O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, negou que o reforço da política de joias na Fórmula 1 seja por algo contra o heptacampeão mundial Lewis Hamilton, um dos que mais protestaram contra a decisão durante o GP de Miami.
Em entrevista ao jornal inglês Dailymail, Ben Sulayem falou sobre isso e se defendeu. “Jamais [sobre perseguição a Hamilton]. Depois do Brasil, desejei o melhor a ele, quando estava no avião indo para casa, pode perguntar a Toto Wolff de quanto apoiador eu fui. Eu estava livre porque não era presidente, queria que ele tivesse vencido o oitavo título porque recordes existem para serem batidos”, afirmou.
Ben Sulayem também aproveitou para se defender das acusações de que tirou Michael Masi do posto de diretor de provas da Fórmula 1 para agradar a Hamilton e à Mercedes.
“As pessoas acham que eu fiz o que Lewis e Toto queriam ao remover Michael Masi. Eu faria isso por eles e depois faria algo contra? Não faz sentido. Lewis visitou um médico em Miami para debater a questão das joias, e adivinhe? Era britânico. Eu estou só mostrando as regras, não depende de mim decidir os méritos da ciência, são os médicos. Eu quero que Lewis seja um modelo, um embaixador, que mande a mensagem certa aos pilotos jovens. Deveríamos usá-lo em boa causa. Amo joias. Mas no carro, não há escolha. As pessoas dizem que a regra não foi imposta antes, e não me pergunte o motivo. Podem perguntar para a outra gestão o porquê, se for o caso”, declarou o presidente da FIA.
Sulayem também afirmou que Hamilton será multado caso siga utilizando joias no GP de Mônaco.
“Isso depende dele. Existem multas a serem aplicadas. É como se alguém acelerasse demais na estrada. Você não pode pará-lo, mas vai levar multa, mesmo se for acidental”, concluiu.
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