aquém dos esperados, depois de ficar duas vezes fora da zona de pontuação e ter como melhor resultado o 4º lugar na Inglaterra. No GP das Bélgica o primeiro pela Toro Rosso, na qualificação, Gasly não passou da 16ª posição, mas na corrida se recuperou e chegou em 9º, bem atrás de Albon, o 5º colocado. Na Itália, ele largou da pit lane, por exceder na troca de elementos do motor e, depois de sair pela grama, para evitar choque com Lance Stroll, terminou no 11º lugar. Em Cingapura, foi o 11º do grid e continuou na zona de pontuação, em 8º, de novo atrás de Albon, o 6º. Na Rússia, Gasly chegou em 14º, ficando, mais uma vez, atrás de Albon, 5º colocado, e do novo companheiro de equipe, Daniil Kvyat, o 12º. No Japão, ele voltou à Q3, em 9°, ainda atrás de Albon, o 7º no grid. Na corrida, foi 7º e Albon, 4º. No México, Gasly foi 9º no grid, uma posição atrás de Kvyat, e na corrida manteve a posição, enquanto o companheiro caia para 11º e Albon chegava em 4º. Nos Estados Unidos largou de 10º e abandonou a pista na penúltima das 55 voltas, mas foi classificado em 16º, por ter completado 90% do percurso. No Brasil, Gasly fez a melhor corrida da vida dele. Largou da 7ª posição e depois de uma relargada na volta 70, foi beneficiado por um contato de Hamilton com Albon para passar ao segundo lugar e terminar a corrida 0s062 na frente do hexacampeão. Hamilton subiu ao pódio, como 3º colocado, mas foi punido pelo choque com Albon e Carlos Sainz ocupou a posição, recebendo o prêmio em “pódio” improvisado na frente da garagem dele. Em Abu Dhabi, Gasly foi tocado na traseira por Lance Stroll, bateu em Sergio Perez e teve a asa traseira danificada. Obrigado a ir ao box para a troca, caiu para o 19º lugar e terminou a corrida em 18°. Pierre Gasly terminou o campeonato no 7º lugar, com 95 pontos, 1 pódio, 2 voltas mais rápidas e 1 abandono. Kvyat foi 13º, com 37 pontos, e Albon, 8º, com 92 pontos.

“2020 foi minha melhor temporada. Acho que me saí melhor do que qualquer outro ano na F1. Tenho mais experiência e sei melhor do que preciso, e peço às pessoas ao meu redor”.

A manifestação egoísta de Pierre Gasly ao final do campeonato é corroborada pela grande maioria dos que acompanham a F1. A opinião quase geral é a de que Pierre Gasly mudou de patamar na Fórmula 1 em 2020. Um ano e meio depois de ser rebaixado pela Red Bull, foi apontado como um dos melhores pilotos da categoria. Segundo a análise dominante, o francês não apenas repetiu o pódio conquistado em 2019, como venceu o GP da Itália e, mais do que isso, mostrou muita consistência no meio do pelotão

Gasly disputou o campeonato de 2020 ainda pela Toro Rosso, agora sob o nome da Scuderia AlphaTauri, tendo ainda como companheiro Daniil Kvyat.

Ele terminou na zona de pontuação em 4 das setes primeiras corridas; Áustria, Inglaterra, Espanha e Bélgica. Não pontuou em Estiria e Hungria, onde abandonou e no GP dos 70 anos. Na oitava corrida, conquistou a sua primeira vitória.

