25/02/22

Promotor ainda espera realizar GP da Rússia

A Fórmula 1 cancelou o Grande Prêmio da Rússia, devido aos atos de guerra contra a na Ucrânia.  A decisão foi anunciada em uma breve declaração, divulgada hoje pela manhã:

“A Fórmula 1 visita países de todo o mundo com a visão positiva de unir as pessoas e unir as nações. Estamos acompanhando os acontecimentos na Ucrânia com tristeza e choque e esperança de uma solução rápida e pacífica. Na noite de quinta-feira, a FIA e as equipes discutiram a posição do nosso esporte. Também levando em consideração as perspectivas de nossos parceiros relevantes, chegamos à conclusão de que é impossível realizar o GP da Rússia nas circunstâncias atuais. ”

O promotor do evento, Ano Rosgonki, no entanto, ainda mantém esperanças na sua realização e emitiu uma resposta alegando que o cancelamento não é definitivo e o GP está apenas suspenso.

“De acordo com o comunicado oficial divulgado pela Fórmula 1 em 25/02/2022, devido à atual situação política no mundo, a FIA decidiu suspender os preparativos para a etapa do campeonato mundial de Fórmula 1 na Rússia anteriormente programada para ser realizada, em Sochi em setembro de 2022 porque é impossível assegurá-lo nas circunstâncias atuais. O acordo entre o promotor oficial do Grande Prêmio da Rússia, Ano Rosgonki e a Fórmula 1 está suspenso devido a eventos de força maior. ”

Rosgonki disse aos fãs para não buscarem reembolsos dos ingressos que compraram nesta fase. “Os ingressos comprados não foram cancelados”, disse. “Não há necessidade de obter reembolsos para eles agora, porque ainda é possível que a rodada ocorra e seja realizada conforme programado anteriormente”.

A McLaren disse nas redes sociais que “apoia totalmente a F1 e a decisão da FIA de remover o GP da Rússia de 2022 do calendário de corridas de 2022”.

O chefe da equipe, Andreas Seidl, disse que expressou sua oposição às corridas em Sochi durante a reunião de ontem. “Nós, como McLaren, deixamos clara nossa posição de que, do nosso ponto de vista, o GP da Rússia é insustentável nas atuais circunstâncias”, disse ele.

Quando a guerra eclodiu na madrugada da última quarta-feira, a Fórmula 1 começou a avaliar as consequências do conflito armado. A primeira equipe a se manifestar foi a Haas, que decidiu retirar qualquer referência à Uralkali, patrocinadora russa de propriedade de Dmitry Mazepin, e o futuro dessa associação permanece no ar.

A ação seguinte foi organizar uma reunião entre as equipes, a FIA e a própria Fórmula 1 para decidir qual posição tomar no caso de tal evento, especialmente considerando que o Grande Prêmio da Rússia seria realizado em setembro próximo.

Por fim, a Fórmula 1 emitiu o comunicado oficial no qual lamenta profundamente a situação e o conflito armado, além de afirmar que nas atuais circunstâncias é impossível organizar o Grande Prêmio da Rússia.