George Russell considera que a solução do problema dos saltos em alta velocidade, o efeito porpoising, e a chave para a recuperação da equipe.
“Há muitos fatores em jogo que causam isso. A rigidez mecânica do carro e dos pisos, o desenho destes, a pressão dos pneus. O modo de motor também, quanto mais rápido você vai, pior fica, então fica mais difícil na qualificação, porque nós alimentamos os motores e vamos mais rápido na reta, o que causa mais força descendente e mais salto. Então temos que antecipar esse problema. Quando você tem o DRS fechado, você tem mais downforce do que com o DRS aberto, esse é outro fator que precisamos considerar”, diz Russell.
Este efeito foi sofrido por todas as equipes, pois é um problema típico de carros com efeito solo que só pode ser estudado na pista, não em simulações.
A Mercedes sofre com isso mais do que qualquer outra equipe e até experimentou nas curvas rápidas, não apenas nas retas como o resto dos monopostos.
“Ainda estamos aprendendo e é por isso que estamos longe do ideal. Mas é por isso que digo que, se resolvermos o rebote, resolveremos 99% dos nossos problemas”, admite Russell.
“No momento, estamos dando pequenos passos, então precisamos dar alguns passos maiores, estamos lutando para encontrar a bala de prata que resolverá nossos problemas. Não tenho dúvidas de que, quando fizermos isso, encontraremos uma parte do tempo da volta. Mas é mais fácil dizer do que fazer”.
O efeito reduz a velocidade máxima, mas também gera instabilidade ao se aproximar do ponto de frenagem ou em curvas rápidas. A maneira mais fácil de reduzir ou cancelar é aumentar a altura do carro, mas isso resulta em uma perda notável de desempenho. Portanto, a chave é encontrar uma maneira de resolvê-lo sem abrir mão de todo o potencial do carro.
Para solucionar esse problema, a Mercedes, planeja ter uma nova asa traseira para o GP da Austrália, informou a Auto Motor und Sport.
“Esperávamos ‘quicar’ (porpoising) menos na Arábia Saudita, porque o circuito de Jeddah é muito mais suave. No entanto, estávamos errados. Ainda não entendemos bem esse fenômeno. Continuamos aprendendo”, disse um engenheiro da Mercedes à publicação.
A fonte, que preferiu não se identificar, também afirmou que a discrepância de rendimento entre os pilotos britânicos George Russell e Lewis Hamilton na classificação de Corniche não se deve a um setup distinto para cada competidor: “As diferenças na configuração foram mínimas.”
As Flechas de Prata estão bem aquém das rivais em termos de velocidade: teriam ficado até 11 km/h atrás da Red Bull nas retas de Jeddah. Com relação à Ferrari, o time alemão teria perdido entre 15 e 20 km/h no setor entre as curvas 5 e 9.
A equipe de Stuttgart, porém, não crê que a unidade de potência seja a causa para tal ‘atraso’, atribuindo a todo o conjunto motriz um déficit ” de, no máximo, um a dois décimos no tempo de volta”.
Por isso, a crença de que a baixa velocidade se deve ao arrasto aerodinâmico e a solução, pode ser a nova asa traseira, que deve ser introduzida como atualização na etapa australiana de Melbourne.
Com informações de https://motorsport.uol.com.br/f1/ e https://www.motor.es/formula-1/
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