No Grande Prêmio da Itália, um pit stop antecipado permitiu que ultrapassasse vários pilotos – que tiveram que esperar o pit lane abrir durante um safety car – e subir para o terceiro lugar. Na volta 29, enquanto o líder da corrida, Hamilton, entrava nos boxes para cumprir uma penalidade e o segundo colocado, Lance Stroll, perdia posições, Gasly herdou a liderança da corrida e resistiu à pressão de Carlos Sainz Jr. para tornar-se o 109º vencedor de corridas diferentes e o primeiro piloto francês a ganhar um Grande Prêmio, desde a vitória de Olivier Panis no Grande Prêmio de Mônaco de 1996,

A vitória gerou especulações de que Gasly poderia retornar à Red Bull, já que seu substituto na equipe, Alex Albon, terminou apenas em 15º. O piloto disse que estava “pronto” isso, mas o chefe da equipe AlphaTauri, Franz Tost, elogiou a corrida dele, mas descartou a possibilidade do retorno à Red Bull.

Nas 9 corridas restantes, frequentou a zona de pontuação mais 4 vezes. Seus resultados nas 17 corridas foram estes: Áustria, 7º; Estiria, 13º; Hungria, abandono; Inglaterra, 7º; 70 anos, 11º; Espanha, 9º; Bélgica, 8º; Itália, 1º; Toscana, abandono; Rússia, 9º; Eifel, 6º; Portugal, 5º; Emília-Romagna, abandono; Turquia, 13º; Bahrein, 6º; Sakhir, 11º e Abu Dhabi, 8º.  No GP de Emília-Romagna, em Ímola, Gasly usou capacete igual ao de Ayrton Senna.

Pierre Gasly terminou a temporada de 2020 em 10º,  com 75 pontos, à frente do companheiro Daniil Kvyat, 14º, com 32 pontos.

Pierre Gasly continuou na AlphaTauri, em 2021, mas comum novo companheiro, o japonês Yuki Tsunoda.

Na corrida de abertura da temporada, no Bahrein, não terminou a corrida, mas foi classificado como o 17º, por ter cumprido mais de 90% do percurso. Nas três corridas seguintes esteve na zona de pontuação. Foi 7º no Emília-Romagna; 10º, em Portugal e Espanha e 6º em Mônaco.

No Grande Prêmio do Azerbaijão, Gasly subiu ao terceiro pódio da carreira depois de uma batalha com Charles Leclerc e Lando Norris pelo terceiro lugar na última volta. Originalmente começando em quarto lugar, Gasly caiu para o quinto lugar no início da corrida, mas se beneficiou de uma falha de pneu para Max Verstappen e um erro de Lewis Hamilton nos estágios finais.

Na França, ganhou uma disputa com Lando Norris e depois passou por Charles Leclerc para ser no 7ª. Em Estiria, abandonou a pista logo na primeira volta, depois de um choque com Charles Leclerc. Na Áustria, foi 6º no grid, esteve entre os 10 primeiros, em 6º, e na volta 40, em 5

º, mas terminou em 9º. Na Inglaterra, foi 11º no sprint, chegou a correr em 8º na metade da prova, mas terminou também em 11º, depois que um furo de pneu o derrubou da zona de pontuação. Na Hungria, largou de 5º e chegou em 6º, mas depois de uma troca de pneus na 68 e 70 fez a volta mais rápida da prova. Na Bélgica, onde a corrida se limitou a 4 voltas, por causa do mau tempo, Gasly obteve a 6ª posição, conquistada na qualificação, mas só a metade dos pontos (4), totalizando 54 pontos e ocupando o 9º lugar na classificação dos pilotos. Na Holanda, Gasly largou e chegou em 4º;

No sprint do GP da Itália, Gasly tocou Daniel Ricciardo, saiu da pista, passou pela brita e bateu na barreira detonando o lado direito do carro, com a asa dianteira debaixo do carro. Sem poder voltar à pista, o piloto da AlphaTauri largou da 19ª posição na corrida principal, que abandonou depois de 4 voltas, por causa de quebra da suspensão.  Na Rússia, o francês chegou a liderar a Q2, mas acabou eliminado, ocupando a 12ª posição do grid e terminando em 13º. Na Turquia, largou da 4ª posição e mesmo pagando penalidade de 5 segundos por atingir Fernando Alonso, chegou em 6º;

