| Nome |
Jody David Scheckter |
| Nascimento |
29 de janeiro de 1950 |
| Local |
East London – África do Sul |
| Equipes |
McLaren, Tyrrel, Wolf, Ferrari |
| Estreia na F1 |
GP dos Estados Unidos de 1972 |
| 1ª vitória |
GP da Bélgica de 1974 |
| Última vitória |
GP da Itália de 1979 |
| Última corrida |
GP dos Estados Unidos de 1980 |
| Largadas |
112 |
| Pontos |
246 |
| Vitórias |
10 |
| Pódios |
33 |
| Poles |
3 |
| Voltas+rápidas |
6 |
| 2ºs lugares |
14 |
| 3ºs lugares |
9 |
| 4ºs lugares |
9 |
| 5ºs lugares |
7 |
| 6ºs lugares |
4 |
| 1ª fila |
13 |
| Voltas na liderança |
671 |
| Kms na liderança |
2837 |
| Acidentes |
16 |
Jody David Scheckter, nascido em East London, África do Sul, em 29 de janeiro de 1950, tornou-se o 17° piloto a conquistar o título de Campeão Mundial de Fórmula 1. Um homem forte e entroncado (sua marca física registrada são duas massas de músculos que descem dos lados do pescoço até os ombros, fruto de seu exercício de levantamento de peso), uma cabeleira encaracolada e o andar gingado, desajeitado e tímido. Filho do dono de uma oficina de automóveis de East London, começou a correr ainda menino com karts e motos de pequena cilindrada, passando para os carros logo depois. Seu primeiro carro de corrida foi um Renault R8 montado por ele mesmo.
Em 1970, Jody começava a vencer corridas e a ganhar fama que na metade do ano já o levava para a Fórmula Ford. Começou na Fórmula Ford inglesa com um Merlyn que pertencia a Émerson Fittipaldi. Campeão local, em 1971 ele decidia tentar os primeiros passos rumo à F 1.
Na Fórmula 3, Jody conseguiu vitórias sufucientes para impressionar Teddy Meyer que lhe deu um contrato de tres anos com a McLaren na Fórmula 2, com a promessa de uma porta para a F 1.
Depois de uma breve participação na F 3, transferiu-se para a Fórmula 5000, norte americana. Competindo esporadicamente na F 1 (seu contrato não era para todas as provas) enquanto continuava correndo na Fórmula 5000 (foi campeão norte americano) e na série Can-Am (onde venceu corridas com o Porsche 917-10), Jody faria por merecer o apelido de Troglodita.
Em 1972, em Watkins Glen, Jody estreiou na Fómula 1, largando em oitavo lugar no GP dos Estados Unidos, chegando a terceiro, até, por inexperiência, rodar e acabar em nono. Uma grande estréia, levando-se em conta que seu McLaren era um terceiro carro da equipe, inferior aos dois titulares.
Em 1973, Jody entrou na F 1 pilotando um McLaren M19, e provocando muita confusão. Envolveu-se numa batida com Émerson Fittipaldi, então campeão do mundo, no GP da França, em Paul Ricard. No GP da Inglaterra, em Silverstone, em sua ânsia de dominar a prova, provocou um dos maiores acidentes da F 1, que envolveu 20 carros.
Seu apelido “Fletcher” (um piloto valente e afoito) passou a Troglodita (pelo seu estilo agressivo) e só voltou a pilotar o M19 no GP do Canadá, onde também provocou uma batida no Tyrrell de François Cevert.
Scheckter teve sua grande chance em 1974, quando Ken Tyrrell ofereceu-lhe um 007 para a temporada daquele ano. Era o ingresso definitivo na F 1, não mais como um semi-oficial da McLaren, mas ocupando o lugar de primeiro piloto de uma equipe campeã. Nesse ano ele venceria dois GPs: Suécia e Inglaterra.
A primeira vitória de Jody aconteceu no GP da Suécia em Anderstop, de ponta a ponta. Antes fora 5° na Espanha, 3° na Bélgica, 2° em Mônaco. Com sua 2° vitória no GP da Inglaterra, 5° na Holanda, 4° na França, 2° na Alemanha e 3° na Itália, chegou aos 45 pontos. Foi decidir o título no GP dos Estados Unidos; porém a quebra do motor provocou o seu abandono, ficando em 3° no Campeonato, no seu primeiro ano oficial.
Em 75, Jody ganharia só uma corrida, na África do Sul. Livre da pecha de Troglodita, Jody sofreu com o desacerto da Tyrrell e seus carros de seis rodas na temporada. No ano seguinte, guiando o Tyrrell de seis rodas, no qual nunca acreditou, ganharia o GP da Suécia.
Em 1977, trocou de equipe com a proposta do austro-canadense Walter Wolf. Na primeira corrida venceu o GP da Argentina com o WR1 e com o WR3 os GPs de Monte Carlo e Canadá, encerrando a temporada como vice-campeão com 55 pontos, contra 72 de Andretti o campeão.
Em 78, Jody não teve um bom ano com a decadente equipe Wolf e antes do fim da temporada já anunciava sua transferência para a Ferrari. Em janeiro de 1979, Jody foi para a Ferrari com o seu 312 T4. Nesse ano, em 13 corridas, só não marcou pontos na Argentina e na França. Foi sexto no Brasil, quinto na Inglaterra, quarto na Espanha, Alemanha e Áustria, segundo na África do Sul, Estados Unidos e Holanda e primeiro na Bélgica, Mônaco e Itália
Em Monza. quando ganhou o campeonato por antecipação, Scheckter marcou sua décima vitória na F 1. Venceu até o novo sistema de contagem de pontos, feito para manter o título em disputa até a última prova. Sua vitória foi celebrada exatamente no dia em que o GP da Itália comemorava o seu cinquentenário, na pista de Monza.
Dois dias depois do GP da Inglaterra em 1980, Jody Scheckter anunciava em Milão, que abandonaria o automobilismo no final da temporada. Declarou que não tinha nenhum plano de voltar para a África do Sul. Depois de nove anos se considerava europeu e estava feliz morando em Mônaco. Nas nove temporadas da Fórmula 1, Jody particpou de 112 provas, conseguindo um título mundial, 10 viórias em GPs, 14 segundos, 9 terceiros, nove quartos, sete quintos e quatro sextos lugares, três poles e 5 voltas mais rápidas, num total de 255 pontos.
As dez vitórias de Scheckter:
1974 – Suécia e Inglaterra
1975 – África do Sul
1976 – Suécia
1977 – Argentina, Monte Carlo e Canadá
1979 – Bélgica, Monte Carlo e Itália