06/06/14

Rosberg admite relacionamento “mais difícil”

Mesmo depois de Lewis Hamilton ter declarado que o clima entre ambos nunca esteve melhor, em entrevista na quinta-feira, Nico Rosberg disse que o relacionamento com o companheiro de equipe é “mais difícil” , agora, que eles batalham pelo título do campeonato dos pilotos.

Mas ele ressalvou que  existe um respeito mútuo, desenvolvido durante os 15 anos  de corridas, um contra o outro: “Nós sempre tivemos períodos em que era mais difícil, mas temos que respeitar essa base de 15 anos, e que é a mais importante. Nós sempre discutimos as coisas e seguimos em frente; é assim que tem sido, agora, também. A relação não mudou, de forma alguma, ainda é a mesma que costumava ser, não é diferente, mas claro que é mais difícil”, disse à revista Autosport.

Rosberg  disse entender que a mídia tente provocar uma “guerra”, para tornar o campeonato mais excitante, mas deixou claro que procurará evitar colocar combustível extra. E se recusou a aceitar a comparação do comportamento dele e Hamilton com o de Senna e Prost, nos anos 1980. “De certa forma, fico honrado ao ouvir essas comparações, porque era um nível extremamente elevado, uma grande batalha no momento. Mas eu deixo por isso mesmo. Não me comparo com aquela época, só quero fazer minhas próprias coisas, seguir meu próprio caminho”.
Em artigo publicado no site do jornal Daily Mail, Nico Rosberg explica o que aconteceu na etapa de classificação em Mônaco, reitera que não errou propositadamente e que mostrou aos comissários dados que comprovavam isso. Ele faz referência à disputa com Hamilton, dizendo:

“Estou bastante tranquilo sobre meu relacionamento com Lewis Hamilton. Sempre teremos alguns momentos difíceis, que serão seguido por bons momentos. Nossa força é que sempre conversamos sobre o que aconteceu, como faziamos  quando estávamos ambos com 14 anos. Sempre vai ser assim, e de fato continua a ser assim. Lewis publicou um tweet, na semana passada, comentando sobre a nossa amizade, e o que tinha falado. Eu não quero entrar nesse detalhe do que foi dito, mas não se esqueça que, quando há momentos difíceis, temos discuti-los e seguir em frente”.

E, obviamente, para mostrar que o clima na equipe é ótimo, contou como foi a comemoração da vitória em Monte Carlo:

“Ganhar em Mônaco pela segunda vez é irreal, então, fizemos uma grande festa, em vários locais, à noite. Vomeçamos na praia, depois fomos  a um jantar com o principe Albert, uma experiência muito especial. Obviamente, esse tipo de coisa não acontece todos os dias e, ser um residente de Mônaco tornou isso ainda mais especial. Eu fiz um discurso na frente e todos; houve  uma enorme queima de fogos, que eles disseram ser em minha honra,  tudo muito louco. Em seguida, foi realizada a festa com todos os meus amigos e todos nós tivemos um grande momento”.

Sobre o GP do Canadá, ele diz:

“Esta semana é o Grande Prêmio do Canadá e Montreal é a pista de maior consumo de combustível do ano e das mais difíceis de chegar ao final da corrida dentro do limite de 100 kg. Isso é algo a que devemos prestar atenção. Eu tenho trabalhado nisso no simulador e está tudo sob controle. Esse será um dos principais desafios do fim de semana.”

No final, ele volta a falar do clima na equipe, relatando jantar que tiveram na quarta-feira à noitem numa churrascaria: 
“.É sempre bom ter algum tempo privado e compartilhar algum tempo com eles, para que poassamos relaxar um pouco e conversar com todos os caras que trabalham tão duro nos fins de semana de corrida. Todo mundo na equipe sabe que ser bem-sucedido depende de detalhes. Um desses detalhes é o espírito de equipe e estamos aproveitando nosso sucesso, mas também trabalhando duro para manter nossos pés no chão. Foram só seis corridas na temporada e ainda há um longo caminho a percorrer …”
O  site informa que o cachê de Rosberg foi doado  a uma entidade de assistência aos mecânicos da F1 e suas famílias.