Uma falha na suspensão que falhou completamente obrigou Gasly a abandonar o GP dos Estado Unidos já na volta 14. Na qualificação do México, Gasly só ficou atrás da Mercedes e da Red Bull e ajudado pelo vácuo do companheiro Yuki Tsunoda na Q3, obteve a 5ª colocação no grid. Na corrida, teve de sair para a grama para não se chocar com Ricciardo e Bottas e depois correr solitariamente atrás de Sergio Perez e evitar a chegada de Carlos Sainz para honrar a posição conquistada na qualificação. No sprint de São Paulo, Gasly, que era o 5º no grid, perdeu três posições na largada, mas ficou em 8º.  Na corrida principal, embora insatisfeito com o carro, o francês conseguiu realizar uma sequência de ultrapassagens sobre Lando Norris, Esteban Ocon e Fernando Alonso para chegar em 7º.

Na qualificação do C atar, Gasly repetiu o bom desempenho dos treinos livres e garantiu o 4ª lugar no grid, antes de ter de abortar a última tentativa, por causa do um pneu furado.  Com punições de Verstappen e Botas, herdou a 2ª colocação no grid, mas com estratégia de duas paradas que considerou errada, despencou para o 11º lugar, Na Arábia Saudita, apesar de sofrer várias ultrapassagens no início da corrida, beneficiado por abandonos e interrupções, o piloto da AlphaTauri manteve a 6º colocação obtida na qualificação. Com os 8 pontos obtidos, chegou aos 100 pontos na temporada.  Em Abu Dhabi, Pierre Gasly encerrou a excelente temporada com o 5º lugar na corrida, depois de ter sido apenas o 12º na qualificação.

Pierre Gasly encerrou a temporada de 2021 no 9º lugar, com 110 pontos, 5 posições à frente do companheiro Yuki Tsunoda, que foi o 14º, com 32 pontos, i

Gasly continuou a correr pela AlphaTauri em 2022, ao lado de Yuki Tsunoda. Um incêndio no motor causou seu abandono no Grande Prêmio do Bahrein na abertura da temporada. Depois, marcou pontos nos Grandes Prêmios da Arábia Saudita e da Austrália, mas não conseguiu fazê-lo nas quatro corridas seguintes, que incluíram abandono após colisão com Lando Norris no Grande Prêmio de Miami. Ele encerrou a sequência de zero pontos ao terminar no quinto lugar no Grande Prêmio do Azerbaijão. Mais cinco corridas sem pontos se seguiram, incluindo uma colisão com o companheiro de equipe Tsunoda que encerrou sua corrida no Grande Prêmio da Inglaterra. Gasly se classificou em décimo no Grande Prêmio da Áustria, mas colidiu com Lewis Hamilton no sprint e Sebastian Vettel na corrida, terminando em décimo quinto.

Ele deveria largar no Grande Prêmio da Bélgica do oitavo lugar, porém um problema elétrico pouco antes da corrida o forçou a largar da pit lane. Mas ele recuperou as posições de pontuação, terminando em nono. Seus pontos finais da temporada foram nos Grandes Prêmios da Itália e de Cingapura. Correu em sétimo lugar em Cingapura, mas reclamou que a equipe “desperdiçou” esse resultado ao trocá-lo por pneus de seco muito cedo, deixando-o em décimo. No Grande Prêmio do Japão, Gasly criticou a implantação de um trator de recuperação em condições de chuva para retirar o carro batido de Carlos Sainz Jr., descrevendo-o como “desrespeitoso” à memória do falecido Jules Bianchi e afirmando “Eu poderia ter me matado”. Ele recebeu uma penalidade por excesso de velocidade sob a bandeira vermelha subsequente e foi rebaixado para o décimo oitavo lugar.

Gasly terminou a temporada em décimo quarto lugar no campeonato de pilotos, marcando 23 pontos contra 12 de Tsunoda.

