A FIA decidiu na semana passada que durante o GP da Hungria, que acontece neste fim de semana em Hungaroring, usar uns novos sensores que detecta, os pilotos que passam os limites da pista. A decisão que não teve aprovação unânime dos pilotos, pois alguns acreditam ser muito subjetivo sinalizar um ponto que já é considerado fora da pista.
Os limites de pista já deram muito o que falar desde o GP da Áustria, onde a FIA atuou de maneira muito contundente, impondo punições a todos os pilotos que não os respeitavam. Foi o caso de Fernando Alonso, que teve seu tempo do Q3 cancelado, quando estava na oitava posição. O espanhol teve que largar em décimo.
A FIA instalou no traçado húngaro vários sensores entre as curvas 4 e 11, onde foi colocada uma espécie de borda dupla, para detectar os pilotos que excedam os limites da pista com as quatro rodas do carro.
Sebastian Vettel acha que a medida não tem muito sentido:
“A FIA é a culpada pela construção de circuitos que fazem que seja mais rápido correr fora da pista do que na pista. É muito decepcionante. O resultado é que é mais rápido ir por fora da pista para manter o rumo. Não faz muito sentido, né?”, explica o alemão.
O piloto russo Daniil Kvyat também é a favor de que se mantenham as bordas normais, pois não acredita que um sensor possa detectar que se excedam os limites.
“Só tem que colocar uma borda normal. Não precisa desses sistemas eletrônicos. Parece que as pessoas que estão tomando essa decisão não sabem o que fazer. Agora temos alguns sensores, talvez vão funcionar corretamente, talvez vão ‘fu…’ todo mundo. Pessoalmente confio mais nos meus olhos que nos sensores”, comenta Kvyat.
Por outro lado, Hamilton se mostrou a favor desses sensores naquelas curvas que não são permitidas a saídas da pista. O inglês acha que a FIA deu um passo a frente com essa decisão.
“Vai ser uma coisa fácil para eles detectarem, apesar de que neste momento algumas curvas nos permitem sair. Por exemplo, em Silverstone, na curva 7 (Luffield), é possível passar diretamente fora da pista e sem problema, o que é uma vantagem. Mas na curva 9 não estamos autorizados”, disse o inglês.
Fernando Alonso também é a favor, pois considera ser um sistema mais confiável que os comissários, principalmente porque na Fórmula 1 permite usar tecnologia de ponta, que é bem melhor.
“É bom. Então nós já não dependemos dos comissários ou da televisão. É tecnologia e é bom poder usá-la. A F1 tem que ter o máximo de tudo”, conclui o espanhol.
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