Lance Stroll manteve a pole position no GP da Turquia, depois de se livrar de uma punição por não ter respeitado bandeira amarela durante a Q1. Poucos minutos depois de ter conquistado a surpreendente primeira posição no grid, o piloto canadense foi chamado pelos comissários para explicar por que não obedeceu a bandeira amarela, norma de segurança da F1. Ele foi rápido demais num trecho em que havia risco de acidente na pista.
Pela telemetria, os comissários verificaram que, às 16 e 48 (hora local e 10 e 40 no Brasil), o piloto tinha ido mais rápido do que a FIA permite na curva 7, descumprindo os avisos prévios do diretor da prova sobre p código desportivo da Fórmula 1. A irregularidade poderia custar a perda de 3 a 5 posições no grid da corrida de amanhã. Porém, depois de ouvirem o piloto, os comissários concordaram que Stroll levantou o pé do acelerador na curva, ao ver a rodada de Sergio Perez e só voltou a acelerar depois de o perigo superado.
O canadense conquistou a primeira pole de sua carreira esportiva e a primeira de seu país desde que Jacques Villeneuve se qualificou nesta posição pela primeira vez no GP da Bélgica de 2009. Lance afirma que essa pole é um dos melhores momentos de sua vida, pois sonhava com esse momento desde criança.
“Não consigo encontrar as palavras. Estou em choque, não esperava por isso e não tínhamos a certeza antes da qualificação porque não parecíamos competitivos. Tive muita pressão, só tinha uma volta restante e consegui acertar todas as curvas. Senti com muita confiança dentro do carro. A pole foi muito especial, é um dos melhores momentos da minha carreira. Sonho com isso desde pequeno”, declarou.
“Foi uma boa forma de regressar de Mugello, não foi fácil para mim. Sinto-me muito bem agora. Sabíamos que estávamos no topo, mas com estas condições não tens tempo para pensar onde estás, tens que pensar a próxima curva. Quando coloquei o intermediário, sabia que ia dar certo ”, explicou ao finalizar.
Essa foi a segunda pole da história da equipe, a primeira com o nome de Racing Point. A primeira foi há 11 anos, na Bélgica, sob o nome de Force India. Nesse dia Giancarlo Fisichella fez o melhor tempo e não conseguiu transformar em vitória, mas ficou com a segunda colocação, o melhor resultado da história da equipe até hoje. (com soymotor.com)
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