Após o Grande Prêmio do Azerbaijão em junho, o chefe da equipe AlphaTauri, Franz Tost, confirmou que Gasly tinha um contrato com a equipe e permaneceria com eles até 2023. Em agosto e setembro, surgiram informações de que a Alpine estava mirando Gasly depois que Fernando Alonso e Oscar Piastri deixaram o time, e que a Red Bull estava disposta a dispensá-lo. A mudança de Gasly para a Alpine em 2023 foi anunciada oficialmente em outubro. (Wikipedia).

Gasly assinou um contrato plurianual para correr pela Alpine em 2023, em parceria com o francês e ex-rival do kart Esteban Ocon.  A AlphaTauri permitiu que Gasly se juntasse à Alpine para os testes pós-temporada imediatamente após o Grande Prêmio de Abu Dhabi de 2022.

Em sua primeira corrida com a Alpine, no Grande Prêmio do Bahrein, Gasly largou em último depois de ter seu tempo de qualificação eliminado, mas se recuperou para terminar em nono na corrida. Gasly estava em quinto lugar quando a corrida foi retomada após a segunda bandeira vermelha no Grande Prêmio da Austrália, mas colidiu com Ocon na primeira chicane, causando a desistência de ambos os carros. Sua prática de corrida no Grande Prêmio do Azerbaijão foi interrompida por um incêndio no motor. Mais tarde, ele rodou na qualificação e não conseguiu marcar pontos no sprint ou na corrida principal. Gasly se classificou entre os dez primeiros e marcou pontos nas três corridas seguintes; isso incluiu largar em quinto lugar no grid no Grande Prêmio de Miami e se classificar em quarto lugar no Grande Prêmio da Espanha, antes de ser rebaixado por duas penalidades.

Em seguida, Gasly marcou um ponto no Grande Prêmio da Áustria, onde terminou em nono, mas perdeu uma posição por infrações aos limites da pista. Seguiram-se duas retiradas devido a colisões; uma com Lance Stroll no Grande Prêmio da Inglaterra e um acidente com vários carros na primeira volta do Grande Prêmio da Hungria. Ele se classificou em sexto para o sprint do Grande Prêmio da Bélgica e uma mudança precoce para pneus intermediários o promoveu ao terceiro lugar, ganhando seis pontos. Ele não pontuou na corrida principal, onde terminou em décimo primeiro. Seu pódio no sprint foi seguido por um pódio no Grande Prêmio da Holanda; ele largou em décimo segundo e novamente se beneficiou de uma parada antecipada para pneus intermediários. Ele cruzou a linha de chegada em quarto, mas ganhou uma vaga após pênalti de Sergio Pérez, conquistando seu primeiro pódio em mais de dois anos.

Gasly terminou o campeonato em 11º, com 62 pontos, contra 48 do companheiro Esteban Ocon, 12º colocado. (Wikipedia)

