Cyril Abiteboul, chefe de equipe da Renault, revela que que nunca antes conseguiram melhorar tanto o motor quanto neste inverno, uma notícia que considera importante, quando o objetivo é reduzir a diferença para a Mercedes, Ferrari e Red Bull.
Como lembra o site soumotor.com, a próxima temporada se antecipa como determinante para a Renault. Depois de acabar em 4º no campeonato de construtores este ano, os franceses têm como objetivo encurtar as distâncias para as equipes lideres, no próximo campeonato. O objetivo a médio prazo é voltar ao pódio e nesse sentido o desenvolvimento do carro de 2019 é elemento chave.
Abiteboul considera que o desenvolvimento do novo carro segue bom caminho:
“O que vejo agora é progresso em todas as partes. As melhorias que teremos no motor são muito maiores do que as que temos tido num inverno e os progressos que vemos no túnel de vento são muito maiores do que nunca”, declarou aos site norte-americano Motorsport.com.
Todavia, apesar do excelente rendimento, Abiteboul adverte que se tem de ser muito cuidadoso no desenvolvimento no túnel de vento, pois as normas aerodinâmicas mudam neste ano.
“Temos que ter cuidado no túnel de vento, com a aerodinâmica, pois haverá uma grande mudança nas normas. Todos sabem o que acontece quando há uma recomeço: perde-se carga aerodinâmica e de forma rápida pode-se ser alcançado pelos demais. Portanto. É difícil fazer uma distinção entre o que vem das normas e o que vem do efeito da reestruturação. Mas se falarmos da nossa capacidade de desenhar, desenvolver e fabricar, trata-se de uma aceleração em todas as partes.
Abiteboul está satisfeito como trabalho realizado na última temporada e pela ascensão da equipe nos últimos anos:
“O carro em que estamos trabalhando este ano é, mais ou menos, uma representação da posição da equipe há 18 meses. Haverá uma ou duas gerações de pessoas que passaram a trabalhar com a próxima geração de carros que vamos ver no próximo ano. Temos um nível de recursos que, em minha opinião, é suficiente para o que precisamos fazer. Há estabilidade na organização, há gente nova e que trabalha de forma eficiente. Assim, é positivo, embora o desafio seja enorme”, concluiu Cyril Abiteboul.
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