A Pirelli e a FIA vão usar as sessões de treinos livres da GP de Cingapura para definir “um procedimento mais claro” sobre a pressão dos pneus. A intenção é evitar problemas como o que aconteceu no GP da Itália, com a Mercedes, cujos pneus, no grid, estavam abaixo das especificações propostas pela Pirelli. A FIA decidiu não punir a equipe alemã sob a alegação de seria necessário esclarecer o procedimento para medir os parâmetros dos pneus e isso será feito, agora, em Cingapura.
“Durante a prática vamos definir em conjunto com a FIA, um procedimento mais claro, permitindo que as equipes sigam mais facilmente as regras relativas ao uso de pneus. Isso é importante para evitar qualquer mal-entendido, dando às equipes de indicações mais precisas, evitando assim o que aconteceu com a Mercedes em Monza”, explicou Pual Hembery, diretor de automobilismo da Pirelli.
A Pirelli escolheu para o GP de Cingapura os compostos macios e supermacios, a mesma combinação usada em Mônaco, Canadá e Áustria, até agora, nesta temporada. A fábrica justifica a escolha lembrando que Cingapura tem o maior número de curvas do qualquer circuito no calendário da Fórmula 1, exigindo mais trabalho para os pneus. Explica também que a umidade de 80%, as duas horas de corrida e a segunda volta mais lenta do ano, depois de Mônaco (que limita a refrigeração e o fluxo de ar através do carro) tornam Marina Bay o circuito fisicamente mais exigente de todos para os pilotos.
Devido a todas as suas curvas, a tração e frenagem são os dois aspectos mais importantes do circuito de Marina Bay. Como a maioria dos circuitos de rua, a superfície em Cingapura é bastante irregular. Com muito pouca área de escape, os erros raramente ficam impunes, exigindo um elevado grau de precisão do pneu. O traseiro esquerdo é o pneu que tem o trabalho mais difícil, e os carros têm que ter downforce muito alto..
A Pirelli prevê temperatura ambiente entre de 30-35 graus centígrados, mesmo durante a noite, campo perfeito para o trabalho do pneu macio. Os pilotos terão de gerenciar o supermacio com cuidado, alerta a fábrica, a fim de tirar o máximo do desempenho do composto, evitando o superaquecimento.
No ano passado, Lewis Hamilton venceu a corrida de 61 voltas usando estratégia de três paradas. Ele começou com o supermacio; manteve o composto na volta 15 e novamente na volta 31, trocando pelo macio na volta 52. A diferença de desempenho esperado entre os dois compostos e de 1s8 a 2s2 por volta.
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