Gasly e Ocon permaneceram na Alpine em 2024. Eles se classificaram nas duas últimas posições para o Grande Prêmio do Bahrein. Ocon comentou após os testes de pré-temporada que a equipe estava “em desvantagem” e Gasly descreveu o resultado do Bahrein como “não uma surpresa. Ambos os pilotos foram eliminados na primeira sessão de qualificação (Q1) no Grande Prêmio da Arábia Saudita e Gasly foi forçado a abandonar na primeira volta da corrida, com problemas na caixa de câmbio. Gasly não terminou acima da 12ª posição nos Grandes Prêmios da Austrália, Japão, China, Miami e Emilia- Romagna, não conseguindo marcar pontos em nenhuma dessas corridas. O companheiro de equipe de Gasly, Esteban Ocon, fez atualizações no carro durante o fim de semana chinês, mas Gasly não o fez, recebendo as mesmas atualizações no Grande Prêmio de Miami. Ele marcou seu primeiro ponto da temporada no Grande Prêmio de Mônaco, chegando na 10ª posição, e 2 pontos no Grande Prêmio do Canadá, chegando em 9º. Gasly se classificou em 7º para o Grande Prêmio da Espanha, antes de terminar em 9º na corrida principal, e conquistou outro ponto no Grande Prêmio da Áustria. Ele abandonou nas duas corridas seguintes no Grande Prêmio da Grã-Bretanha e no Grande Prêmio da Hungria. E se recuperou no Grande Prêmio da Holanda, com um 9º lugar e dois pontos, antes de suportar uma sequência sem pontos nos Grandes Prêmios da Itália, Azerbaijão, Cingapura e Estados Unidos, se classificando em sexto neste último. Ele encerrou a corrida marcando um ponto no Grande Prêmio da Cidade do México ao terminar em décimo. Ele teve um fim de semana de alta pontuação no Grande Prêmio de São Paulo, terminando em sétimo no sprint e em terceiro em um Grande Prêmio afetado pela chuva, após começar em décimo terceiro, marcando o quinto pódio da carreira e seu primeiro desde o Grande Prêmio da Holanda de 2023 — o resultado o promoveu do décimo sétimo para o décimo segundo na qualificação. Ele então se classificou em terceiro, o melhor resultado da carreira, para o Grande Prêmio de Las Vegas, mas abandonou a corrida com um problema mecânico em seu terceiro abandono da temporada. Gasly terminou a temporada em alta, no entanto, ao terminar em quinto no Catar, após segurar Carlos Sainz nas últimas etapas, e em sétimo em Abu Dhabi. Isso ajudaria a Alpine a vencer Haas e ficar em 6º no Campeonato de Construtores, e Gasly a terminar em 10º no Campeonato de Pilotos, com 34 pontos nas últimas 6 corridas da temporada.

Em junho de 2024, Gasly estendeu seu contrato com a Alpine até pelo menos o final de 2026,

(Gemini) A temporada de 2025 de Pierre Gasly foi marcada por um contraste gritante entre o seu desempenho individual resiliente e a queda técnica acentuada da Alpine. Embora tenha começado o ano com metas ambiciosas de levar a equipe ao Top 5 de Construtores, a realidade na pista foi de sobrevivência em um carro que sofreu com a falta de desenvolvimento crônica.

Gasly terminou o Mundial de Pilotos na 18ª posição, acumulando apenas 22 pontos. Esse foi numericamente o seu pior ano na Fórmula 1, fruto de uma Alpine A525 que nasceu com graves deficiências e foi praticamente abandonada pela equipe, que optou por focar todos os recursos técnicos no novo regulamento de 2026 e na transição para os motores Mercedes.

Um brilhante 6º lugar foi o resultado no GP da Grã-Bretanha, onde Gasly brilhou sob condições climáticas instáveis, superando carros tecnicamente superiores. Mesmo com um carro limitado, ele frequentemente extraiu o máximo em voltas lançadas. Durante a temporada, Gasly  assumiu o papel de líder incontestável da equipe de Enstone. Ele foi o “pilar de estabilidade” em um ano de caos administrativo, que incluiu a demissão do chefe de equipe Oliver Oakes em maio de 2025 e o comando interino de Flavio Briatore.

Apesar da frustração pública com a falta de competitividade, Gasly manteve um discurso de fidelidade ao projeto. Ele justificou o sacrifício de 2025 como um passo necessário para que a Alpine possa ressurgir em 2026. Sua atuação foi elogiada por especialistas (como a revista Autosport, que o colocou entre os 15 melhores pilotos do ano) por “maximizar um material medíocre”.

O 2025 foi um ano de “limitação de danos” para Gasly. Ele provou que possui maturidade para liderar um projeto em crise, mas o balanço final é de um talento desperdiçado em um carro que não pertencia ao pelotão de elite.