Tom Wolff, chefe de equipe da Mercedes, garante que Nico Rosberg e Lewis podem se “divertir com seus brinquedos” desde que não quebrem e não entrem em clima de rivalidade, como Ayrton Senna e Alain Prost.
“Não há nada a corrigir na relação entre Hamilton e Rosberg, embora os dois pilotos nunca vão ser amigos. Não haverá abraços e não me importo se faltarem abraços. Os pilotos não podem ser amigos na pista, tentando superar uns aos outros. É um trabalho, não uma diversão”, disse o dirigente.
Wolff diz ser maravilhoso ter dois pilotos do nível de Hamilton e Rosberg, buscando novos limites e fazendo que a competição torne o carro mais rápido. “A situação não é tão ruim quanto é pintada; não há necessidade de acalmar os ânimos. Não vamos chegar a Senna-Prost. Para nós, isso nunca vai acontecer, mas, de qualquer maneira, é uma honra ser comparados a esses nomes.”
Sobre a queixa de Hamilton no GP de Mônaco, que deveria ter sido chamado antes de Rosberg para a troca de pneus, o que lhe daria a chance de assumir a liderança, Wolff afirmou:
“Não cabe aos pilotos decidirem a estratégia. Os pneus podem não estar prontos, se eles chegam ao box de forma abrupta. Quem está na frente pode escolher a estratégia”.
Pilotos criticam Hamilton – O ex-piloto Mika Hakkinen considera que o comportamento de Lewis Hamilton em Mônaco esteve “abaixo do padrão”.
“Reconheço a paciência de Nico nessa situação” afirmou o ex-piloto ao jornal finlandês Ilta Sanomat. E disse mais: “Não gosto do que Lewis fez. Foi um comportamento muito abaixo do padrão.”
Derek Warwick, que foi o diretor de prova em Mônaco também fez restrições à atitude de Hamilton: “Não quero dar conselhos a ele (Hamilton). Ele ganhou “trocentas” corridas e um campeonato mundial. Se fosse dizer alguma coisa seria para que se concentre na próxima corrida, no Canadá.”
Sobre a decisão a respeito do erro de Rosberg, na classificação, Warwick disse ter ficado completamente satisfeito com os dados apresentados pelo piloto alemão. Informou que, além dos dados da Mercedes, inclusive de Lewis Hamilton, recebeu também os da FIA, do carro, do controle aéreo, do circuito:
“Tivemos vestígio do acelerador, da frenagem, tudo que precisamos, para tomar, espero, a decisão certa. Não era preto e branco. Levou um logo tempo. Queríamos ter a certeza absoluta”.
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