A Renault se diz pronta para adotar mnedidas legais, se a Red Bull decidir romper o contrato para fornecimento de motores válido até o final de 2016.
A disputa entre a fábrica francesa de motores e a equipe da empresa austríaca de produtos energéticos envolve uma vultosa questão finaceira. A Red Bull estaria querendo romper o contrato sem pagar uma indenização de 40 milhões de euros e sem o risco de perder o patrocínio da Infinit, no valor de 80 milhões de euros, um total, portanto, de 120 milhões de euros. Para superar a resistência da Renault, a equipe de Milton Keynes exigiria o cumprimento do acordo referente aos resultados, uma tese difícil de provar, depois do 2º lugar de Daniil Kvyat e o 3º de Daniel Ricciardo, no GP da Hungria, confirmados pelo 4º lugar do jovem russo em Spa, no último fim de semana.
Christian Horner, da Red Bull, por seu lado, diz que cabe à Renault provar que pode assumir compromissos e aplicar recursos iguais aos da Mercedes e Ferrari e esclarecer seus planos para os próximos meses, antes que a sua equipe tome uma decisão sobre o futuro.
Horner insiste em que serão os próximos movimentos da Renault, não da Red Bull, que irão determinar o futuro da relação, se os rumores sobre a compra da Lotus continuarem.
“Os caras estão aqui, ao nosso lado na pista, muitos deles estavam aqui durante o tempo que vivemos uma enorme quantidade de sucesso juntos. Então, eles estão tão frustrados quanto qualquer outra pessoa. Eu acho que a grande questão é ‘quais são os planos da Renault para o futuro?’ e espero que a resposta seja iminente, nas próximas semanas. A nossa prioridade é, obviamente, o segundo semestre deste ano. Queremos saber quais o empenho e os planos da Renault para o futuro, o que isso acarreta, o que isso envolve, seja como um fornecedor de motores ou como uma equipe _ se eles terão um motor competitivo, a menos que decidam parar. E só quando entendermos isso poderemos fazer o próximo movimento”, declarou Horner.
O chefe da Red Bull acha que Renault tem “falta de recursos” em comparação com Mercedes e Ferrari e sugeriu que o fabricante francês faça uma avaliação da forma como opera.
“Você tem que fazer uma revisão radical. Há algumas pessoas muito capazes na Renault, mas eles se sentem rebaixados. Você pode ver o esforço e empenho que estão acontecendo dentro de Mercedes e o compromisso da Ferrari; uma enorme quantidade de recursos estão sendo aplicados. Obviamente,tanto quanto nós, a Renault não pode se dar ao luxo de ter publicidade negativa, a partir de um motor não competitivo”, acrescentou Horner.
Perguntado se era objetivo da Red Bull aceitar a oferta Mercedes, para 2016, ele disse:
“Nosso objetivo é ser tão competitivos quanto pudermos, tão rapidamente quanto pudermos. Acho que, em primeiro lugar, precisamos. entender como fica a situação com a Renault e qual o compromisso deles com a redução da desvantagem”.
Enquanto isso, a Force India entrou na corrida para ser a equipe de trabalho da Renault, segundo se informou após o GP da Bélgica. Alain Prost, embaixador da Renault, teria ido a Spa-Francorchamps para abrir negociações com Vijay Mallya, da Force India.
E parece que, também para a Lotus, a compra pela Renault é a única chance de sobrevivência. Apenas algumas horas após ter conseguido um surpreendente pódio, oficiais de justiça tentaram apreender seus carros, como parte de uma disputa com o ex-piloto reserva Charles Pic. O piloto francês reivindica nos tribunais que a equipe honre um contrato que lhe daria mais tempo no carro, na temporada passada, como parte das suas funções de piloto de testes e reserva.
Como o caso ainda está em discussão num tribunal de arbitragem, a Lotus conseguiu tirar seus carros de Spa. Pouco depois da corrida.
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