
Olá, Amigos do esporte a motor …
Aquela quase regra de carros das cinco melhores equipes ocuparem as dez primeiras posições no grid do GP da Espanha só não se repetiu agora porque a Ferrari de Sebastian Vettel não conseguiu passar para a última fase da classificação. Então a gente vê no grid dois carros da Mercedes, dois da Red Bull, dois da Racing Point, dois da McLaren e só uma Ferrari. No lugar de Vettel entrou Pierre Gasly, que, pela quarta vez este ano participa do Q3. Por outro lado, Vettel amarga o seu pior momento em 14 anos de carreira, e pela terceira vez no ano cai logo no Q2. Mesmo nas outras três que conseguiu participar da fase final, largou duas vezes em décimo e a melhor delas em quinto….
A Mercedes mantém todas as poles na Espanha desde 2013, sendo cinco de Hamilton, duas de Nico Rosberg e uma de Bottas. Detalhe: em 2012, quando ainda corria pela McLaren, Hamilton “tinha” feito a pole, mas os comissários o desclassificaram porque o carro ficou sem gasolina após a bandeirada e o piloto não conseguiu levá-lo até o box depois do treino.
Todo mundo sabe que entre os pilotos que não são da Mercedes, Max Verstappen tem sido o destaque do campeonato. E hoje não foi diferente. O holandês larga em terceiro pela terceira vez no ano. Vamos lembrar que esta é uma pista em que apenas três vezes em “29 anos” o vencedor largou fora da primeira fila. Mas um desses três é exatamente Verstappen, que, em 2016, largou em quarto e conquistou sua primeira vitória na Formula-1. Os outros são dois carinhas meio conhecidos: Schumacher e Alonso.
A sexta e o sábado mostraram que Sergio Perez, fora dos dois últimos GPs por ter testado positivo para Covid, voltou muito forte. Sempre mais rápido do que o companheiro Lance Stroll. Perez larga em quarto e Stroll em quinto e o sexto é Alex Albon, uma posição que poderia dar a impressão de que o segundo piloto da Red Bull está se recuperando … Mas não é bem isso. O sexto lugar é até normal, mas a diferença para o companheiro Verstappen ainda é muito grande …. 737 milésimos de segundo. Isso só complica cada vez mais a vida de Albon dentro da equipe porque Pierre Gasly, que hoje está na equipe B, a AlphaTauri, – justamente por ter perdido o lugar para o próprio Albon no ano passado – tem feito uma grande temporada. Mesmo com um carro inferior ao da Red Bull, ele conseguiu hoje entrar no Q3 da classificação pela quarta vez no ano. Em relação ao Albon, ele está quatro posições abaixo no grid. Mas a diferença de tempo é pequena comparada à diferença de carro – 107 milésimos.
Como todos os vinte pilotos só usaram o pneu macio durante o treino oficial, este será obrigatoriamente o pneu dos dez primeiros na largada. Baseado nisso, a Pirelli faz a sua habitual simulação de estratégias e mostra que a mais eficiente para a corrida de 66 voltas é de duas paradas, com os dois primeiros trechos de macio com 19 voltas cada um e um último de médio com 28 voltas. Mas com a temperatura tão alta deste fim de semana em Barcelona, quem pode garantir que o pneu macio dure essas 19 voltas iniciais, com os carros ainda bem pesados. Pensando nisso, a Pirelli simulou também uma segunda hipótese menos sacrificada para este pneu macio da largada. Que seria o primeiro pit stop na volta 16. Na sequência, dois stints de 25 voltas cada com o pneu médio. Esta parece a mais provável. Agora, fora dos dez primeiros, alguns podem tentar uma estratégia diferenciada, e nesse caso o mais à frente deles é Sebastian Vettel, decimo primeiro e podendo escolher o pneu médio para a largada. Bom, essas são simulações. Nada mais do que isso. Na hora da corrida, dependendo das circunstâncias, tudo pode mudar.
O que não deve mudar é o favoritismo de Lewis Hamilton, que já soma 38 corridas seguidas marcando pontos, que é um dos muitos recordes históricos dele. Se nada de anormal acontecer, ele supera também os 155 pódios que já tem junto com Schumacher.
Então …. boa corrida a todos.
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